<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011</id><updated>2012-01-26T22:26:44.282+01:00</updated><title type='text'>Lost in Translation</title><subtitle type='html'>Os sonhos são os mesmos , em todos os lugares.sh3dmyskin@hotmail.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>200</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-3496170262366066381</id><published>2011-10-15T15:59:00.004+02:00</published><updated>2011-10-15T16:27:50.834+02:00</updated><title type='text'>Oração</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-l9pgDVM06Eo/TpmShdOqw2I/AAAAAAAAAD0/df3GtrkWdH0/s1600/blog.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663719109874598754" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-l9pgDVM06Eo/TpmShdOqw2I/AAAAAAAAAD0/df3GtrkWdH0/s400/blog.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vamos parar de ouvir o ruído.&lt;br /&gt;O ruído da solidão que nos abraça de noite e nos faz viajar para longe do universo que ainda podemos criar. Onde podemos ser só um.&lt;br /&gt;Penetrar nessa doce melodia que é a intensidade de um passeio de nós cortados, absortos com sabor de fruta mordida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos fugir do lugar mais bonito da cidade, porque saudade é para quem a tem.&lt;br /&gt;Sem erros ortográficos onde nos poderíamos perder para sempre, nessa ilusão proporcionada pela semiótica, como se tudo pudesse ser traduzido pela comunicação.&lt;br /&gt;Não somos artistas, nas vivemos da inspiração das pequenas coisas, do prazer sincero, dessa bossa nova que ainda não sabemos dançar, mas que juntos, podemos recriar.&lt;br /&gt;A vida que é doce (penso continuamente), na esperança que tudo seja verdade.&lt;br /&gt;Que esse balanço não se interrompa, para que os abraços sejam sempre mais fortes, do que a realidade adjacente.&lt;br /&gt;Que a crise nunca chegue à nossa mesa, onde a oração poderá ser sempre mais rentável. Que as más notícias nunca levem de nós a esperança nos acordes e no amor tranquilo.&lt;br /&gt;Que nunca nos esqueçamos que a saudade é para quem a tem, mesmo que seja apenas por mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De longe, ainda podemos desaparecer, bem por dentro das entranhas dos sorrisos que não têm vergonha em proclamar felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De perto, ainda podemos desaparecer no espaço que conquistamos, seja lá onde isso for, seja lá onde ele estiver, apenas onde permaneceres. Eu juro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, o coração que teima em bater, de cada vez que a gente se entregar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-3496170262366066381?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/3496170262366066381/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=3496170262366066381' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3496170262366066381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3496170262366066381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2011/10/oracao.html' title='Oração'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-l9pgDVM06Eo/TpmShdOqw2I/AAAAAAAAAD0/df3GtrkWdH0/s72-c/blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-1277178066821589529</id><published>2011-08-05T02:59:00.004+02:00</published><updated>2011-08-05T03:21:36.743+02:00</updated><title type='text'>Peste</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="trebuchet ms"&gt;Perdi tempo e resumi o medo de falhar. Tentei alcançar esse patamar honorário, um livro aberto e pronto a ser lido por todos.&lt;br /&gt;Estou pronto para essa congelação dos sentidos, na expiação da ansiedade que teima em me queimar noite após noite. Quero a liberdade prometida, luz cheia de coisas e sinais. Luz cheia de coisas incomportavelmente reais.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face="trebuchet ms"&gt;&lt;br /&gt;Deixei de escrever, porque nunca saberia como evitar o mesmo erro. Deixei de escrever porque nunca te quero partilhar com o desconhecido. Essa certeza de que o que é nosso, pertence-nos bem por dentro da carne viva; às vezes morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes crua, às vezes vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem pensar, fui. Na acção é que reside a vantagem de acalmarmos a realidade que transportávamos. Na falta de vergonha que é descrevermos a falta de inocência perdida a alguém. Na falta que se tornou respirar em todos os passei&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-EEzsy9ufiZc/TjtCBo31h-I/AAAAAAAAADs/-9Erzx8rj-g/s1600/sex.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 315px; height: 164px; float: right; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637171954503223266" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-EEzsy9ufiZc/TjtCBo31h-I/AAAAAAAAADs/-9Erzx8rj-g/s400/sex.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;os que nos foram mantendo na ilusão que estávamos seguros.&lt;br /&gt;Levamos anos até chegarmos aqui, levados pelas malas que transportamos, pela boleia que residiu no amor que haveríamos de contemplar. Em Budapeste, num quarto qualquer. Até tudo se ter tornado credivelmente difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="trebuchet ms"&gt;&lt;/font&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="trebuchet ms"&gt;&lt;/font&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="trebuchet ms"&gt;&lt;/font&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="trebuchet ms"&gt;“Difícil é a vida dos pobres e dos velhos porra”, Repeti durante esse tempo interminável, quando olhei para trás e já tinhas desvanecido – não em mim, mas na cidade que tanto parecia odiares.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;font face="trebuchet ms"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Encontrar-te ia, alguns dias depois, a beber uma vodka em Peste, levada pela certeza que nos teríamos de reencontrar num entendimento só, nem que fosse preciso 5 mil pés de altitude. Nem que fosse a vergonha que só haveria de sentir no escuro da Europa de Leste, quando te procurei e apenas encontrei aqueles sexos com cheiro a perfume e bálsamo das feiras medievais que procurávamos, todos os anos. Não queria esperar pelo Inverno que me faria gelar a tua memória. Queria encontrar-me contigo, saber para onde seguiríamos depois, na viagem encantada, encenada por nós, alguns anos antes em Geometria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Durante os dias em que não te vi, não havia mais nada. Apenas putas e cabaret.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-50piZwRRcxM/TjtB5US3rwI/AAAAAAAAADk/x1RynSIGs2c/s1600/tumblr_lo5e6asTHx1qzzk3fo1_500.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 301px; height: 400px; float: right; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637171811540512514" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-50piZwRRcxM/TjtB5US3rwI/AAAAAAAAADk/x1RynSIGs2c/s400/tumblr_lo5e6asTHx1qzzk3fo1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Danças exóticas em cima da mesa, fornicadelas sem vergonha, na esperança que voltasses e tivesses pena de mim e me levasses contigo.  O orgulho é sempre a minha prioridade. É o meu primeiro amor. Nunca correria atrás de ti, nunca perderia perdão, nunca entenderia o teu desespero sôfrego, lágrimas por debaixo do rio que nem sabíamos o nome ainda. "Danúbio" dir-me-ia uma puta romena. Ou checa. Comia com toda a intensidade que um Homem consegue e lembrei-me que poderia nunca mais te oportunidade de te revelar. “É Danúbio Sara, É Danúbio”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Que se foda o Danúbio. Ele sabe a imagem que reflectiu quando partiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-1277178066821589529?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/1277178066821589529/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=1277178066821589529' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/1277178066821589529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/1277178066821589529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2011/08/peste.html' title='Peste'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-EEzsy9ufiZc/TjtCBo31h-I/AAAAAAAAADs/-9Erzx8rj-g/s72-c/sex.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-4225341035791134105</id><published>2011-04-07T12:18:00.002+02:00</published><updated>2011-04-07T12:24:55.115+02:00</updated><title type='text'>Insuperável</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ser adulto é tornar todos os fatos como garantidos. Esquecermo-nos de que por vezes, a verdade há-de ser refeita e a nossa acomodação há-de ter um fim. Procuramos tudo e todos, enquanto somos um pouco mais novos. Perdidos, mas também, maravilhados. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando crescemos, entendemos claramente que a vida cá fora, é mais dura do que aquilo que prevíamos e que nos falta a força e o poder que só podem ser traduzidos pelos sonhos e as viagens que tínhamos, enquanto podíamos reclamar a inocência da adolescência. O primeiro beijo, as férias intermináveis junto à praia, uma nostalgia de lugar nenhum e o walkmen por entre a areia. Era esse momento de solidão incontrolada, mas de perfeita sintonia com o resto do mundo, que nos há-de sempre fazer falta. Onde as palavras não eram contidas e a injustiça era transferida para um gelado ser mais caro, do que outro. Simplesmente. O primeiro segredo, o primeiro dia de aulas, o primeiro filme porno, o primeiro flirt, a primeira mensagem com sorriso. A primeira amizade, o derradeiro “para sempre”, com um pé na água fria do Mindelo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Só o amor pode ser incoerentemente fresco, quando tudo parece gasto e polido demais, para nos carregar com novas sensações, essa energia sensorial, tantas vezes perdida. Só o amor, puro e brilhante converge toda essa leveza que o ser pode carregar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“O que dá sentido à nossa conduta é sempre uma coisa completamente desconhecida”, refere Milan Kundera, que deixará de existir, quando nos tornarmos em pura contaminação contraída pela retina, através da propaganda política. Só o amor pode ser esse último reduto, das incertezas inebriantes, das viagens nunca mais finalizadas, de todo esse lado dramático que explodíamos na adolescência, na esperança de que o dia seguinte, fosse irremediavelmente diferente. Só o amor pode completar essa busca vertiginosa e proporcionar alguma beleza inerente ao caos em que todos vivemos. Num país moribundo, onde os políticos se desresponsabilizam com eleições antecipadas, apenas porque já conseguiram amealhar o que podiam (a título pessoal), até à altura. Ser adulto, tem que consistir irremediavelmente em mais qualquer coisa, do que procurar por um novo emprego todos os dias, apenas porque precisamos de mais dinheiro para construirmos uma casa, comprar um Ipad, ou talvez quem sabe, gerar um adolescente. Gostava de repousar na ideia de que ser adulto, significa irremediavelmente ser livre. Foi nessa ideia que vivemos a correr, na esperança em que possamos moldar a realidade circundante, um pouco ao nosso reflexo e memória futura. É nessa ilusão que vivemos, continuamente. Até aqui chegar. Não há tempo para viver e o pouco dinheiro que amealhamos, mal nos deixa sobreviver. Crescer na perspetiva de que a altura em que nos escondiamos nas casas de banho dos bares, para atender a chamada à mamã e mentirmos como gente pequena “estou na cama, claro”, era bem mais empolgante do que a vida de um trabalhador adulto tem para oferecer, é extenuante e cansativa. A concretização de todos os sonhos devia ser justamente agora, em que não existe mais nada, para além da nossa consciência a ditar esse caminho, cheio de coisas pouco surpreendentes. O amor pode ser a criação de algo insuperável. Todos os dias. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-4225341035791134105?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/4225341035791134105/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=4225341035791134105' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4225341035791134105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4225341035791134105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2011/04/insuperavel.html' title='Insuperável'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6899201088195154833</id><published>2010-11-26T17:54:00.003+01:00</published><updated>2010-11-26T18:07:53.125+01:00</updated><title type='text'>Escorrimento</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fechar os olhos e consumir o ar á minha volta. Correr entre a multidão, perder-me neste prazer sensorial que é poder começar de novo e rir-me por entre a minha realidade, que afinal, está viva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não quero esquecer essa oferta que é poder mergulhar no presente e nunca voltar a escorrer, antes de acordar. Posso não precisar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Repito à minha mãe: “Não te preocupes, sei onde fica o sol”, entre um tinto caseiro e um sorriso nostálgico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confirmo ao meu pai: “Vou no sentido da rendição”. É isso que ele quer ouvir e eu não sou ninguém para matar as ilusões alheias.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TO_n6vqT5vI/AAAAAAAAADQ/UxYfSuRi9SM/s1600/tumblr_layav2Mc9B1qdwoxmo1_500.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 329px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543904662728730354" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TO_n6vqT5vI/AAAAAAAAADQ/UxYfSuRi9SM/s400/tumblr_layav2Mc9B1qdwoxmo1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ser jovem é essa conquista de complementos, sem recurso a vitaminas mais ou menos afrodisíacas, raspar o solo com a mão e sentir o calor da imensidão que pode ser o infinito dos nossos sonhos, a penetrarem essa corrente sanguínea cheia de graça e glória.&lt;br /&gt;Ser jovem é essa bênção grata, esse estado de espírito inebriante, carregado de &lt;em&gt;empowerment.&lt;/em&gt; A perfeição à luz das leis e sobretudo de DEUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechar os olhos e consumir esse ar que me recarrega, sem sentido ou esperança, por entre as chiclets espalhadas por entre o passeio, por entre o abismo que pode ser descarregar-mos a força das nossas conquistas diárias numa só pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;“Prometo-te que hoje não te magoo”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Como se isso fosse difícil.&lt;br /&gt;Nasci à prova de bala, não tenho receio de fogos cruzados ou guerras nucleares. Sobrevivi à força bélica de crescer entre papéis sujos e prédios mal formados, à semelhança dos nossos governos. E surpresa - ainda aqui estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechar os olhos e consumir o fumo à minha volta, deitar o meu corpo sobre o teu e não fazer mais nada a não ser levitar sobre ti, na esperança que desapareças depressa , a ver se não te engulo, enquanto me deixo descair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;“Prometo que hoje sou teu”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só hoje, só amanhã, talvez nunca.&lt;br /&gt;Não sei porque o quero, não sei porque o persigo, nem sei porque é que o desejo. É talvez a primeira vez, na minha repetição intensa de acções mais ou menos convenientes, que não tenho a certeza do que faço nem porque o faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui sempre gerida nesse épico de movimentos mais ao menos moribundos de criar e recriar o prazer sexual que via espelhado nas telas, nos corpos das outras pessoas. O olhar perfeito, o sorriso perfeito, lençóis brancos e chocolate quente a fervilhar de tesão.&lt;br /&gt;Mas não contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascente com essa bondade e não te posso levar comigo. Sou demasiado pesada para carregares comigo. E tu nunca hás-de amar uma pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;“Amanhã não te largo”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Só as pessoas que não amam, estão sozinhas. Eu amo este sol que me mata a pele e me carrega as feições, amo a tua luz que me faz repousar sobre ti, o teu olhar dúbio enquanto me fixo no futuro e não o encontro.&lt;br /&gt;Afinal, estou morta. Amanhã?&lt;br /&gt;Encontrei esta carta e reli-a cinco vezes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;“Maria, quando marcamos às 5, marcamos para hoje. Tenho saudades de te ver fora do frio que são as mensagens escritas que trocamos. Eu a querer-te provar que quero estar contigo, tu a ficares imóvel.&lt;br /&gt;Será sempre assim?&lt;br /&gt;Hoje não te magoo e amanhã também não. (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(Olho lá para fora, por entre os ventos do Outono, as manhãs solarengas e intrépidas. A mudança a chegar. E amanhã, o que acontece?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(...) "Amanhã não te posso prometer mais nada, a não ser que iremos na leveza da nossa progressão, sem que rastejemos por isso. Sabes que te quero, por entre a frincha da porta, enquanto tomas banho e te escuto a cantar “For once in my life”. Sabes a tesão que é ver-te passar semi-nua, a escorrer. Sabes a vontade que me provocas de querer escorrer dentro de ti, também.&lt;br /&gt;Quero – te hoje até as 24 horas. Amanhã, nem Deus sabe o que poderá existir.&lt;br /&gt;Quero te dar a mão.&lt;br /&gt;Hoje não te magoo”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser jovem é poder responder, sem responsabilidades. Prometer o amanhã que nunca se sabe se virá, apostar sempre no futuro, partilhando o passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem enviada às 13:45: “Hoje não te quero. Amanhã prometo que não m&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;e esqueço de ti”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6899201088195154833?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6899201088195154833/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6899201088195154833' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6899201088195154833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6899201088195154833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/11/fechar-os-olhos-e-consumir-o-ar-minha.html' title='Escorrimento'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TO_n6vqT5vI/AAAAAAAAADQ/UxYfSuRi9SM/s72-c/tumblr_layav2Mc9B1qdwoxmo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-286509905907872012</id><published>2010-10-14T15:46:00.004+02:00</published><updated>2010-10-14T23:11:03.625+02:00</updated><title type='text'>Pura Merda</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TLcL8EI2yLI/AAAAAAAAAC4/Jf7HVlr0dlg/s1600/mulher3.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527900194151516338" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TLcL8EI2yLI/AAAAAAAAAC4/Jf7HVlr0dlg/s400/mulher3.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acordei, impressa em formas que imaginei e recriei, a ver se entendias a minha dor.&lt;br /&gt;Deixaste-me fugir, presa entre as matemáticas complementares, a genética igual às criações que imaginávamos que estariam desenhadas para nós, apenas nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Se querias que te amasse mais, porque não disseste?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por isso fugi, na esperança que nunca me abandonasses. Fugi um pouco mais todos os dias, com essa característica perene de quem gosta pouco mais de despedidas, do que de &lt;em&gt;super bock’s&lt;/em&gt; junto ao café da esquina.&lt;br /&gt;Só Deus sabe o que poderia fazer, se apenas me tivesses ajudado a abrir a porta dessa consciência impenetrável, onde se escondia o teu coração, fechado num laboratório, imerso em composições quânticas, enquanto despejavas uma quantidade de ideias pré-concebidas. Pura merda, em cima da mesa.&lt;br /&gt;Apetece-me dizer que nunca te amei e na verdade, não sei em que parte estaria a mentir.&lt;br /&gt;Lutei tanto contra esse teu ser obscuro que já nem sei o que sinto e por isso fugi, um pouco mais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todos os dias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se calhar, nunca senti mais do que a necessidade de te provar (constantemente), que conseguia ser completa,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; o suficiente; a ver se conseguia chegar a esse altar pré-concebido que fingias não gostar. Pedestal corrompido, ponte quebrada entre mil e uma palavras que referias com puro desconhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TLcMGMZH2II/AAAAAAAAADA/0yk4KxPAGSk/s1600/O_AMOR~1.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 315px; FLOAT: right; HEIGHT: 166px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527900368165918850" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TLcMGMZH2II/AAAAAAAAADA/0yk4KxPAGSk/s400/O_AMOR~1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Pura merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se queres que te ame um pouco mais, porque não dizes?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há coisas que não te disse, mas que resultariam apenas em copos de vinho vazios, às vezes talvez quem sabe - partidos.&lt;br /&gt;Reconhecíamo-nos por entre as paredes frias, que eram o estigma da nossa conjectura, mas não sei se nos amamos o suficiente.&lt;br /&gt;Esse amor que vem descrito nas revistas, que suplanta a distância ou as crises intermináveis, favas contadas de uma relação entre duas pessoas cáusticas, como a nossa.&lt;br /&gt;A verdade é: preferia ficar na Enfermaria a ver a morte dos outros, a imaginar-me a chegar a casa, tirar-te as calças e enfiar-te dentro de mim. Fosse no sofá, no hall da entrada, ou mesma na banheira, como sempre gostamos.&lt;br /&gt;Criei a necessidade, com o passar da idade e da alienação social que vim a adquirir, um constante repúdio pela entrega sexual - contigo.&lt;br /&gt;Por isso, estragava tudo inicialmente, para me enlouquecer de vontade de querer ficar ao teu lado, apenas porque tenho medo (puro) da rejeição. Apenas porque queria provar a mim (e a tantas quantas quisessem presenciar), a minha força magistral, que te conseguiria suplantar.&lt;br /&gt;Em público, com alguma preferência. Uma humilhação constante, tu a imitares um despercebimento assassino, tu a esqueceres que eu existia, subitamente, mas sempre nesse remoer interior, que nos acabou por matar.&lt;br /&gt;Puxei-te pela convicção de que não precisei nunca de entrar num curso intitulado “Medicina”, para conseguir fazer tudo aquilo que queria. Às escondidas, importunei o sistema, sem que disso dessem conta. Doseava os medicamentos, entregava sedativos àqueles que gritavam pelas Marias, durante a noite, apenas para que os outros pudessem dormir, mais descansados. De manhã, chamavam-me de Doutora e eu fingia que não ouvia. Como tu.&lt;br /&gt;Foi aí que finalmente entendi, que não haveria mais nada a fazer.&lt;br /&gt;Passei a discutir sozinha e a ter medo da minha própria voz e perdi-me nas ideias e equações de te conseguir fazer ver a luz que haveria dentro de mim. Porque haveria, apesar de  tudo aquilo que fazíamos consistia em dizer …Adeus!&lt;br /&gt;- Adeus, vou dormir, adeus vou trabalhar, adeus vou viajar (para onde?!).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Talvez nunca te tenha amado o suficiente para te expelir completamente, talvez não rimássemos, como os poemas que escrevíamos durante o S. João…&lt;br /&gt;Tempos houve em que bastava falar um decibel mais elevado, para a tua atenção se virar para mim, em mim. Como eram bons esses tempos... De massacre mútuo, de cortinas espalhadas pelo chão, telemóvel partido em dois e o trânsito lá fora parado e eu a sonhar em maneiras de te fazer ver o meu afastamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Se queres que te ame um pouco mais, porque não dizes?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso, não podia. Seria submeter-me à fantasia que toda a gente criou de ti. Tinha que ser diferente. Não te podia amar demais, nem querer de menos. Comigo, haverias de ser diferente. E por isso, foste-te embora, mesmo antes de eu conseguir entender, que para guardar o meu orgulho, teria de encenar o meu afastamento e esperar que viesses atrás de mim.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não vieste.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Poderias ter chegado tarde, colocado a chave em cima da mesa, que por Deus, haveríamos de dar certo, se eu ao menos conseguisse largar o desenho da minha armadura. Eu contava-te que queria mais amor, tu contavas-me que nunca me ias deixar de entregar essa inocência e acabávamos os dois a falar em merda.&lt;br /&gt;Pura. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TLcNObjcdCI/AAAAAAAAADI/02u-IWV8bFw/s1600/casal-maos-dadas1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; FLOAT: right; HEIGHT: 148px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527901609186325538" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TLcNObjcdCI/AAAAAAAAADI/02u-IWV8bFw/s400/casal-maos-dadas1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se queria que me amesses um pouco mais, porque nunca o disse?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-286509905907872012?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/286509905907872012/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=286509905907872012' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/286509905907872012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/286509905907872012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/10/pura-merda.html' title='Pura Merda'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TLcL8EI2yLI/AAAAAAAAAC4/Jf7HVlr0dlg/s72-c/mulher3.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-24915096886556860</id><published>2010-10-08T14:56:00.004+02:00</published><updated>2010-10-08T17:45:06.941+02:00</updated><title type='text'>Cor Morta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TK875WUXnzI/AAAAAAAAACw/Hhex61ndBto/s1600/chateaumarmont1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525701124236484402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 321px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TK875WUXnzI/AAAAAAAAACw/Hhex61ndBto/s400/chateaumarmont1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Preto e branco.&lt;br /&gt;Não há lugar para o cinzento, objectos mais ao menos maleáveis, sentimentos neutros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a ilusão onde todos os dias acontecem, todos os dias, como se tratasse do tudo e do nada, constantemente, entre paredes pintadas de alfazema e cores sujas. Absolutamente negras.&lt;br /&gt;Há dias em que me arrasto e que espero que sejam os últimos.&lt;br /&gt;Não sei mais de que cor é o ar que respiro, as cores do chão, as cores que piso, as cores que nego à exaustão, tantas vezes não querer respirar.&lt;br /&gt;As cores da tua vida, as cores da minha vida. Vida extinta.&lt;br /&gt;Nossa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;São os lençóis brancos, aos quais me agarro, os mesmos com que te cobrias e rias, entre sintéticos e algodão, como se a vida fosse não mais do que simples partículas envoltas numa gravidade repleta de pura mentira. Como se o corpo fosse mais do que matéria e pudéssemos levitar nessa mesma…mentira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Agarra-me.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E deixo-te cair, nessa mesma falta de força e indignação, que me deixou incapacitado, meio morto. Nesse incumprimento, faltas promessas que me içam e me sufocam de cada vez que recolhos aos meus lençois e me revejo na tua ausência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vivemos todos os dias cansados por múltiplas informações, sinais de trânsito que nos levam a lado nenhum, esgotados pela falta de amor que recebemos, pela falta de amor que um dia (muitos ainda descobrirão), ainda sentiremos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vivi sempre na constante de que há dias que são "o" nada, ao invés de acreditar, que afinal, todos os dias, são dias que acontecem.&lt;br /&gt;Chegar a casa, despir-me e fazer amor contigo, por entre esses lençóis brancos onde te rias à, minha espera. Acontecer o desejo que é poder tocar-te novamente e esquecer a útima sexta que te agarrei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu na ânsia de chegar até ti, eu no emprego, eu cansado. “No sábado é que é”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Agarra-me.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E eu agarrei-te, bem dentro de mim, a meter a tua pele bem dentro da minha, como se o sexo jamais tivesse servido para outra coisa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Deito-me agora, todos os dias, com a tua pele presa na minha, a agarrar-te. Vezes há, em que choro, como no primeiro dia em que entrei para a escola e o António Pedro me roubou o pãozinho de leite. Era o meu favorito.&lt;br /&gt;Agarro-me e choro. A ver se me ouves e se me perdoas, se me encontras nessa cor morta que tomou forma em mim, desde que não te consegui agarrar todos os dias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Imaginamos e criamos a imagem das pessoas que perduram na nossa realidade, diariamente, deixando de conseguir encontrar nelas, a evolução da nossa própria existência. Dados adquiridos, cores pálidas, quase inexistentes, por fim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Anda deitar-te comigo”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não podia. Sábado é que era, iamos jantar à Casa Aleixo e ainda bebíamos um porto no Solar dos Vinhos e íamos esquecer os empregos que nos segregavam, mas que nos mantinham.&lt;br /&gt;Tu, perdida na tesouraria de uma autarquia, sempre a acrescentar números às contas que fazias, para salvar uma função que de pública, tem cada vez menos. Uma função pública adormecida, invisível, perdida na tradução do seu próprio conceito, que seria inevitavelmente, trabalhar em prol das necessidades, dando uso pleno ao conceito de subsidariedade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu, eu nos planos de marketing e nos briefings que me faziam adormecer sem sono, a tentar encontrar ideias em que o orçamento fosse baixo e a ler o post-it do meu chefe &lt;em&gt;"aqui &lt;strong&gt;não &lt;/strong&gt;pode haver gato".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Anda deitar-te comigo”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não me apetecia. Deambulavam na minha consciência, publicidades espalhadas pela cidade que nos transportariam para ambientes seguros e delicados, onde não haveria necessidade de criar anúncios tão inexplicavelmente bem sucedidos, como o que imaginei, quando íamos a caminho de Marvão e fiquei sem um pneu.&lt;br /&gt;Tu eras a minha Marta, aquela que me socorria e me fazia viajar, para bem longe e me tirava a algemas do sexo, me libertavas, para depois (e só depois) me voltares a prender.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Às vezes ligo-te, durante a noite, a ver se brincas comigo e me fazes rir novamente. “Ok teleseguro, fala a Marta?”, mas apesar de saber que essa não é a cor da tua voz, deixo-me ficar horas, em cima da cama, onde o oxigénio se confunde com a intensidade do odor do meu bafo. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TK8VRTf3jAI/AAAAAAAAACo/a3MEFhHh3kA/s1600/CA37HWIUCAT8Z34OCAN4O1I3CADB6T71CARCEQ8FCA6301QRCAGX84QRCAB92OTRCAP0O6BKCAEZOC86CA0GX5YXCAUAZIAACAIBN3AACA3H3RNHCAPGDOT7CA4WW7Y3CA71VEJCCA9J97T4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525658654842784770" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TK8VRTf3jAI/AAAAAAAAACo/a3MEFhHh3kA/s400/CA37HWIUCAT8Z34OCAN4O1I3CADB6T71CARCEQ8FCA6301QRCAGX84QRCAB92OTRCAP0O6BKCAEZOC86CA0GX5YXCAUAZIAACAIBN3AACA3H3RNHCAPGDOT7CA4WW7Y3CA71VEJCCA9J97T4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi demasiados planos conjuntos, a tentar estabelecer as imagens da vida de outras pessoas, que nem sequer existem, mas atraem milhares de pessoas, quando só tu eras real, em mim.&lt;br /&gt;Tu a cozinhar, na tua ilha, com o copo a escorregar, as sirenes a perseguirem-me, um senhor a tentar afastar-me, o teu sangue perdido entre destroços e eu a tentar agarrar o copo.&lt;br /&gt;Cheiro-o, degusto, saboreio, bebo por fim. Volto a ligar-te e rio-me sozinho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem o teu cheiro e uma cor suave que me entontece. E choro, como a criança que sempre fui, a ouvir a mamã a gritar “não fizeste os trabalhos de casa? Há tempo para tudo”.&lt;br /&gt;Não há tempo para quase nada, a mamã mentiu-me. Por isso choro, porque já não me resta nenhum contigo. Pelo menos enquanto as sirenes ecoarem na minha consciência, perduro para ti, embora não ouça o teu riso nos mesmos lençóis de onde nunca deverias ter saído. Brancos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Quando já não sentimos, acordar, é sempre o mais difícil.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Agarra-me.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E eu preguei-me à tua mão e ri-me para ti. Não te podia deixar ir para lugar incerto, sem que levasses de mim o melhor sorriso, aquele que te deveria ter dado todos os dias.&lt;br /&gt;Às vezes acordo e imagino que te salvo, que recolho os restantes carros que se fizeram, em câmara lenta, massa única e cinzenta e te agarro. Consigo ser um herói, ao menos por um dia.&lt;br /&gt;Às vezes acordo e imagino que te salvo. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-24915096886556860?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/24915096886556860/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=24915096886556860' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/24915096886556860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/24915096886556860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/10/cor-morta.html' title='Cor Morta'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TK875WUXnzI/AAAAAAAAACw/Hhex61ndBto/s72-c/chateaumarmont1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-2731045994139199481</id><published>2010-09-10T17:05:00.004+02:00</published><updated>2010-09-10T17:19:00.092+02:00</updated><title type='text'>Lado Esquerdo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TIpKz_jrC1I/AAAAAAAAACg/kiIIQ0xwc4k/s1600/0.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515302950763432786" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TIpKz_jrC1I/AAAAAAAAACg/kiIIQ0xwc4k/s400/0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Às vezes o coração dói-me. Encrava-se e deixa-me inerte. Condições de famílias, gerações gastas e sonhos inacabados.&lt;br /&gt;O coração nunca se me parou, mas já esteve perto, sinto-o. Nunca me arrancaram, mas já morreram dentro dele. Numa parte profunda e escura que não deveria existir no coração.&lt;br /&gt;Ás vezes, o coração dói-me e eu não sei bem o que lhe hei-de fazer. Gostava de o continuar, degustar, preparar-lhe um encontro com futuros mais resplandecentes e erros menos marcantes. Voltas durante as noites que não poderemos mais gozar, cada um escondido dentro de si, dentro de nós, na distância que é o mundo preso dentro de um só corpo.&lt;br /&gt;O corpo, o sexo, a morte, talvez tudo junto. Empenhei-me em evidenciar um início sem dor.&lt;br /&gt;Um final sem razão atacou-me muito depois.&lt;br /&gt;Bastaram cinco palavras para calar qualquer razão, dez mil perguntas inconscientes para arrancar essa impressão que afogaste dentro de mim.&lt;br /&gt;Gostava de compreender as razões dessa felicidade inoportuna, desse livro arbítrio escolhido entre a minha pele e de tantos outros. Tantos outros.&lt;br /&gt;Ás vezes o coração dói-me e eu escondo-o a ver se ninguém completa as expressões deste problema de imaginação.&lt;br /&gt;Lembro-me das fugas e dos risos, das voltas na praia a encontrar as peças que resultariam na inevitável queda de cada um de nós.&lt;br /&gt;E foi aí que te olhei, por dentro desses olhos azuis e o teu sorriso. Parecias-me uma figura inóspita, distante, desconcentrada em mim, inexplicavelmente, descentrada em mim.&lt;br /&gt;Demasiado parecido comigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tentei controlar-te mas acabei por morrer, também eu, dentro de mim, sucumbida de desejos, fugazmente atraiçoada pela minha perspectiva de uma ilusão que nunca se veio a concretizar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Dá-me a tua mão”. E eu dei. Comandavas pouco as acções, eras muito mais passivo em relação a tudo, mesmo o pouco, daquilo que tínhamos criado. Mas eras tudo e já cá não estás.&lt;br /&gt;Molhada, desfeita, a deixar-me ser engolida por ti, bem naquela praia. Às vezes fingia e acreditava que tinhas sido feito para me penetrar inúmeras vezes, sem a força de qualquer estupefaciente que te levasse para longe de mim e fosses, finalmente, perfeito naquilo que raramente conseguias acabar com alguma destreza. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Deveria ter imaginado tudo logo desde o início. Nós que pertencemos ao género que vocifera a capacidade de utilizar o sexto sentido diariamente, raramente confiamos nos nossos sentidos.&lt;br /&gt;Somos estúpidas e inseguras demais. Até porque, certamente, se o tivesse sabido antes, provavelmente não me importaria. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A sobrevivência das mulheres depende pouco da verdade e mais da constante afeição física e erudita. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Preferia ter-te aqui, desfeito em mim, do que alguma vez te ter perdido para uns braços musculados, uns lábios grossos, um sexo que não encontro em mim. Contra algo que eu nunca poderei controlar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dizes que faz parte de ti, que é algo que sentes, pois então sente-me a mim e fica comigo, &lt;strong&gt;porra&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;O amor deveria ser essa ligação puramente controlada pela falta de dor e constante busca de prazer, irracionalidade pegada e tesão mascarada de paixão…&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Falta-me a tesão&lt;/span&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não me culpei. Levo disso e de tudo, da minha mãe que me ensinou que as mulheres não se podem culpar de tudo aquilo que os homens não dizem sentir. Nesse momento o coração não parou, mas engrenou numa viagem temporal que me custa sair, neste silêncio em que a minha janela se transformou. Não há porta para o mundo, não há o B.B. King a tocar para nós, entre a chuva de Novembro que ambos adorávamos e partilhávamos. Eu junto desses olhos azuis, eu a sentir-te, tu a afastares-te, tu a cuidares de mim, nós sempre juntos.&lt;br /&gt;“São irmãos?”&lt;br /&gt;E sentia essa ânsia de explodir inesperadamente. Afinal, era visível.&lt;br /&gt;Não, claro que não somos irmãos, porra!&lt;br /&gt;E gritava silenciosamente “&lt;strong&gt;Nós &lt;/strong&gt;fazemos &lt;strong&gt;SEXO&lt;/strong&gt;. Do puro. Eu abro-me para ele e ele come-me e vai bem fundo, como se a vida fosse esse único sopro, entre um cigarro ou dois”. E as luzes apagavam e eu acordava e sorria. Controlada, demasiadamente controlada, inexplicavelmente controlada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Não vais dizer nada? Gostava que continuássemos amigos”.&lt;br /&gt;Não te respondi. Sempre falaste por mim, sempre advinhas-te o que eu queria, pois agora atravessa-me como antes e faz o que puderes, mas fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;A minha janela para o mundo eras tu. Era através dela que idealizava as pequenas sensações que a terra me trazia, que sem ti, nunca fizeram sentido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;SILÊNCIO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes o coração dói-me.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-2731045994139199481?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/2731045994139199481/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=2731045994139199481' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2731045994139199481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2731045994139199481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/09/lado-esquerdo.html' title='Lado Esquerdo'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TIpKz_jrC1I/AAAAAAAAACg/kiIIQ0xwc4k/s72-c/0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-5230074296152188766</id><published>2010-08-03T18:08:00.003+02:00</published><updated>2010-08-03T18:22:14.562+02:00</updated><title type='text'>Instrumento</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TFhAlULwTVI/AAAAAAAAABw/C5NFpoRLEkM/s1600/piano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501217954650410322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 370px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TFhAlULwTVI/AAAAAAAAABw/C5NFpoRLEkM/s400/piano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agarro-me a esses olhos e sei bem que não é este o meu papel.&lt;br /&gt;Sento-me defronte do piano, enquanto balanças, ora para trás, ora para a frente.&lt;br /&gt;São tantas as vezes, em que imagino que te deitas sobre mim, enquanto deixo que a música me leve para bem longe e consigamos perceber, por fim, que somos livres, sem planos ou materializações de ideias imaginárias, a rebentar, por dentro da boca que se esquenta e se funde.&lt;br /&gt;Nessa espuma baça, enquanto deslizo os dedos e me imagino a engolir-te num só sopro, bem por dentro dessa pele que se rasga, enquanto me revejo a apertá-la. Não é a música que me faz levitar, é a possibilidade de acreditar que um dia, ainda te posso tocar.&lt;br /&gt;Não tenho mais nada sobre mim e tu não consegues imaginar a imensidão de sonhos que construi a pensar na tua essência, grossa, fraudulenta, eterna em mim.&lt;br /&gt;Desejar-te é imaginar-te. Querer-te seria pensar em calar-te, finalmente e encostar-me sobre ti.&lt;br /&gt;Ninguém sabe de nós, na minha consciência. Aprendi a reprimir essa excitação, bem por dentro das calças, por detrás da imensidão deste instrumento, que é o piano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Às vezes, imagino que toco sobre ti, que te possuo dedo a dedo, por entre as tuas costas , até chegar ao pescoço e completo-te nua, nessa exclusividade que é poder sonhar contigo, acordado.&lt;br /&gt;Olha para mim e diz-me o que vês. Larga esse copo e abraça-me, acalma todos os desafios que sei que a idade não me permite atingir. Leva-me para onde pertences e finge que sou teu. Como eu finjo que és minha.&lt;br /&gt;O momento passa nesse instante derradeiro em que percebo que te vais e que só voltarás dentro de longos e imensos momentos. Um momento pode equivaler a uma semana, dependendo se me encontro contigo, nesta sala, de onde retiro cautelosamente as fotografias do corpo que adormece comigo, todas as noites, na esperança que te esqueças que já fui abençoado por Deus, noutra união. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vens aqui para cantar, então canta para mim, deixa que te embale e que penetre nesses olhos verdes, que ainda hão-de ser a causa maior da minha existência. Deixa que desvende e encontre esses segredos, bem por dentro desse decote, que finjo não existir.&lt;br /&gt;Como se fosse o Stevie Wonder e não me interessasse mais do que a porra do piano, à qual estou aprisionado. Tornou-se um fardo e no entanto é a única forma de me imaginar a reter-te, mais materialmente.&lt;br /&gt;Todas as quartas, todos os sábados. Dois dias por semana, duas horas por dia, duas formas de me manter acordado.&lt;br /&gt;Há dias em que sonho que destruo a porra deste instrumento, com um machado, com os dentes (sei lá), tal é ânsia de que tu me vejas, finalmente.&lt;br /&gt;Tu e as tuas formas desajeitadas, o teu andar meio infantil, o teu sorriso meio falso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Será que és feliz?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Imagino-te algumas vezes, a chegares a casa, a adormeceres, a ouvires qualquer coisa na rádio (as pessoas da tua idade ainda ouvem rádio?), pequenas coisas, que é disso que a minha paixão infantil é feita.&lt;br /&gt;Pequenos sonhos molhados, o corpo a perguntar-me o que se passa, a querer que lhe toque e eu dentro de uma deambulação de pequenos estrabismos, a satisfazê-la, entediado a pensar que ainda é segunda-feira. A fechar os olhos, a esquecer-me quem fui, a ver se consigo renascer ao teu lado. A ver se não explodo, a não ser dentro de ti. A ver se adormeço dentro de ti.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Amanhã já é terça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-5230074296152188766?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/5230074296152188766/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=5230074296152188766' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/5230074296152188766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/5230074296152188766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/08/instrumento.html' title='Instrumento'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TFhAlULwTVI/AAAAAAAAABw/C5NFpoRLEkM/s72-c/piano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-7297743576978254023</id><published>2010-07-13T17:42:00.002+02:00</published><updated>2010-07-13T17:47:40.386+02:00</updated><title type='text'>Fotografia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TDyKhwmK9aI/AAAAAAAAABg/MnAsPUmiSCE/s1600/images6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493417958070482338" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 132px; CURSOR: hand; HEIGHT: 102px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TDyKhwmK9aI/AAAAAAAAABg/MnAsPUmiSCE/s400/images6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agarro nas fotografias e escondo-as.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Já não há grande razão para as manter emolduradas, por entre as paredes que são visitadas cada vez menos. Corredores sem luz, repletos de portas que nos levam a lugares comuns, apenas.&lt;br /&gt;Agarro nas fotografias e escondo-as, por dentro de mim, bem dentro de mim, onde é mais difícil alcançar, onde é mais difícil agarrar, onde é mais difícil conceber a que perspectiva foram retirados todos aqueles retratos que ficaram cravados, contidos, aprisionados.&lt;br /&gt;Ninguém sabe muito bem, a sensibilidade colocada por detrás da óptica, em todas aquelas expressões. São minhas, pertencem-me e não pretendo partilhar mais, nunca mais, todas as memorias que a luz presente, declara.&lt;br /&gt;Luz que trespassa, luz que engana, como se a verdadeira felicidade tivesse atingindo naquelas paisagens bucólicas, dentro de um quadro de Vivian Vidal, a ser um Guardador de Rebanhos, a imitar declaradamente Alberto Caeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também sou do tamanho daquilo que vejo, dentro da constante infiltração das perspectivas mais ou menos delineáveis, a escorrer senso comum, a vociferar palavras há muito gastas, como se alguém as compreendesse.&lt;br /&gt;Desperdício. Desperdício de tempo e de energia vital, como se viver todos os dias não cansasse e não nos tivéssemos de resguardar para o verdadeiro golpe.&lt;br /&gt;Fixei-me várias vezes nessa última hipótese e julguei-me inteligente. Esqueci a sensibilidade atroz que limita e resvala em idiotice. Esqueci-me que não sou eu que faço as leis pelas quais as pessoas se movem e por isso, deixei-me guiar.&lt;br /&gt;E por isso, guardo as fotografias.&lt;br /&gt;Não sei se por vergonha, ou por miséria, ninguém merece saber tanto quanto eu. Quão feliz eu fui.&lt;br /&gt;Pensar isso, há-de ter sido um erro, com consequências que nem eu, matemático das emoções, consegui calcular.&lt;br /&gt;Sei a verdade e sou feliz. E basta-me, por entre a erva que me segura e faz levitar, nesse silêncio que é permanecer inerte, rodeado daquilo que a vida oferece. Daquilo de que melhor a vida tem para oferecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me a explodir por entre as estrelas que contei e que teimam em desaparecer um pouco, mais todos os dias. Por entre os punhos que cerrei e me custam a abrir, por entre a guerra que fiz minha e que teima em não cessar.&lt;br /&gt;Concordância de ritmos vertiginosos, o amor à flor da pele e a adolescência tardia. Nada é como devia ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Quem são estas pessoas?&lt;br /&gt;- São pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não há nada mais para explicar, para transmitir, para gritar. Ficamo-nos pela falta de justificação plausível, a incoerência absoluta que é explicar aquilo que nem Aristóteles compreenderia.&lt;br /&gt;Fazemo-nos cães e gatos, lutamos contra a noite e somos bem sucedidos. Fazemos do fígado o nosso escudo e fazemos por perder, por cair, por levar bem longe a ansiedade desse desaparecimento proclamado, mas nunca executado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo as fotografias e levo-as comigo. Elas levam-me para longe e ensinam-me a amar, novamente. Elas falam comigo e dão-me liberdade, sem esse espectro que é sentirmo-nos um pouco mais sozinhos, quando de facto estamos acompanhados.&lt;br /&gt;Elas transportam-me para essa imagem onde a dor e o prazer se misturam e não há diferença visível, possível, como referiria Susan Sontag, se ainda permanecesse entre nós.&lt;br /&gt;Sontag reconhecia esse poder, curvava-se perante ele, e admitia-o. As fotografias são o reflexo de uma memória manipulável e intacta.&lt;br /&gt;Sempre que as revemos, elas podem espelhar exactamente aquilo que queremos imaginar e tudo se transforma e recicla à nossa vontade.&lt;br /&gt;Somos magnânimos e as memórias deixam de ser ponto máximo na equação. O que interessa, é aquilo que pode ser alvo de um interesse alheio, aquilo que pode aprisionado e claro está, julgado.&lt;br /&gt;A realidade atrapalha, tantas vezes, que a paciência é esgotada por entre cidades nunca antes visitadas, nessa inconsciência que é viver à espera de um momento, que, sabemos bem, está longe, ainda.&lt;br /&gt;A realidade é lenta, corrosiva, porca e aborrecida. A realidade é essa massa consistente de merda e carne viva, onde somos autistas emocionais e não aproveitamos o amor como energia sustentável. A realidade é um desperdício de anormalidade, onde tudo poderia ser bem mais motivante, diferente, aceitável se soubéssemos reconhecer o quão gratificante é caminharmos perante as incongruências e defeitos alheios e sentirmos a aceitação definitiva e ainda conseguirmos mostrar um sorriso que grita bem alto&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;SEI A VERDADE E SOU FELIZ.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deficiências facilmente detectáveis, onde é preciso, demasiadas vezes, fechar os olhos e alcançar essa paz de espírito que é não conhecer nada nem ninguém. Não querer saber de nada nem de ninguém. Não importar nada, nem ninguém.&lt;br /&gt;As fotografias, ao contrário das palavras, não se gastam e por isso colo-as em mim, por debaixo da roupa, junto do fundo de qualquer coisa que ainda não consegui perceber bem o quê, mas que julgo ser de difícil acesso.&lt;br /&gt;As fotografias lembram-me que perco demasiado tempo em tornar eterno, aquilo que nem o tempo, muitas vezes, consegue. Contam-me, ao ouvido como se a PJ estivesse perto, que foi quando mais sorri, que elas mais brilharam, cheias de vida e de cor. Contam-me que me posso deixar ir, novamente, por entre as ondas de tudo aquilo que sonhei, enquanto pouco sabia, que é essa a maior alegria em permanecer vivo: sonhar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sonhar em &lt;em&gt;acordar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Sonhar em voltar a &lt;em&gt;sonhar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos demasiado adultos para sonhar, mas quando se está feliz num sonho, isso pode fazer toda a diferença.&lt;br /&gt;É por isso que os construo e não desisto nunca. Hei-de ser esse Guerreiro extasiado e esfomeado por mais um pouco de motivação em recriar um pouco mais do mundo perfeito, que tantas vezes imagino. Aquele que está gravado por entre as minhas fotografias e que deixei de partilhar, de forçar. Por entre as estrelas ela aparecerá. Por entre um poema da Sophia, perante a euforia que se transmite, quando a verdade não chega, quando a honestidade não é sinónimo de amor, na verdadeira concepção do conceito. Nunca foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a derrapar, perante os sonhos que fui recriando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sei a verdade e sou feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-7297743576978254023?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/7297743576978254023/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=7297743576978254023' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7297743576978254023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7297743576978254023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/07/fotografia.html' title='Fotografia'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TDyKhwmK9aI/AAAAAAAAABg/MnAsPUmiSCE/s72-c/images6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-10956689210102623</id><published>2010-06-16T15:29:00.004+02:00</published><updated>2010-06-16T16:34:32.521+02:00</updated><title type='text'>Vida Eterna</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TBjSgzjkw1I/AAAAAAAAABY/_ZlU2OG6Xwk/s1600/fases-da-vida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483364007360643922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TBjSgzjkw1I/AAAAAAAAABY/_ZlU2OG6Xwk/s320/fases-da-vida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando eu morrer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando eu morrer quero uma festa repleta de bom vinho, champanhe e sushi.&lt;br /&gt;Quero que as pessoas me recordem como eu verdadeiramente fui e que espalhem a palavra por entre todos aqueles que aparecerem, apenas para apresentar as condolências e os pesares plastificados.&lt;br /&gt;Quero que chorem, mas apenas de alegria a relembrar os momentos felizes passados entre os confins dos sentimentos que trocamos, bem por dentro da intimidade que fomos partilhando, como diria Eugénio  "&lt;em&gt;Passamos pelas coisas sem as ver, gastos, como animais envelhecidos: se alguém chama por nós não respondemos, se alguém nos pede amor não estremecemos, como frutos de sombra sem sabor, vamos caindo ao chão, apodrecidos."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida é feita de partilha nesse dia único que é hoje.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;De partilha, de resmungões, de contradições, de massa cinzenta a deambular e tentar encontrar uma nova perspectiva, uma nova compreensão de tudo aquilo que não pode ser refeito, de tudo aquilo que não é passível de ser conduzido a um porto seguro, que é tudo aquilo que todos almejamos, embora não o admitamos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando eu morrer, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quero que se lembrem dos meus defeitos e na possibilidade de neles serem encontradas qualidades, que é disso que é feito o amor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;É urgente o amor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amor que partilhamos, o amor que entregamos entre tantas contingências, entre tantos problemas de uma classe média que se submerge diariamente, mas não se afoga.&lt;br /&gt;O mundo, é feito da classe média, é nela que residem os maiores sonhos e as maiores frustrações, o reflexo de uma sociedade neo-liberal que promete a vida eterna, entre revistas mais ao menos cor de rosa, e cirurgias à pele, que apenas nos envelhecem um pouco mais por dentro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A classe média é o gume de uma sociedade em extinção, ela mesma em desaparecimento, abalada por crises económicas e promessas de uma nova &lt;strong&gt;Ordem Social&lt;/strong&gt;. Entre empregos que não se compadecem com as suas aspirações ou competências sociais ou profissionais.&lt;br /&gt;Ao mundo, pertence a cor das férias de Agosto, a Sócrates pertence os sonhos da classe média que receia não existir mais, dentro de alguns anos, dentro de um PEC que não conta com um futuro, dentro de programas executivos e comissões que se mostram desgastadas, dentro de dias e que apenas nos revelam os fracos governantes que temos, que possuímos, que elegemos e que, irremediavelmente, se esquecem de nós.&lt;br /&gt;Esquecem-se dos 350 euros do crédito da habitação, dos 70 euros do LCD comprado a prestações na Rádio Poupular, apenas para não termos de gastar dinheiro a ir ao cinema e podermos ver o Avatar em HD.&lt;br /&gt;Sócrates mata-nos diariamente. Ele e todos os pseudo-intelectuais que bebem chardonnay no Labirinto e depois seguem para o Twin’s da Foz. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, e por ser urgente &lt;em&gt;inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas e descobrir rosas e manhãs claras&lt;/em&gt;, citando Eugénio de Andrade, quando eu morrer, quero que vivam todo um momento rico em tudo aquilo que for merecido. Um momento único, um momento a ser partilhado com aqueles que gostavam de mim e que não se vão esquecer de continuar a sonhar, a pensar, a existir, perante todas as equações falsas que a vida nos apresenta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A vida não é bonita, a rotina cansa, as relações desgastam. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira beleza de estar vivo é a alienação de todos estes pequenos tudos e a concentração máxima e infinita e perpétua, nesses pequenos nadas que a vida nos vai deixando, sem que muitas vezes, nos dê mos conta.&lt;br /&gt;A vida social não tem tendência a melhorar. Iremos todos submergir na total dependência externa e já o sabemos.&lt;br /&gt;Não vamos poder contar com o subsídio de Natal para comprar mais presentes que não fazem falta nenhuma a ninguém e que são esquecidos durante todo o ano, não vamos poder passar mais 15 dias no Algarve com o subsídio de férias, porque será cortado.&lt;br /&gt;Em vez disso, podemos todos aproveitar para dizermos aqueles que amamos, que gostamos de co-existir em conjunto e que é isso que vale realmente a pena, que é isso que deixamos para trás, quando desaparecemos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não podemos desaparecer enquanto cá estamos. Simplesmente não faz sentido, não tem lógica e o amor precisa de toda a razão possível. O amor, sempre o amor.&lt;br /&gt;E não existe Poli-amor que possa arrebatar esse amor único e possível, que é gostarmos de estar vivos e amadurecermos e vivermos com as várias cicatrizes que a porra da vida nos traz, quando o que queremos é um abraço, quando o que queremos é que toda a gente de quem gostamos viva e viva bem.&lt;br /&gt;E para isso, não precisamos de grande inteligência. Só precisamos de sentir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando eu morrer, hei-de ser eterno no coração de quem amo. A ti, a ti, a ti e a ti. E a ti.&lt;br /&gt;Amo-te. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"É urgente o amor.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;É urgente um barco no mar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;É urgente destruir certas palavras,ódio, solidão e crueldade,alguns lamentos,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;muitas espadas."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Eugénio de Andrade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-10956689210102623?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/10956689210102623/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=10956689210102623' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/10956689210102623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/10956689210102623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/06/vida-eterna.html' title='Vida Eterna'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TBjSgzjkw1I/AAAAAAAAABY/_ZlU2OG6Xwk/s72-c/fases-da-vida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-2876295935572799193</id><published>2010-05-28T17:53:00.003+02:00</published><updated>2010-05-28T18:01:16.254+02:00</updated><title type='text'>Treinador de Bancada</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Às vezes acredito que ficarei sozinho, como se do futuro não tivesse medo.&lt;br /&gt;Como se o amanhã não me trouxesse nada de novo e pudesse respirar novamente. Deixei de estar agoniado com essa pressa de viver, deixar de repousar nessa falsa conveniência, que a segurança falsa nos traz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;As palavras servem, essencialmente, para isso. Para nos descansarem durante aqueles períodos em que tudo é escuro e nos sentimos um pouco mais do que sozinhos.&lt;br /&gt;As palavras servem, essencialmente para nos calar. Para deixarmos de realizar longas-metragens, bem nas nossas consciências repletas de casos que envolvem o drama, às vezes o terror, e que muitas vezes, até foram protagonizadas pelo reflexo que nos perspectiva.&lt;br /&gt;Às vezes, acredito que ficarei sozinho, e não me importo. Às vezes acredito, que a vida não trará mais, nunca mais, aquilo que eu achei que não era meu por direito, mas que através da aplicação de determinadas normas, expressas num artigo qualquer que regulamenta a vida das pessoas, eu haveria de o conseguir alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveríamos todos, embora alguns de nós, não tenhamos um talento nato, ou uma queda especial.&lt;br /&gt;Mas acabaríamos todos, se o quiséssemos, alcançar.&lt;br /&gt;Deixei de fazer planos, equações, deixei de fazer estudos de caso a ver se conseguia evitar o erro.&lt;br /&gt;Às vezes, acredito que ficarei sozinho e não tenho medo. Às vezes, lutamos tanto, durante tanto tempo, que precisamos de nos encolher no sofá e fecharmos os olhos, a ver se encontramos a porta mágica para esse País das Maravilhas.&lt;br /&gt;Corremos tantos metros seguidos, suámos, saltamos os obstáculos, para nos segurarmos no mesmo local, que no final, apenas nos apetece adormecer nesse relvado que bem poderia ser a nossa auto-consciencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho medo ficar sozinho, apenas tenho medo de viver sem amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse pode existir das mais váriadas formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho medo de viver sem amar, que há-de ser essa a grande vantagem de estar vivo.De em sentir pessoa, de acordar bem disposto e de gostar da pessoa que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  De Amar quem acorda ao meu lado, de amar o emprego que todos os dias me tenta frustrar apenas um bocadinho mais.&lt;br /&gt;De deixar de amar aquele calor que se sente no Alentejo de Verão, o mar da praia de Árvore, de todas aquelas pessoas que distribuem amor de cada vez que estou com elas e me completam, um bocadinho mais. Todos os dias. De todas aquelas pessoas que contribuiram para o meu crescimento. Todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apetece-me sentar na bancada e ficar apenas a admirar a beleza que não quero esquecer, dos sorrisos do Brasil, da Vodka da Polónia, de todos os relacionamentos amorosos que me ensinaram tudo aquilo que eu sei hoje e que fazem de mim, uma pessoa mais feliz e mais determinada.&lt;br /&gt;Apetece-me deixar de jogar e ficar apenas a ver. Ser um treinador de bancada e abraçar quem vem ter comigo e não me levantar durante algum tempo. Não responder, apenas sorrir. Apetece-me contemplar essa alegria que é estar vivo e esperar que o mundo chegue, que me complete. Ser enfim, um pouco mais normal. Só mais um bocadinho.&lt;br /&gt;Só mais um bocadinho de passeios na praia, de risos em frente ao computador, da neve nas montanhas, da erva a crescer bem entre a cumplicidade.&lt;br /&gt;Estou cansado de me tentar proteger. Ninguém consegue segurar todos os flancos e a consciência, muitas vezes, é a nossa principal inimiga.&lt;br /&gt;Não é suposto fazer sentido, nem deverá ser considerado pessimista.&lt;br /&gt;Confrontei-me com a realidade e tenho de aprender com ela e a idade serve para isso mesmo. Para termos um controle maior daquilo que dizemos e também, da pressão que fazemos daquilo que desejamos ouvir. E a idade, essa amiga que se reflecte nas rugas que me abraçam, ensinou-me, que devo parar uns segundos, uns minutos, o tempo que me apetecer, reflectir e depois agir, se realmente me apetecer (e apetece sempre).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Praia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-2876295935572799193?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/2876295935572799193/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=2876295935572799193' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2876295935572799193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2876295935572799193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/05/treinador-de-bancada.html' title='Treinador de Bancada'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6954858741460485226</id><published>2010-05-20T13:09:00.004+02:00</published><updated>2010-05-20T16:52:21.182+02:00</updated><title type='text'>13.º Mês</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/S_UZGBpwlmI/AAAAAAAAABQ/mVLtBi-UllA/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473308513452201570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 99px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/S_UZGBpwlmI/AAAAAAAAABQ/mVLtBi-UllA/s320/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Incrementos poéticos, falsas verdades que todos vamos repetindo, diariamente, como se compreendemos profundamente as regras e não atingíssemos a percepção máxima de que, no fundo, seremos seres autónomos e plenamente reconstruídos através da emissão de signos enviados por alguém, que, evidentemente, não é superior.&lt;br /&gt;Tudo tem regras e fracções múltiplas e pelo meio, bem entre as várias linhas de subjugação, entre as prateleiras do Salazar e do neo-liberalismo de Sócrates, mostram-nos Marx e a política da prevalência de uma certa igualdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Lêem-nos excertos, uma frase, talvez um parágrafo e tudo fica decorado. Depois, acorrentam-nos ao falso moralismo, tradições cada vez mais confusas pela modernidade que não aguenta a pressão de não conseguir evoluir e vai buscar inspirações aos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo é reinventado e não há mais espaço para a originalidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A sociedade é diferenciada pelos múltiplos grupos sociais que alguém denominou e crescemos nessa diferenciação. Os paradigmas parecem outros, mas são os mesmos, apenas com uma nova roupagem.&lt;br /&gt;Evoluímos na procura de um ídnice que nos apresente valores sólidos de uma melhoria de vida, de uma esperança tardia em resultados, quando os problemas continuam a ser os mesmos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Falta&lt;/strong&gt; de liberdade. &lt;strong&gt;Falta&lt;/strong&gt; de expressão individual, &lt;strong&gt;falta &lt;/strong&gt;de autonomia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Falam-nos da constante criação de &lt;strong&gt;PME’s&lt;/strong&gt; e de apoios vindos de instâncias superiores, de facilidades a quem é empreendedor, mas todos os dias vemos as lojas a fecharem-se na rua do costume e alguém a regressar a casa mais cedo, apenas porque foi despedido.&lt;br /&gt;Há uma desmotivação crescente de uma população habituada a viver às custas de outro alguém que deixou de existir, ou que pelo menos, que adormeceu e não consegue mais arcar com o peso sôfrego de milhares de pessoas que vivem nesta &lt;strong&gt;intensidade&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por um lado, temos aqueles que vivem e subsistem pelo mínimo instituído. O &lt;strong&gt;RSI&lt;/strong&gt; veio para clarificar que Portugal é um país repleto de bons parques públicos e bonitas praias, onde a droga abunda nas ruas daqueles que vivem às contas de um Estado que durante anos quis ser Paternal e agora quer que todos os seus educandos se tornem independentes à força.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por outro lado, temos os milionários, donos de grandes empresas, políticos e futebolistas que pouco se apercebem do que vai acontecendo, a não ser o facto de existirem mais arrumadores às suas portas e as pilhas para o comando da piscina terem subido mais 20 cêntimos, este último mês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A política está repleta de corrupção e ninguém sabe muito bem em que ponto Portugal realmente se encontra. Temos de aprender todos a viver na &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Surpresa dos instantes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; como diria a Sophia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na surpresa de o salário ser desviado para o Estado – cada vez mais -, na surpresa de não recebermos o subsídio de férias, na surpresa de simplesmente não termos dinheiro suficiente para pagarmos o crédito de tudo aquilo que nos disseram que nos faria &lt;strong&gt;FELIZ.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, continuam a enclausurar-nos entre preconceitos em relação a uma vida descolada e  a incluírem-nos conscientemente, fantasias rocambolescas de ideias mais ao menos desenhadas por outra pessoa - de que ser feliz é ter um emprego estável! um bom ordenado! uma relação estável! e um grupo de amigos igualmente bem sucedido!.&lt;br /&gt;Parece-me praticamente impossível conseguir conciliar todos estes factores, nesta época de crise e de cultura financeira-económica global.&lt;br /&gt;Não sabemos onde estaremos a trabalhar amanhã, a fidelidade nas relações esqueceu-se como valor fundamental, há já algum tempo, e não há dinheiro para pagar as taxas de juro que nos pedem, mensalmente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No meio desta ruptura de valores que deveria estar a acontecer, recebemos a bênção divina e focam-se questões chamadas “fracturantes”, como a homossexualidade e o aborto por uma personagem que não tem mais lugar na nossa história. Personsagem idolatrada como se fosse um membro dos U2 e os bilhetes esgotassem em 2 minutos. Personagem essa, que apenas consegue abarcar a verdadeira fraqueza de espírito, daqueles que por não terem agilidade mental auficiente, para conseguirem reflectir naquilo que é verdadeiramente humano, se agarram a concepções formatadas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como se o amor fosse difícil de compreender, mesmo que seja entre duas pessoas do mesmo sexo ou como se, de facto, o que cada um de nós faz com outro alguém, fosse realmente importante para um país (discutir (durante meses)), que está praticamente perto da ruptura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As forças estão mal orientadas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deveríamos estar concentrados e unidos por aquilo que realmente faz falta a uma população que deveria fazer mais por si e importar-se menos com a intimidade de cada um. Que deveria saber o que fazer com a Liberdade, que deveria fazer manifestações para expulsar os autarcas que roubam consecutivamente ou os políticos que governam erroneamente, também consecutivamente.&lt;br /&gt;E não é difícil, e é pena, mas parece que Agustina tinha razão quando sublinhava que “&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;pensar é sempre o mais difícil”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É tão fácil governar quando se segue um sistema de consulta da vontade do povo e a única normativa é que todas as acções contribuam para o bem-estar do povo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ernesto Guevera de la Serna&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6954858741460485226?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6954858741460485226/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6954858741460485226' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6954858741460485226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6954858741460485226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/05/13-mes.html' title='13.º Mês'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/S_UZGBpwlmI/AAAAAAAAABQ/mVLtBi-UllA/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-111874311804537866</id><published>2010-04-29T17:18:00.003+02:00</published><updated>2010-04-29T17:56:06.712+02:00</updated><title type='text'>Liberdade é pouco. O que eu quero ainda não tem nome.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/S9mqfC5C2wI/AAAAAAAAAAo/iz68xvyBXB0/s1600/CA33AH5WCAM4Q35MCA9CIBMYCAQ46X26CAJZ4YANCAY3X0BNCABOU28GCAC34958CAXFU8LSCAJVXEA7CAU0EJE8CAFRTLY6CAQSL7Q9CA3D3LPECA9SB1RPCANPFR9OCA11O6JTCAZYQ9KU.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465587073119607554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 119px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/S9mqfC5C2wI/AAAAAAAAAAo/iz68xvyBXB0/s320/CA33AH5WCAM4Q35MCA9CIBMYCAQ46X26CAJZ4YANCAY3X0BNCABOU28GCAC34958CAXFU8LSCAJVXEA7CAU0EJE8CAFRTLY6CAQSL7Q9CA3D3LPECA9SB1RPCANPFR9OCA11O6JTCAZYQ9KU.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sou um filho da mãe de um romântico racional.&lt;br /&gt;Não entendo nada da vida e já lhe segui todos os cheiros, na esperança que ninguém me seguisse o rasto e eu conseguisse alcançar finalmente alcançar essa liberdade que tanto persigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E liberdade é pouco, o que eu quero ainda não tem nome (Clarice Lispector).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Percorri esse mundo encantado dos sonhos e da realidade inerte, da normalidade, das noites onde todos queremos parecer iguais, mas onde cada um de nós espera que alguém entenda que somos…&lt;strong&gt;especiais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Replicadamente, culpei-me. Afinal, vivemos na sociedade em que lutamos diariamente contra essa corrente que se arrasta em culpa e auto-flagelo. Afoguei-me e tornei-me perfeito e acabei por colocar de parte todos os defeitos que me poderiam constrangir, impedir de chegar a esse sonho que racionalmente, não existe, nem para mim. E eu que, como Álvaro de Campos, tenho todos os sonhos do mundo em mim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu que não entendi, como a Clarice, que “até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta o nosso edifício inteiro”. Nunca se sabe em que característica menos apetitosa, que a nossa personalidade inteira assenta. A necessidade de alcançar algo perfeito, inexistente, apresenta-me muitas vezes, como ridícula, patética, infantil.&lt;br /&gt;Impossível de concretizar, impossível de sonhar, impossível mais de conter em mim e fazer de conta que não me perdi na minha própria construção de imperfeições curiosas, desvanecimentos adormecidos, em constante erupção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sou um filho da puta de um romântico racional.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É uma dualidade resfriada por pequenos contornos, dúvidas que já não cabem numa adultez cada vez mais firme.&lt;br /&gt;Eu que já tentei encontrar-me nessa rotina envolvente e desgastante, conquistar-me através de definição de objectivos e planeamento de métodos e acções, para no fim compreender, que a essência, afinal, essa, nunca se perde. Apenas se transforma.&lt;br /&gt;Eu não quero viver nessa falsa consciência de que a vida é mais do que isto que agarro.&lt;br /&gt;A vida há-de ser surpresa e sorrisos despegados, encontrar a beleza no mais puro e simples dos objectos. Até porque a felicidade quer-se simples. Sem esquecimentos ou falsas omissões. Sem falsos entendimentos, como se as palavras não fossem muito daquilo que cá deixámos. Que nos fazem, que nos tornam eternos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso é que Fernando Pessoa se desdobrou em inúmeras personalidades, invento esquizofrénico, motivado pelo consumo de alucinogénicos que nos anestesiam e nos forram a realidade a azul.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele sabia que quantas mais palavras escrevesse, em nome de inúmeras personagens, mais facilmente elas deixariam uma marca, pela quantidade de sujeitos que poderiam estar implicados. Haverá mais capacidade de identificação do leitor com cada um dos heterónimos, haverá menos possibilidade de renúncia, já que cada um deles é suposto recriar uma terminologia diferente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algum há-de agradar a qualquer um. E assim foi. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seja Álvaro de Campos, seja Alberto Caeiro, o confronto entre a cidade despedida de emoções, ou as emoções agarradas a paisagens bucólicas, algo nos fará sentido. Pessoa sozinho, jamais faria tanto sentido, jamais se faria entender com tanta graciosidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E ele sabia que a realidade era muitas vezes oca, podre demais, para ser retratada pela sua própria perspectiva. Precisava de um novo olhar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse processo de transformação que falta, que é urgente acontecer. Eu quero, à semelhança de Clarice, uma verdade inventada por mim. Um mundo novo, como se tratasse de um verdadeiro autista e permanecesse submerso, talvez suspenso, na minha própria recriação da felicidade e onde não teria mais tempo, a não ser para valorizar aquilo que realmente possui determinação. Até porque ser feliz ocupa muito tempo. Só eu sei o tempo que perderia a fazer tudo aquilo que me dá realmente prazer, aquilo que me motiva e reforça positivamente. E tempo, é algo que escasseia, que luta contra nós, que me aborrece e me constrange. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tempo é curto para tentarmos compreender todos os erros e eu não posso gastar mais um momento a tentar reparar todas as falhas que cometi na minha ânsia de acertar.&lt;br /&gt;Sou um palerma de um romântico racional. Complexo demais para ideias concretas, simples demais para entendimentos equacionados ao cubo. Essa transposição fugaz de quem tem dificuldade em encaixar-se em qualquer parte do mundo, mas que ao mesmo tempo, encaixa-se perfeitamente em qualquer uma delas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bipolaridade não diagnosticada, infecção romântica de quem quer o amor imperfeito disfarçado. De quem já caminhou dos dois lados da estrada e não compreende muito bem, por vezes, muitas vezes, todas as partículas que nos completam. Como se tudo fosse passível de ser compreendido, calculado matematicamente, somando variáveis, utilizando &lt;em&gt;testes t&lt;/em&gt; e o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;spss&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; fosse a nossa melhor janela para o mundo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“E se me achar esquisita, respeita também, até eu fui obrigada a me respeitar”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se a Clarice fosse viva, ela havia de me entender. Nasceu envolta pelos ventos gélidos da Ucrânia e teve as primeiras aspirações no meio do calor tropical do Brasil, agarrada a um coqueiro, imagino eu.&lt;br /&gt;Alguém que cresce, inserida em duas realidades tão antagónicas, só poderia maturar num sujeito mais ao menos, digamos, perturbado. Irreal.&lt;br /&gt;Chamemos-lhe anormal, que deveria ser esse sim, o verdadeiro padrão da normalidade.&lt;br /&gt;Chamemos-lhe “impossível de aturar”, com grandes “limites emocionais”, alguém a quem nos referiríamos como "esse alguém que há-de acabar sozinha numa casa coberta de gatos, que terminarão um grande banquete no dia da sua morte, com uns ossos das suas pernas finas”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não, não morreu sozinha. Teve a coragem de admitir a sua verdadeira essência. Não se quebrou, apenas se vergou, algumas vezes, mas nunca morreu dentro de si. Quem faz isto, merece a vida eterna, bem dentro de nós. Quem faz isto, merece um grande amor. Ela sabia que “quando se ama, não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Clarice também era uma cabra de uma romântica racional. Fazia de conta que compreendia o mundo, e quando não o compreendia, agarrava-o e fazia-o seu, disfarçava a fragilidade, em transparência pura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É preciso ser-se forte para se viver com a honestidade, diariamente. É preciso amar o suficiente para aceitarmos as não verdades de quem nos rodeia. É preciso conquistar o mundo e ser-se eternamente feliz, para conseguir suportar a imperfeição. Nem que seja a nossa.&lt;br /&gt;É preciso não compreender nada, como Alberto Caeiro, “porque eu sou do tamanho do que vejo”. É preciso reconhecer. É preciso amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir.” C.L.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-111874311804537866?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/111874311804537866/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=111874311804537866' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/111874311804537866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/111874311804537866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/04/liberdade-e-pouco-o-que-eu-quero-ainda.html' title='Liberdade é pouco. O que eu quero ainda não tem nome.'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/S9mqfC5C2wI/AAAAAAAAAAo/iz68xvyBXB0/s72-c/CA33AH5WCAM4Q35MCA9CIBMYCAQ46X26CAJZ4YANCAY3X0BNCABOU28GCAC34958CAXFU8LSCAJVXEA7CAU0EJE8CAFRTLY6CAQSL7Q9CA3D3LPECA9SB1RPCANPFR9OCA11O6JTCAZYQ9KU.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-7245957535136516609</id><published>2010-04-22T17:26:00.002+02:00</published><updated>2010-04-22T17:41:23.559+02:00</updated><title type='text'>Montanha-Russa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Justiça é “dar a cada qual o que é seu” (Kelsen)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Justiça.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conceito que me orienta, impregnado dentro das minhas próprias resoluções. Esse anseio pragmático que me torna racional, visceral e puramente incontrolável, na medida em que a realidade em que me alicerço, não compreende da mesma forma, a mesma equação.&lt;br /&gt;Por justiça, entendo que um determinado comportamento deve ser igualitário. Dessa forma, as situações mais intrincadas deveriam ser mais facilmente compreendidas, de mais fácil resolução. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo aponta para uma “des”complicação máxima. Um método de “troca-por-torca”, como se vivêssemos no feudalismo, ainda, e tudo fosse possível de ser medido.&lt;br /&gt;Ninguém é igualmente justo nas suas atitudes, diferentes comportamentos, diferentes personalidades, empirismos subjacentemente opostos. Reconheço ser uma ilusão, uma exigência que nem eu, muitas vezes, estou à altura. Uma carga, que torna sim, os processos muito mais complicados, até porque já não me esqueço, não sei se pela maturidade adquirida, que “um homem que procura a verdade rigorosa deve-se lembrar o que significa cada palavra de que se serve, e então empregá-la de acordo” (Hobbes, Leviatã, 2003, p. 34).&lt;br /&gt;De facto, só num mundo utópico isto se poderia verificar. E seria tudo fácil, preciso, objectivo, talvez um pouco mais frio, mas mais seguro. Este facto discorre essencialmente numa auto-perseguição que é cansativa, e por isso mesmo, posta de lado, muitas vezes.&lt;br /&gt;A justiça, encaminha as minhas ilusões (ilusões essas que me acompanham diariamente), para esse porto seguro (uma ilusão, também ele). Temos que considerar que a justiça é uma característica até possível, mas não necessária de uma ordem social. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mundo não é justo, sabemos bem. Constatamos quando ligamos o televisor e ouvimos as notícias através da Clara de Sousa, figura proeminente da sociedade de massas.&lt;br /&gt;É ela que nos demonstra, através de imagens (poderosas), que nos acabam por limitar, confortar e acomodar. Verificamos também, no nosso emprego, num simples sorriso que não é retribuído, numa ascensão social que não existe, nem é controlável.&lt;br /&gt;Alguém controla tudo isso, e por isso também, acomodamo-nos. Achamos muitas vezes que sim, que não há Justiça. Ouvimo-lo dizer demasiadas vezes, tantas que acabamos por repetir, tantas que acabamos por perspectivar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Primeiro-Ministro envolvido em escândalos há já prolongados meses, demasiados diria, para ser justo que continue a exercer um poder nas nossas vidas.Os gestores das empresas semi-públicas, também eles envolvidos em escândalos, que ganham mais com um prémio todos os meses, do que aquilo que o comum dos mortais consegue amealhar, durante vários anos de trabalho. O colega do lado que é despedido sem justa causa e não recebe indemnização..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sabemos por A+B, que Portugal é um país de escândalos e por isso comentamos, falamos, esbracejamos, sempre com a consciência de que a corrupção é um factor adquirido, corre-nos nas veias de forma passiva e que nós, no fundo até conseguimos viver bem com esse facto.&lt;br /&gt;De que outra maneira conseguiríamos explicar que José Sócrates se mantenha no Poder? Alguém o elegeu e fomos todos nós. Mesmo aqueles que diariamente se sentam num café, abrem a Visão e ficam estupefactos com todas as situações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não há ninguém melhor, ninguém mais justo. Impregnamos tanto esta ideia que nos tornamos cínicos e também nós, corruptos, pelo menos dos nossos valores, daquilo que efectivamente acreditamos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, temos apenas inveja. Quem de nós, que tivesse um cargo ultra-poderoso, não iria aceitar umas férias em Cuba de um sucateiro qualquer?&lt;br /&gt;Nada é justo e esse é o problema de nos tornarmos adultos. Entramos nesse ciclo vicioso, em que acabamos por perder todas as ilusões criadas, numa adolescência cada vez mais precoce.&lt;br /&gt;Não conseguimos alterar o sistema e por isso mesmo, aplicamos as regras impostas, já.&lt;br /&gt;É mais seguro. Há falta de emprego, há falta de consciência política, há falta de esperança. Não esperança vadia, que acredita no primeiro senhor composto, de fato, que nos aparece, repleto de renovações e palavras como “mudar”, “alterar”, que nos fala ao ouvido e nos prende. “Menos desemprego” “Mais justiça”. E acabamos sempre, por cometer o mesmo erro, mudando de posição, como se tudo não passasse uma grande montanha-russa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Justiça (“diferentes normas de justiça têm de entrar necessariamente em conflito umas com as outras”, Kelsen)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ex-alunos da Casa Pia, deverão saber exactamente que é isso que lhes falta. Páginas e páginas foram escritas, jornalistas empregados à custa de uma situação que não nos envolveu e que por isso, deixamos passar em branco. Neste circuito, criam-se grupos, formam-se manifestações em torno daquilo que realmente não interessa. As pessoas, por norma, compadecem-se demasiado com questões que não lhes dizem respeito e por isso mesmo, tudo cai em saco vazio.&lt;br /&gt;Hobbes concebe a justiça como um valor presente na razão humana. Mas será isto, inteiramente verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há manifestações, grupos volumosos, a saírem da cama bem cedo, a um sábado, para desfilarem nas ruas contra os casamentos homossexuais, mas ninguém faz nada para perceber realmente os trâmites pelos quais, os nossos políticos verdadeiramente seguem. Não sublinho o papel das Comissões de Inquérito, não sublinho o papel da Polícia Judiciária, nem dos jornalistas.&lt;br /&gt;Sublinho isso sim, o papel dos legisladores que deveriam orientar, como é função do Direito, a sociedade para uma amplitude justa e equilibrada. Chaïm Perelman refere mesmo que “o papel tradicional do direito é organizar, efectivamente e de diversas formas, a dialéctica entre vontades e razões humanas, logo imperfeitas”(Perelman, Ética e Direito, 2002, p. 364)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Kelsen referia que se o Estado é uma comunidade, é uma comunidade jurídica. Na condição de comunidade, ele é a ordem jurídica da qual dizemos, de maneira não perfeitamente correcta, que constitui a comunidade.(Direito, Estado e justiça na Teoria Pura do Direito”. In. O que é justiça?, 2001, p. 290). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se isto realmente se verifica, como acredito aliás, pelo menos na teoria, onde está de facto o poder constituinte? Onde está o poder de cada um de nós, para tentarmos impor uma sociedade mais justa, em esquecermos o individualismo premente e avançarmos para novas ideologias, deixando de fazer uso do capitalismo. E a Clara Ferreira Alves tinha razão. O capitalismo não morreu. Reinventou-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Reflicto muito sobre este conceito e na ânsia de o aplicar e refazer a diferença, numa sociedade permissiva, e também devido às frustrantes burocracias de um sistema reformado para a impossibilidade de nos ocultar tudo aquilo que nos faz falta ter conhecimento, aplico-o na minha vida.&lt;br /&gt;Pergunto-me: O que é, de facto Justiça?&lt;br /&gt;De acordo com Hobbes, (Leviatã, 2003) “o bem e o mal são nomes que significam os nossos apetites e aversões, os quais são diferentes conforme os diferentes temperamentos, costumes e doutrinas dos homens”.&lt;br /&gt;E Todos nós somos juízes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Umas vezes decidimos erradamente, outras nem tanto, um pouco à semelhança do que se passa nos tribunais quando as leis são deixadas à consideração de um Juiz, também ele humano e com a capacidade de errar, bem assente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Somos nós que decidimos o que fazemos, para onde vamos, pelo menos na teoria. O problema de sermos adultos, é que estamos condicionados com um sem número de factores, em que errar, pode ser muitas vezes desastroso. Há um, dois, três, muitas vezes quatro, de empréstimos que temos de pagar. Fixações desnecessárias e ainda temos que lidar com todas as aspirações emocionais que isso acarreta.&lt;br /&gt;Celso Lafer observa que “não há direitos do indivíduo a não ser o direito à vida, que deriva da própria lógica do sistema por ele construído, pois o critério do justo e do injusto resulta das leis promulgadas pelo soberano”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ser justo, em todas estas situações é complicado. Muitas vezes, julgo, a melhor opção a tomar é não racionalizar, acomodar-me, deixar andar. Tudo se há-de resolver. E não se resolve.&lt;br /&gt;Em suma, ser adulto é uma seca e não sei bem porquê, tinha outra perspectiva daquilo que poderia ou não fazer. Há muitos condicionalismos e respostas por responder, ilusões frustradas de uma realidade que não surpreende. Apenas é mais do mesmo. Não é justa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar desta consciência, sou determinado, gosto de lutar por aquilo em que acredito. Sinto-me bem e adormeço melhor, quando sei que apesar de, por qualquer variável, não consegui atingir determinado objectivo e ainda que sinta, muitas vezes, que não é justo, adormeço com a certeza de que mesmo que o mundo não seja justo (e talvez permaneça aí a minha enorme infantilidade ainda), não me sinto capaz de desistir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E sinto-me bem por isso, por acreditar que o amanhã há-de ser diferente, que tudo é passível de ser mudado. Que a vida é mais do que um conjunto de puras repetições.&lt;br /&gt;E que eu, enquanto individuo com uma série de competências adquiridas, assim como também possuidor de várias limitações, sou capaz de tudo.&lt;br /&gt;Parece-me, mais do que tudo, &lt;strong&gt;justo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Justiça é “não fazer aos outros o que não queres que te façam” (Kelsen)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-7245957535136516609?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/7245957535136516609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=7245957535136516609' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7245957535136516609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7245957535136516609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/04/montanha-russa.html' title='Montanha-Russa'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6347380887240021306</id><published>2010-04-07T15:23:00.000+02:00</published><updated>2010-04-07T15:25:00.274+02:00</updated><title type='text'>Há muitas coisas que eu ainda quero ver</title><content type='html'>Parece que me roubaram parte de mim e agora, não entendo a melhor forma de a alcançar, novamente.&lt;br /&gt;Na minha realidade, nada se cria, tudo se transforma. Parece-me, isso sim, por vezes, difícil de conseguir perspectivar as formas que assumem essa mesma transformação.&lt;br /&gt;Pensamentos intrínsecos, de alguém que viveu mais do que era suposto.&lt;br /&gt;Queria deitar-me e esquecer tantas vezes das partículas de que a minha memória é feita.&lt;br /&gt;Às vezes nado, na esperança de chegar à tona e flutuo. Deixo-me ficar por ali algumas horas, até me esquecer de nadar, abrir os olhos e adormecer e deixa-me afogar lentamente.&lt;br /&gt;Parece-me tantas vezes, ser uma luta contra algo que me domina, algo mais forte, como a corrente que me arrasta para uma vida meramente normal, que eu imaginei, mas nunca a havia provado e por isso mesmo, sonhei que a merecia e nunca me arrependeria.&lt;br /&gt;O problema das experiências, é que se não forem consumadas com conta e medida dilaceram-nos, deixam-nos cicatrizes visíveis e permeáveis. E toda a gente tem as suas cicatrizes.&lt;br /&gt;Umas à flor da pele, algumas causadas pela nossa própria essência. Não é o rancor que me guia, esse, foi esquecido há já algum tempo, mas a vontade de fazer melhor, de o amanhã ser ainda um pouco mais perfeito e poder descansar nessa paz bucólica que tantas vezes não consigo agarrar.&lt;br /&gt;É como, tantas vezes, tivessem arrancado parte de mim e eu tivesse deixado, ainda que não me tivesse dado o mínimo prazer.&lt;br /&gt;No fundo, sempre soube que isso aconteceria e é ao escrever estas palavras que constato o óbvio.&lt;br /&gt;Fugi durante anos dessa falta de esperança, desse olhar que me engoliu, dessa concretização de um sonho, que sei bem, nunca se irá realizar. Já não sei se por culpa minha, se das contingências, se por falta de esforço, que isto de carregar o peso em cima dos ombros, enche-nos de idade, mas não de maturidade.&lt;br /&gt;A linha ténue em saber o que é certo e errado, desapareceu. Durante tantos anos, fiz-me o senhor das ideias utópicas, das múltiplas coincidências e das certezas aparentemente, mas só aparentemente, refutáveis.&lt;br /&gt;Sabia-o bem e acabei por não saber nada. Nunca.&lt;br /&gt;Olho para trás e é tudo um pleno mar de incertezas. Tantas experiências e tantas vidas a prolongarem-me e fui apanhado despercebido, bem no ponto em que tinha alcançado, pensei eu, o cúmulo de um final de uma adolescência. É um processo prolongado e vejo-me a entrar no mundo dos adultos, em constante crise, também eu, a acompanhá-lo.&lt;br /&gt;A tentar transformá-lo e a impor as minhas regras de criança mimada que não funcionam mais. Aqui, o jogo é outro e eu sei como o jogar. Apenas não me apetece. Apetece-me isso sim, fazer birra, chorar desalmadamente que o colega tem um gelado maior do que eu e puxar a saia da minha mãe “TAMBÉM QUERO”. &lt;br /&gt;O que me apetece, é ter as coisas que serão minhas, conquistá-las e ser conquistado, mas o que fazer, quando tudo parece mais ao menos predestinado?&lt;br /&gt;Sei lá, o que é isso, do destino, das cicatrizes. A vida surpreende-nos num dia, mostra-nos que muitas vezes não somos mais do que pó solto, pó agarrado, umas vezes monstruosos na simplicidade, outras sinistras na complexidade.&lt;br /&gt;O facto de ter noção de todos estes trâmites, deixa-me perdido e confuso. Teimoso como sou, não me apetece fazer o que os outros querem que eu faça. Apetece-me criar um mundo só meu, ser autista durante alguns segundos e tentar deixar a minha marca num futuro.&lt;br /&gt;As pessoas escrevem, para as ajudarem a racionalizarem o processo daquilo que sentem, embora as vezes os processos sejam tão confusos como uma equação quântica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio &lt;br /&gt;E suportar é o tempo mais comprido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se torna uma espera. Eu a confrontar-me com as cicatrizes que toda agente tem, a segurarem a certeza que é voltar a ter-te. Dizer que não, seria uma mentira imposta durante tempo demais e tentar compreender-me algo penoso demais, até para mim.&lt;br /&gt;Eu finalmente a fazer aquilo que nunca deveria ter feito, porque há coisas que não se esquecem, há coisas que não se perdem, apenas se transformam.&lt;br /&gt;Nunca ninguém sabe se realmente está a fazer o mais correcto, a proceder de forma mais objectiva e concisa, mas sabemos que não podemos perder o sentido de querermos, de forma envolvente, compreendermos o porquê de permanecermos cá, enquanto outros desaparecem.&lt;br /&gt;Gostar não implica prender, implica libertar. E eu preciso de voltar a gostar um pouco mais de mim, para me libertar, também. E isso, é algo que ninguém poderá fazer por mim.&lt;br /&gt;Nada se perderá, apenas se transformará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há muitas coisas que eu quero ver”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6347380887240021306?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6347380887240021306/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6347380887240021306' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6347380887240021306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6347380887240021306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/04/ha-muitas-coisas-que-eu-ainda-quero-ver.html' title='Há muitas coisas que eu ainda quero ver'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6104378756856693572</id><published>2010-03-16T18:32:00.002+01:00</published><updated>2010-03-16T18:36:05.055+01:00</updated><title type='text'>Amar é Viver</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O &lt;strong&gt;amor&lt;/strong&gt; é suposto fazermo-nos sentir magnânimos, superiores do resto dos mortais, pelo simples facto de existir alguém que nutre um interesse abismal, pela nossa essência e nos respeita tal e qual como somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No&lt;strong&gt; amor&lt;/strong&gt;, não existem esquemas, nem falsos escorrimentos, é suposto dissertarmos sobre as qualidades do nosso parceiro e aceitarmos os seus defeitos, como características menos apetitosas, que em certos dias, nos são capazes de arrancar um verbo mal disposto, mas que noutros, também nos fará rir, até de nós próprios.&lt;br /&gt;Não, no amor, não é suposto existir apenas e só amor. Até porque nele, converge todo um esquema desobstrutivo referente ao modelo cognitivo.&lt;br /&gt;O problema é acharmos que amamos alguém pelas razões erradas. Não poderá existir amor, nunca, sem respeito pela pessoa de quem gostamos, sob pena de realmente não gostarmos verdadeiramente. O mesmo acontece, quando não somos respeitados. Não gostaremos verdadeiramente de alguém que não nos respeite, também, verdadeiramente.&lt;br /&gt;O pior, é quando estes dois conceitos se misturam, quando nos esforçamos tanto ao ponto de nos perdermos na nossa própria de concepção de partilha e casal e quando nos perguntam “&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;estás feliz?”,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; respondemos que sim, quando notoriamente o nosso reflexo responde um NÃO determinado e assertivo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;E já dizia o outro (seja ele quem for), “mais cego é aquele que não quer ver”. Mas então, porquê de continuarmos presos a alguém que não nos transmite calma, paz, harmonia ou simplesmente, vida?&lt;br /&gt;É uma das grandes perguntas, que cada vez mais me coloco. A caminhar para a fase da adultez (cada vez mais perto), pergunto-me muitas vezes, porque é que alguns nós (&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;não todos certamente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;), perdemos tanto tempo da nossa curta existência a encaminharmos algo que simplesmente nunca percorrerá caminho algum. Facto esse conhecido, até por nós mas mergulhado numa consciência que nos acorda apenas durante a noite e que de dia, envoltos numa rotina e num sonho moribundo, fazemos por esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, não queremos todos ser felizes? O medo de acabarmos sozinhos, numa cama de hospital, é capaz de ser uma das razões. Numa sociedade tão individualista como a nossa em que vemos a nossa vizinha do lado a ser assaltada e continuamos a fumar o cigarro, na esperança que o fumo tape a sinistra visão, é compreensível que tenhamos um certo receio em terminar num daqueles lares de indivíduos idade mais ( é assim que lhe chamam agora), onde nos dilaceram o corpo com jactos frios de água e as enfermeiras tiraram um bacharelato num daqueles politécnicos que ninguém sabe muito bem onde fica. Trás-os-Montes, guarda, talvez Felgueiras, ninguém sabe muito bem onde, até porque lhe atribuem sempre uma sigla.&lt;br /&gt;Mas claro que, esta hipótese tem de ser infimamente pequena. Pelo menos para a maioria da população entre os 20 e os 40 anos. Então, as pessoas não têm a consciência que se morre muito mais cedo e que muitos de nós nunca chegarão a ir para um desses lares, onde a alma fica mais cinzenta? E o cancro da próstata, dos pulmões, a hepatite, a cirrose, os diabetes, os acidentes de carro, os violadores de telheiras e do Benfica, os AVC’s ou um ataque da ETA?!&lt;br /&gt;Pois, deve ser por outro facto qualquer. Se perspectivarmos bem, podemos atribuir a culpa à crise económica que se vive no nosso Portugal. Os noticiários irrompem pela nossa casa a falarem de despedimentos, greves, função pública sem subsídio de férias e o IRS cada vez mais caro. Algumas pessoas devem pensar e ter em conta este facto, duas vezes, antes de se separarem, até porque a nossa sociedade é sobejamente capitalista.&lt;br /&gt;“Então e se a firma amanhã falir? Como é que vou pagar a Telecine e as idas Jerry’s? E o Monte Velho e os cremes da Vichy?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não duvido&lt;/strong&gt; ( e certamente que vocês também não), que alguém pense desta forma, e dadas as circunstancias, não é de estranhar. Acredito que apenas os casados ou a viver em união de facto, imaginem esta realidade, o que nos deixa, novamente, com outra grande parcela da nossa amostra, de lado.&lt;br /&gt;Haverá tantas razões. As novelas que diariamente somos obrigados a ver contrariados, até porque são muitas e polvilham o panorama televisivo, onde grandes amores vivem grandes dramas iniciais que se prolongam por infinitos meses, até.&lt;br /&gt;E tudo acabar numa derradeira paz, já no último episódio. Claro está, que como é o último episódio, não chegámos a perceber realmente se a felicidade e o amor que vem com ela, se eternizou, realmente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amar é fodido&lt;/strong&gt;, sim. E existem tantas razões para amar, e outras tantas para não o fazermos e na realidade, só quem permanece dentro deste tipo de relações é que sabe porque realmente permanece. Embora, na realidade, só o consigam fazer meses depois de se terem conseguido desprender. &lt;strong&gt;Amar&lt;/strong&gt; não é fácil. Nem é para todos. É um processo diário de aceitação incondicional do outro e todos sabemos que hoje em dia, ninguém tem paciência para ninguém. Não faz parte das nossas competências da era pós-moderna, é cansativo e chato. E toda a gente quer ver gente perfeita, interiormente e, claro está, exteriormente. É muito mais chato terminar com alguém extremamente bonito, do que com alguém cuja beleza, vemos impressa nos olhares dos nossos amigos, deixa muito a desejar. Vivemos na era das aparências também e por isso mesmo, ninguém quer amar ninguém feio, gordo ou minimamente problemático.&lt;br /&gt;Tem de ser tudo escorreito e perfeito. E se não for, tanto pior para outra pessoa. E se não for, muitas vezes, também não saberemos como o terminar. Ocorre-nos sempre o mesmo pensamento vergonhoso “mas eu já fiz tanta cosia com esta pessoa…”, como se a vida fosse um &lt;strong&gt;acto único&lt;/strong&gt; e apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos ensinam nada, nem nós temos grande coisa para ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá um dia, em que perceberei porque é que amamos como gente pequena, em vez de amarmos à altura da imagem da qual fomos criados e moldados.&lt;br /&gt;É por isso mesmo que, algumas relações duram tão pouco tempo e outras tanto. As que duram pouco tempo, foram engolidas pelas aspectos a considerar, como o dinheiro que a pessoa tem no bolso, se não tem carro e me vai pedir boleia todos os dias, se tem amigos sociáveis, se veste Zara ou Levis ou se tem casa própria e um trabalho minimamente interessante.&lt;br /&gt;Algumas que duram mais tempo (não serão todas felizmente, que há grandes e muitas excepções), são vitimas de um comodismo fácil, de uma razão muitas vezes inexplicável, de um mergulho sem respiração que nos deixa sem fôlego e adormecidos debaixo de água, à espera de encontrarmos uma justificação &lt;strong&gt;divina&lt;/strong&gt; para deixarmos de nos deitar com aquela pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amar&lt;/strong&gt; são muitas vezes lágrimas, mas têm de ser ainda mais vezes, aquelas em que nos rimos a bandeiras despregadas, em que vamos ao Indiano e comemos com os olhos as mãos que nos tocam e nos envolvem. E quando nos deitamos, devemos dormir de consciência tranquila, apenas porque sabemos que estamos a fazer a coisa certa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amar&lt;/strong&gt; deve ser, sempre, sinónimo de viver. Por isso, &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;vivam&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6104378756856693572?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6104378756856693572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6104378756856693572' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6104378756856693572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6104378756856693572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/03/amar-e-viver.html' title='Amar é Viver'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-8897954512164701114</id><published>2010-02-22T13:31:00.002+01:00</published><updated>2010-02-22T13:44:24.365+01:00</updated><title type='text'>Ilusionista</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Jovem, repleto de conceitos imaginários, impregnados em ilusões criadas por uma realidade delicadamente baseada em noções que não me pertencem, na qual me perco, mergulho, me solto. Realidade essa, que facilmente se inaugura, se desvanece, se reconstroi.&lt;br /&gt;Nessa realidade, repleta de ilusões, magias incandescentes, taxas impostas, cheiro a relva, comigo deitado, bem presente, a fugir da calamidade que é tentar enfrentar mais um dia sem perceber muito bem qual é a saída que se avizinha como mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Como se a vida não me tivesse mostrado, tantas vezes, que nada é eterno, que o nunca não existe, que o para sempre acabará inevitavelmente amanhã. Deveria deixar de elaborar esquemas futuros, expectativas equacionadas, melimetricamente, à altura dos meus desejos.&lt;br /&gt;Expectativas, guardo-as para mim, -ao memso tempo que as tento esquecer- , de cada vez que me olho ao espelho e constato que não sou tão velho quantas vezes julgo ser. Que a vida não acabará inevitavelmente amanhã e que me posso continuar a abrigar no recanto só nosso.&lt;br /&gt;Esta mania da colectividade, do pensamento duplo, nunca singular, uma tentativa frustrada de ser um pouco mais diferente do reflexo que é a nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Individualista, grosseira, solidária, incongurente, corrompida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de ser um artista e dar explicações apenas a mim. Viver com os meus falhanços e fazer de conta que o conteúdo a mim, unicamente pertence, nesta forma disforme de abarcar o mundo, que se torna, que se demonstra, através da matéria, que nos dificulta, limita. Que nos cega, principalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um minuto de silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa rua qualquer, cheia de personagens dantescas, dignas de um filme do Allen. E eu a sentar-me num café qualquer, acender mais um cigarro e apenas observar. Observar, beber um pouco mais dessa energia que não me tem chegado, que me tem prendido um pouco mais, que tantas vezes não me deixa respirar. Não percebi ainda muito bem (temo não perceber nunca) do que é feita essa glória que tão facilmente se transforma em tristeza, bem diante da minha perspectiva, inacabada por um horizonte longínquo.&lt;br /&gt;Passa por mim uma criança qualquer,a  mascar uma chiclet. Inquieta, impossível de calcular o terror que será chegar a casa e encontrar o pai mais uma vez ( e quando pára?), a segurar a garrafa, o amor a destilar, a ser sorvido e ela a precisar de um pouco mais de atenção.&lt;br /&gt;Precisamos todos de conforto, alguém que nos ampare, que nos torne menos frios, que nos ensine a verdadeira natureza dos objectos imóveis, para que se transformem em formas maleáveis e revigorantes. Para que possamos aprender com eles, que a vida é movimento, alteração de paradigams constantes, mas que no final, sabe tudo ao mesmo.&lt;br /&gt;As certezas concebidas, essas não existem e isso, de certeza que esta miuda já aprendeu. Uma, duas,três, algumas vezes, puxou o pai. Pediu-lhe “amor”. É assim que na escola lhe ensinam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os pais amam os filhos”, dizia a professor e repetia, “Os pais amam os filhos. Qual é o substantivo?”&lt;br /&gt;Ensinam-nos tantas coisas, que nos acabam por ensinar a amar, também. E mesmo assim, nunca conheci ninguém que amasse de uma forma completa e fidigna. Mas toda a gente nos ensina a amar, treinadores de bancada. E estão por todo o lado. Gritam, expelem, forjam conquistas e intrigas. Ensinam-nos tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o amor seja um acto incompleto, inacabado, perpétuo num tempo que não nos pertence. Que por isso mesmo, talvez nunca nos pertença.&lt;br /&gt;Gostava de dizer à miúda tantas coisas. Mas não o faço. Acendo mais um cigarro e ela brinca com o fumo que sai da minha cabeça. Ingénua, não pensa na morte, como se o fumo fosse mais um aliado alado, disposto a fazê-la sorrir. É nessa loucura premente que reajo, me debato e me acabo por levantar, nessa rotina que me fustiga, mas que tantas vezes eu agradeço.&lt;br /&gt;Fecho os olhos e a menina já usa mini-saia, fuma um cigarro ao meu lado. Quer um Martini.&lt;br /&gt;O tempo passou e eu continuei a observar. Conta-me que saiu de casa cedo, que não percebe nada de amor, mas que a vida lhe ensinou que o verdadeiro drama, é aquele que não queremos resolver, tolhidos que somos e ficamos, pelas nossas próprias ilusões em algo que nunca existiu. Que talvez nunca existirá.&lt;br /&gt;Não lhe respondo. Não sei se transformou em mais um treinador de bacanda ou apenas um eco da minha própria consciência. Sou o senhor dos papeis e da escrita, dos bastidores e dos discursos formatados por uma felicidade que absorvo, dos que por mim passam e ela não percebe.&lt;br /&gt;Talvez nunca perceberá.&lt;br /&gt;As expectativas criam-se, no preciso momento em que se deseja alguém que complete a nossa distração, que nos preenche as veias de oxigénio, necessário para alcançarmos alguma paz, durante esse longo período inúlti, que é a noite.&lt;br /&gt;Deveriamos poder adormecer em conjunto, nunca singularmente, na certeza que é dessa partilha de acordares mútuos, que se acrescenta um pouco mais de vida ao nosso coração. Que é disso que ele vive. Com o passar dos anos, sentado neste mesmo banco compreendo que&lt;br /&gt;“És um lamexas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ela acertou, cortou-me o pensamento e deixou-me em carne viva, transparente e permeável.&lt;br /&gt;E ela nem me conhecia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-8897954512164701114?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/8897954512164701114/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=8897954512164701114' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/8897954512164701114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/8897954512164701114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/02/ilusionista.html' title='Ilusionista'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-1406827347044747209</id><published>2010-01-13T12:34:00.001+01:00</published><updated>2010-01-13T12:37:39.001+01:00</updated><title type='text'>Amor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; 24/12/2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Este ano, ano, volto a reconquistar o amor, bem perto do final, onde pensava que já o tinha perdido, bem perante a visualização de alguém que não conheço, que não identifico, que não procuro mais. Eu&lt;br /&gt;Eu volto a amar, bem perto do final, a redescobrir essa doçura encantada, essa fugacidade perante as palavras, essa nobreza envolta nos actos. Este ano não é o único. Nunca será. As quedas, as desilusões, sonhos desfeitos servem para entendermos que nem sempre tudo terá um grande propósito, mas que mesmo assim, bem no final, tudo poderá não estar perdido.&lt;br /&gt;Tudo merece mais, um pouco mais, do que mentiras enlameadas em merda. Merda terna, merda que nos aquece, mas que só nos empurra um pouco mais para fora da realidade.&lt;br /&gt;Este ano, bem no final, redescubro o amor que há em mim e há minha volta. Que a vida é feita de amor, de sorte, de felicidade, de vitórias e de perdas, com um sorriso na cara, apenas porque estamos felizes, entre beijos e abraços, epítetos que nos deixam enternecidos, amizades que valem mais do que aquilo que alguma vez poderíamos possuir, materialmente, nesta extensiva época que atravessamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Este ano, volto a reconquistar o amor. Por entre o Luís Miguel que se enrola por entre o piano e a guitarra, o que se deixa surpreender pela praia que se tornou sua, só sua. Por entre a vontade de retribuir o amor genuíno de todos aqueles que nunca deixaram de acreditar que tudo seria possível, um dia. Por entre a fidelidade, a lealdade, a paixão que é viver a vida, como se tudo fosse irremediavelmente imperfeito, mas fosse mesmo aí, no centro de uma anormalidade constante, que consistisse a verdadeira natureza dos dias que passámos por cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;“O amor que criamos, o amor que entregamos, é o que de melhor cá deixamos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se bastasse apenas isso. Compreender que a consciência está incólume. Compreender que é nas adversidades que nos tornamos uma força em potência. Que estar feliz num sonho pode não importar, profundamente, mas que é essa a força matriz que nos pode fazer acordar, de manhã e enfrentar um dia carregado, pesado, inútil, se no final, chegarmos a casa e tivermos a certeza que nos amam, como somos, genuinamente, sem cobranças ou preceitos.&lt;br /&gt;Não, este não é um texto supostamente eloquente. Mas é genuíno, como o amor deve ser. E bem no final, redescubro o valor do amor, da vigência que se altera, da falta de compreensão e empenhamento. Da negligência, tantas vezes oferecida, do afastamento pronunciado, mas não concludente.&lt;br /&gt;Se há algo em que deposito todas as minhas forças, constantemente, é naqueles que amo, naqueles que me amam a mim, verdadeiramente. Sem Luís Miguel com aspas, sem Luís Miguel pré-concebido. Sem Luís Miguel fruto de uma concepção irrealista. Mas com um Luís Miguel feliz, triste, compreensivo, carinhoso, histriónico, estridente, lutador, impossivelmente difícil de aturar de manhã, mas real, verdadeiro.&lt;br /&gt;O luís Miguel que lutei tanto para ser e que, num ápice, quase quase desaparecia. Mas a identidade cada um de nós, tem de ser mais forte do que isso. Tem de ser feita de amor.&lt;br /&gt;Não tivéssemos nós no Natal, onde tudo é feito de alarmismos consumistas, agregações de crise, quando a única que existe é a emocional.&lt;br /&gt;O Natal, feito de amor.&lt;br /&gt;É o meu maior presente, este ano, bem perto do fim.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Presentes? Tenho-vos! Estou viva!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Best friend . whitney i look to you&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-1406827347044747209?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/1406827347044747209/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=1406827347044747209' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/1406827347044747209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/1406827347044747209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2010/01/amor.html' title='Amor'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-3328549422301833435</id><published>2009-09-20T20:30:00.000+02:00</published><updated>2009-09-20T20:31:13.335+02:00</updated><title type='text'>Feels Like Home</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algo que apraz sentir. Sem pressas, que me faz sentir em casa e nada pode ser mudado e eu posso deitar-me nesse sofá repleto de segurança e coerência eterna. Para onde posso correr, sempre que tudo à minha volta não faz sentido. Sempre que a morte se aproxima, sempre que a vida me tira um pouco mais de fôlego. Como se tudo fosse irremediavelmente terminar, depois de amanhã.&lt;br /&gt;Enquanto faz sol, enquanto te posso abraçar, nessa ternura que me prometeste e que tão poucas vezes me fazes sentir. E é então que me sinto em casa, onde posso adormecer de olhos bem fechados, sem segurar a alma, sem me preocupar com o que o mundo faz lá fora, onde pertenço, bem cá dentro, dentro de mim.&lt;br /&gt;Sem me preocupar com as minhas imperfeições, sem me preocupar se consigo suster a lágrima que teima em não se segurar, se consigo soltar a gargalhada um pouco mais alto, se consigo ser eu, nem que seja apenas por mais uns instantes. Uns instantes.&lt;br /&gt;É tudo o que tenho, é tudo o que sempre tive.&lt;br /&gt;Viver, a saber perfeitamente que a música ainda há-de mudar, que não há momento que perdure e eu neurótico, claro, a tentar suster o ar dentro de mim, fechado entre paredes e silêncios, procura de uma vida que já me pertenceu e eu talvez não tenha sabido agarrar. À procura de uma vida, que nunca terei tido e que não me pertence. E se ao menos soubesses o quanto ainda te retenho, o quanto em mim permaneces, nessas guerras, onde se soltam canhões diariamente, onde todos os dias desaparecemos dentro de frases feitas, palavras vãs, apenas para disfarçarmos que não somos nada um sem o outro.&lt;br /&gt;Há qualquer coisa de profundamente triste nisto tudo.&lt;br /&gt;Há qualquer coisa de irremediavelmente bonito nisto tudo.&lt;br /&gt;Quando é que vamos entender que o tempo escasseia, que podíamos ser tudo aquilo que não somos, que podíamos transformar a raiva e a mediocridade em algo colorido a feliz, naturalmente, como nunca o fizemos. Onde poderíamos regressar, sentir-mos a espinha a contrair-se  e ficarmos completos apenas porque partilhamos a mesma vida, enquanto ainda o conseguimos e podemos permanecer. Aqui, bem dentro de nós.&lt;br /&gt;Se soubesses o quão feliz me podes fazer, se soubesses o quão feliz este amor irremediavelmente piroso, mas puro, que tenho para te entregar, te pode agarrar e nunca te deixar…&lt;br /&gt;E tudo o que queria era deixar o resto do mundo para trás, deitar-me contigo aqui, onde podemos reconhecer as folhas no chão e sentir o cheiro a churrasco, ainda e concluir que Setembro não pode deixar de ser tão estranho…&lt;br /&gt;As nossas vidas a voltarem a incluir-se e talvez nós a sermos tudo aquilo que queríamos ser, daqui a alguns anos, deitados na mesma relva, a olhar o céu bem escuro, sem trocarmos uma única palavra, para não estragar o momento, sem deixar que nada nos interrompa, com as gargalhadas de uma casa grande por detrás e os nossos sonhos todos construídos  em  grandes alicerces, sem vírgulas ou pontos finais, felizes, a sonhar, acordados e muitas gargalhadas à nossa volta.&lt;br /&gt;Tudo contigo.&lt;br /&gt;Eu contigo, tu com a minha mão – sinto-me em casa.&lt;br /&gt;Talvez noutro dia, um dia gigante, um dia corrosivo, um dia em que não salvaste ninguém, um dia em que te abraço e esqueces o filho da puta do remédio que não entrou no sangue a tempo. E sim, outro dia, um dia cinzento, um domingo, claro!, onde não cozinhamos, escondemos os tachos e as panelas, esquecemos o telemóvel e o facebook, esquecemos o chefe e o fígado que está a dar as últimas e ficamos no sofá, sem nos esquecermos um do outro, ligados, como sempre. Como sempre tentamos ser. Como um dia teremos sido. Egoístas, imaturos, inseguros.&lt;br /&gt;É assim que as guerras começam. Alguém pensa que alguém vai atacar alguém e de repente, ninguém sabe muito bem como nem porquê, arrancam os tanques, soltam-se as bombas e tudo desmorona à volta. Constroem-se alianças, formas de garantir uma sobrevivência para além da derrota. Formas de garantirmos a sobrevivência, depois de tudo estar extinto. Formas de garantirmos que não ficaremos sozinhos, para sempre.&lt;br /&gt;Filho da puta do tempo, e se ao menos soubesses o tempo que esperei por encontrar o toque, o teu toque, onde tudo se converge, onde me encontro e me esqueço por dentro de ti, que nada importa.&lt;br /&gt;Onde eu pertenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BSO – Feels like home – edwin hayes&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-3328549422301833435?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/3328549422301833435/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=3328549422301833435' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3328549422301833435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3328549422301833435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/09/feels-like-home.html' title='Feels Like Home'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-7548687773104202247</id><published>2009-08-27T13:00:00.000+02:00</published><updated>2009-08-27T13:01:11.648+02:00</updated><title type='text'>Mary</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Houve qualquer coisa que fui esquecendo, com o despejar das horas em palavras sem sentido e viagens interiores sem sentido.&lt;br /&gt;Há coisas que nunca serão realmente nossas – e eu que sempre esperei nunca acreditar, sempre fazer acontecer.&lt;br /&gt;Há qualquer coisa que nunca vou esquecer. A memória de um amor perdido, entre a praia – sempre a praia – por entre uma tragédia mediática, sob o olhar agudo e crítico de quem não a sente, não a partilha, não a contém em si.&lt;br /&gt;Uma daquelas luzes que nos guiam, por entre a força de querermos viver, uma daquelas imagens que nunca esqueceremos, que foram feitas só para nós.&lt;br /&gt;Eram risos pegados, químicas e tu a desapareceres. Matéria física, sem resquício de imperfeições ou de lágrimas negligentes.&lt;br /&gt;Agora diz-me que estás entre a procura da atmosfera e a as estrelas que tanto fazias questão de as puxares e partilhares. Lembras-me que é talvez tempo de mudar, que nada será assim tão garantido, mas que talvez seja por isso que temos todos, juntos, de lutar por algo melhor.&lt;br /&gt;A tua eternidade, permanece em mim, como em tantos outros. Contudo.&lt;br /&gt;Quererias sempre o melhor, o impensável, com uma atitude resplandecente, figurável entre o panteão dessas grandes criaturas que vivem para sorrir.&lt;br /&gt;Amar é deixar que permaneças em mim, com uma memória feliz, de alguém que não tinha medo de voar, de ser mais, de se fixar, mesmo sabendo que a sua hora havia de chegar. Mesmo sabendo que ele nunca ficaria sozinho.&lt;br /&gt;Afinal, foi tudo tão bem planeado, que nunca poderia ser de outro jeito. Sei que não posso ser egoísta o suficiente, para querer roubar ao tempo a fugacidade e puxar-te sem te explicar porquê, num segundo, trazer-te para casa e levar-te a ver um jogo do Boavista. Olhar para ti e pensar “que se fodam todos os problemas que poderei ter”.&lt;br /&gt;Agora, só me restam memórias, alguém para amparar, a certeza que não estaremos nunca sozinho. Que o caminho que traçamos haverá sempre de ter algum sentido, que a vida há-de ser sempre mais do que isto que sentimos, que presenciamos, que tocamos, em última análise, que vivemos.&lt;br /&gt;Ainda estou à espera que caias dessa estrela e grites “Luís Miguel”. Um nome só teu, que adoptei para mim mesmo.&lt;br /&gt;Quando tudo aconteceu, não acreditei. Não acredito na morte como certeza absoluta, como força motriz. Nem na vida. Não acredito em nada, há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estar-se atento, dar-se conta de cada momento, com consciência dos sentimentos, sem julgar nem analisar, é um desafio diário”. Ramiro Calle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só agora percebo porque me abraçaste tanto quando fui, voltei, permaneci no Brasil. Sabias que haveria de ver a realidade como algo mutável a cada dia, bonita demais para ser desperdiçada, por rotinas, ciúmes ou invejas francas. Honestidades, mentiras, que nada levará a lugar nenhum, nunca.&lt;br /&gt;Incompreensivelmente perdi muito daquilo que me preenchia. Talvez por isso, faça tudo sentido, na minha pequena consciência agora, em que acordei e voltei a viver. Não sei bem para onde me voltar, contudo. Mas algo me diz que tenho de levar um sorriso na cara e continuar a construir uma alma tão grande como aquela que sempre fizeste questão de evidenciar que teria. Sem quaisquer duvidadas.&lt;br /&gt;Não te posso agradecer. Não te consigo chorar, nem sequer escrever algo bonito e lamechas sobre ti. Não era suposto que fosse assim, mas nada será suposto ser de qualquer das formas que sempre sonhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend : Train. Drops Of Jupiter&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-7548687773104202247?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/7548687773104202247/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=7548687773104202247' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7548687773104202247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7548687773104202247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/08/mary.html' title='Mary'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-1992305010775625742</id><published>2009-08-07T16:11:00.001+02:00</published><updated>2009-08-07T16:11:44.054+02:00</updated><title type='text'>Ansiedade</title><content type='html'>Passam-se as músicas&lt;br /&gt;passa-se o sol&lt;br /&gt;ficam as lembranças.&lt;br /&gt;No seio da poeira&lt;br /&gt;dentro de mim&lt;br /&gt;fixo, morto, irreflectido.&lt;br /&gt;Em carne viva, em carne solta&lt;br /&gt;Perdida&lt;br /&gt;Crua.&lt;br /&gt;Ligações entre gente pequena&lt;br /&gt;desfeita, inocente.&lt;br /&gt;Ladeados, rodeados&lt;br /&gt;Portões, encontros&lt;br /&gt;a uma só voz.&lt;br /&gt;Não há finais.&lt;br /&gt;Apenas a ansiedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-1992305010775625742?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/1992305010775625742/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=1992305010775625742' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/1992305010775625742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/1992305010775625742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/08/ansiedade.html' title='Ansiedade'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-4277281868767849830</id><published>2009-06-28T00:20:00.002+02:00</published><updated>2009-06-28T00:22:01.926+02:00</updated><title type='text'>Pele</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no carro e esqueci o nome que me fora dado. Perdi-me nessa inocência requisitada a momentos breves e no sonho que idealizei como meu.&lt;br /&gt;Carrego-o na minha mão, persistente, umas vezes escasso, outras, maior  do que eu. É ele que me embala e que me sossega. É ele que me torna na razão máxima de ternura e raiva. É ele que me leva.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;No sonho que possuo&lt;br /&gt;Na leveza que tantas vezes peço&lt;br /&gt;Musicais que não existem&lt;br /&gt;Pedras que não me atingem&lt;br /&gt;E um sorriso a conter a seriedade.&lt;br /&gt;Fixa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como o suspiro que transpira, entre bafejadas de sol radiante a pedir um pouco mais de complacência para com a pele. A tua. A tocar na minha, como se fossem uma só, como se o sonho fosse um só e tudo fosse eternamente perfeito e conciso. Tu a quereres-me, eu a querer-te e o desejo a vaguear à nossa volta e eu a esquecer-me do mundo nesse mesmo momento.&lt;br /&gt;A tua mão a acompanhar-me, e a ajudar-me a segurar a nossa construção. Casas, crianças, comida e um prato único.&lt;br /&gt;Telas em que nos revemos, no escuro, onde não conseguimos ver nada para além da esperança que é acordar e sentir a tua pele a tocar na minha.&lt;br /&gt;Não há muito para além disso. Há sim, gargalhadas perdidas e perfeitas, momentos nossos, como quem sabe que o amanhã pode não chegar e tem de absorver toda a ternura num só momento. Como quem sabe que nem um oceano chegava para demonstrar toda a cumplicidade adquirida. Como quem sabe que não há uma gota que não pertença à nossa pele, húmida e carregada de trejeitos, mas sempre à espera de sentir que o sonho vale sempre a pena, mesmo até quando a alma é pequena.&lt;br /&gt;Que Forbela e o Camilo tinham razão, que a Pedrosa e o Esteves também. Que nunca ninguém se enganou em relação ao amor, nem mesmo eu.&lt;br /&gt;Enquanto guio, as paisagens são condescendentes comigo, fazem-me viajar por entre elas, fazem-me viver uma vida que espero ainda agarrar como sendo minha… E pensar que todos os caminhos vão dar à tua imagem, que me acompanha e me seduz… Que me ilumina tantas outras vezes.&lt;br /&gt;Na rádio, não há música, não há lágrimas, não há sentimentos a deambular. Apenas uma voz a repetir que este ano é o último para amar, para conquistar, para defender o sonho que nunca ficou esquecido, apenas à espera de alguém que valesse a pena partilhar, conquistar. Nunca perder, como outrora. Por ele faço tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Escorrego&lt;br /&gt;Mergulho&lt;br /&gt;Salto&lt;br /&gt;Fixo-me&lt;br /&gt;Desapareço&lt;br /&gt;Sempre na esperança que o amanhã me leve e me mostre aquele lugar encantado, longe do fim. Perto de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Perto de mim&lt;br /&gt;Perto de nós&lt;br /&gt;Onde nunca nos perdemos&lt;br /&gt;Onde nunca perecemos&lt;br /&gt;Face à luz&lt;br /&gt;Face à vida&lt;br /&gt;Na conquista do sonho&lt;br /&gt;Na conquista de nós.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Enquanto é Verão, chove sempre. Não entendo mais de Estações e épocas favoráveis a nada. Tudo o que nos ensinaram está errado e não confio mais na passagem de conhecimento através da imposição de materiais ou acções. Não sou programado para mais nada a não ser para conduzir por aí, na esperança que entres no carro e não omitas tantas palavras como os teus olhos pedem para não o fazeres. A ver se meto a 5.ª e me e fugimos os dois para outro lugar, que eu estou cansado de esperar que me carregues, onde o sol não queima a pele fina, branca, delicada, permeável ao teu suor.  A pele que me entende, a pele que sabe o que sinto, porque também é queimada.&lt;br /&gt;A pele que é minha. E o sonho também.&lt;br /&gt;Nossa. Nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Best Friend. Skank - Vamos Fugir&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-4277281868767849830?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/4277281868767849830/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=4277281868767849830' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4277281868767849830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4277281868767849830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/06/pele.html' title='Pele'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-8706944907192457186</id><published>2009-06-22T16:16:00.003+02:00</published><updated>2009-06-22T16:20:43.071+02:00</updated><title type='text'>Estou</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acordei e não estava. Afinal, o que foi feito de toda essa paz supostamente conquistada, dessa fugacidade remetida para calma e serenidade ilusória que parece já não me pertencer. Não há pontos de interrogação, não há meias palavras engolidas em seco à espera que a ferida passe e tudo se concretize. Há luz e sonho, poeira de passos repetidos pelo tempo, fugas incessantes do nosso próprio reflexo, condicionantes próprios de uma textura delicada e subtil demais para ser presenciada. Às vezes parece que me perco na tua ausência, outras em que adormeço na mesma, outras tantas em que apenas gostava de ser perfeito.&lt;br /&gt;Cores cintilantes, rodeadas de traças repugnantes e a emoção em plena carne viva, a brotar como se dependesse do sangue para viver. O incontrolável a fazer esquecer o inóspito, o medo de que tudo corra mal, mesmo quando corre e um sorriso que ninguém vê, mas fica gravado.&lt;br /&gt;Antecedentes, lembranças, tudo a escorrer perante esses lugares comuns que todos nós vamos criando diariamente.&lt;br /&gt;Uma praia que podia ser a nossa, uma praia que passou a ser a nossa. Quando é que passamos a encontrar-nos e a comer do mesmo prato? Não há confusão. Não há receio, apenas contenção de imaginação a fazer lembrar um velho filme.&lt;br /&gt;Amar chega sempre, voltei a acreditar. Amar tem de chegar, senão vivemos de quê? Limitações passadas e futuras, encontrar o teu cheiro misturado com sal e alfazema e eu a sonhar com ele, numa angústia repleta de confusão e impossibilidade de ser melhor, todos os dias.&lt;br /&gt;Não gosto de linearidade, gosto de afirmação, de histórias imperfeitas mas encantadas, de luz, de amor, de paz, de criação perante o nojo que é olhar para um prédio destruído, onde de repente te vejo e tudo se transforma, nada se perde, tudo se cria, até os teus braços e de repente acordo e não estou. Para ninguém.&lt;br /&gt;Acredito sempre na possibilidade de sermos melhores, apesar de não me conformar com as palavras que tantas vezes saem da minha boca e me fazem mais pequeno e revoltoso, patético, por achar que há uma linearidade para tudo, um caminho, uma estrada única que nos há-de levar a um final preciso e controlável. Como se tivesse perdido um filho e não me pudesse calar, não pudesse parar de gritar e tudo fosse … perdidamente bonito.&lt;br /&gt;Como o é, tantas vezes.&lt;br /&gt;Ninguém é perfeito, mas poucas pessoas terão tanta vontade de ultrapassar os próprios limites perante a dificuldade que é viver entre os slides que nos impuseram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Num deserto sem água Numa noite sem lua Num país sem nome Ou numa terra nua Por maior que seja o desespero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nenhuma ausência é mais funda do que a tua. (Shopia M. B)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me impuseram, que nos tornam um pouco mais amargos, todos os dias. Talvez a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dia a correr&lt;br /&gt;Talvez um dia a fugir&lt;br /&gt;Um momento estragado&lt;br /&gt;Uma espera eterna&lt;br /&gt;Na conquista de um abraço.&lt;br /&gt;Pequeno amor este&lt;br /&gt;Que consome e retribui.&lt;br /&gt;Quero viver&lt;br /&gt;Talvez um pouco mais&lt;br /&gt;Sempre à espera&lt;br /&gt;Sempre a colar a tua ausência&lt;br /&gt;Talvez acordado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;A querer estar ao teu lado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-8706944907192457186?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/8706944907192457186/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=8706944907192457186' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/8706944907192457186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/8706944907192457186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/06/estou.html' title='Estou'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-3499192930866795500</id><published>2009-06-09T03:00:00.000+02:00</published><updated>2009-06-09T14:25:09.530+02:00</updated><title type='text'>Morte Clara - Sozinha II</title><content type='html'>Morri e ninguém me avisou.&lt;br /&gt;Vivi depressa demais e ninguém quis saber. Ninguém interpretou os risos perdidos pelas madrugadas, as rugas a crescer e eu sem querer saber.&lt;br /&gt;Morri sem saber como e agora já não consigo sentir o cheiro a erva por entre a luz Clara, perante a consciência de ter falhado perante a minha própria inconsciência e vontade de vencer. Chamavam-me princesa, mas isso acabou quando ouvi o som da porta a bater e cresci para o mundo perante a viagem vertiginosa que era sentir o teu calor junto ao meu corpo, de mãos dadas, na profusão da nossa cama.&lt;br /&gt;Lá fora, ninguém sabia, mas toda a gente suspeitava. Nós não queríamos saber&lt;br /&gt;Escreveste-me uma vez que o meu sorriso ainda haveria de ser o reflexo da palma da tua mão e enquanto te vejo novamente, talvez pela última vez, vejo-te a fitá-la na esperança de me perspectivares. Talvez nunca mais, talvez sempre. Voltarás a amar e eu serei sempre essa memória errante e vagabunda de um passado que não chega para nos fazer feliz.&lt;br /&gt;Tens os cabelos claros como o teu nome, a efervescer de luminosidade, mesmo quando te preparas para me entregar na terra que eu tanto amava. Quando era pequena, costumava rebolar, sujar-me a ver se ainda estava a sonhar, sob o olhar atento do meu pai. A ver se deixava de ser a princesa perante uns momentos e o meu coração poderia simplesmente sossegar de tanta pressão ou contratempo.&lt;br /&gt;O teu corpo no meu&lt;br /&gt;O teu coração com o meu&lt;br /&gt;A tua vida a acalmar o vazio da minha morte&lt;br /&gt;Queria tocar-te uma última vez, esperar por ti no comboio como quando éramos mais novas e caminhar de S.Bento e rir-mos e sermos felizes, despreocupadas, perante a futilidade que é viver para tanta gente. Comer uma castanha no inverno, um gelado no verão, de mãos afastadas mas de olhares sempre entrelaçados&lt;br /&gt;“Nunca me largues”&lt;br /&gt;“Cais?”&lt;br /&gt;“Sozinha.”&lt;br /&gt;O que irás fazer a seguir? Acender um incenso e caminhar pelo jardim, sozinha? Eras a minha companheira e agora fui eu que te perdi. És forte demais para te esqueceres devido a tudo isto. Talvez não. As tuas lágrimas são luminosas, claras, como a luz que me trespassa.&lt;br /&gt;Eu de olhos fechados, foste tu que me vestiste? Se foste, muita coisa mudou e és a melhor amiga da minha mãe. Não sinto nada, sinto-me um bocado perdida, até. Não era suposto tudo ter terminado depois de finalmente morrer? Se isto não tem fim, prefiro voltar a viver e permanecer com o teu bater de coração inoportuno e claro, os teus pelos eriçados, um Sábado de manhã atrasado para almoçarmos bolinhos de bacalhau com a tua irmã e uma felicidade jovial, eterna. Espuma no meu nariz, sonhos de adolescente concretizados, que foram nossos, agora só teus.&lt;br /&gt;Quero viver para sempre contigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-3499192930866795500?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/3499192930866795500/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=3499192930866795500' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3499192930866795500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3499192930866795500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/06/morte-clara-sozinha-ii.html' title='Morte Clara - Sozinha II'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-3062634583427258797</id><published>2009-05-26T03:57:00.001+02:00</published><updated>2009-05-26T03:58:55.856+02:00</updated><title type='text'>Sozinha</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O cabelo na frente dos olhos e uma vontade de engolir o mundo com um só gesto. Enquanto procura um significado para o percorrer vazio das mãos que já tocaram o céu, tantas vezes, consome o silêncio com a certeza de que o tempo dura um cigarro inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Gesto compenetrado&lt;br /&gt;A encontrar a inocência da idade&lt;br /&gt;Onde a ilusão nunca se torna em algo real&lt;br /&gt;E tudo se desfaz, eventualmente.&lt;br /&gt;Tudo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não previa o desfecho do acontecimento marcado pelo fim do início, como se tudo fosse uma contradição daquilo que realmente queria, daquilo que realmente sentia. Não conseguia perspectivar mais o futuro, nem sabia consertar o passado. No seu presente, vivia a felicidade de estar triste, enquanto a chuva caía suavemente por entre o carro e a segurava com a palma da mão, como já seguraram em sim. Por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revia agora todos os factos e os acordes com que construiu a partitura que parecia ter agora um final pouco precipitado. Não conseguia suster em si a infelicidade de não ser perfeita e de ter falhado, novamente. De se espalhar por entre o cheiro da erva molhada junto ao mar e de continuar a partir-se enquanto gritava num silêncio surdo. Silêncio impenetrável, onde nada estava bem, onde nada se segurava, onde nada perdurava. Fechava os olhos e não desaparecia. Imagens ténues de fragmentos roubados por câmaras alheias, visões de uma felicidade conjunta que não partilhavam mais. Perguntava-se ali mesmo, para onde iam esses momentos alheios aos problemas do resto do mundo. Se perdurariam na eternidade à espera que alguém os concluísse ou se tornassem apenas pó por entre a rotina do dia que se avizinhava. Fechava os olhos e sabia que nada ficaria bem, não naquele momento, talvez nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Talvez nunca, numa terra bem longe&lt;br /&gt;Memórias suspensas por lampiões estragados&lt;br /&gt;Casas desabitadas, opostas à culpa de não sentir vergonha&lt;br /&gt;Por entre o resquício de vida que existe em todos nós&lt;br /&gt;Onde tudo se quebra, onde tudo se perde&lt;br /&gt;Onde nada se substitui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Era desconfiada e não sabia o que fazer com isso. Queria apenas sentir o peso da chuva por entre os dedos e esperar que tudo terminasse no momento em que esperava, mas não conseguia. Não sabia como tinha começado, nem sabia se teria acabado. Tinha-se perdido por entre o caminho de querer ser eternamente feliz e não sabia quem tinha apagado a luz, que fez com que nunca mais conseguisse voltar ao rumo correcto. Divertia-se nos últimos tempos a ter pena de si própria e esperar que fizessem alguma coisa por ela, a ver se valeria realmente viver com uma alma tão pequena, como a sua se havia tornado. Desconfiada da sinceridade de qualquer político, resignada finalmente, por aquilo que a vida lhe dava, desiludida com os fazedores de sonhos, desapontada com o som da porta a fechar.&lt;br /&gt;E eis então que recorda o pânico em câmara lenta a despontar de dentro de si e as palavras a correrem a sua consciência como se o mundo tivesse acabado ontem e ninguém a tivesse acordado para assistir.  Tinha-se esquecido do nome que lhe haviam dado, tinha-se esquecido de sonhar e esperava agora fechar os olhos e pensar que tudo haveria de ter sido um engano e ninguém haveria de voltar a fazer as coisas como delas se lembrava. Havia de confrontar as peças espalhadas pelo chão de todas as forças que acabava por perder. Havia que defrontar a derrota mesmo defronte dos seus olhos, perante buscas intermináveis a fantasias rebulescas e pesadelos a meio da noite, suores e tremores, tudo a buscar o calor da companhia que a acalmava de cada vez que sabia que a realidade era melhor do que o sonho que tantas vezes idealizara. E por isso havia deixado de sonhar.&lt;br /&gt;E por isso, tinha-se esquecido de sonhar de todos os detalhes que haveria de enfrentar um dia e que haveriam de fazer dela a mulher mais forte das constelações. A princesa que o pai fazia questão de criar no reflexo do seu espelho partido, enquanto era criança e da inveja que a mãe sentia de cada vez que ouvia canções deste género.&lt;br /&gt;Ela lembrava-se. Lembrava-se do desprezo materno, da fugacidade da ternura que eventualmente recebia, quando não se sujava e era perfeita. E ela nunca era perfeita.  Ela lembrava-se do que havia passado para conquistar o sonho ideal, a figura eterna que se deitava consigo e que agora não estava mais ali. O afastamento dos pais, a vergonha estampada no olhar do pai. Já não era mais uma princesa.&lt;br /&gt;Agora, tinha perdido tudo, menos a vontade de chorar. Mas era apenas mais uma vontade, como voltar atrás e fazer tudo perfeito e talvez assim, ter alguma ternura devolvida e talvez desta forma, não ouvir o som da porta a bater e o desespero a despoletar. Uma ida à janela na esperança que voltasse atrás e a perdoasse, mas nunca aconteceu e ela ficou sozinha, entre a relva que tinham plantado as duas e o amor que não tinham escolhido.  Era desconfiada e nunca tinha sido compreendida na totalidade. Nem mesmo ela. Agora, não havia nada que pudesse fazer. Queria apenas que tudo fosse claro, que ela voltasse e lhe dissesse que não tinha motivos para ter agido como teria agido, mas que não importava agora. Só importava a intemporalidade do sentimento estampado por entre juras de amor simples.&lt;br /&gt;“ E que faço eu com tudo isto? Onde coloco todas as certezas até aqui sentidas ? gostava de a fazer voltar, de a fazer entender a inocência perdida entre a vontade de querer se mais humana diariamente. Espero que não se esqueça de mim, entre amanhã e daqui a um mês. Espero que tudo volte ao normal depressa. Espero tanta coisa de mim, espero tanta coisa de quem está comigo…”&lt;br /&gt;Não sabia mais de quem era a culpa, sabia que não poderia fazer mais nada, por entre o reflexo da falsa princesa, agora sozinha. Não sabia também, o porquê de tudo não ser tão fácil como nos filmes que o pai a habituara a ver e acreditar, “pai, isto é mesmo assim?”, e ela acreditava, sempre. Amores que quebravam guerras e fronteiras, para no fim perceber que era tudo treta. “ Pai, estou apaixonada. Chama-se Clara”. Clara era a desilusão espalhada por entre a postura do pai e a decepção da própria perante aquilo que perspectivava. Afinal, nem tudo era possível e o amor também pode ser julgado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Entre o passado e o futuro&lt;br /&gt;Há sempre uma dor presente, que anuncia&lt;br /&gt;A chegada da velha memória.&lt;br /&gt;Chama-se insegurança e vem de longe,&lt;br /&gt;Chega sem avisar a abraça-nos, faz-nos sentir confortáveis.&lt;br /&gt;Mata-nos.&lt;br /&gt;Matou-a.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Enquanto adormece, por entre a chuva, lembra-se de já ter adormecido assim. Sozinha.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-3062634583427258797?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/3062634583427258797/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=3062634583427258797' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3062634583427258797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3062634583427258797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/05/sozinha.html' title='Sozinha'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-2276422430056656964</id><published>2009-04-27T02:59:00.002+02:00</published><updated>2009-04-27T03:12:15.972+02:00</updated><title type='text'>sou trapalhão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Novamente&lt;/span&gt; embriagado pelo silêncio da inércia que se abate sobre mim. Habituei-me a viver cada momento, como se fosse único e precioso, que me esqueci o quão frustrante isso pode ser, quando partilhamos o mundo com mais alguém, do que o nosso próprio ego.&lt;br /&gt;Já aqui o disse muitas vezes e volto a afirmar – ter uma relação não é de todo fácil. É preciso gostarmos o suficiente da imagem que temos de nós para a conseguirmos manter durante uma eternidade e assim, nunca desnivelarmos as expectativas que criamos sobre nós próprios. É preciso ter coragem para revelarmos o que realmente somos e termos a capacidade de ainda assim, continuarmos a gostar do nosso reflexo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Habituamo-nos a culpar o governo pelos males do país, o vizinho que não paga o condomínio, o passado pela vergonha que sentimos de nós próprios. Habituamo-nos mal.&lt;br /&gt;Numa sociedade individualista, onde tudo é feito e dirigido para o prazer próprio, é difícil percebermos que não somos assim tão formidáveis, quando somos expostos à fragilidade do olhar de quem mais amamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu&lt;br /&gt;Sou trapalhão. Não sei o que fazer com tanto amor, tantas vezes. Deixo-me perder em alucinações próprias, que achava já esquecidas e por dejá vu’s completamente irreais, para no fim, olhar para trás&lt;br /&gt;Parar&lt;br /&gt;E querer recomeçar tudo de novo, sem nunca me lembrar que nada volta atrás, sem nunca nos lembrarmos de todas as parvoíces e mentiras que acreditamos durante tanto tempo, apenas para conseguirmos ser as estrelas que sabemos bem, jamais serermos.&lt;br /&gt;Vivemos em Nova York ou Londres, não interessa. Queremos ser felizes durante uma noite e esperar que ela morra e se esqueça de nós, embebidos no vinho que nunca nos larga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu&lt;br /&gt;Ainda não consegui encontrar o equilíbrio entre tudo aquilo que fui e aquilo que aspiro a ser. O emaranhado de percepções apodera-se de mim, sempre que me imagino a fazer algo, sem ti. E é agoniante.&lt;br /&gt;Sem ti&lt;br /&gt;Como se o mundo não significasse mais nada, para além da cor que trazes ao meu mundo. Para além da serenidade que me confias, para além da vida que me fazes querer ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu&lt;br /&gt;Nem sempre gosto de mim. Tenho de me manter ocupado para me esquecer disso e conseguir iludir o reflexo da minha imagem que se apresenta muitas vezes difusa. Pensar que nada mais tem o mesmo encanto é aterrador, apenas porque me relembraste o encanto de todas os aspectos simples e encantadores que a vida pode oferecer e que aparentemente os tinha enterrado bem fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congruentemente, acabo por me perder na identidade de quem já fui, de quem passei a ser e de quem quero voltar a ser, mas desta vez sem esquecer quem passei a ser.&lt;br /&gt;Não é fácil, nem pouco confuso. É simplesmente uma tentativa básica de aglomerar todas as experiências obtidas através de uma vida dividida em 2 fases distintas e transformá-la num bolo que seja passível de ser degustado com satisfação, para quem me acompanha, mas principalmente para mim.&lt;br /&gt;Compreendi, claro, que a insegurança que sinto, para além de todo o caos financeiro actual, prende-se com o simples motivo de ter concluído que existiam lados mais essenciais, do que aqueles tantas vezes explorados por mim, apesar de  só assim, ter conseguido chegar até ti.&lt;br /&gt;Durante um curto período de tempo preferi -  e é provável que o volte a fazer, quando me voltar a perder – culpar-te pela minha insatisfação de muitas lembranças que povoam a minha memória. Queria apagá-las e fingir que não fazem parte de mim, mas sou honesto demais para o conseguir fazer. Em vez disso, prefiro colocar-me em paz com as mesmas de uma forma altruísta e puramente patética, mas que faz sentido para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, fazes sentido. Depois de tudo o que vi e experienciei, quando me vi sozinho sem a tua presença, considerei-me a pessoa mais irracional e negligente assim que abri os olhos e finalmente acordei. De olhos postos no tecto, numa cama que não era a minha, imaginei-me contigo e sorri, para logo depois realizar que não permanecias comigo e morri.&lt;br /&gt;Nesse momento, iniciei uma fábula só minha. Nela, compreenderias a minha vontade e impaciência em te ter, mesmo sem ser preciso explicar mais nada e ficaríamos os dois a contar as estrelas num lugar qualquer, mas só nosso. Claro que nada é perfeito, tendo em conta as imperfeições coladas à nossa pele e a fábula, claro está, não se concretizou. Em vez disso, experienciei a dor real do que era não te poder ter só para mim, num aglomerado de pessoas, por entre as quais gritava cá por dentro “ que se fodam” e com as quais já não me identifico. Aparentemente, estou muito agarrado à imagem perfeita que um filme de uma hora me consegue transmitir sobre o que é ser-se feliz com alguém para sempre, como se alguém conseguisse viver uma vida inteira numa hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou trapalhão e só sei dançar em espaços limitados. Só sei fazer com que o tempo seja realmente aproveitado, quando escasseia, só sei trabalhar com o stress a dar-me a mão, só sei lidar com o mundo como se não houvesse amanhã. Mas esse mundo existirá amanhã e embora não saiba o que irá acontecer, sei que vou querer estar contigo, mesmo que já não exista, nada.&lt;br /&gt;Talvez a ver-te a espreitar por entre a objectiva, talvez a querer-te um pouco mais, por entre o feitio moldado para situações de crise, nunca para algo que pode ser tão perfeito como um champagne bruto a acompanhar um queijo da serra. Já não sei se sou urbano ou rural, apenas sei que em algum destes sítios, hei-de de me continuar a apaixonar por ti, diariamente, sem que a rotina me apague. Sem que a rotina nos apague.&lt;br /&gt;A ti, a pessoa mais importante que resultou de toda a viagem interior que foi estar do outro lado do mundo e que não quero perder nunca, apenas porque sei que contigo, sou uma melhor pessoa. Acredito em ti, resta-me acreditar em mim e que a temperamentalidade do meu ser há-de se extinguir e eu nunca me hei-de esquecer que és a peça-chave em todo este aprendizado que é viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;nunca o precisar de dizer&lt;br /&gt;Sem nunca o precisar&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;de repetir&lt;br /&gt;Por entre a fuga&lt;br /&gt;Por entre a luz,fugi&lt;br /&gt;para me reencontrar comigo&lt;br /&gt;e sentir que não te hei-de perder.&lt;br /&gt;Mordeste-me o coração e agora é tarde&lt;br /&gt;Para esquecer essa leveza&lt;br /&gt;Essa importância que sinto&lt;br /&gt;Quando penso&lt;br /&gt;Quando sinto&lt;br /&gt;Que sou amado por&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;ti.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-2276422430056656964?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/2276422430056656964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=2276422430056656964' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2276422430056656964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2276422430056656964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/04/sou-trapalhao.html' title='sou trapalhão'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-1439784919464351221</id><published>2009-04-21T02:54:00.000+02:00</published><updated>2009-04-21T02:56:20.030+02:00</updated><title type='text'>Seriamente</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Seriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que nunca nos viu, mas que sabe quem somos. A carregar flores por entre os braços e a oferecer-nos um sorriso ligeiro. E é aí que pensámos “ esta porra não faz sentido”.&lt;br /&gt;Há que admitir que não compreendemos o percurso dos nossos caminhos e tentar fazê-lo só faria de nós seres ainda mais patéticos do que algum dia seremos. Há que o admitir, para que possamos ser um dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém, seriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodeados de determinações escolhidas por nós, seriamente. As escolhas, as hipóteses rejeitadas, as oportunidades criadas e os lugares onde indubitavelmente me trazes e me fazes reviver de cada vez que pousas as mãos por entre a minha disfarçada fragilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironicamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finjo que não possuo a certeza de não controlar tudo aquilo que posso ter. Finjo, apenas porque não controlo, verdadeiramente. Sem inocência ou falsa impressão, na conquista por uma fidelização da afirmação “esta porra não faz sentido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, cometemos novamente o mesmo erro, até o conseguirmos converter em algo irremediavelmente correcto. E por aí vamos, por aí vou.&lt;br /&gt;Com a força que conquistamos, com a força que conquistei, por entre os sonhos que se foram matando, sem perder de vista o meu inimigo e gritar “esta porra não faz sentido nenhum”. E aí vamos nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vou eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pede novamente uma segunda oportunidade, porque nunca saberiamos o que fazer com ela, como nunca soubemos. Guardamos as promessas de um amanhã um pouco melhor e aí vamos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vou eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embrenhado nas confusões alheias, solto, preso, a tentar reter os paradigmas, a fim de os descontruir sem nunca os compreender totalmente. Sou preguiçoso demais, sequer para o tentar. Em vez disso, escrevo na tentativa de fintar a minha própria consciência e fugir novamente aos lençois onde me custa adormecer sem contar as estrelas contigo e recomeçar onde nos enganámos. Mesmo sem tempo, mesmo sem velocidade vertiginosa que tudo tem a sua demora. Mesmo sem meios, mesmo sem fim. Viver a vida plenamente sem consideração a não ser pelas nossas escolhas, que o a amnhã chega depressa e quando dermos por ela, estamos presos a uma cadeira de rodas e não dissemos “amo-te” as vezes necessárias e aí sim, “nada disto fará sentido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu escolho amar-te sem retenção de custos, mesmo que a inflação não me permita. Escolho perder-me nessa rotina desgastante e tentar sobreviver sem nos condenar a um suicídio lento, de cada vez que nos encontrarmos e conversarmos, em vez de falarmos. E talvez aí o meu reflexo não seja um problema e faremos tudo como quisermos, como bem entendermos, sem cometermos o mesmo erro, outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escolho-te a ti. Talvez assim, sejamos alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seriamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém precisa de rotinas ou inocências perdidas para se reencontrar. É por isso que te trarei para casa, a qualquer dia e hei-de ficar a ver o teu respirar na esperança que o teu sorriso me encha e possamos novamente viver, talvez voar depressa, para algum lugar só nosso, onde a memória não nos traia e as nossas escolhas fiquem assentes na maturidade que consquistamos e na partilha que realizamos, como se uma partitura se tratasse. Como se não existisse nada lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só nós e o Caetanos a sonhar acordado na nossa presença, sem ser preciso juntar o que vem detrás, apenas o que está para vir e o presente que é o que de mais valioso te posso oferecer – esse momento vivido em tempo real, em conjunto, como se de um plano secreto estivéssemos a falar. Sem nunca te esquecer, sem me interessar por mais ninguém, apenas contigo na minha inspiração, a tratar de ti, apenas porque gosto de ti, sem ser da boca para fora.&lt;br /&gt;E eu sei que estás comigo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta porra at+e faz algum sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Seriamente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-1439784919464351221?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/1439784919464351221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=1439784919464351221' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/1439784919464351221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/1439784919464351221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/04/seriamente.html' title='Seriamente'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-4384191034323473656</id><published>2009-03-19T01:37:00.002+01:00</published><updated>2009-03-19T01:42:18.075+01:00</updated><title type='text'>A complexidade do SER</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A complexidade do ser-humano é algo inabalável, altamente constrangedor e magnífico.&lt;br /&gt;Somos esse ser paradoxal, onde os limites são impostos pela forma como reagimos na infância às leis impostas pelos nossos pais e pelo contexto sociocultural.&lt;br /&gt;Sem entendermos isso, não somos &lt;strong&gt;ninguém.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Uns super homens, sem capa para voarmos, sem conseguirmos elevar os nossos sonhos a esse campo surreal e magnífico que é colocarem a vida além do que está presente nas nossas mãos.&lt;br /&gt;O futuro, a deus pertence, há quem diga. E sem fé em coisa alguma, que nós próprios, também não seremos &lt;strong&gt;ninguém.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluimos a espera, ao longo dos anos, e quando menos esperamos alguém nos leva o tempo e esquecemos. Esquecemos o amor e a ternura, a candura e a magia. Esses toques que fazem a vida um pouco mais perfeita.&lt;br /&gt;Sem fé em nós próprios também não seremos ninguém. Nunca.&lt;br /&gt;Dependemos do chamado destino, colocámos-lhe as esperanças de algo menos atroz, um acontecimento mais lisonjeiro, mas real, menos corrosivo.&lt;br /&gt;No fim, somos apenas &lt;strong&gt;algo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Algo característico, uma caricatura das nossas ilusões, uma criação da nossa consciência, uma histeria pregada em festas deambulantes, que esperemos que acabem depressa, a ver se alguém nos agarra e nos adormece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos todos um guarda-costas, uma memória apaziguadora que nos leve e nos acalme, essa estabilidade que nso falta, essa luz que nos guia. Votamos em todos os políticos que existem a ver se algum nos leva, nos guia, nos dá um emprego sustentável no meio de tanta crise, na esperança que não sejamos nós os protagonistas de mais uma história de infortúnio no telejornal da uma. Da tvi, da sic, não gaverá grande diferença. O mundo público vive da desgraça alheia e nós também, desde que não seja a nossa.&lt;br /&gt;Desde que seja a deles, seja porque razão for.&lt;br /&gt;E por isso, nunca haveremos de ser &lt;strong&gt;ninguém.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Acomodados, deambulantes, corrompíveis, sem margem para erro, a ver se o vizinho do lado falha primeiro. À espera que esse Deus acorde e nos salve e crie um milgre divino qualquer. Um que torne os sentimentos mais estáveis, o acordar mais radioso, a firmeza mais imposta, a luva mais fácil de encaixar, o nome mais fácil de pronunciar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Não confio mais nas melodias, será a minha maior desgraça, sempre. Caguei para os pontos de exclamação e para a paciência. Quero voltar para essa criação só minha, que não se completou, para esse texto que se perdeu, para essa marca que já foi a minha.&lt;br /&gt;Perdi-me em tudo aquilo que queria ter e aquilo que queria perder e acabei por me perder, entre as vírgulas e os pontos finais. Tornei-me condescendente e mais preguiçoso, para ser apenas calmo e engenhoso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E por isso, nunca fui &lt;span style="font-size:180%;"&gt;ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deixei de ouvir a guitarra e o saxofone, enfiei-me no vazio das palavras e da tecnologia, a ver se o resto do mundo se esquece de mim e posso finalmente sonhar.&lt;br /&gt;A ver se me consigo tornar alguém.&lt;br /&gt;Toda a gente a pedir atenção, no meio da criação da significação, eu envolto em simbolos, a ver se os signos não se perdem e a dar razão ao Pierce. Tudo na mais efemeridade possível, passível de ser descrita. Tudo na maior obscuridade.&lt;br /&gt;Um dia.&lt;br /&gt;Enquanto isso, fecho os olhos e o pensamento esvai-se, sangra. Não gosto de metáforas, mas sem elas, também não sou &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ninguém.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Respira fundo.&lt;br /&gt;E volto a mim, a ver se o cigarro se acabou e eu páro de dar voltas ao meu pensamento. Não quebro, não recolho nada, novamente e enfrento.&lt;br /&gt;Seguro-me, um dia hei-de conseguir chegar a algum lado, pelo meu próprio pé, pelo meu próprio caminho.&lt;br /&gt;Um dia tudo ficará como deveria ser.&lt;br /&gt;As pessoas hão-de perceber que é na igualdade que está a maior felicidade de estarmos vivos, porque precisamos dela, para não nos sentirmos vazios e sozinhos.&lt;br /&gt;Segura-te.&lt;br /&gt;Um dia a guitarra voltará novamente a tocar e todos esses detalhes que te metem medo e te tornam um pouco mais pequeno hão-de ser ultrapassados e tudo acabará por ficar um pouco mais leve, finalmente.&lt;br /&gt;Tudo.&lt;br /&gt;Decora o teu nome, alguém o há-de esquecer. Cola esses pormenores de que és feito, a vida há-de saber o que fazer com eles e esse teu sorriso há-de voltar novamente, sem manufacturações, sem remedeios pouco originais, sem tempo, sem espaço.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Um dia serei &lt;strong&gt;alguém.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Best Friend : Jason Mraz feat James M. Details in the fabric&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-4384191034323473656?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/4384191034323473656/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=4384191034323473656' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4384191034323473656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4384191034323473656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/03/complexidade-do-ser.html' title='A complexidade do SER'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-7043086876630666139</id><published>2009-02-18T22:53:00.001+01:00</published><updated>2009-02-20T02:53:30.099+01:00</updated><title type='text'>Toques de génio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O ser Humano é um animal egoísta, na sua essência e contrariar isso, é desafiante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desafiar isso pode ser mortal, mas também é isso que nos destingue.Impedir que o facto de estarmos arruinados, arruíne aqueles que mais gostasmos, é de facto, desgastante, tornando-se urgente uma evolução para algo menos corriqueiro e banal.A distinção, não é para todos, mas é fundamentalmente, para aqueles que amam verdadeiramente. Privar a pessoa que está ao nosso lado dos nossos limites impostos por uma educação baesada em tudo aquilo que doi, torna-se urgente quando se está, finalmente, numa relação que se pretende ser um sucesso, todos os dias.E é nisso que consiste amar, também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Tentar que a evolução seja conjunta, fazendo um esforço crasso para que o nosso feitio não faça doer em situações decisivas e preponderantes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em suma : fazer quem está connosco feliz, mesmo nos momentos em que não nos apetece e tudo o que queremos dizer é &lt;strong&gt;merda pela boca fora&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vejo muitos casais a discutir e aquilo que me apetece perguntar é: vocês acreditam &lt;strong&gt;mesmo &lt;/strong&gt;naquilo que dizem e na maneira como acusam a pessoa que está ao vosso lado?Que isto aconteça apenas em alturas em que os ânimos desafiam a gravidade, parece-me letal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Afinal, como é possível que duas pessoas pareçam ser do mesmo partido e concordem com tudo aquilo que dizem, quando momentos a seguir apenas porque choveu e alguém disse que ia estar sol, cada um dos intervenientes veste a camisola de partidos diferentes, extremistas na maioria dos casos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Imagino de um lado, &lt;strong&gt;Paulo Portas&lt;/strong&gt; e do outro &lt;strong&gt;Francisco Louçã&lt;/strong&gt; a guerrarem entre si, esquecendo que há minutos atrás, eram os dois do PSD e o seu maior sonho é conseguirem ir para o Parlamento Europeu, &lt;strong&gt;em conjunto&lt;/strong&gt;.A necessidade de discutir que alguns de nós tem e  deve ser superada, para que o amor e o entendimento prevaleça. Amar, &lt;strong&gt;é compreender&lt;/strong&gt;, mesmo nos piores momentos e por isso sei, hoje, que se  não fiquei com nenhuma das pessoas que passaram por mim até ontem, foi porque não as amava o &lt;strong&gt;suficiente&lt;/strong&gt;. E às vezes amar nunca é o suficiente.O amor reflecte-se em pequenos &lt;strong&gt;toques de génio&lt;/strong&gt;. Impedir que a outra pessoa saia com ferida, é de facto, o mais &lt;strong&gt;importante.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;" Prometo ser compreensivo na saúde e na doença&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Repeitando-te até nos momentos de maior raiva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tentanto tirar o melhor de ti, em qualquer altura". ( Sugestão para voto de casamento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-7043086876630666139?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/7043086876630666139/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=7043086876630666139' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7043086876630666139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7043086876630666139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/02/toques-de-genio.html' title='Toques de génio'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-7929555226501628985</id><published>2009-02-18T03:50:00.002+01:00</published><updated>2009-02-20T03:01:34.205+01:00</updated><title type='text'>Soneto da Felicidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/SZ4OwppxCCI/AAAAAAAAAAU/_ITZznbZ4DU/s1600-h/mr1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304693640066566178" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/SZ4OwppxCCI/AAAAAAAAAAU/_ITZznbZ4DU/s320/mr1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A paixão tem destas coisas.&lt;br /&gt;Ligamos o televisor e somos inundados por um marketing carregado de paixão desenfreada, seja nos anúncios publicitários, seja nos vários filmes onde pulalam personagens entediantemente amorosas ( interpretadas quase sempre pela Meg Ryan ou uma falsa sósia).&lt;br /&gt;Descrevem-nos a paixão, como algo sorrateiro e imponderado, ao virar de cada esquina, sem nada que tenha que ver com a racionalidade ou lógica ponderada, carregada de aventuras e finais felizes numa praia paradisíaca qualquer. Talvez Cuba ou Republica Dominicana, o que interessa são meia dúzia de mojitos, uma espreguiçadeira e um grupo de nativos a satisfazerem os nossos pedidos por menos de um dólar.&lt;br /&gt;Sem nos darmos conta, oferecem-nos a paixão em vários pacotes, cada um deles, destinado a um diferente target. Basta escolher : Meg Ryan ou Sandra Bullock, Kevin Costner ou Hugh Jackman.&lt;br /&gt;No fim, deixamos de pensar naquilo que realmente queremos e procuramos, para passarmos simplesmente a assumir que o verdadeiro amor reside num grande filme de momentos, que acabam eventualmente por desaparecer.&lt;br /&gt;A crise, leva a isso mesmo, como descreve Inês Pedrosa na sua crónica Contra a Paixão na edição da Única 14/02/2009, no Expresso. Ficamos sem opções e acabamos por nos deitar com o primeiro olhar que nos aparece com sabor a mar e monte velho, para no fim, tudo parecer um hotel onde as emoções são depositadas para logo serem esquecidas.&lt;br /&gt;Esquecemo-nos fundamentalmente que o amor e a paixão advêm de nós e daquilo que sentimos e que por isso mesmo, inicialmente, temos de conhecer quem habita dentro de nós. Sabermos o que esse ser precisa, do que se alimenta e o que realmente o faz ter orgasmos de prazer.&lt;br /&gt;Puro Prazer.&lt;br /&gt;Precisamos saber de onde vem a alegria eterna de viver, de partilhar e de dar, de evoluir. O amor e a paixão têm esse dom nato de nos querer fazer melhor, numa constante mutação em algo perfeito, que nunca chegaremos a ser, sem que por isso nos tenhamos de sentir frustrados. É nisso, aliás, que reside a felicidade e seria eu um falso humilde se não afirmasse isso mesmo.&lt;br /&gt;Por isso, é necessário sabermos o que realmente nos faz falta, quem nos falta e onde fazemos falta. É urgente concluirmos essa complexidade de que é feita a matéria humana, para sabermos depois quem queremos ter ao nosso lado.&lt;br /&gt;Essa matemática aplicada às ciências sociais, na minha perspectiva, faz um completo sentido. Afinal, quereremos todos uma Meg Ryan, ou haverá espaço para uma Penélope?&lt;br /&gt;A minha visão, é que todos devemos ter o que realmente queremos, o difícil, a meu ver, é conseguir perceber o que queremos. Já dizia a mestre Agustina, o difícil é pensar. Pensar no que gostamos, no que gostariamos dever quando acordássemos, no que gostariamos de ver quando adormcessemos. E não há nada pior do que acordar ao lado de quem não amamos.&lt;br /&gt;Por isso talvez, as pessoas sejam tão infelizes, na maior parte dos casos. Tomam as acções apenas porque projecteram a ideia de que não podem ser mais do que aquilo que são.&lt;br /&gt;A minha visão, é de que todos deveriamos fazer aquilo que gostamos e sentimos de fazer, depois de assumirmos as nossas acções, conscientemente e racionalmente e quem me diz que o amor tem pouco de racional, está enganado, na minha opinião.&lt;br /&gt;É preciso ser-se racional para se concluir que se quer passar o resto da vida com alguém, principalmente, é preciso ser-se racional para ter esperança nisso mesmo.&lt;br /&gt;É preciso ser-se racional de que o amor é essa obra de arte constante que precisa de ser moldada e adorada diariamente, esculpida ao pormenor, com todas as perfeições e imperfeições que acabam por se tornar o grande palco que á vida.&lt;br /&gt;É preciso ser-se racional para se ter a certeza de todos os pormenores ínfimos pelos quais amamos e porque o devemos continuar a fazê-lo em conjunção com a irracionalidade que envolve toda essa temática, que é o facto de nos deixar a borbulhar o coração e ficarmos sem chão tantas e tantas vezes.&lt;br /&gt;“ Que não seja imortal, posto que é chama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;mas que seja infinito enquanto dure"* ( Vinícios de Moraes in Soneto da Felicidade)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Provavelmente Pedrosa e o Vinícios têm razão, mas também é mais fácil acreditar no amor a cada esquina do que lutar verdadeiramente por ele. É preciso ter-se coragem para amar. É preciso ser-se Homem para construir uma relação de que nos orgulhemos. É preciso ser-se adulto o suficiente e gostarmos de nós próprios para sabermos que aquele olhar vai ser nosso para o resto da vida e mesmo assim, ficarmos felizes com isso.&lt;br /&gt;Durante muito tempo, perdi também eu, essa coragem tão característica outrora minha. Acabei por me conhecer e perceber aquilo que realmente queria e que me fazia feliz.&lt;br /&gt;A esperança de um amanhã melhor, sempre, é aquilo que me faz verdadeiramente feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-7929555226501628985?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/7929555226501628985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=7929555226501628985' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7929555226501628985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7929555226501628985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/02/soneto-da-felicidade.html' title='Soneto da Felicidade'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/SZ4OwppxCCI/AAAAAAAAAAU/_ITZznbZ4DU/s72-c/mr1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-5950621155724703341</id><published>2009-02-06T06:36:00.000+01:00</published><updated>2009-02-06T06:38:37.780+01:00</updated><title type='text'>Amar nunca foi o meu forte – cada acto tem a sua conquência</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Amar, nunca foi o meu forte.&lt;br /&gt;E não é fácil, nem leve. Vivi sempre com a certeza de que era na dor do incompleto, que residia todo o amor possível e imaginado.&lt;br /&gt;Toda a candura eternecida, todas as discusões e surrealismo, como um quandro perfeitamente imperfeito. Como nós.&lt;br /&gt;Paixões inconsequentes são sempre mais fáceis e mais fáceis de eternizar, onde o tempo e o espaço determinam que tudo tenha de ser perfeito.&lt;br /&gt;Sem rotina.&lt;br /&gt;Sem obssessão.&lt;br /&gt;Sem rasgo de fuga ao passado.&lt;br /&gt;Apenas o momento eternizado a juntar a mais uma coleção retida na memória que já não sabe mais onde e o que guardar.&lt;br /&gt;Houve momentos em que terei pensado que me estaria a arriscar, para algo que concerteza alguns predestinaram.&lt;br /&gt;Sorrirmos, apenas porque temos algo de importante na nossa vida, é de facto um risco. Nunca sabemos quando é que o nosso tempo acaba, como vai ser e mais importante ainda – se haverá algo como nós os dois.&lt;br /&gt;Algo que se compare.&lt;br /&gt; Algo que se assuma perante a imensidão do infinito como a nossa certeza que acaba onde a linha deixa de exiistir. Algures.&lt;br /&gt;Ninguém sabe muito bem onde.&lt;br /&gt;E ninguém sabe de nada. Vivémos fechados no nosso próprio tempo. Tempo que alguém delimitou, tempo que nós concretizamos. Tempo que seguimos escrupulosamente.&lt;br /&gt;Deixei de ter certezas, para além de te querer por tempos infidáveis. Criei tantos paradigmas inabaláveis ao longos dos anos, para serem derrubados por risos e noites mal dormidas, que já nada merece a minha confiança absoluta.&lt;br /&gt;A menos que sejas tu.&lt;br /&gt;A menos que sejas tu a conduzir para algum lugar encantando.&lt;br /&gt;A menos que sejas tu deixar-te ir, por entre as minhas mãos e a nossa noção de sinceridade embebida em saudade ao pôr do sol.&lt;br /&gt;A menos que sejas tu a lembrar-me que o mais importante são todas aquelas coisas que não vemos, mas que careegámos em nós todos os dias e que nos fazem ter vontade em partilhar as cores do mundo com que mais gostamos.&lt;br /&gt;A menos que sejas tu a acordar-me e eu aí sim, queira viver um dia em pleno, como se não houvesse amanhã.&lt;br /&gt;Amar, nunca foi o meu forte e por isso saiba que isto que sinto, não pode ser de todo algo sensaboroso ou duplicável. Trata-se de algo único e profundamente inabalável.&lt;br /&gt;E por isso este é o ano certo para amar e adormecer com um sorriso nos lábios, porque sabemos que a nossa presença permanece dentro de alguém que a aprecia e a cuida.&lt;br /&gt;Como se vivéssemos da luz que alguém nos dá e nunca fosse suficiente.&lt;br /&gt;Nunca.&lt;br /&gt;E ficássemos viciados e não quiséssemos fugir, apenas esperar que ela regressasse e nos beijasse e ficasse sentada no chão a olhar o que se passa lá por cima, sem grandes pretensões de ver algo mais bonito do que o vazio do desconhecido.&lt;br /&gt;Este é o ano certo para começar a amar, para que os próximos sejam um prelongamento de algo seguro e conciso, pouco controlável, mas cheio de mimos e lençois brancos, cheiro a hortelã e alfazema e muitas noites passadas a visionar histórias que nunca poderão ter a imensidão da nossa, apenas porque não são reais.&lt;br /&gt;O que mais nos dá distinção, é de sermos humanos, de facto.&lt;br /&gt;De erramos consequentemente, devido aos limites sensoriais que possuímos e aos quais nos entregamos. De por vezes tentarmos fazer do outro, algo à nossa imagem e sermos suficientemente capazes de dizer “agora não”, apenas porque gostamos um do outro.&lt;br /&gt;Viveremos sempre na dicotomia do espaço e do tempo, agarrados a uma força que só pode ser surpreendente para que nunca tiver amado, de verdade.&lt;br /&gt;Mordeste-me o coração e nunca mais soube fazer nada com ele, a não ser esperar que voltasses e não te arrependesses.&lt;br /&gt;E voltaste.&lt;br /&gt;E não te arrependeste.&lt;br /&gt;E eu cossegui sentir-me seguro, por entre todas as minhas fobias a compromissos e medos refeitos, até porque vivemos em crise e por isso, é difícil e complicado alguém conseguir sentir-se seguro com algo.&lt;br /&gt;Em crise de valores, de consciências, de paradigmas. Crises pessoais, crises inter-pessoais, crises de mercado, crises internas.&lt;br /&gt;A minha maior crise neste momento é não poder acordar todos os dias ao teu lado, porque alguém estipulou que tudo tem o seu tempo, como se o amor fosse vítima de cálculos e equações metódicas e pudesse ser contado ou calculado.&lt;br /&gt;Como se pudesse ser quantificado. Como se pudesse ser, então, eliminado.&lt;br /&gt;De ti, orgulho-me de muito. De mim, orgulho-me de ter arriscado.&lt;br /&gt;Cada acto tem a sua consequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;                                                           “ Por me teres concretizado os meus sonhos inocentemente&lt;br /&gt;E porque agora me sinto mais vivo do que nunca”&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Best Friend Sade. No Ordinary Love&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-5950621155724703341?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/5950621155724703341/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=5950621155724703341' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/5950621155724703341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/5950621155724703341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/02/amar-nunca-foi-o-meu-forte-cada-acto.html' title='Amar nunca foi o meu forte – cada acto tem a sua conquência'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-2828908316861970636</id><published>2009-01-29T03:49:00.001+01:00</published><updated>2009-01-29T03:51:13.110+01:00</updated><title type='text'>Cada acto tem a sua consequência</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Cada acto tem a sua consequência.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um rapaz que se casa. Com uma mulher. Um rapaz que é gay.&lt;br /&gt;Ele sabe.&lt;br /&gt;Compram uma casa, têm um filho.&lt;br /&gt;Vivem felizes, vivem como qualquer casal.&lt;br /&gt;Ele acorda insatisfeito. Liga o computador, entra no Irc. Conversa com um rapaz.&lt;br /&gt;Os lençois são brancos a constrastar com o cobertor, violeta.&lt;br /&gt;Adormece e está atrasado para levar a mulher ao cinema.&lt;br /&gt;Janta.&lt;br /&gt;Dá um beijo ao filho. Não fez os trabalhos de casa.&lt;br /&gt;A cunhada precisa de um transplante de medula. Está doente. Acontece a todos.&lt;br /&gt;A mulher faz um exame e não vão ao cinema.&lt;br /&gt;Talvez nunca mais entrem no cinema, os dois.&lt;br /&gt;A mulher está infectada com o vírus da sida.&lt;br /&gt;Cada acto tem a sua consequència.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cada acto tem a sua consequência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela já sabe. Tem 12 anos e os pais estão a discutir e ela não quer ouvi-los novamente.&lt;br /&gt;Corre para a casa da Ana e a ana decide relaxar.&lt;br /&gt;Serão as melhores amigas durante tempos infinitos de raparigas de 12 anos.&lt;br /&gt;Tem 15 anos e está com a Teresa. Ela já sabe. Os pais estão a discutir e ela não quer ouvi-los. Apanha o autocarro com ela e desce até à Foz. Quer relaxar.&lt;br /&gt;Seráo as melhores amigas durante tempos infinitos de raparigas de 15 anos.&lt;br /&gt;Tem 21 anos e já sabe. O pai chora a saudade da mãe por entre a chuva que cai lá fora, mas ela não quer ouvir. Acende o cigarro de sempre e espera que o maço acabe.&lt;br /&gt;Aos 40 está no Hospital e o pai está com ela, a chorar meio insano, meio louco, talvez lúcido “ o maior desgosto de um pai é ver o filho morrer primeiro”.&lt;br /&gt;Cada acto tem a sua consequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba com o namorado de 11 anos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cada acto tem a sua consequência.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Viviam felizes, desde o tempo de escola, quando ela usava fita na cabeça e saias de pregas.&lt;br /&gt;Conhecia os pais e os avós, partilhavam a televisão ao fim-de-semana e o banco de trás do carro várias vezes por semana.&lt;br /&gt;Tinham uma rotina.&lt;br /&gt;Ele quis mudá-la.&lt;br /&gt;Viviam felizes, mas isso não lhe chegava.&lt;br /&gt;Por isso, decidiu deixar de partilhar tantas vezes a televisão ao fim-de-semana e passou a chegar mais tarde, a princípio, ocasionalmente.&lt;br /&gt;Depois, começou  a adorar música africana e a interessar-se pelo crioulo.&lt;br /&gt;Passado um mês disse-lhe “ Estou confuso”.&lt;br /&gt;E toda a gente fica confusa, quando a rotina muda pensou ela.&lt;br /&gt;Deixaram de viver felizes porque ele deixou de viver com ela.&lt;br /&gt;“Estou apaixonado por África” e ela pensou que ia com ele visitá-la e mudar a rotina.&lt;br /&gt;“Vou viver com ela. É mais velha, mais madura e não vou cair na rotina”.&lt;br /&gt;Deixaram de viver felizes.&lt;br /&gt;Cada acto tem a sua consequência.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Best Friend . Kings of leon use somebody&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-2828908316861970636?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/2828908316861970636/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=2828908316861970636' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2828908316861970636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2828908316861970636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/01/cada-acto-tem-sua-consequencia.html' title='Cada acto tem a sua consequência'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-857164466300407062</id><published>2009-01-23T06:14:00.001+01:00</published><updated>2009-01-23T06:16:16.217+01:00</updated><title type='text'>Tomada de Posse</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O tempo que agora urge, para tudo e que outrora me sobrava. O tempo de amar e ser feliz, que finalmente tomei como meu. O tempo de viver e de morrer, também.&lt;br /&gt;Caminhámos todos para o mesmo, espanta-me é que ninguém compreenda isso, na verdadeira magnitude que esse pensamento encerra em si.&lt;br /&gt;Mortes prematuras, guerras e tomadas de posse de presidentes que se esperam salvadores, mas que por não passarem de simples mortais, pouco poderão fazer. Talvez o nosso ciclo esteja a chegar ao fim. Talvez não reste mais nada. A nossa condição reside na imperfeição e talvez por isso não consigamos ir mais longe. Talvez por isso, daqui a uns anos caiam mais pontes e mais prédios que outrora se julgavam seguros.&lt;br /&gt;Talvez por isso nada seja eterno, como nós.&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;Só o tempo o dirá. De qualquer das formas é ele que dita tudo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend Sade. I couldn´t Love You mOre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-857164466300407062?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/857164466300407062/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=857164466300407062' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/857164466300407062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/857164466300407062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/01/tomada-de-posse.html' title='Tomada de Posse'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-3009590417544748819</id><published>2009-01-13T03:42:00.001+01:00</published><updated>2009-01-13T03:45:08.658+01:00</updated><title type='text'>Não sei por onde vou, só sei que vou contigo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo é determinantemente vago. Vivémos em pequenas conquistas, refeitas dos sonhos que inevitavelmente acabam por secumbir à energia que desaparece diariamente.&lt;br /&gt;O porquê de muitas vezes nos levantarmos do espaço que nos parece tão acolhedor quando tentamos despertar, é algo de incompreensível e irracional.&lt;br /&gt;Se formos seguindo este raciocínio, vamos concluir que somos e estamos presos a uma realidade, a uma vida, a uma cama ( no meu caso a uma escrita) completamente automatizada. Crescemos porque nos disseram que cresceriamos, amamos porque todos vemos no grande ecrã, figuras dispostas, em fila, a amarem-se a e a morrerem juntas.&lt;br /&gt;A passearem nas ruas de N.York depois de uma suicídio em massa, ao qual escaparam, possuídas de uma força inesperada qualquer. Nunca saberemos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje obriguei-me a não apagar a primeira linha. Normalmente é isso que faço. Escrevo um parágrafo inteiro, leio e apago. É automatizado. No início, porque não gostava das primeiras palavras que acabavam por aparecer, agora apenas porque me fiz pouco mais do que inocência perdida diante de todos.&lt;br /&gt;E eu nunca gosto, de qualquer das maneiras.&lt;br /&gt;E quando não apago, acabo por me perder neste emaranhado de palavras e citações feitas por alguém, nalgum livro que não foi escrito por mim. Nunca será.&lt;br /&gt;Se me virar, ainda consigo ouvir todos aqueles que se levantam de manhã e não percebem porquê. Não há doçura na vida, para aqueles que não percebem o porquê de todas as coisas que acontecem, acontecerem de facto.&lt;br /&gt;Para aqueles que amarguram perantes as muitas ou poucas (nunca saberemos), viscitudes de uma vida pouco ou mais ao menos normal. Para aqueles que entram num autocarro, perante 7 graus negativos e esperam carinhosamente que a noite chegue depressa e os volte a adormecer e o tempo passa, diante de um cigarro que teima em desaparecer depressa demais, para alguém se conseguir esquecer verdadeiramente do cartão que expirou a validade há muito tempo, ou o crédito bancário que avança perigosamente ou um qualquer namorado que trai, indubitavelmente, como ( quase) todos os homens. Ou mulheres. Humanos.&lt;br /&gt;Na rádio, perguntam-me muitas vezes se somos humanos ou outra coisa qualquer.&lt;br /&gt;Eu, com o tempo, faminto que fui, deixei de sentir gradualmente interesse pela espécie com quem tenho que fazer as minhas acções diárias. Ninguém atura ninguém, ninguém quer saber realmente de alguém, apenas daqueles que amamos. E como não fomos feitos para amar, não sabemos porquê nem como.&lt;br /&gt;São tantos os pensamentos que ocorrem a quem de manhã entra no autocarro, que é impossível que alguma daquelas pessoas imagine sequer o que é ser feliz. E ninguém quer saber.&lt;br /&gt;Temos  donas de casa a quem ninguém dá o devido valor, reformados que foram esquecidos pela família, estudantes que nunca terão emprego, professoras que não têm dinheiro para abastecer o automóvel outrora de luxo, o operador do apoio ao cliente da vodafone que ouve tantos insultos quanto feijões come ao almoço, misturado com o arroz ( que tá caro e escasseia – perguntem aos chineses que eu não como hidratos de carbono), o funcionário da Câmara que nunca chegará a ser efectivo ou o advogado em início/fim de carreira que por não querer/saber mentir, nunca chegará/cehgou a lado nenhum.&lt;br /&gt;Entre tudo isto, existo eu. Sentado nesse mesmo autocarro, como sempre, sem destino ou direcção. Entro e saio quando e porque me apetece. Falo com quem quero e tento sair nas paragens certas, aquelas que me mostrarão algo de novo, algo de verdadeiro. No fim, a viagem é sempre igual.&lt;br /&gt;Enquanto isso, há um lugar vazio ao meu lado, como sempre houve. A única diferença é que está reservado e eu finalmente sei para quem é e estou feliz com isso.&lt;br /&gt;“Não sei por onde vou, só sei que não vou por aí”&lt;br /&gt;( e eu não apago nada do que escrevo hoje, por isso tenho de ter cuidado, é algo que se adquire com a idade  - a perda da vontade em agradar a todos).&lt;br /&gt;Eu só sei que vou contigo. E as pessoas que ocupam o autocarro também o sabem e consentem, ficam felizes, algumas reticentes outras enciumadas, mas todas felizes de alguma maneira. Afinal, o que se leva daqui, não é o plasma comprado no Continente em saldos, mas uma história, a nossa história.&lt;br /&gt;Mesmo que não quisesse, mesmo que não pudesse, chegou a hora e o tempo de criar uma história que englobe o rasgo de um sorriso que me ensine a amar, verdadeiramente.Mesmo que não estejamos preparados para amar, mesmo que isso não seja suposto. Lá porque é assim ou foi assim, não quer dizer que tenha de ser, realmente.&lt;br /&gt;Enquanto te sentas, reparo na tua estatura, no teu nariz, na tua boca, na tua alma, na tua inocência. Nunca tive nada que quisesse verdadeiramente, até te encontrar e saber que te sentaste ao meu lado porque querias fazer o resto da viagem comigo, seja lá para onde ela for.&lt;br /&gt;Seja como for, passei a amar-te a partir do primeiro dia em que te vi a entrar no autocarro, de chave perdida abraçada a outro alguém que um dia haveria de ser eu, apenas porque a chave estava comigo.&lt;br /&gt;Perdi-me a encarar-te, a ver como me fugias e agora que ficas ao meu lado, nem sei como não tentar alterar a realidade à minha volta. Tenho que agir, para encontrar as melhores paragens, a melhor paisagem, a melhor conversa para que te deixes encantar e nunca queiras acordar.&lt;br /&gt;E eu não sou perfeito, é um problema, na maioria das vezes. Encarar alguém que foi e é moldada numa forma mais convencional, mas menos quebrada do que a minha, sem tantas metáforas, sem tanto surrealismo, apenas um pouco mais normal.&lt;br /&gt;Sem interrupções de sono durante a noite, sem medo que atrás da porta estivesse não o papão, mas algo bem parecido e mais real. Alguém que me mostrasse o que realmente interessa, por detrás desse arco repleto de cores que muitas vezes não vejo, a não ser contigo.&lt;br /&gt;Não interessa o que não posso oferecer. Jantares em locais exóticos, concentração absoluta em ti, apenas porque as pessoas que vão no autocarro comigo, contam com a minha presença até ao fim, ou palavras carinhosas até ao anoitecer.&lt;br /&gt;Sei apenas que estarei contigo, até ao fim da viagem, seja ela qual for.&lt;br /&gt;Não sei por onde vou. Só sei que vou contigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend José Régio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-3009590417544748819?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/3009590417544748819/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=3009590417544748819' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3009590417544748819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3009590417544748819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2009/01/no-sei-por-onde-vou-s-sei-que-vou.html' title='Não sei por onde vou, só sei que vou contigo'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6653724095835874389</id><published>2008-12-23T21:34:00.002+01:00</published><updated>2008-12-23T21:41:58.627+01:00</updated><title type='text'>Resposta ao Blog Entre Evas e Serpentes</title><content type='html'>&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Banda, artista favorito e afins&lt;br /&gt;The Killers, Rádio Macau,Caetano Veloso, Whitney Houston&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;És homem ou mulher?&lt;br /&gt;Spaceman&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Descreve-te. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;I´ve got soul but i ´m not a soldier ( the killers)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;O que pensam as pessoas de ti? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;I don´t mind what people say (d-note)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Como descreves o teu último relacionamento?&lt;br /&gt;Já não sei o que é sentir o teu amor por mim, julgava que se falasses era fácil de entender ( the gift)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Descreve o estado actual da tua relação.&lt;br /&gt;The look of love (diana krall)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Onde estarias agora?&lt;br /&gt;“Where soul meets body”death cab 4 cutie”&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;O que pensas a respeito do amor?&lt;br /&gt;Drastic Fantastic ( Kt Tunstall)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Como é a tua vida?&lt;br /&gt;I know the heart of life is good ( john mayer)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;O que pedirias se só pudesses ter um desejo?&lt;br /&gt;All I want 4 christmas is you ( Mariah carey)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Escreve uma frase sábia.&lt;br /&gt;There’s always one reason to not feel good enough ( sarah M.)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Foi um prazer responder ao questionário, caro Adão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Blog do Adão: Entre Evas e Serpentes!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6653724095835874389?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6653724095835874389/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6653724095835874389' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6653724095835874389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6653724095835874389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/12/resposta-ao-blog-entre-evas-e-serpentes.html' title='Resposta ao Blog Entre Evas e Serpentes'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-2928990309013937324</id><published>2008-12-12T03:44:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T03:45:00.041+01:00</updated><title type='text'>a.m.o.t.e</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de te ver passar.&lt;br /&gt;Gosto de ver que vais ficar.&lt;br /&gt;Aqui.&lt;br /&gt;Em mim.&lt;br /&gt;Hoje.&lt;br /&gt;Perceber que sou forte para te conquistar.&lt;br /&gt;Que vamos.&lt;br /&gt;Que nunca ficaremos.&lt;br /&gt;Para trás, no fim, no escuro.&lt;br /&gt;Longe.&lt;br /&gt;Um do outro.&lt;br /&gt;Fora do círculo que nos torna menos                 Amargos&lt;br /&gt;Incapacitados ou inadaptados.&lt;br /&gt;Hoje, provavelmente preferia dormir ao teu lado&lt;br /&gt;E ver as imagens que construímos, perto&lt;br /&gt;Bem Perto.&lt;br /&gt;Neste sono que deixou de chegar sem aviso&lt;br /&gt;Porque deixei de o tentar, Porque tu estás comigo e me desconcentras&lt;br /&gt;E me trazes tudo de volta, outra vez.&lt;br /&gt;O primeiro sorriso, a primeira gargalhada, o primeiro beijo na praia.&lt;br /&gt;O mar que nos acolhia, o cigarro a apagar-se e a ignorância deixada às pessoas que passavam por nós, sem que lhes dêssemos rosto ou figura, apenas objectos apinhados ao redor da nossa realidade formada por sonhos e objectivos comuns, recriados com a força da adultez própria que os psícologos da nova geração tanto descrevem.&lt;br /&gt;Queria era descrever esta sensação de ter medo que o mundo acabe amanhã, apenas porque ainda não te dei tudo aquilo que mereces.&lt;br /&gt;Esta sofreguidão em comer o mundo com a primeira dentada, para ter um pouco mais de tempo para explicar todos os medinhos e coisinhas inúteis que pairam por esta cabeça&lt;br /&gt;TANTAS VEZES.&lt;br /&gt;Poucas, algumas. Certas nem sempre serão.&lt;br /&gt;Vou buscar a fotografia que por aqui deixaste, afixada numa das paredes que delimitam o meu espaço, na minha própria casa.&lt;br /&gt;Oxalá nunca me tenha de lembrar de qual é a tua música preferida, até porque não sei. Desisti de anotar todas as pequenas curiosidades que toda a gente tenta preencher, para tentar mostrar-te melodias que podem ser nossas, criadas a partir da nossa própria inspiração.&lt;br /&gt;Pergunto-me, por vezes, se existes ou és a minha recriação do romantismo realista, da posição equilibrada que tanto pretendia alcançar, do gozo sentido que me corta a respiração por breves segundos.&lt;br /&gt;Segundos&lt;br /&gt;Anos&lt;br /&gt;Meses&lt;br /&gt;Tudo trocado e misturado, como se o tempo em que privo da tua presença não existísse, mas aquele em que estou sem ti fizesse trroça de mim, sem aviso prévio.&lt;br /&gt;Talvez perceba agora o medo que o ser-humano sente da morte e das suas rasteiras. É duro tudo acabar, quando se começava a ganhar o gosto.&lt;br /&gt;                                 Amo-te&lt;br /&gt;Como se dizer a.m.o.t.e se tivesse tornado proíbido, mas eu digo-o na mesma. Vivémos na era da pirosisse instalada, do sexo mediático e achamos brejeiro dizer alto e bom som “ eu amo-te”, mesmo que não o admitamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ver-te passar&lt;br /&gt;A dizer que me amas&lt;br /&gt;A dizer que me adoras ver gozar&lt;br /&gt;A gozar&lt;br /&gt;E eu provavalmente ia gostar&lt;br /&gt;Poe detrás dessa luta&lt;br /&gt;Insana&lt;br /&gt;Por ficar menos receoso&lt;br /&gt;Sem conexo&lt;br /&gt;Sem amarguras&lt;br /&gt;Com a sensação de não precisar&lt;br /&gt;Por não precisar&lt;br /&gt;Sem palavras ou dilemas&lt;br /&gt;Só tu e eu.&lt;br /&gt;À noite, onde nos podemos perder&lt;br /&gt;E encontrar&lt;br /&gt;Como tu me encotraste&lt;br /&gt;Como eu te encontrei&lt;br /&gt;Como não nos salvamos&lt;br /&gt;Apenas nos reconhecemos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Eu também”&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-2928990309013937324?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/2928990309013937324/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=2928990309013937324' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2928990309013937324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2928990309013937324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/12/amote.html' title='a.m.o.t.e'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-4593278676088863908</id><published>2008-12-01T23:10:00.001+01:00</published><updated>2008-12-01T23:13:48.819+01:00</updated><title type='text'>Afinal</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/STRhawMIolI/AAAAAAAAAAM/on7VWYShTes/s1600-h/diferentesAfinal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274948175797985874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/STRhawMIolI/AAAAAAAAAAM/on7VWYShTes/s320/diferentesAfinal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vivemos todos como queremos, ao redor das nossas próprias experiências, embrenhados na burocracia que fomos construindo à nossa volta, apenas para que no fim, nos possamos sentir um pouco mais distantes daquilo que realmente importa.&lt;br /&gt;E aquilo que realmente importa será difícil de distinguir. Ninguém sabe já definir o bem do mal, assim como já ninguém sabe se o PS é um partido de esquerda ou da direita.&lt;br /&gt;Estamos na época da ruptura com os paradigmas impostos, em que aquilo que era ontem pode já não o ser amanhã.&lt;br /&gt;Vemos pessoas respeitadas e vangloriadas pelos seus actos na RtpMemória, que hoje estão à espera de serem julgadas por crimes que apenas eles dizem não terem cometido. Já ninguém pode acreditar em nada, mesmo no certificado científico que dia após dia parece estar em constante mutação.&lt;br /&gt;Afinal, há cura para a sida e o cancro do útero já não vai matar todos os dias uma portuguesa. Afinal, deve haver cura para tudo, basta pedir à indústria farmacêutica que divulgue os conhecimentos que tem pela comunidade mundial, principalmente pelos países de terceiro mundo, que famintos e porcos, vão sobrevivendo a custo, passando a gerações futuras todas as doenças que lhes deixamos nos genes.&lt;br /&gt;E afinal, é tudo sobre os genes. Todas as perturbações, todas as irritações e até mesmo a infidelidade nos vem moldada pelos genes, segundo um desses estudos que se faz de boca cheia num país que mais parece ser uma ilha pertencente à América do que a grande potência que já foi e ainda pode voltar a ser.&lt;br /&gt;Afinal, a Inglaterra é que sabe. Entrou na dita comunidade, mas não aceitou as regras, ao invés, impôs-se, rejeitou a moeda e fez-se grande, mas só entre os pequenos. É o país bonito, mas só entre os feios. O país rico, só entre os pobres.&lt;br /&gt;E afinal é tudo feito desta forma. Educamos as crianças para elas aos 4 anos estarem aptas a trabalharem com computadores ao invés de as ajudarmos a cultivar o pensamento crítico e a liberdade de expressão.&lt;br /&gt;“O povo quer-se anestesiado”, referia a Inês Pedrosa na sua crónica de 30/11/2008 e os jovens também. Ninguém quer tornar os acesso aos livros o mais democrático possível ( um livro do António L. Antunes custa 25 Euros), queremos é criar programas onde os jovens possam procurar um exemplo de autodestruição como os Morangos e não lhes dar chantilly no fim, porque engorda e ninguém gosta de jovens gordos e feios. Ninguém gosta de não-jovens. Por isso é que começam a saber usar os computadores tão cedo e a compreenderem para que serve um rato em vez de brincarem e de viverem, simplesmente. E por isso é que ninguém gosta de velhos.&lt;br /&gt;Afinal, aos jovens podemos incutir todas as ideias que quisermos e quanto mais cedo, melhor. Os políticos sabem disso e é por isso que nunca apontam os seus grandiosos discursos para as pessoas de idade. Porque a estes já ninguém tem vontade ou paciência para lhes conseguir mudar as ideias que têm, já há muitos anos e também porque estão à espera que morram rápido e se esqueçam de ir ás urnas, até porque a segurança social começa a não chegar para toda a gente e a Santa Casa só tem misericórdia para alguns.&lt;br /&gt;Não sou comunista, mas tento evitar a todo o custo esta ideia de que para sermos cultos temos de saber responder aos inquéritos da Lux ou saber que político é que está a ser parodiado nos domingos pelo Zé Carlos.&lt;br /&gt;Ninguém nos pede para pensarmos livremente, pedem-nos sim para arranjarmos alguém que pense, que nos faça os discursos e crie alguma ideia que vingue. O mundo capitalista criou e cria uma fonte de rendimento em todos os lados possíveis e imaginários e por isso, pensou-se que nunca teria fim. E talvez não tenha, por agora.&lt;br /&gt;O futuro o dirá, mas o certo é que os funcionários da Zara já chegaram à conclusão que por muitos presentes de natal que recebam da Inditex, serão sempre escravos deste mercado e que nunca serão suficientemente bem pagos.&lt;br /&gt;O mundo capitalista tem como base a ignorância e a ingenuidade. Dizemos que criamos emprego para todos, mas só alguns é que ganham alguma coisa com isso e muito menos aqueles que têm tempo para gastar aquilo que ganham.&lt;br /&gt;Afinal, o tempo escasseia e por isso é que temos assessores provados, empregadas domésticas, telemóveis ligados à Internet com a funcionalidade de abrirem power points ( sim, que sem power points não há mais ninguém que consiga fazer um discurso. Já ninguém sabe falar simplesmente?), cães robôs (porque já não há paciência para lhes darmos comida e porque o condomínio nos impede de os termos a ladrar depois das 10), personal trainers para nos porem em forma e podermos fazer boa figura numa dessas festas que todos os fins de semana elegem os mais bem vestidos e os mais bem compostos ( who cares?).&lt;br /&gt;Afinal e no final perde-se a cultura e fica-se com informação desnecessária. Ficamos com as Nike, mas esquecemo-nos do preto que nos entra pelo noticiário descalço e à procura de um grão de arroz.&lt;br /&gt;Esquecemo-nos de nós.&lt;br /&gt;Afinal, andamos cá para quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lutar com palavras é a luta mais vã&lt;br /&gt;Enquanto lutamos, mal rompe a manhã&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-4593278676088863908?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/4593278676088863908/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=4593278676088863908' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4593278676088863908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4593278676088863908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/12/afinal.html' title='Afinal'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/STRhawMIolI/AAAAAAAAAAM/on7VWYShTes/s72-c/diferentesAfinal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-7105360496640781401</id><published>2008-11-17T02:29:00.000+01:00</published><updated>2008-11-17T02:31:19.297+01:00</updated><title type='text'>Longe Demais</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Queria-te &lt;strong&gt;perto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; Encontrei um rascunho, desses que só se faz quando se é criança e ainda podem arrancar algo maior de nós, para além da honestidade instaurada na nossa expressão facial.&lt;br /&gt;Houve um tempo em que talvez te tenha julgado, de forma errada talvez e provavelmente, perdemo-nos entre a distância física e uma inocência que perdida, me arrepia e me faz ter um bocadinho menos de esperanla em quem está à minha volta, diariamente.&lt;br /&gt;É preciso ter-se maturidade suficiente para sabermos de quem gostamos e com quem estamos dispostos a discutir. Entre isso, encontram-se as fotografias espalhadas por uma casa grande de mais para conseguir unir duas pessoas que esperam nunca se cruzar, na esperança de não terem de ver a sua imagem frágil e debilitada no rosto de quem amam, mas não conseguem fixar em si.&lt;br /&gt;Lembro-me pouco de ti. Tenho imagens turvas na minha memória, que não ouso vasculhar numa espera cansada e mortificante – não pretendo saber mais. Medo de acordar, fuga da lembrança presa e fixa. Medo de magoar.&lt;br /&gt;O vento e o teu cabelo contudo, fazem parte dessa memória gasta, entre um café e um livro da Rua Sésamo. O cigarro apagado à minha frente e eu feliz e contente. Ela existe.&lt;br /&gt;Elas sempre existiram e provavelmente, a culpa de não as captar mais frequentemente seja minha.&lt;br /&gt;Se tentar um pouco mais, pode ser que nunca mais me esqueça. Eu parado a tentar compreender onde ias, se voltavas e porque ias. Eram palavras demais, fundamentos sem causa, interpretações vazias, como os adultos adoram e refazem.&lt;br /&gt;Aceitei tudo com uma normalidade imposta, não por falta de entendimento, mas por não ser o catalisador máximo da minha construçao e identidade.&lt;br /&gt;E então, ali estão eles :&lt;br /&gt;Os cabelos longos e pretos, a voz a pedir um pouco de compreensão e eu que não era suficientemente crescido para te mostrar que não te esqueceria.&lt;br /&gt;E mesmo agora que o sou, parece que não o consigo fazer. Imaginas-me alienado da tua presença, emberenhado em funções e acções que não domino e a deixar que a vida me leve, irremediavelmente.&lt;br /&gt;Mesmo agora que o posso, não te digo – Não vás, que havemos de sentir a tua presença um pouco afastada e nunca privaremos do mesmo conhecimento que a vida nos ofereceu nem da partilha dessa mesma entrega. Não vás, que o amor que temos para te dar não nasceu ontem e mantém-se, mesmo quando insisto em não falar contigo a ver se sentes saudades e voltas a&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Casa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Onde nunca te vi, onde nunca te encontrei, onde só agora te perspectivo entre uma neblina de tédio e amargura, como se o mundo nunca mais fosse acabar e tivesses de viver nele para sempre.&lt;br /&gt;Queria-te &lt;strong&gt;perto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-7105360496640781401?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/7105360496640781401/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=7105360496640781401' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7105360496640781401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7105360496640781401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/11/longe-demais.html' title='Longe Demais'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-8250048259940511503</id><published>2008-11-06T14:51:00.000+01:00</published><updated>2008-11-06T14:52:52.252+01:00</updated><title type='text'>Que nunca adormeçamos</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;É tudo uma certeza infinita. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Certeza de que o meu pensamento está retido na tua inocência. Afogado na tua presença feita de espuma de sabão e de todos aqueles momentos que sempre quisera partilhar, mas que nunca me foram concedidos fora das telas, perspectivados por uma imensidão de pipocas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Pensei em nunca mais escrever sobre tudo aquilo que continuamente trazes à minha vida, à qual impinges um pouco mais de realidade sensorial, mas confesso.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Não posso cumprir a minha vontade.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Trata-se de algo inato e incalculado. È forçado pela junção da minha inconsciência com a materialização dos meus actos, enquanto&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;te escuto numa das inúmeras canções que passam na rádio.Imagino que foram todas feitas e refeitas a pensar em mim e na felicidade que possuo e levo comigo, de cada vez que te sinto presente. De cada vez que me recordo que não terei de tentar mais nada, de cada vez que tenho a certeza que ficas, para sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Inocentemente, vejo-me a viver todos aqueles momentos banais e incalculavelmente estúpidos que completam o quadro perfeito da minha existência. Sou perfeitamente cheio de todas aquelas ações típicas, que preechem os meus sentidos e que me fazem sonhar um pouco mais alto.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Tu a beberes café.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Eu a passar por ti.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Tu a leres o jornal.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Nós a ligarmos o carro.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Não é uma prática normal, mas entendo agora que apesar da minimalidade de todas estas acções, nada me faria mais pleno do que concretizar cada uma delas contigo. Houve tempos em que pensara que não fora feito para este tipo de rotinas e esquema spré-concebidos, em que o cabia nos outros, não me serviria a mim. Tamanho desadequado para aquilo que visto, pensara. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Não foi uma mudança de ideologia, se assim o puder chamar, nalgum dia em que acordei mais preenchido por esta nova orientação.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Surgiu apenas, com a naturalidade com que tudo surge, entre sonhos desfeitos e outros tantos por realizar.Por entre uma vontade inata de partilhar a incrível sensação de se estar vivo e tudo aquilo que comporta toda a merda que podemos sentir quando realmente nos damos conta de todas as sensações que isso abarca. Por entre a vontade que tenho em te abraçar, de me abraçar, de nos abraçar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Destruir o pó, portanto. Deixar para trás a fugacidade digna de uma adolescência repleta por monstros e papões, que realisticamente nunca existiram mesmo e que tornaram tudo, no fundo, muito mais arriscado e saboroso do que poderia ser, dignamente.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entre as palavras que nunca te disse&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Entre o olhar que me fazes ter&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Há algo que deve ser escrito&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Para que nunca te esqueças, para que nunca adormeças.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Que nunca adormeçamos.”&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;É tudo uma certeza infinita e tudo já me explicou que nada deve ser tão linearmente perfeito. Por isso e para isso, existe o nosso feitiosinho de quem levou mais carinho do que aquele que poderia comportar e que talvez por isso tenha ficado mal habituado, para nos lembrar que há coisas que só existem porque as queremos.&lt;br /&gt;Se há alguma lição que deve ser apreendida da tua presença em mim, é que não há nada que não possamos ter. Precisamos é de querer.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E eu quero-te a ti, com toda a tua força e com toda a tua altura, em que fazes de mim o homem maior do mundo, não por ser alto, mas por depositares em mim todas as esperanças&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de poderes partilhar tudo isto com alguém, eternamente.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Quem me lê, deverá referir-se a mim como mais um adulto que se esqueceu que tudo aquilo que é bom, tem um final. Eu digo : que se fodam todos os exemplos de finais inacabados, rupturas tortas, passeios partilhados pela solidão de quem lá a deixou.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Havemos de ser muito mais, onde formos e onde tivermos. Apenas porque o queremos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-8250048259940511503?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/8250048259940511503/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=8250048259940511503' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/8250048259940511503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/8250048259940511503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/11/que-nunca-adormeamos.html' title='Que nunca adormeçamos'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-4059406961470104248</id><published>2008-10-09T06:03:00.000+02:00</published><updated>2008-10-09T06:04:38.388+02:00</updated><title type='text'>Chaves</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Abro a porta e deixo-me adormecer. A televisão ainda grita por alguma audiência, mas a verdade, essa esvai-se por entre o momento em que finjo que não te quero, apenas porque não te posso ter.&lt;br /&gt;Apesar disso, guardo ainda os resquícios que restaram de ti, por entre o chão onde me refugio agora, esperando algo encontro inconsciente, enquanto as almas se tentam unir numa dimensão paralela.&lt;br /&gt;Sei que a divisão da matéria vive desfragmentada entre duas realidades. E é por elas que me vou guiando, e seguindo um cheiro envolto numa nova cor que me ilumina e me fascina, um pouco mais, de cada vez que encerro um olhar e constato que é o teu que encontro.&lt;br /&gt;Antes e o depois&lt;br /&gt;Tudo é dividido e refeito até ter encontrado esta nova perspectiva oferecida por ti, onde os sentidos se elevam e me oferecem uma multidisciplinaridade de novos conhecimentos em acontecimentos e factos que sempre me pareceram vazios de novas experiencias em si mesmos.&lt;br /&gt;Antes e o depois&lt;br /&gt;Antes onde existia uma mão precisa e contínua, feita de sonhos que não sabia como alcançar e que por isso mesmo, temente de ficar agarrada a si mesma, desistira do que sempre tentara almejar.&lt;br /&gt;O depois, onde figuras tu e essa intencionalidade inocente de me fazer sentir o melhor, onde crescemos e imaginamos colectivamente uma intenção mais saudável e onde a partilha e a entrega ganham um novo som.&lt;br /&gt;Sei muito pouco por onde hei-de criar e expor a verdadeira natureza de este sentimento, que julgo figurar no panteão dos sentimentos puros e por isso nobres. Talvez não o devesse tentar explicar ou justificar, recolher-me dentro de mim e dedicar-me a ele ao invés de o tentar discernir e compreender. Dizem tantas vezes que o sentimento é puramente casual, mas cada vez mais tenho a noção que isso de facto não é real. Que há uma grande parte de nós que o pode fazer crescer, nascer, renascer ou crucificar, dependendo da etapa em que o nosso percurso se encontrar.&lt;br /&gt;Como alguém aqui escreveu, normalmente apaixonámo-nos por algo que já perdemos e voltamos de alguma forma a reter em nós. Da minha parte, retenho em ti, a vontade de viver e conviver lado a lado, como se na eventualidade do mundo acabar amanhã, tudo seria mais perfeito apenas porque me levarias contigo.&lt;br /&gt;O amor apaixonado tem sempre algo de mórbido aos olhos das outras pessoas, mas só quem vives estas “estórias” é que sabe o que realmente significa a grandeza de cada momento, sempre que estamos acompanhados. Parece uma droga, que nos deturpa os sentidos, engrandecendo a merda de país em que muitas vezes vivemos. Onde até a política parece mais sensata e real do que parece e a lei que deveria ser um direito constitucional seria aprovada eo mundo acabaria por ser um lugar melhor, algum dia.&lt;br /&gt;Isto só me faz crer que a maioria dos toxicodependentes nunca amou de verdade ninguém, muito menos a si próprios, pois então, muito provavelmente, não teriam de recorrer a químicos para poderem ter sensações transcendentes e magníficas. Ou provavelmente se amaram, não souberam lidar com esse facto e acabaram engolidos e afogados.&lt;br /&gt;Entretanto já acordei e a porta está fechada. A paz que harmonia a minha consciência está presente e sei que regressaste, algures, por entre alguma divisão da casa. Já nada faz sentido e muito provavelmente este texto também não. O relógio deixou de funcionar – felizmente – e por isso, já me é impossível reflectir sobre o passar do tempo na tua ausência.&lt;br /&gt;Não escreverei mais sobre ti durante algum tempo. Quero perder-me contigo e na felicidade que é viver ao teu lado. Guardar-te só para mim, gritar ao mundo que sou teu e fechar a porta. Afinal, as chaves já estão contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BEst Friend Ana Free. In my Place &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-4059406961470104248?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/4059406961470104248/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=4059406961470104248' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4059406961470104248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4059406961470104248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/10/chaves.html' title='Chaves'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6120640898807439004</id><published>2008-10-03T06:06:00.000+02:00</published><updated>2008-10-03T06:07:29.492+02:00</updated><title type='text'>Futuro Presente</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Escreveria um poema, se pudesse. Desses que fazem as pessoas sonhar e querer acordar, apenas quando se tem a consciência que já o realizamos, por completo.&lt;br /&gt;A ver se me perco de ti, onde invariavelmente me encontro facilmente, por entre o riso que é só teu e as inconveniências de uma criança que teima em não querer ser adulto.&lt;br /&gt;Adulto&lt;br /&gt;Esse estado de profunda comodidade, onde nada se cria, apenas se vicia o sentido que a realidade cheira e sabe, a ver se nos esquecemos o que era nunca termos responsabilidades acrescidas.&lt;br /&gt;O que foi.&lt;br /&gt;De inocência refeita na tua presença que me oferece a segurança inerente a qualquer sensação perfeita e incólume, como se o mundo se baseasse na força dessa palavra que inebria e embriaga, como se fosse de ti que bebesse.&lt;br /&gt;Cada palavra&lt;br /&gt;Cada abraço&lt;br /&gt;Cada beijo e o mundo pudesse acabar amanhã, que mesmo assim não teria medo.&lt;br /&gt;Medo apenas que o nosso reencontro se proporcione às pessoas que nos rodeiam e que tenhamos sempre consciente que o que possuímos é a vida que sempre quisemos e que nunca havíamos construído.&lt;br /&gt;“ Entre a sensação de ser teu&lt;br /&gt;E de não me encontrar sem ser em ti&lt;br /&gt;A fazer de conta que não te importas&lt;br /&gt;Como se não significasses o mundo para mim”.&lt;br /&gt;E afinal, todas as regras impostas por um ser em constante mutação e que acabou por buscar no racionalismo convicto a sua maior arma de defesa, não funcionaram. Perderam-se-desgataram-se-engoliram-se-absorveram-se&lt;br /&gt;E fiquei eu à espera de ser liberto, à espera que tivesses o que realmente era necessário para me libertar. Foram-se os conceitos e as noções vagas do desenrolar próprio das equações mal definidas. Primeiro os números, depois as chavetas e só depois um resultado, mais ao menos certo.&lt;br /&gt;Perdi a arquitectura do tempo, composta por mim. Os momentos passaram-se a criar e o riso voltou a ser da criança que tinha ficado escondida entre os sonhos de infância e a esperança que tudo fizesse sentido, no final.&lt;br /&gt;O tempo.&lt;br /&gt;Esse mago recriado por mim. Ditador de finais premeditados, desculpa incontrolável para tudo ter uma ordem certa, rotina e desgaste próprio a ver se me esquecia do que realmente importava.&lt;br /&gt;Essa ordem natural, cheia de tudos e de nadas, narrações lidas por mim, tirano da minha própria vida, a ver se algum dia encalhava na tua estrela e me fixava por ela, enquanto me curava.&lt;br /&gt;O tempo há muito que foi esquecido. Restam as memórias que tenho de algo que ajudei a criar e do qual me sinto muito orgulhoso. De poder iniciar toda esta vontade envolta em esperança de que anos mais tarde, nos recordemos de como tudo tem um início incerto e um resultado puramente certo, apenas porque o resultado das contas é o correcto.&lt;br /&gt;Correcto és tu para mim, entre a pele morena que me faz querer mais, sempre que a alcanço. Correcto é a tua dicção e construção frásica, apenas porque já não me importo com a ordem. Passei a ser caos, enquanto enalteço o caminho mais fiável que segui, até hoje. E perceber a importância do toque e entender que é uma das grandes particularidades do ser-humano. Ter a percepção que é dele que tudo advêm, do prazer sensorial até ao arrepio mais íntimo, quando me dizes as palavras que eu nunca tive coragem para admitir que queria ouvir.&lt;br /&gt;Contigo, o lugar encantado tem um novo formato e um novo carisma. Um novo interesse e uma vontade enorme de passar o resto dos dias a perder-me no espaço e acordar novamente do teu lado, quando nada o faria prever.&lt;br /&gt;“Acordo e sinto-me vivo novamente”&lt;br /&gt;Na junção das mãos, onde desperto para uma realidade e uma perspectiva cada vez mais nova, mas que me parece mais familiar que nunca. A contradição parece algo cada vez mais coerente, mas a verdade é que só a tua visão me faz explodir de alegria e Êxtase, como se fosse tudo da primeira vez, sempre. Como se fosses tu, sempre. Como se não fosses. Como se tivesses sido sempre. Como se não fosses. Como se fosses tu para sempre. Como serás.&lt;br /&gt;A tal da espiral da paz de que me falas, dá-me um certo alento, também. Saber que não importa onde Co                 lo                    co as palavras, ao invés de fazer tudo na maior perfeição na tentativa de disfarçar a falta de junção. Como não o é contigo, onde o momento mais profundamente banal, se torna o mais perfeito de todos e mesmo sem o tentar, tudo me soa bem, apenas porque é contigo.&lt;br /&gt;Releio as páginas do meu diário, livros escritos, gravações próprias de alguém que começara a desistir de procurar. De te procurar. Afinal sempre existias e eu sabia, estavas mesmo ao lado.&lt;br /&gt;Acordei e gritei&lt;br /&gt;“Sò o amor me faz correr&lt;br /&gt;Só o amor me faz querer mais”&lt;br /&gt;Desisti de ter medo e o tempo passou a estar a meu favor. Partilhar um dia contigo é mais do que suficiente para tudo ter sentido. Como só tu fazes sentido, em tudo aquilo que me fazes querer ser.&lt;br /&gt;“És real e és meu&lt;br /&gt;Eu sou fogo e tu o meu ar&lt;br /&gt;Eu sou tudo por ser teu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend Rádio Macau Cantiga de Amor&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6120640898807439004?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6120640898807439004/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6120640898807439004' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6120640898807439004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6120640898807439004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/10/futuro-presente.html' title='Futuro Presente'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-3402596498930144079</id><published>2008-10-02T00:45:00.000+02:00</published><updated>2008-10-02T00:46:11.238+02:00</updated><title type='text'>Magalhães</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Somos o Portugal. País de várias conquistas, múltiplas vitórias, passado memorável e enaltecido. Guiado pela força de valores, vítima de uma ditadura pouco ligada a progresso e abertura e assim nos deixamos ficar.&lt;br /&gt;Há um Portugal rural, Portugal agreste onde tudo é como sempre foi. Quem vive pelos grandes centros urbanos não o conhece, não o sente e negligencia a sua existência.&lt;br /&gt;Somos na verdade, o país dos Magalhães, onde se perde tempo a discutir um direito e básico e fulcral de qualquer ser-humano. Entretanto, passam os anos e a mentalidade continua a mesma de há alguns anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos atrás era eu um puto adolescente com a ilusão que um dia tudo seria diferente, bem longe da aldeia que me viu nascer e poderia ser quem quisesse nalgum lugar encantando. Ainda hoje acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que todos precisamos de um modelo de educação, alguém que dê o exemplo e nos ajude na construção de uma imagem mais ao menos saudável Acredito que todos precisamos de conceitos e de disposições de móveis e palavras, para assim conseguirmos entender o que queremos separar de “normal” de “anormal”.&lt;br /&gt;Fazemos o julgamento com base nos modelos que vemos diariamente, num dos quaisquer meios de comunicação. Modelos cor-de-rosa, a roçar o feminismo cor-de-rosa, vozes polidas, faces a pedir mais cinco minutos de fama e larga plateia que rejubila perante o show de monstruosidades ali apresentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monstruosidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se alguém pudesse ser&lt;br /&gt;Normal anormal&lt;br /&gt;Como se alguém pudesse ser um monstro apenas por&lt;br /&gt;AMAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensinam-nos desde pequenos que o amor é a grande força de Deus, que ele entende todos aqueles que amam, que é esse é o verdadeiro objectivo na vida de qualquer um de nós e que é por isso que havemos de querer acordar amanhã, mesmo que seja longe de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã&lt;br /&gt;Quando não vão chamar opção ou orientação sexual a algo que não passa de uma condição. Apenas porque não se trata de um gosto baseado na aprendizagem ou numa decisão racional baseada na lógica e na efusão de equações que nunca entendi, na totalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseia-se tudo no amor que podemos entregar a alguém, sentirmo-nos especiais por isso e tornarmos esse alguém especial também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar, Amanhã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é no fundo apenas aquilo que nos separa dos restantes animais. E Deus estará sempre do lado daqueles que amarem, apenas porque é a o sentimento mais puro e genuíno que existe, que não deve nem pode ser condenado, porque surge mesmo quando não queremos e excede em muito os limites sensoriais que possuímos. Claro estará, que nem todos teremos a coragem para o admitirmos, pelo que os modelos continuarão a não existir, como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queixamo-nos demais, é certo. Dizemos, como parte de mim acabou por provar, que não temos liberdade, que a discussão de um direito tão inerente ao ser – humano, como querer casar-se nem sequer deveria ser discutido, mas a verdade é que pouco fazemos para o mudar.&lt;br /&gt;Nasci, como muitos, na época do facilitismo, onde tudo se discute e invariavelmente, se discute de forma errada. Por isso, vamos deixando que Castelos e Nascimentos desfilem num ecrã perto daqueles que gostamos, deixando que a imagem que eles vêem, passe a ser real, muitas vezes até para nós.&lt;br /&gt;É uma condição, e como tal passei a aceitá-la e a adorá-la em todas as suas vertentes, para descobrir a felicidade que já me trouxe e me continua a trazer.&lt;br /&gt;Acredito. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Best Friend Goo Goo Dolls. “ I just want you to know who i am”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-3402596498930144079?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/3402596498930144079/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=3402596498930144079' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3402596498930144079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3402596498930144079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/10/magalhes.html' title='Magalhães'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-7523090215341439760</id><published>2008-09-25T02:59:00.000+02:00</published><updated>2008-09-25T03:00:05.642+02:00</updated><title type='text'>Translucido</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É como se de repente o tempo parasse no momento exacto em que a nossa retina se cola perante a perspectiva de algo que não é perfeito, mas que sabemos de antemão, não se fixa na realidade circundante.&lt;br /&gt;E mesmo pensando que estás longe, acabo por encontrar essa tua estrela que acabou sempre por ser maior do que os precalços de um caminho que acabou por se tornar mútuo e feliz.&lt;br /&gt;De vez em quando, ainda me recordo desses encontros imprevisíveis em que olhávamos a chávena do café que acabava por desaparecer, envoltos numa banda sonora que nos dizia respeito mas que tentávamos ocultar.&lt;br /&gt;Ocultar&lt;br /&gt;O medo de sermos novamente encobertos e subtraídos pelos nossos próprios sonhos em que irremediavelmente acabávamos sozinhos, apenas porque a prevalência de utopias acabava por ser superior à&lt;br /&gt;Coragem&lt;br /&gt;Coragem em deixar que a firmeza soasse mais alto e fosse finalmente teu.&lt;br /&gt;Teu&lt;br /&gt;Como nunca esperei ser de ninguém e ter agora a certeza que tudo que já se passou não foi em vão e que as memórias que carregamos connosco serviram para agora termos orgulho em permanecermos intactos e inefavelmente confortados com a existência.&lt;br /&gt;Individualmente, confortado com a existência de alguém que carrega o que de melhor há em mim e que se esforça para me ver sorrir em cada oportunidade que surge, que existe, que se cria. Tu foste sempre uma criação minha, posso escrever e assegurar agora. Dessas que nos trazem essa vontade de voltarmos a ser e ter tudo aquilo que sempre quisemos e de amar até ao fim, mesmo que esse mesmo final não seja avistado e comedido.&lt;br /&gt;Eu só quero poder agarrar-te quando puder, ver a tua cara a irradiar entre as palavras e “estórias” de lugares longínquos que percorri e que partilho agora contigo. A felicidade resume-se a conceitos e embora seja um pouco minimalista e limitado afirmar isso, a segurança, coragem e partilha funcionam muito entre esta corrente que me arrastou até ti.&lt;br /&gt;Saber que te quero até ao fim não é suficiente. É preciso perder-me de riso contigo, numa dessas praias, enquanto toda a gente nos vê, mas não nos compreende.  Saber que é contigo que acordo numa dessas manhãs onde não é suposto fazer sol e me sinto vivo também não. É preciso tocar-te e ouvir-te, utilizar todos os sentidos que possuo, a ver se consigo reter um pouco mais dessa luz que acabou por me encontrar.&lt;br /&gt;Como se nunca te fosse encontrar.&lt;br /&gt;Como se nunca me fosses morder o coração.&lt;br /&gt;Como se me quisesse perder para sempre entre o prazer sensorial que me ofereces e me entregas.&lt;br /&gt;E quero.&lt;br /&gt;De cada vez que chegas, consigo sentir-te os passos, entre a beleza que nunca chega, entre essa vontade de planar e esquecer-me que existo, apenas porque permaneço contigo.&lt;br /&gt;Numa dessas noites, onde somos felizes aos olhos de toda a gente e não nos envergonhamos apenas porque temos a certeza que o queremos e o sentimos. Suster a respiração, esperar por um novo amanhã, puxar as limitações e sermos enfim, felizes.&lt;br /&gt;Esperar&lt;br /&gt;Esperar que o tempo não corra, a ansiedade não mate e o café continue dentro da chávena que teima em querer partir. Esperar que a capacidade de eternizarmos o momento não cesse e tudo seja tão real, como até então.&lt;br /&gt;Esperar por ti, com antecipação, antes que desembarques num desses lugares encantados, criados por ti, numa desses momentos congelados por entre os teus dedos que já me mostraram o que ainda faltava provar e sentir.&lt;br /&gt;Sentir&lt;br /&gt;Sentir que não mudaria a lei do universo, nem um pouco daquilo que és e que te foste tornando. Sentir que gosto de te ver fazer todas aquelaspequenas coisas que secretamente me encantam, mas não digo, apenas porque já sabes.&lt;br /&gt;Dançar contigo até ao amanhecer e aproveitar aquele por do sol que nos encantou e que é o suporte de tudo. Dançar contigo até mergulhar no chão, embriagado de inocência perdida há algum tempo, mas que acabaste por restituir a alguém que achava que já sabia tudo e que no final, apenas sabia metade.&lt;br /&gt;Metade suja, pobre, feia.&lt;br /&gt;Metade morta, pouco acolhedora, insegura.&lt;br /&gt;Metade que me ajudou a chegar até ti com a certeza que no final só restavas tu.&lt;br /&gt;Enfio-me então no carro e a Margarida a dizer-me todas aquelas coisas que tu já me disseste, algures, com uma paisagem imponente, mas onde só interessavas tu.&lt;br /&gt;Não tenho piano, desta vez. Apenas gozo a escorrer-me por entre um riso quase perfeito, da vida que levo e que crio contigo. Os outros não interessam, porque não têm nome. São apenas criações impostas, erros merecidos, aprendizagens inconscientes que agora fazem todo o sentido.&lt;br /&gt;No fim, ninguém é perfeito e por isso, todos os momentos que levamos connosco também não o são. O que prevalece é o esforço que fazemos para continuarmos a querer alguém como eu te quero a ti, ao fim de tão pouco tempo real, mas que me parece toda uma vida.&lt;br /&gt;“Podemos viver toda a felicidade da nossa vida em poucos minutos”, avisa a Agustina. Se assim é, sinto-me um privilegiado.&lt;br /&gt;“Estarei perdido entre a certeza de gostar de ti,&lt;br /&gt;Mas estaria muito mais se não te pertencesse”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Best Friend Margarida. Translúcido&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-7523090215341439760?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/7523090215341439760/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=7523090215341439760' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7523090215341439760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7523090215341439760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/09/translucido.html' title='Translucido'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-4524417158169037083</id><published>2008-09-03T17:36:00.002+02:00</published><updated>2008-09-03T21:41:17.269+02:00</updated><title type='text'>Eu Hei-de Amar Uma Pedra</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu ainda hei-de amar uma pedra, bem aqui no meio do silêncio das palavras que acabam por não se formar, se perdem e me afastam um pouco mais dessa faixa de rodagem que tanto se anunciava como a mais perfeita e concisa.&lt;br /&gt;Eu&lt;br /&gt;A tentar consciencializar-me da tua coragem em poder ter-me, a esconder-me por entre o teu riso cheio de inocência e acordes que me pareciam levar a uma realidade sensorial e onde finalmente alcançaria a ilusão&lt;br /&gt;Minha&lt;br /&gt;Que procuro e busco a todo o custo, certo de que a cada vez que o faço e a construa, acabo por repetir o mesmo erro, crasso e condiconalmente sujo por memórias que se arrastam e não me deixam mais ser quem eu nunca esperei ser. Por isso, aproximo-me de ti&lt;br /&gt;Sem que o percebas&lt;br /&gt;A ver se me deixas voltar a permanecer nesse abraço que tanto te quero oferecer e que tu não evitas nem atrais, apenas não entendes, não perpectivas e eu não alcanço. Comunico contigo como quem comunica com Deus, na esperança que ele me ouça um dia, mesmo sabendo que são raras as vezes em que lhe falo ao coração. Talvez&lt;br /&gt;Medo&lt;br /&gt;Medo de amar o desconhecido, medo que é o que nos entorpe e mantém vivos, mas que também nos impede de amar o verdadeiro, o falso e o incauto. Medo de que nunca ninguém veja o mundo como o tento partilhar contigo e com Ele, a ver se por alguma razão tudo faça sentido, num futuro que espero&lt;br /&gt;Breve&lt;br /&gt;Com imapciência que a vida não me ensinou, com fúria em não controlar a falta de razão por detrás de tanta imensidão de conflitos internos, como se eu fosse a guitarra que ecoa por detrás das canções e dos filmes que eu próprio produzo, como se o teu sorriso fosse&lt;br /&gt;Falso&lt;br /&gt;Como sou eu de cada vez que estou contigo e não arrisco a mostrar-te os meandros e epopeias da minha alma, de cada vez que te vejo surgir por entre a porta que está irremediavelmente fechada para sempre, mas que imprevisivelmente tu a conseguiste abrir.&lt;br /&gt;Tu&lt;br /&gt;De sorriso ingénuo e de palavras toscas a fazer-me engolir um dia inteiro de revelações e reflexões mais ao menos adolescentes, a fazer-me engolir a adultez que acabei por conquistar sem que disso me desse conta e na qual não me sinto seguro nem feliz. Tu a fitar-me sem provocação ou sexologismos, a lembrar-me o que era o amor na essência mais pura e de siginificação mais ideológica, como se não fizesse mal. Tu a arranhares-me com a jovialidade que se te transparece e evapora em cada erro ortográfico que eu tento, mas não consigo deixar de reparar.&lt;br /&gt;Talvez o silêncio seja uma mais valia e a banda sonora não faça questão de entrar nesta altura, em toda a trama que parece desenrolar.&lt;br /&gt;Na minha consciência.&lt;br /&gt;A minha consciência diz-me que busco a experiência como quem busca a dor, apenas para saber de antemão tudo aquilo que é preciso sentir, para se viver sem pesar póstumo. A minha consciência diz-me tambêm ( mesmo quando não quero), que pode ser um erro contar-te os desejos que fazem parte de mim e que acabam por constituir aquilo que também sou.&lt;br /&gt;E aquilo que eu sou é aquilo que eu também dou. Reparo agora, que fui feito para partilhar todas as pequenas delícias que constituem a grande felicidade em permanecer vivo, após tantos anos de vivências e risos soltos entre noites mal dormidas e viagens programadas à ultima da hora, apenas porque tenho coragem em vivê-las.&lt;br /&gt;Viver&lt;br /&gt;Viver e esperar. Esperar por ti, que a minha consciência sabe-o e talvez seja isso que me mata de cada vez que vejo a tua cara espelhada numa das páginas do Lobo Antunes. E eu a gritar &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;HEI – DE AMAR UMA PEDRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Uma pedra, um penedo ou mesmo a imensidão dessa face que me parece a materialização da segurança que eu tanto procuro e que condiz com as teorias de um desses teóricos que toda a gente conhece, mas ninguém entende.&lt;br /&gt;A materialização da segurança, a subsituição do amor.&lt;br /&gt;E acabo por me dissolver na espera de tentar partilhar esta alegria que é querer-te por entre todas as conjecturas que foram feitas por alguém que há-de ser muito superior, mas que por nunca aparecer, me parece um pouco mais fraco que todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já o referi inúmeras vezes, passei a ser o actor imerso nessa incapacidade de amar novamente e por isso mesmo tu nunca notaste o meu empenho em te querer por perto.&lt;br /&gt;Perto, cada vez mais.&lt;br /&gt;Assumi a postura perante ti, que sou o mais forte e mais destemido, o racional que acaba por resolver os problemas que se sentem a aproximar, o salvador que parece distante&lt;br /&gt;Mas nunca o suficiente para que nunca te ouça.&lt;br /&gt;Teces-me epítetos infantis e eu lembro-me da infelicidade que já senti em ser criança e não ter noção ou consciência daquilo que era o mundo e de toda a sua essência. Como o controlar. Como me controlar.&lt;br /&gt;Como controlar a discussão que emerge durante o jantar de família, todos os domingos, a procissão das velas e eu bem pequeno, preso por uma imensidão de olhares que haveriam por me tornar bem mais perspicaz do que era suposto.&lt;br /&gt;Suposto era eu ter uma segunda oportunidade, como o segundo prato que a mamã me entregava quando eu deixava cair o primeiro, como o carinho que o meu pai me oferecia quando recusava o primeiro.&lt;br /&gt;Primeiro há que te contar tudo, fazer de ti o que tu fazes de mim e deixar-me estar assim.&lt;br /&gt;Pegar na guitarra e mostrar-te novos acordes, sons onde nos podemos perder os dois, sem que nos percamos um do outro, sentar-me em frente ao mar e esperar que chegues e que as “estórias” que conte, não as precise de te explicar, apenas porque as viveste comigo.&lt;br /&gt;Dizer que vives em cada uma das páginas que viro, não chega. Dizer-te que te espero em cada uma das páginas que viro, provavelmente também não.&lt;br /&gt;“Hei-de amar uma pedra.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend. António L. Antunes Hei-de Amar uma pedra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-4524417158169037083?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/4524417158169037083/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=4524417158169037083' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4524417158169037083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4524417158169037083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/09/eu-ainda-hei-de-amar-uma-pedra-bem-aqui.html' title='Eu Hei-de Amar Uma Pedra'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6130746141927735137</id><published>2008-06-12T22:42:00.002+02:00</published><updated>2008-06-12T22:49:41.362+02:00</updated><title type='text'>Reencontro - Antes do Fim</title><content type='html'>Ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;A instabilidade que carregas é algo penoso, para ti e para todos os outros. Na verdade, não recordo a tua imagem como algo eternizante em matéria de loucura e emoção corrosiva a transparecer felicidade. Lembra-me antes o longo vazio que me deixaste, quando partiste, sem nunca me explicares porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando te tentei ligar, estavas fora de área, algures entre a Amazónia e as Cataratas do Iguaçú.&lt;br /&gt;Tentei correr atrás de ti, mas não podia. Primeiro, porque não sabia nada a teu respeito, segundo porque o papel da mulher nos dias que correr já não é esse e eu não quero ser o alvo de chacota feminino. Já ninguém apoia a mulher que faz tudo para o amor.&lt;br /&gt;Isso perdeu-se durante as eras que se foram passando, desde o ultra-romantismo. Agora a mulher quer-se pragmática e emocionalmente dura, urbana, culta e de preferência, que faça passar os homens por um mau bocado.&lt;br /&gt;Devemos ser o oposto das geraçóes das nossas mães e é por isso que não nos suportamos. A minha mãe a dizer “ com esse feitio ainda vais acabar sozinha” e eu a pensar “ antes sozinha do que acabar espancada por um marido bebado como tu”, sem nunca o proferir na realidade. Porque mãe é mãe, é suposto ser sofrida e amargurada pela vida, para assim se dar algum valor por tudo aquilo que ela passou. Pelo menos é isso que me ensinaram.&lt;br /&gt;Enquanto viro costas, apetece-me novamente voltar atrás e beijar-te, a ver se o mundo se esquece realmente de nós. Nesse momento, cresce em mim a dicotomia de sentimentos. Se por um lado, gostaria de voltar, por outro, não me perdoaria a mim mesma, por ter cometido tal insanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei e tu náo estavas, achei que tinhas morrido e depois de algum tempo , adoptei essa ideia para conseguir seguir com a minha vida. Afinal, dois meses náo seriam suficiente para conseguir abalar definitivamente toda a minha vida.&lt;br /&gt;Passei a trabalhar arduamente. Acabei a escola de turismo e o estágio no Pestana ficou garantido, um pouco por culpa da indicação do meu tio, que neste país tudo é conseguido com algum tipo de favor e neste caso em particular, eu agradeço.&lt;br /&gt;Daí até a assessora de relaçóes públicas ter entrado em licença de maternidade e terem dado por mim a trabalhar afincadamente e também pelo director se ter apaixonado pelos meus olhos azuis, conquistei essa vaga, merecidamente direi. Afinal, ninguém tem uns olhos como os meus.&lt;br /&gt;Um dia o director disse-me “ ainda hei-de nadar nesses olhos”. E eu pensei, “tudo bem, desde que não seja nu” e ri-me sozinha a lembrar-me o dia em que nos perdemos com o  Chardonnay na pousada de Coimbra e acabamos nus na piscina de madrugada. Foi a primeira vez que me senti livre. A segunda, foi quando decidi que tinhas morrido.&lt;br /&gt;E embora tenhas levado parte de mim, contigo, houve coisas que só evoluiram com a tua ausência, embora o vazio de não te ter, tenha cá ficado.&lt;br /&gt;Mas enfim, não voltei atrás e agora que reflicto calmamente, acho que não o queria, realmente. Voltar atrás porquê? O que terias tu a dizer-me depois de meio ano de ausência, sem um motivo ou explicação que justificasse nunca mais ter ouvido a tua voz, ou tocar na tua  mão?&lt;br /&gt;Há qualquer coisa de infantil nesta relação que está morta. Houve mais conversas, do que sexo, houve mais medo de entrega do que suposta interacção, mas ficaram os limites mútuos a demonstrar que podiamos crescer juntos. Por isso, não entendi quando fui obrigada a matar-te com a consciência.&lt;br /&gt;Deixei de lado a hipótese que a culpa seria minha, isso seria certo. Afinal, não me cabe esse papel. Sou objectiva e meticulosa e embora náo tenha compreendido a razão do teu desaparecimento, também não me entreguei ao ócio e à procura de uma resposta infidável. Reclamei na tua incoerência e instabilidade emocional, essa razão mesmo assim pouco plausível. Ainda pensei procurar-te pelo Porto, ir a Bragança visitar a tua irmã a ver se havia notícias de ti, a ver se voltavas para mim, mas neguei-me sempre a esse papel. Nunca quis saber do amor, por isso posso continuar a viver sem ele. Basta apagar as imensas janelas de Coimbra, a casa da Joana emprestada em Sacavém ou a origem do nosso encontro.&lt;br /&gt;Verdade é que, nunca julguei dormir mais concentradamente ao lado de alguém, como quando dormi contigo, ou sequer que o beijo significasse algo mais forte do que simples contacto humano.&lt;br /&gt;Enquanto sigo recta, a echarpe a esvoaçar na minha cabeça e este clima lisboeta que me traz tanta ânsia de conquistar tudo e todos, penso apenas num momento que me traz a tua pele à consciência. O ser-humano vive por assossiações e vai ser difícil não associar a virada do ano à tua ausência e a uma tentativa da minha auto-estima quase se ter demoronado, enquanto nem conseguia chorar por teres partido. Afinal, que amor é este que não me faz soltar lágrimas? Tinhas conseguido ensinar-me a arte do amor, mas não me tinhas dito o que era suposto fazer se tivesse de acabar. E eu não sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cheira a dinheiro esta cidade. É o espelho do Portugal Europeu e se nos conseguirmos manter nela, achámos que Portugal é evoluído e multi-cultural em todas as frentes, quando é completado com territórios cheios de auto-personalidade, dentro de um bocado de terra junto ao mar. Por isso, jamais conseguiria viver noutro lugar. Hà qualquer coisa de contemporâneo nesta cidade que se envolve com o tradicionalismo do resto do país. É como se tudo tivesse de começar por aqui e eu sinto-me mais segura dessa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto me meto no metro, lembro-me de te ver com algo debaixo do ombro. Terias escrito uma carta, a fim de conseguires evitar o desconcerto das palavras, quando tivesses a dar tua justificação? Tenho medo de ti, por isso me afastei. A tua incoerência faz de mim um objecto nas tuas mãos que nunca sabe o seu real valor. Valor que uma mulher procura sempre em ter na plenitude. Quanto mais melhor e eu quero sempre mais.&lt;br /&gt;De nada me vale pensar no que seria se descesse na próxima estação e voltasse para trás, porque isso nunca poderia acontecer.&lt;br /&gt;Morreste uma vez e não há nada que vá mudar esse facto.&lt;br /&gt;O passado é incontornável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Best Friend . the Killers read my mind&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6130746141927735137?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6130746141927735137/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6130746141927735137' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6130746141927735137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6130746141927735137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/06/reencontro-antes-do-fim.html' title='Reencontro - Antes do Fim'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-2616307680570709603</id><published>2008-06-11T09:11:00.002+02:00</published><updated>2008-06-12T22:42:47.044+02:00</updated><title type='text'>Reencontro - Depois do Fim</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os livros são isso mesmo. Um poço de histórias para contar, de carinhos feitos e refeitos para nos alegrarem a vida, nos manterem conscientes dos perigos e das coisas que julgamos inexistentes e do facto de muitas vezes, sermos mais difícieis de decifrar do que a obra mais longa e complexa.&lt;br /&gt;Antes de me despedir de ti e ver a tua imagem abandonar-me numa praça qualquer, lembro-me de te querer entregar aquilo que me fez querer voltar e experienciar por mim próprio, toda a sintonia que saberia que nunca mais voltaria a sentir.&lt;br /&gt;As relações, quando existem, são levadas por cursos e recursos que muitas vezes não dominamos. As palavras assumem um peso muito mais forte do que os actos, inúmeras vezes. Por isso, vamos contando quantas vezes soletrámos A M O – TE ou Q U E R O – TE. O nosso vocabulário passa a cingir-se a esses epítetos e nunca mais queremos ultrapassar essa barreira. Quando tudo acaba, são as palavras que perduram ainda, dentro da nossa cabeça, como se tudo fosse um grande equívoco e nada fizesse mais sentido. Muitas vezes, tudo advém de uma grande deficiência comunicativa. Interpretamos  um talvez como sendo um sim, um gostava, como um adorava e acabamos a falar sozinhos, à espera de uma resposta de um emissor que nem tem a consciência de estar a fazer parte de um diálogo.&lt;br /&gt;Foi assim que dei conta que nunca resultariamos. Tu a quereres conquistar o mundo através das engenhocas pelas quais haveremos de ser dominados e eu a revelar-te a natureza dos sentimentos, como se tivesse nascido para ensinar onde se toca quando se ama.&lt;br /&gt; É tudo uma chatice isto do amor, principalmente quando vivemos numa sociedade onde os corpos são descartáveis e tudo é coisificado. Olhamos uns para os outros, como um produto que deve ser usado, que tem algo para nos oferecer e do qual devomos retirar algum benefício em troca.&lt;br /&gt;Por palavras e sociedade individualista, acabei por fugir a ver se o mundo era todo igual, e embora não se tratasse de uma pergunta, a resposta nunca foi uma hesitação em todo este processo.&lt;br /&gt;Não te pedi para que voltasses atrás. Não era aquele o momento. Ainda haveriamos de nos encontrar e dizer que o momento seria outro, porque nada nos chega, na realidade. Na realidade, não sei o que saberia fazer com um “fazes-me falta, ainda”. Apenas decidi que te queria, que nunca deixei de te querer, que ainda te vou querer durante algum percurso mais.&lt;br /&gt;Vim preparado para tudo, mas principalmente para continuar sozinho a contemplar a tua ilusão construída por mim, refeita em alegrias e sorrisos decorados logo pela manhã, lençois brancos que não eram nossos e que sempre me fizeram sentir como o maior canalha possível, mas que eu nunca consegui impedir de partilhar contigo.&lt;br /&gt;São estas hipocrisias que a vida, mas principalmente a falta de bom senso, nos faz cometer e por isso, nunca esperei que ficasses, te sentasses e dissesses “fazes-me falta”.&lt;br /&gt;Debaixo do braço levava-te a razão pela minha permanência naquele lugar, pela antecipação de um trajecto , pela fuga do país da sensualidade envolto em turismo sexual e cachaça 51. Debaixo do braço trazia a história falhada e malfadada de alguém que tinha tentado o mesmo que eu e tinha ficado irremediavelmente sozinho.&lt;br /&gt;Por isso, já vinha consciente do final de toda a insanidade que é entrar num avião e julgar que tudo vai mudar, quando sair dele. Se fosse uma máquina do tempo, muito provavelmente, mas é só mais um mecanismo a fim de tentar controlar o homem e de eu próprio a ver se volto a estar num território que tenha 4 estações e o meu cabelo pára de cair, por só existir Verão e Outono.&lt;br /&gt;Enquanto te vejo sair, a música já é outra. Um clássico, mas desta feita dos Beatles. Pergunto-me que idade terá o pedinte. Acho que terá a idade de qualquer pedinte. Têm todos a mesma idade. A rua espelhada na cara, a voz rouca de todas as drogas que consumiram anteriormente, o vinho de mesa que os consola durante a manhã e o cachorro pulguento que é tratado com carinho e compaixão. Tem a idade do tempo, sem identidade, sem identificação, mas com mágoa de viver.&lt;br /&gt;Não me revejo nesta música que toca e apetece-me comprar-lhe uns cd’s novos a ver se se actualiza e ganha ouvintes mais jovens, o que lhe permitiria ganhar mais uns trocados. Já ninguém quer ouvir Beatles enquanto vê a pessoa que ama, afastar-se sem dizer um “até manhã”.&lt;br /&gt;Tiro o livro debaixo do braço e fito-o. Sou cheio destes pormenores cinematográficos, planeados cirurgicamente, sem nunca fazerem sentido, porque não há final feliz. Já não sei se sou eu que imito a arte ou é a arte que imita a vida de cada um de nós.&lt;br /&gt;Na capa, está escrito um “Moder-te o coração” em letras garrafais. Morder-te o coração e ficar contigo, entre o desejo e a solidão que seria conter-me em ti. Abro a última página e vejo o desfecho “ Depois do fim”.&lt;br /&gt;Depois do fim, que ainda não termina aqui. Preferi experienciar e saber de que sabor é a amurgura de se querer viver e reparar um momento que se pretendeu perfeito e não se conseguir reconstruir todos os sorrisos de outrora a fim de querer que tudo aconteça novamente.&lt;br /&gt;Talvez tenha aparecido de surpresa, talvez esteja mais velho, talvez já não me reconheças e por isso, voltei antes que o tempo se acabasse. Antes que tudo acabasse.&lt;br /&gt;Compro um envelope e chamo o táxi. Enquanto me sento, sinto um olhar sobre mim. Os taxistas têm essa sensibilidade de saberem quando é que nos sentimos entorpecidos e engolidos pelas nossas próprias acções e não me pergunta mais nada. Digo que quero ver o Tejo e ele não se mostra chateado. Quero ver o Tejo agora, com ele, e recordar o infinito que fiz contigo e que quase partilhei com outro alguém que nunca me seduziu, apenas nunca me amedrontou.&lt;br /&gt;Vejo as gaivotas, os velhinhos que passeiam em túneis que as suas cataratas construiram e vejo-nos a nós naquele mesmo banco a confidenciar o que a vida nos tinha feito. Eu com pose de adulto que está consciente dos perigos da vida, tu  com voz de quem não quer mais nada a não ser algo doce quando adormece. Eu a querer-te pegar ao colo, tu a dizeres que não gostas de amar, porque não sabes como. Eu a querer-te, mas com medo, tu a queres-me, mas sem mo demonstrares, sem mo dizeres, sem me deixares saber. Eu a precisar de ti, sem saber se me segurarias.&lt;br /&gt;“ O meu nome como em momentos de amor, completo, arrastado para a frieza da realidade”, diz  Xavier na última página, enquanto releio as últimas linhas do livro que quero que leias, a ver se tenho razão em querer-te novamente, mas sem lutar muito, porque nada pode acontecer mais. Por orgulho, por unanimidade de conssentimento, por falta de coragem.&lt;br /&gt;O meu nome, como o repetias quando te mostrei o que era fazer amor e nunca mais o quiseste esquecer.&lt;br /&gt;Peço para me levarem ao Pestana. Chegados lá, eu e o taxista, que deverá chamar-se José como todo os taxistas se devem chamar, contemplamos em uníssono a magnificiência da escultura física que está à nossa frente e imaginamos a corte real a passear-se nos grandes jardins sem pensar que grande parte da população morria sem o que comer, não sei em conjunto ou se o taxista está só à espera que eu pague e saia, sem fazer barulho.&lt;br /&gt;Entro e dirijo-me à recepção. Não és tu que lá estás. Na tua vez, está um senhor que me fala num tom tão angelical que achei que me fosse levar por um certo encamento e melodia nas palavras. Tudo esmorece ao saber que estou à tua procura, mas adianta-me que “a menina Teresa está de folga, hoje”. Menina Teresa? Sabem bem menos do que eu, mas também não pretendo partilhar uma informação que gostava que fosse só minha. Deixo o envelope com ele e despeço-me.&lt;br /&gt;Despeço-me e não olho para trás, novamente.&lt;br /&gt;Mordeste-me o coração e não consigo olhar para trás e ver que te perdi, sem saber se é para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber se é para sempre, porque isso é muito tempo.&lt;br /&gt;E se nunca mais voltasse? O livro apenas nos mostra que a vida é feita de momentos irrepetíveis, não nos motra o que fazer com a solidão que advém dessees trajectos que sáo a materialização de tudo aquilo que desejamos.&lt;br /&gt;Desejo-te a ti, a encontrar-me nas ruas do Bairro, sem combinação ou lógica predimitada. Apenas porque queriamos.&lt;br /&gt;Tu a encontrares a minha esperança de seres tu a personificação de todos aqueles conceitos que povoam a minha consciência, nós numa pousada qualquer em Coimbra, que se tornou o ponto de encontro de duas pessoas que estáo separadas por um espaçó geográfico que os limita nas acções, mas nunca nas palavras.&lt;br /&gt;Eu a suar desenfreadamente e tu a quereres mais. Nós a rirmo-nos de tanto prazer, no final, sempre no final, como se nunca tivéssemos experienciado o prazer sexual antes, como se fosse algo único desta vez, só daquela vez.&lt;br /&gt;Tenho os momentos gravados como peças de um filme esculipido para ser perfeito. As viagens par aum ponto de encontro comum, o desembarque em Lisboa, como se chegasse de uma grande viagem, os teus olhos a correrem na minha direcção e a vez que conseguiste a chave da suíte do Pestana e nos perdemos, enquanto nos esqueciamos da gravidade e iamos bem alto, juntos.&lt;br /&gt;E agora, onde andas? Queria-me deixar ficar por cá, deixar-me ficar na noite vazia, na rotina dos bares que acabam sempre por me trazer a tua voz.&lt;br /&gt; Abro o livro e o Xavier está sozinho. Está sempre sozinho. Mesmo quando acaba pro ficar com a nórdica que percebe finalmente o que é a sensualidade lusitana ou mesmo quando decide ir atrás da Maria, como eu vim agora atrás de ti.&lt;br /&gt;Estamos os dois sozinhos, porque tivemos vergonha de admitir este final e por isso não avisámos ninguém que viriamos. Se eu morrer, alguém me há-de procurar, mas do outro lado do atlântico. Se eu morrer, será que te arrependes e voltas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Best Friend The Beatles. Yesterday&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-2616307680570709603?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/2616307680570709603/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=2616307680570709603' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2616307680570709603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2616307680570709603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/06/reencontro-depois-do-fim.html' title='Reencontro - Depois do Fim'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-5255604819059514455</id><published>2008-06-10T08:25:00.002+02:00</published><updated>2008-06-10T08:36:49.436+02:00</updated><title type='text'>Reencontro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje resta-me tudo o que ainda tenho para te dizer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Longe de tudo e de todos, encontrei a essencia que julguei estar perdida, para retomar o ponto que afinal ainda restava acabar.&lt;br /&gt;A minha forma de lidar com as emoções deixou de ser revelada pela ansiedade que deixei de sentir. Tornei-me máquina exasperada, fuga do meu próprio universo, para me deixar contemplar pela racionalidade que nunca fora o meu forte. Nunca.&lt;br /&gt;Ficaram comigo os sonhos de infância inacabados por uma pressa de viver que ainda há de ditar o meu fim. Ficaram os castelos na areia da minha praia que partilhei com todos aqueles que um dia ainda fizerem parte de mim, ficaram os risos que deixaram de ser conduzidos pela identidade, para passarem a serem levados pelo álcool.&lt;br /&gt;Gostava tantas vezes que permanecesses por aqui, a ver se não me fujo novamente. Gritei-te do alto, onde me criei, que não me chegavas, que ainda havias de me querer e não me ter. Porque o cliché funciona e acabamos sempre por dar valor aquilo que não temos mais por certo e garantido.&lt;br /&gt;Organizei todas as conjecturas para encontrar uma justificação para a tua falha e inteligente como sou, encontrei a imagem da minha mesquinhez.&lt;br /&gt;Digo que não quero mais começar tudo de novo, para não ser finalizado novamente, mas corre-me o medo de me apaixonar tremendamente e ficar a cantar músicas de amor, sozinho, numa praia qualquer.&lt;br /&gt;Tornei-me adulto que diz não e se esquece de quem gostou, apenas porque na pirâmide das necessidades, lhe faltaram alguns elementos que a outra pessoa, por qualquer limitação, não os tinha e acabei por me esquecer de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inevitável é não sofrer por qualquer descuido e eu ando a evitar isso, desde que tive de passar a racionalizar todo um processo e acabei desistindo de uma procura por algo que eu sempre julguei existir, inconscientemente.&lt;br /&gt;Essa busca que ainda haveria de ser o meu fim, que me corre nas veias e na minha identidade enquanto português, de esperar o inalcançãvel, aquilo que ainda estará para chegar, a felicidade atroz, o sexo visceral, a química completa, o suor que se agradece, a música que se encaixa. Enfim, a sintonia.&lt;br /&gt;Sinto-me inexpressivamente no fim de um ciclo que me há-de levar ao início de tudo.Sinto-me incrivelmente patético por algum dia achar que poderia controlar tudo o que vai cá dentro a fim de conquistar aquilo que acreditei ser meu. A paz está na certeza de estar no caminho certo e isso, só agora me parece passível de se suceder.&lt;br /&gt;Ficaram as fotografias mal tiradas, imagem de uma relação que se fora construindo em patamares diferentes. Tu, conhecendo o amor com algo novo e único, eu tentando rejeitar esse sentimento a fim de não me voltar a perder dentro da minha própria solidão.&lt;br /&gt;Daqui se faz a verdadeira força de viver, de se conquistar e principalmente, de querer ser melhor.&lt;br /&gt;Finalmente, entendi que o tabaco e o álcool são fonte de alienação suprema, que apenas me baixam a energia e me dispersam, a menos que sejam um complemento da minha própria alegria. É preciso ter visto o mundo pelos olhos de uma erva qualquer, para se ter a verdadeira noção do desperdício de tempo e de intelectualidade que é precisar de alguma coisa, que não nós próprios, para sermos felizes. E eu que sempre acreditei nisso.&lt;br /&gt;Tudo tem uma forma para acontecer e o Luís adulto, contemporâneo, racional e urbano tem agora de se juntar ao velhinho Luís que precisa urgentemente de sentir que pertence a algo mais do que noites perdidas e corpos a pedir por mais uma orgia de prazer, quando a única coisa que os há-de salvar é um pouco mais de amor.&lt;br /&gt;Queremos todos o mesmo, aqui, na Polónia ou em Portugal. Queremos acordar e ter ao nosso lado a única pessoa que nos faz querer ser melhor, fazer amor em frente à lareira da sala dos nossos pais e pedir que as estrelas nunca mais nos levem para lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos a achar tudo isto, como desnecessário e infantil, apenas porque deixamos de acreditar em nós próprios e nos outros, fruto da merda de sociedade individualista e emocionalmente repressora em que fomos crescendo.&lt;br /&gt;Não podemos dizer o que sentimos e como sentimos, porque se vão assustar. Porque tudo segue um processo metodológico e científico, tudo tem fases, tudo tem de ser organizado.&lt;br /&gt;Primeiro curtimos, depois gostamos, passamos pelo adorar, ainda podemos ter alguma paixão e só depois encotrámos o amor como último estágio. Quando aqui chegámos, já estamos cansados e exaustos e por isso mesmo, desejamos nunca termos chegado tão longe, porque sentimos agora o fardo de uma responsabilidade que não estavamos conscientes de vir a ser nossa.&lt;br /&gt;Tudo passa a ser uma exigênica. O mensagem escrita que não chega a tempo, o vídeo que náo nos diz as palavras correctas, a jura de amor ao nosso ouvido que nos arranha, mas não nos quebra ou o tal jantar em casa dos pais que se torna o pior dia da nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, fazemos o quê com tudo isto que temos para dar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para trás e está o inalterável a dizer que podia ter sido tudo tão simples, mas eu tenho essa pretensão de tornar tudo numa batalha que só me deixa cicratizes de tudo aquilo que não fiz.&lt;br /&gt;Ainda me lembro de percorrer 300 km só para ver esses olhos que eram meus , cada vez que os mantinha em mim.&lt;br /&gt;Esse azul que me forçava a dizer o teu nome, sem que tivesse sequer vontade visceral. Dizia, porque me fazia contente em demonstrar que afinal, tudo era possível, novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixaste-me ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem olhar para trás, fui, no meio de toda a insanidade e de toda a chuva que escorria e entreguei-me a quem nunca me haveria de magoar, mas com quem tudo faria um sentido tão linear como maçador.&lt;br /&gt;Pensei, “é pouco tempo” e não olhei para trás. Não deixei bilhete e nunca mais me viste.&lt;br /&gt;Quando acordaste, eu não estava lá, apenas o eco das minhas palavras a ressoarem-te no ouvido e as memórias que nunca aconteceram.&lt;br /&gt;Um passeio por Sesimbra, ao fim do dia, uma viagem por Londres, só para completar a tua fantasia e ver o Big Ben contigo. Um café no chiado, um travesseiro a escorrer-me pela boca maçuda, na Piriquita.&lt;br /&gt;Rio-me e contemplo a fantasia que criei de algo para o qual náo estavas preparada. Não tinhamos a mesma pretensão, e antes de te magoar, imaginei que eras tu quem o farias e nunca mais olhei para trás. Nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu quiser, voltas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei por ti, numa rua qualquer. A tua indiferença fez-me ficar desconfiado pela minha vontade de recomeçar e poder dizer que só tu me consegues fazer sentir bonito.&lt;br /&gt;Que é disso que se trata a cumplicidade, de nos sentirmos sempre compreendidos e acompanhados e por isso superiores em todos os sentidos.&lt;br /&gt;Dexei a minha confusão percorrer, perante a tua inexpressividade. Sabias tu, que quis voltar atrás? Que esperei que me viesses buscar e me mostrasses que afinal  não precisava de ser tão perfeito apenas para ficar contigo?&lt;br /&gt;Agora que te tenho na frente da minha imaginação, as palavras não fluem, apenas a certeza de que nunca deveria ter voltado a concentrar-me em todas as razões pelas quais não te consigo esquecer.&lt;br /&gt;Apetecia-me abrir os olhos e pedir-te que voltemos metade do ano atrás e que tudo volte a ser como antes, mas ninguém deseja realmente isso. Queriamos apenas ficar abraçados a fim de o mundo se esquecer de nós e podermos finalmente descansar em paz.&lt;br /&gt;Disse-te que voltaria, e tu não respondes-te. Mostraste-me o olhar vazio, que tinha sido assim que te tinha deixado e que agora, nem eu poderia fazer algo que pudesse mudar o passado que eu próprio deliniei.&lt;br /&gt;O mundo, entretanto não pára. Há um pedinte que insiste em tocar um clássico qualquer dos Bee Gees, mas nada se move em câmara lenta, como seria de esperar. Lisboa está como sempre. Linear e coerente, em toda a prosmicuidade e cobiça que está envolta.&lt;br /&gt;A banda sonora é ridícula, mas apetece mesmo perguntar, “how deep is your love” e levar-te para casa, como o deixei de fazer.&lt;br /&gt;Preciso de te contar, de ultrapassar. Nem sempre é fácil, pelo menos enquanto a certeza e a segurança não se completarem e nos continuarmos a sentir afastados por toda uma falta de comunicação imensa, fruto das frustrações que acabamos sempre por passar, ao longo da nossa ainda curta vida.&lt;br /&gt;Esperei sempre poder esquecer todos os restos de ti, dizer que te foste embora e tudo é uma questão de tempo. Esquecer a contigência do espaço e largar-me no mundo a fim de me perder. O resultado foi um encontro, comigo e contigo. Olhos azuis, eu a querer agarrar a tua mão, tu a quereres que desaparecesse, o mendigo no meio da praça que não parava de cantar.&lt;br /&gt;A vida nem sempre é doce e eu talvez tenha perdido essa candura que nunca vi em ti e por isso mesmo sempre me desafiou. Foste tu a minha conquista da realidade pura, sem grandes pretensões, envolta em beijos que dizias não gostar infinitamente, mas que te faziam gozar sempre que eram mais prolongados.&lt;br /&gt;Durante um curto espaço de tempo, voltei a adormecer confortável em toda a minha inocência restabelecida por viagens ao fim do mundo, enquanto sonhava contigo, mesmo tu estando ao meu lado.&lt;br /&gt;Não importa, quando, nem onde. Diante de mim, está a tua lembrança magnetizada na esperança de voltar a ser feliz, desta vez sem lmitações impostas por um destino que me fez atravessar até ao outro lado do mundo, para assim reecontrar o que havia perdido.&lt;br /&gt;Por isso, preciso de te encontrar de qualquer jeito, dizer que ainda podemos fazer muito, que o passado é nosso e podemos crescer lado a lado com ele. Que podemos dormir em paz, novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És tu que o dizes. E embora gostasse de repetir tudo novamente e deixar de negar a forma como me sentia de cada vez que me tocavas, concordo contigo e deixo-te ir,&lt;br /&gt;Nas telas, este momento é sempre o de maior climax, em que um dos participantes há-de voltar e dizer que tudo não passa de uma grande mentira, que ainda há muito para viver, em conjunto. Não importá se chove, se o senhor das pipocas adormeceu ou se o polícia vai passar uma multa a todos os carros mal estacionados.&lt;br /&gt;Importa o momento congelado e eternizado, as duas faces a unirem-se e a formarem um só e o espectador lavado em lágrimas, como se fosse o amor dele que estivesse a ser partilhado.&lt;br /&gt;Aqui, contigo, ninguém volta atrás, ninguém se humilha e acabamos por seguir por caminhos diferentes. Gostamos de ser coerentes e embora saibamos que ainda nos havemos de nos reecontrar, ainda falta algum tempo para nos esquecermos desse processo inevitável.&lt;br /&gt;Por isso mesmo, de cada vez que me sentir sozinho, num desses domingos que só fazem sentido se passados a dois, hei de culpar-te sempre a ti e ficarei feliz por ainda te ter, pelo menos nesse sentido.&lt;br /&gt;Ainda assim, continuo a ver o mundo girar, a minha indentidade a ser capturada novamente e saber que embora ambos o queiramos, ambos temos de enfrentar a nossa própria cobardia e deixar aguentar a alma até à próxima vez que nos encontrarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até à próxima vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best friend michelle branch, till i get over you.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-5255604819059514455?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/5255604819059514455/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=5255604819059514455' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/5255604819059514455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/5255604819059514455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/06/reencontro.html' title='Reencontro'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-7988615022598724476</id><published>2008-06-03T23:40:00.001+02:00</published><updated>2008-06-03T23:46:51.990+02:00</updated><title type='text'>Retorno</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E se trouxermos novamente a batida e toda a melancolia que advém dela? E se quisermos que regresse a frustração envolta em sabedoria suicida e racionalizada?&lt;br /&gt;Já nada disso interessa, porque enterrei nessa escuridão tudo aquilo que julgava não ter esquecido, nesse mesmo lugar onde acabei por me perder.&lt;br /&gt;Perde-se metade de uma vida a tentar encontrar o que fazer com tantos sentidos e noites mal encontradas, frases refeitas que encontramos em algum livro do qual já nem lembramos o nome e no fim, resta apenas o amor que desperdiçamos ao longo de todo um percurso que se acabou por tornar monótno.&lt;br /&gt;Não, não escrevo com parágrafos e as frases normalmente são longas demais, mas é um ciclo que se fecha irrepetivelmente e deste corpo já não sai mais nada que possa ser consumido de uma forma que eu nunca quis e que nunca acabou por acontecer, por ter despertado antes mesmo de o ter feito.&lt;br /&gt;Fecha-se um ciclo corrosivo e fugaz de experiências que se foram consumindo e que fui deixando para trás. Planos de uma mesquinhez absoluta que eu próprio desenhei e que foram deixados do outro lado do oceano para me provarem que finalmente estava errado querer oferecer-lhes uma conclusão, mas certo em ter equacionado todas esses risos perdidos que não efectuei.&lt;br /&gt;Verdades feitas, para quem lê este amontoado de palavras que sei que só eu percebo e entendo. Amontoado de sentimentos e expressões que nunca chegam a ser aquelas que gostava que sentisses, mas que acabam sempre por serem refeitas e recicladas nas direcções de alguém que não me pertence.&lt;br /&gt;Soube sempre que a batida me traria a um lugar profundamente desconhecido e miserável, por isso acabei por abandoná-la inconscientemente e deixar-me perfurar por toda essa realidade de ter conquistado o que as minhas mãos não podiam segurar.&lt;br /&gt;E segurar é assunto da alma que transportamos, mas essa foi ficando fechada demais para que algo a pudesse sequer tocar e foi assim que se foi crescendo, em meses de euforia e adolescência terminada, com o final à vista, como se já não pertencesse a esse lugar encantado.&lt;br /&gt;Foi assim que presumi e reconheci que finalmente acabou e que não há volta que me possa fazer retornar ao campo minado que é saber aquilo que se gosta, quando já se pensou que se gostava do que se tinha, mesmo que esse, não fosse o producto ideal.&lt;br /&gt;Há segredos que se escondem e se são segredos, nunca são bons, porque ninguém guarda só para si algo que sabe que pode deixar o resto do mundo bem disposto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Resto do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como se o resto do mundo estivesse interessado em conhecer aquilo que nos faz feliz, como se o resto do mundo se interessasse no miúdo que é roubado à porta do autocarro ou do porteiro que passa a noite toda acordado, sem nunca poder dormir com aqueles que ama.&lt;br /&gt;Dormir talvez seja o acto mais inconsciente mas que raramente o fazemos com quem nos sentimos desconfortáveis. Há sempre um sentimento de desconfiança, de insensatez em adormecermos ao lado de alguém que não sabemos o que nos pode fazer nesse estado tão latente. Por isso, já dormi com todos aqueles que vou amando diariamente, com quem me sinto bem e solto gargalhadas e cozinhados e em quem posso confiar e que sei que nunca me hão-de abandonar, que a amizade é feita dessas certezas e de vez em quando existe.&lt;br /&gt;Por isso, quero voltar a dormir contigo, sem que nada me separe desse conforto que é poder abraçar-te e esperar que tudo seja uma eternidade, mesmo que seja muito tempo.&lt;br /&gt;Por isso, nao posso largar-te agora e esperar que fujas, como sempre o fizeste. Por isso, adormeço a pensar em ti, na esperança que quando acorde, regresses, como sempre o fizeste.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend The Cure. Just Like Heaven&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-7988615022598724476?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/7988615022598724476/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=7988615022598724476' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7988615022598724476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7988615022598724476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/06/retorno.html' title='Retorno'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-968048251600879085</id><published>2008-05-30T07:43:00.002+02:00</published><updated>2008-05-30T07:54:38.901+02:00</updated><title type='text'>Antes que o tempo se acabe</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tento sempre começar de uma forma nova. Incalculavelmente e apesar de toda a liberdade consumida, torno-me sempre resistente a este desprendimento de tudo aquilo que supostamente é importante. Para todos.&lt;br /&gt;Enquanto atravesso a água, revejo os pequenos caminhos que fomos todos traçando, como se não existisse ninguém e sorrio. Mais por dentro do que por fora, para não acharem que tenho muitos segredos, como diria a Agustina.&lt;br /&gt;Chamo os grandes autores pelo primeiro nome, como se fosse meus companheiros de eternas memórias, porque é assim que os considero. Próximos, confidentes e principalmente confiáveis. Através deles não viajei, como muitos o tentam advinhar antes de acabar a frase. Antes, deram me vontade de viajar e ver esse mundo pelos meus olhos, sempre com a perspectiva deles na minha consciência.&lt;br /&gt;São mais do que meus conhecidos, ganhei-lhe a confiança de serem levados por mim pela por essa américa latina, onde vigora uma mentalidade colonial muito mais inquietante do que se pressupunha. Lídia, Inês ( sempre Inês) António, José, nomes que representam uma cultura e que no fundo, podiam ser qualquer um de nós.&lt;br /&gt;Enquanto atravesso a água que me rodeia, absorto nestes pensamentos que muitos considerarão inportunos, constato que sempre estive sozinho e de só agora querer ter consciência plena desse facto.&lt;br /&gt;Facto, factos, facto. Tudo me parece uma repetição sem sabor, na maior parte das vezes. Factos que se parecem com verdades irreconhecíveis, postulados que nos indicam o cheiro das coisas, principalmente das inatingíveis.&lt;br /&gt;Enquanto percebo que estou sozinho, compreendo que foi sempre isto que julguei querer dizer-te e que afinal nunca o consegui, por limitação emocional ou sensorial, que há mecanismos ainda não decifrados bem cá  por dentro.&lt;br /&gt;Tenho pressa de chegar e contar-te a falta que me fazes, bem por dentro de toda esta água onde consigo ver a minha imagem bem lá no fundo, como se fosse eu que estivesse reflectido por todo o lado onde alcanço e me posso segurar.&lt;br /&gt;A falta que me fazes.&lt;br /&gt;A falta que me fazes e que eu sempre neguei. Tudo é um processo de negação, se reflectir no meu percurso. A negação do amor que sinto é apenas mais uma a juntar a uma colecção infindável de projectos e narrações mal construídas, desenhadas por momentos cinematográficos realizados especialmente por mim e para mim.&lt;br /&gt;Ninguém cabe neles e por isso rejeito qualquer intervenção, sem que ninguém o perceba. Ou talvez não.&lt;br /&gt;Cansei-me de tentar analisar o meu projecto de vida por os olhos que por mim passam e mesmo assim não me canso de achar que te vou perder mais facilmente do que alguma vez julguei e que isso finalmente vai ter algum peso na minha vida.&lt;br /&gt;Quero-me independente, dinâmico, corajoso e muitas vezes demasiado racionalista, como se o mundo em que eu sonhasse não fosse utópico. Passei a chamar-lhe assim, para nunca o esquecer que ele não sobrevive cá fora e fui guardando-o só para mim, num misto de mesquinhez e protecção em demasia.&lt;br /&gt;Mergulho finalmente e sinto-me no meu ambiente puro, imaginando que é aqui que pertenço e não terei mais de voltar à tona. Mergulho para me dispersar da rotina que se faz lá fora, da comodidade de certezas que vamos acomulando no nosso sofá da sala, cada vez que nos sentamos e adormecemos. E quando acordamos, já tudo se passa na escuridão e foi mais um dia do resto da nossa vida.&lt;br /&gt;Mergulho para tentar perceber de que é feita de facto a minha vida, a fim de tentar encontrar alternativas sagazes e vencedoras, mas acabo sempre por me deparar com as que comigo partilham essa merda tantas vezes anunciada que é a nossa vida. Tenho tanta vontade de acordar e que todos acordem comigo que me perco entre tentar encontrar um plano rebuscado que englobe todos aqueles que acabam por me serem queridos e por partilharem um pouco de mim com eles e por terem a coragem de me deixarem sozinho. Que a solidão é esse estado difícil de todos aqueles que não se acham perfeitos o suficiente e do qual todos tentam  fugir, um pouco, porque somos confrontados com todas as certezas concretizadas por nós próprios e pela imagem que acabamos por criar de nós, segundo os outros.&lt;br /&gt;Ter tempo para encontrar a solidão é ter tempo para nos afastarmos do sofá, esse acumular de sonhos desfeitos e inconcretizáveis. Desculpem a minha implicância com o sofá, mas é aqui, debaixo de água que vejo o quanto é um dessiminador de doenças como a habituação e ociosidade.&lt;br /&gt;E a ociosidade juntamente com mais alguns conceitos, leva e subscrevo mais um amigo meu , Paulo Prado, à tristeza. Se vivémos numa cultura triste e com falta de alegria de viver, é por causa, muito em parte, dos sofás que vigoram pelas nossas casas e que tentam ser os nossos melhores amigos, sempre que chegámos a casa, estafados da merda do trabalho que os nossos pais nos conseguiram muito a custo, ou da sesta que acabamos por dar todos os domingos.&lt;br /&gt;O sofá é o emblema da tristeza, porque não nos permite ter uma interação com mais ninguém a não ser com o vazio que a televisão nos propõe ou a paisagem que não conseguimos ver, lá fora.&lt;br /&gt;Mesmo sexo de qualidade, é quase impossível, a não ser que estejamos a falar de anões. O sofá afasta-nos da realidade, chama-nos porque é apetecível, mas desgasta-nos e cansa-nos e nós nem percebemos porquê e quando nos levantamos estamos tristes e nem nos damos conta. Achámos que a culpa é do senhor das pizzas que chegou tarde, ou de no dia seguinte termos de ir trabalhar, mas na verdade estamos tristes porque estivemos sozinhos, mesmo que acompanhados.&lt;br /&gt;E ninguém na verdade quer saber, porque achámos sempre que os objectos não têm essa capacidade, quando na verdade eles são personagem coadjuvante de todas as nossas vidas e nós nem queremos saber, por querermos manter a ilusão que superamos sempre, tudo, sozinhos.&lt;br /&gt;E o que se faz com aqueles que amamos? Como é que conseguimos evitar todo este processo em todos aqueles que queremos que se mantenham vivos e que consigam dançar entre o sol que nos queima a pele e anuncia um dia melhor, amanhã, sempre amanhã?&lt;br /&gt;Como é que te faço compreender que se ontem, todos os meus problemas pareciam tão distantes, hoje tudo se retoca e se recria, como se tivesse nascido hoje e que te quero levar para bem longe, onde nos perdemos por entre a noite e onde toda a gente adora as nossas cicratizes, fruto das experiências que fomos adquirindo.&lt;br /&gt;Como se alguém, algum dia fosse compreender o que foi crescer por entre aquela casa, brincar com todos aqueles objectos e mesmo assim continuar a amar quem nos levava para a cama, ao fim de todos estes anos.&lt;br /&gt;O pior, sempre, é de quem já cá estava antes para nos proteger e nós não nos demos conta e por isso a comunicação se torna ruidosa e muitas vezes aflita.&lt;br /&gt;Não, as memórias não são um sonho, por muito que queira, mesmo aqui por entre a água, tudo me parece inócuo e pouco saudável, mas o amor não pode ser negado. Quando voltar à tona, quero regressar e agarrar aquilo que é meu, por direito. Fazer algo como gostaria que tivessem feito por mim, nesse dia em que mergulhei e descobri depois que não sabia nadar. Agora, tudo me faz bem, a água, a areia, mas nesse dia, tudo me pareceu aterrador e eu pensei que ficaria sempre encoberto. Para sempre.&lt;br /&gt;Descobrir o amor que nos pertence e que nunca nos vai deixar é uma tarefa árdua. O David, esse pregador da vida pop é que diz que muitas vezes o amor não é suficiente e eu mesmo não acreditando, vou cantando com ele. Se o amor não é, o que há-de ser? Que outra força puderá superar a vida mundana que criamos? Encho-me de perguntas, sem esperar respostas. Por isso, guardo a fé e o amor que sinto, apenas para mim. Há coisas que evidentemente não podemos partilhar, mesmo que isso nos deixe mais frios.&lt;br /&gt;Por mim, continuaria a escrever mesmo sem ter a certeza se alguém alguma vez vai acabar de ler e me ouvir enquanto permaneço debaixo de água e vejo a minha impressão digital ser cravada na areia, para logo desaparecer.&lt;br /&gt;Estou alienado e conservado pelos segundos que ainda aqui posso permanecer. Aqui não há ninguém, apenas eu e o que resta de mim, felizmente. Encontrei a verdadeira natureza da minha essência, mesmo sabendo que nada voltará a ser tão bom como outrora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Gostava de te levar comigo, repito. A ti, a ti e a ti. A ver se podemos constituir um recanto mais forte e feliz, baseado naquilo que deve ser união e companheirismo, confiança e lealdade. Quando é que deixamos todos de acreditar que isso poderia ser possível? Separamo-nos por acharmos que nos enfraquecemos, mas cada vez mais tenho a certeza de estarmos todos errados, principalmente aqui, onde vos consigo ouvir e entender porque é que cativámos sempre as pessoas com perfil XXX. Se interessasse contar, contava. Quando passar a interessar, conto.&lt;br /&gt;Até lá, mantenho-me na ignorância de o esquecer, até porque tive a sorte de poder ser o último e antever o que a nossa teimosia nos faz esquecer.&lt;br /&gt;Talvez sejamos todos loucos, que nos apaixonamos sempre por palavras e guitarras daqueles que sabemos que nos vão desperdiçar a vida entre clichés e artigos mal escritos, e que nos acabam por enlouquecer com tanta segurança e banilidade, que incialmente nos cativou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou farto de escrever parágrafos na minha mente a ver se encontro algures ente o arco-íris e a linearidade feminina uma chave de inocência rasgada com um toque de sabedoria de mestre, que claro está, parece não exísitir.&lt;br /&gt;De facto ( e lá vêm os factos), deixei de me interessar por isso, mesmo que aparentemente não pareça. Passei a estar seguro na minha própria leviandade que é nula, quando tem de ser exercida sem vontade e perco a vontade de comunicar, por entre um duche que nunca me limpa, numa casa de banho que não é minha, mas que mesmo assim não me importo. Não fui educado para me incomodar com os limites dos outros. Com esses, posso e aguento eu bem. Posso ter alma, mas no fundo e por mais que isso me mate, não sou um soldado e por isso só quero salvar aqueles a quem eu quero bem.&lt;br /&gt;Talvez tudo se resolvesse com mandar queimar todos os sofás daqueles que os têm (todos) e descansar assim a consciência de ter feito algo por eles.&lt;br /&gt;Enfim, acaba por doer a toda a gente, mas se calhar mais a mim, que estou cá por baixo há tempo demasiado e também me começo a sentir incomodado pela falta de algo mais do que idealizar o futuro da minha vida. Esforço-me tanto para que isso aconteça por ver o exemplo de todos aqueles que apenas vivem para o presente e não consquistam nada que se assegure por si só. Talvez por que foram conquistados e se acomodaram nessa escravidão cultural e nos sofás que foram comprando em quinze prestações.&lt;br /&gt;O mais difícil não há-de de ser dizer adeus, mas de saber a altura que provocará menos consequências. A altura ideal para que isto tudo não se torne num grande cliché, que nunca foi esse o verdadeiro intuito da minha reflexão.&lt;br /&gt;Sei apenas que gostava de te abraçar para sempre, por entre uma guitarra ou um piano, tanto se me faz e fazer força para que tudo corra bem, mesmo que seja aqui, debaixo de água, onde ninguém nos ouve e podemos dizer realmente tudo o que nos vai cá por dentro. Chorar sem que ninguém perceba, chorar mesmo que não tenhamos vontade, chorar mesmo que seja por nada, mesmo que seja por tudo, mesmo que seja por nós, nem que seja pela luz que nunca chegou e nos deixou sozinhos enquanto brincávamos, distraídos.&lt;br /&gt;Gostava de te abraçar e repetir bem alto que havemos sempre de conseguir reactar o que nunca se acabou, que somos mais, nesse fôlogo nunca desfeito, nesse carregar de frustrações e carros emprestados. Fôlogo nosso, partilhado e atribuido, aqui, debaixo de água.&lt;br /&gt;Hei-de voltar, antes que o tempo se acabe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Best Friend .The Cranberries - Ode to my family&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-968048251600879085?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/968048251600879085/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=968048251600879085' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/968048251600879085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/968048251600879085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/05/antes-que-o-tempo-se-acabe.html' title='Antes que o tempo se acabe'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-41280718081026936</id><published>2008-05-21T07:28:00.000+02:00</published><updated>2008-05-21T07:30:48.009+02:00</updated><title type='text'>Café</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Afinal quem vai salvar a tua alma, quando todos descobrirem as mentiras com que foste desgastando a tua vida e daqueles que por ti foram passando?&lt;br /&gt;Tornamo-nos anónimos da felicidade, por nunca lhe conseguirmos patentear a certeza de um futuro risonho, apenas porque não pensamos nisso.&lt;br /&gt;Pensa agora que cais e que constatas a verdadeira natureza que é o amor e tudo o que advém dele. E eu ainda tenho a tua chávena.&lt;br /&gt;Tenho a tua chávena que partilha a sobriedade da facilidade deste momento em que me esqueço e transpiro tudo aquilo que quero tirar e que acaba por restar de mim e para mim.&lt;br /&gt;Tenho a tua chávena, preta, escura, onde só o líquido acaba por ser a metáfora da tua essência que ficou em mim, como se dependesse dela para correr, fugir e dizer que sim, quando me quero perder em tantas negações convictas.&lt;br /&gt;Olho para ela e tenho apenas a certeza que quero manter todos os momentos novos e incertos, intactos, parados e eternos nessa dinâmica que é sentir o gelo a partir quando ainda sei que te amo, de cada vez que sinto a agua advir dessa praia.&lt;br /&gt;Essa antecipação turbulenta e um pouco violenta, envolta nesses código semióticos onde a bolacha maria se torna combustível próximo da chávena.&lt;br /&gt;É então que me perco ou acordo. Não entendo muito bem a separação destes dois estados, por nunca saber qual se iniciou primeiramente.&lt;br /&gt;Sei que não são únicos e se sucedem simultaneamente e repetidamente, como a porra do café que insisto em beber. Há actos e acções que não sei mais se são prazer ou fuga dele mesmo. Uma habituação a fim de evitar cair da expectativa e me segurar perante os trâmites que se avizinham um pouco mais do que perigosos.&lt;br /&gt;Perigosos e surreais, porque a chávena ainda existe mas o líquido já se escapou bem por dentro de mim, como se eu alguma vez o tivesse desejado. Como se algum dia ( e nisto a gargalhada solta-se de uma forma sonora e estridente) te pudesse ter esperado, antes que finalmente perspectivasse a tua identidade.&lt;br /&gt;Espero então, ansiosamente, que não me voltes a chamar e a esperar que te queira tanto como me quiseste um dia. Tornei-me mestre nessa arte da liberdade desenfreada e nem constato que tenho medo que ela se torne um vício, como o amigo portista Sousa Tavares.&lt;br /&gt;Isso é para quem tem tempo suficiente para não poder esticar os braços e querer ser novamente outro alguém, que não qualquer um de nós, novamente.&lt;br /&gt;De ti, não tirava nada, porque a imperfeição se aperfeiço-a e me cativa, nessa dança lenta e muitas vezes morta que é a tua inocência.&lt;br /&gt;Cada momento que passamos, cada sexo que tocámos, cada olhar que rasgamos, há-de ser nosso, porque de cada vez que caio, sei que não hei-de estar sozinho, neste lugar bem meu, apesar de comum.&lt;br /&gt;Se não te importas com a tua alma e a direcção que ela toma, de certeza que farás o melhor por ti e por todos, porque eu hei-de estar antecipando a tua chegada a essa praia onde só nós estivémos e partilhamos.&lt;br /&gt;Havemos de chegar um dia juntos e eu nem me dei conta. E então, só aí, vou perceber que a chávena nunca, em momento algum, esteve preenchida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend jewel. Who will save your soul?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-41280718081026936?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/41280718081026936/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=41280718081026936' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/41280718081026936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/41280718081026936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/05/caf.html' title='Café'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-8549703537787494434</id><published>2008-05-05T02:39:00.000+02:00</published><updated>2008-05-05T02:40:29.470+02:00</updated><title type='text'>A minha praia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente viverei como sempre vivi. Esta energia inerente à minha capacidade de saber levar a vida, transforma-se diariamente em raça e personalidade sagaz. Dentro do nada, conquistei tudo aquilo que sempre quis. Essa liberdade libertina, fruto da minha própria falta de inocência nos valores que povoam a realidade que diariamente abarco.&lt;br /&gt;Hoje, prefiro falar apenas de mim. Sem mortes inusitadas ou fantasmas que acabam sempre por fugir de mim, mesmo quando não quero.&lt;br /&gt;Nesse rio repleto de figuras e personagens que eu próprio algomerei, acabo por encontrar a lógica predemitada para a soulução da problemática estilizada.&lt;br /&gt;Tudo com classe e charme, que são atributos que prezo, dentro de um palavrão que soa a gargalhada estremida.&lt;br /&gt;Perco-me no fumo, mas encontro-me nos limites físicos do cansaço, por saber finalmente do que sou feito. Posso acreditar em tudo isto e gritar que só agora compreendi, mas verdade pelo menos será, que só agora realizei esta maratona de insanidade fugaz.&lt;br /&gt;Deixei de me preocupar coma batida, com o destino ou com aquilo que faço dele, com o futuro que é tudo menos coerente e com a minha própria sensação de melancolia sempre que o domingo se avizinha.&lt;br /&gt;E domingo é mais do que um dia, é uma personagem em qualquer vida, incluindo na minha. Daquelas personagens misteriosas, que provocam um friozinho no estômago e nos fazem temer por nunca sabermos o que esperar dele.&lt;br /&gt;É um benefício e uma tragédia completa, isso da surpresa, e saber lidar com ela torna-se o caldinho predilecto da amargura. Se esperamos demais, nunca seremos satisfeitos por ela, se pelo contrário, esperarmos de menos, haveremos de ser condescendentes com qualquer meleka que se nos aparecer pela frente.&lt;br /&gt;E liberdade para escolhermos o que nos agrada de facto, é tudo. O que eu desejo, tal como a Clarice afirma, pode ainda não ter nome, mas liberdade é um conceito que estará muito perto dela.&lt;br /&gt;Liberdade de pensamento e de acção, de escolha e de casualidade, de força e de atração. Liberdade de destreza e prisão, de escrita e de grito, de sexo e finalmente, de amor.&lt;br /&gt;Liberdade para sermos magoados, liberdade para sermos invejados e finalmente, liberdade para sermos amados.&lt;br /&gt;As pessoas mais amadas, serão sempre aquelas que são mais livres, porque isso atrai todos aqueles que não são, não sabem que podem ser e mais importante do que tudo, como o ser.&lt;br /&gt;Liberdade é sabermos o que somos, o que queremos e podermos dize-lo em voz alta, quando assim o entendermos.Liberdade é pouco, mas seria tanto para qualquer um, nos dias que correm...seria o after-eight que todos queremos comer depois do jantar, a tequilla que esperamos sentir a escorrer pela boca ou simplesmente o sofá da nossa sala que acaba por ser o nosso maior confidente.&lt;br /&gt;Liberdade é isso e muito mais, porque não tem limite ou contigência, apenas quando infrigimos com a liberdade alheia, com o espaço do próximo, com o amor de quem não nos pertence.&lt;br /&gt;Liberdade para nos movermos e encontrarmos um lugar que possamos de chamar de nosso e é nesse lugar que eu quero estar.&lt;br /&gt;Onde reecontro a fundação do meu riso , a admiração de quem por mim passa e a música que afinal sempre fez parte da minha essência.&lt;br /&gt;Gosto de estar por aqui, bem quente, de me sentir português cada vez mais e por ter encontrado tanto mais do que aquilo que algum dia esperei encontrar.&lt;br /&gt;Afinal, estou do outro lado do mundo, nessa experiência que concretiza toda uma juventude. Um fechar do ciclo onde finalmente agrego todos os valores que sempre soube que valia a pena lutar por.&lt;br /&gt;Esta questão do racicínio que não pára, dos erros ortográficos que se espalham apenas onde finalmente posso respirar, porque eu sempre soube que teria mais para ver, antes de fechar os olhos.&lt;br /&gt;E que faço com esta experiência que se apodera visualmente e constantemente de mim? Que fazer com todos os risos provocados, pela novidade que é saber do que se trata a matéria envolvente ou o simples desligar daquilo que nãointeressa?&lt;br /&gt;Este saber novo, esta novidade que me ACORDA, que me faz respirar como outrora ja respirara, mas mais leve e sereno. Onde ouço tudo aquilo que há para ouvir e apenas retenho o que me faz mais Luís Miguel Marques Gomes da Silva, seja lá o que for.&lt;br /&gt;Vi muitas praias, bebi muita cachaça 51, comi muita cochinha de frango e parece que afinal sou feito de matéria bem menos corrosiva do que era suposto.&lt;br /&gt;Gosto cada vez mais de mim, porque quem tem uma baixa auto estima, afasta todos aqueles que os querem e isso há muito que deixou de fazer parte de mim.&lt;br /&gt;Alguém consegue ouvir o que eu consigo ouvir? É o barulho do mar, na praia. A minha praia.&lt;br /&gt;Este país é a minha praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend All Saints . Pure Shores&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-8549703537787494434?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/8549703537787494434/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=8549703537787494434' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/8549703537787494434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/8549703537787494434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/05/minha-praia.html' title='A minha praia'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-3824324620841419087</id><published>2008-04-25T09:32:00.000+02:00</published><updated>2008-04-25T09:33:11.826+02:00</updated><title type='text'>Extinção VIII</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorri mundos perdidos nessa busca infindável pela essência que fugiu desse teu corpo , que eu tanto amava.&lt;br /&gt;Embora consciente dessa incompleta fusão, tenho permanecido sempre nessa esperança de voltar a rever o olhar que tanto me iluminava.&lt;br /&gt;Devia contentar-me com as memórias, que são bem mais do que muitas pessoas provavelmente sonharam em viver, mas sou feita dessa matéria que corre sempre pelo impossível, em todos os lugares.&lt;br /&gt;Já não podemos dançar, já não podemos correr nem sequer brincar ao quem é quem nas esplanadas da antiga expo.&lt;br /&gt;Contigo, fui sempre muito mais do que esperava ser. E esperava mais, agora que estou perdida sem ti, mesmo sabendo que tu não sabes que eu te perdoo, em todas as ocasiões em que permanço sem ti.&lt;br /&gt;Queres-me, ainda?&lt;br /&gt;Agora que não dizes mais que amas o meu corpo, que não me abraças quando está frio, que não me fazes vir entre múltiplos elogios, onde só o amor contigo se tornava na foda mais íntima que alguém como eu podia ter.&lt;br /&gt;Não me tratavas como se sempre fosse o meu aniversário, mas eu sentia-me especial, mesmo quando eles diziam que tu haverias de voltar a gostar de costas largas e perfeitas, como de uma droga se tratasse.&lt;br /&gt;Já me tentararam convencer de tudo. Se soubesses...&lt;br /&gt;Eu sei.&lt;br /&gt;Disseram-me que estavas morto, que tinhas ido ter com a minha mãe, nesse lugar secreto que ninguém quer alcançar, mas que todos acabamos por chegar.&lt;br /&gt;Mesmo ele, que foi o secreto causador de toda a morte que paira na minha vida, me diz que tu já não estás connosco, de forma nenhuma. Corre comigo para o cemitério, apresenta-me o lugar onde supostamente sempre estiveste e entrega-me um cd do Caetano Veloso. Ainda lhe pergunto se ele estará a gozar comigo, mas ele diz naquele sorriso de criança mal criada, que é para eu ter consciencia que nunca mais terei aquilo que lhe acabei por roubar.&lt;br /&gt;Dizias-me tu sempre, que os homossexuais, tal como as mulheres, não se de extrema confiança. Viram a personalidade no momento em que lhes convém e como passam uma vida de reflexões sobre a melhor postura social, só mostram aquilo que querem e quando querem.&lt;br /&gt;Mas o que sabe ele, para além de gostar de ti, menos do que eu? Entro em casa, acendo um charro de uma merda qualquer que comprei pelo caminho e coloco o cd.&lt;br /&gt;O Caetano canta “chega de saudade”, mas eu não sei o que fazer com ela. Sinto-me desnorteada, e massivamente carente e sozinha. Bem sozinha.&lt;br /&gt;Deixei de acreditar em toda a gente e acabei a desconfiar de mim. Nem as minhas lágrimas suporto mais, por isso, desligo a luz na esperança ténue de não ver sequer a minha sombra.&lt;br /&gt;Como me repetem que morreste, se ainda ontem passei por ti? Estavas na posição estática de sempre, mas novamente com a expressão de que me ouvirias, como sempre.&lt;br /&gt;E eu que não sei o que fazer com esta liberdade que se me foi entregue. Apesar de ter consciencia que estou perto da insanidade mental sei ainda o que quero ao contrário da incompreendida da tua amiga Clarice. Não era ela que dizia, e tu repetias, “liberdade é pouco, o que eu quero ainda não tem nome”?&lt;br /&gt;Todos sabem o que eu quero, por entre estes dias chuvosos, onde hei-de me tornar a única que esperará por ti, mais forte do que alguma vez fui. Talvez seja por este processo que teremos todos de passar, a fim de conseguirmos coragem de encararmos quem somos. Não sei. A merda que comprei é tão má que me enjoa facilmente. Alterno entre procurar por um novo eu e por amar a porra de situação em que estou. E é disso que me culpam, de me ter acomodado à tua ausência e de arranjar aí a justificação para me abstrair da realidade que ninguém quer ver.&lt;br /&gt;Toda a gente me deixou e por isso, ninguém me vê chorar. Porra para eles, que se dividem em géneros, sexos, camas e falsa inocência. Querem conceituar Agustina, como quem conceitua Lídia Jorge, sem perceber que a esquemática da narração difere em meticulosos pontos, já que as pessoas sáo todas diferentes.&lt;br /&gt;Trouxe um álbum de fotografias dele contigo. Lá nesse nordeste brasileiro, onde o tráfico sexual predomina e domina todas as famílias. Poses de felicidade tão transparente como a água. Não me incomoda, apenas me subtrai. Se voltasses, ficarias novamente comigo?&lt;br /&gt;Talvez.&lt;br /&gt;Talvez nunca me respondesses e talvez nunca voltes. Preciso de um final fechado neste texto interminável e que carece de falta de precisão.&lt;br /&gt;Quando morreres, levas-me contigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend Death Cab for Cutie . Soul meets bodie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-3824324620841419087?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/3824324620841419087/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=3824324620841419087' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3824324620841419087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3824324620841419087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/04/extino-viii.html' title='Extinção VIII'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-3627288189131571134</id><published>2008-04-07T10:20:00.001+02:00</published><updated>2008-04-07T10:30:02.193+02:00</updated><title type='text'>Extinção VII</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Apetecia-me matar-te, a fim de saber onde finalmente te encontrar, apetecia-me correr para não ter de me encontrar lá fora, para poder esconder a espera de uma cura que não existe, para o estado em que te encontras.&lt;br /&gt;Há teorias que dizem que tu ouves e sentes em alguns momentos quem te rodeia, mas se isso fosse certo, já me terias respondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tudo o que somos&lt;br /&gt;Em tudo que fazemos&lt;br /&gt;Resta-nos a coragem de sermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim, resta-me a vontade de não te esquecer e continuar a seguir as encruzilhadas pelas quais te vou seguindo, sem nunca esquecer a memória dos teus actos. Como tu dizias, a “acção ultrapassa sempre a palavra”, por isso mesmo nunca te preocupaste em contemplar-me com um futuro, se o presente contigo conseguia superá-lo. Concordavamos os dois que esse infinito é confinado para as pessoas que vivem de uma forma metodica e perfeita demais, para ser incluída na nossa realidade e que por isso mesmo não podiam ser tão felizes, apenas porque se preocupavam com aquilo que não tinha garantias que haveria de chegar. A ilusão é sempre mais fácil de abraçar para cada um de nós, é por isso me agarro á veracidade do teu corpo que ainda posso apalpar.&lt;br /&gt;Tenho tanto sono, que perdi o contexto das interacções. Como sou mecânica em tudo que faço, não causa grandes distúrbios a nível profissional, até porque sei que eles vigiam todos os meus passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem são eles, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cometo sempre o mesmo erro. Imagino-me sempre numa realidade cruzada em que tu és mais do que uma memória que diariamente faço por manter dentro de mim. Dou por mim a dançar contigo, em pleno Rossio, envoltos nessa grande gargalhada que aprendi a saber soltar contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E rio-me sozinha, agarrada às minhas próprias conveniências, à solidão que instaurei entre mim e os fantasmas que diariamente convivem comigo e me fazem gritar bem alto, para que se calem e não me tentem dar escolhas, novamente. Por entre o orgão que ouço fascinada, mas sozinha.&lt;br /&gt;Este é o único momento em que tenho medo de ter perder, o de nunca mais me lembrar da forma como olhavas o horizonte e me revias, na forma que te inserias no universo, na forma como me declaravas o lado bom que só existia quando sorrias, a forma como me acelaravas, só para poder seguir a tua insensatez de viver, realmente.&lt;br /&gt;Tenho medo que te esqueças de mim e nunca mais me recordes como sempre me prometeste que o farias.&lt;br /&gt;Planeavamos muitas vezes uma separação, o que fariamos e de que forma reagiriamos, mas nunca julguei que acabaria tão patética como me declaro agora. Eu, que sempre seria a independente e te comprimentaria com um novo vício agarrado à mão, eu que me esqueci de te dizer que te amava tantas vezes, eu que te menti vezes sem conta.&lt;br /&gt;“Não suporto a ideia te ficar com o mesmo homem para o resto da eternidade” e tu compreendeste. “Eu também não, por isso quero ficar contigo” e eu ria-me novamente. A ideia de conseguir ter algo que deixou de ser suposto conseguir terl fazia-me mais forte do que as outras. Adorava chegar de mãos dadas contigo, para que toda a gente compreende-se que eu não me afogaria antes de começar a nadar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de ter&lt;br /&gt;A noção de querer&lt;br /&gt;A fuga de morrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principalmente diante dele, que tinha sido o último e o mais pertinente, o que fazia questão de aparecer quando eu não estava e que continuava a tentar contrariar o que só tu querias.&lt;br /&gt;Foste tu que quebraste as minhas crenças científicas, onde só assim tudo fazia sentido. Se a sexualidade é algo com que se nasce, uma convergência de factores x e y, onde é que está essa correspondência na contração dos músculos que tinhas, sempre que te vinhas comigo?&lt;br /&gt;E onde é que eu coloco toda a suposta sabedoria e adoração pelos fornecedores de tantas teorias da treta?&lt;br /&gt;È suposto que tudo corresponda como nos ensinam, que tudo corra certo, como daquela vez que me ensinaste a fumar e eu parecia uma criança rebelde que só aos trinta anos é que soube a que é sabia uma chiclete de mentol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta do teu sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as coisas que acabaste por me mostrar, o sexo acabou por se tornar a mais lúcida e real. É surpreendente o que a idade ensina a um homem. Sabias perfeitamente onde me tocar, como me aliciar e acima de tudo, como me dominar.&lt;br /&gt;Nós mulheres contemporâneas, vítimas de uma sociedade que cresceu em volta de um complexo ultra-machista, gostamos de mostrar que mesmo na cama somos nós que controlamos e determinamos as acções, para no fim, apenas termos a vontade inócua de sermos subjugadas e acariciadas, em todos aqueles pontos que só tu sabias alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sexo, sempre me pareceu uma arte sem instrução e por isso mesmo, nunca me dediquei demasiado a ela.&lt;br /&gt;Gosto da pesquisa acertiva, da combinação de células e placentas, de transfusões e operações que determinam a vida e muitas vezes apenas a sobrevivência. Por isso mesmo sempre me pareceu desinteressante algo que se aprende baseado unicamente no empirismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando passo pela tua cama, tenho esse desejo irracional de te despir e tornar-me novamente livre, naquele mesmo local, para que toda a gente soubesse a capacidade de transcendencia que tu és capaz de criar e que eu nunca te disse.&lt;br /&gt;Apetece-me anotar todas estas confidências atrasadas, apetece-me chorar a ver se voltas nem que seja por pena e me contas a que sabor sabem as estrelas, que tanto me ensinaste a amar.&lt;br /&gt;Apetece-me que me leves contigo para que possa ver tudo aquilo que tens para me oferecer, ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é a forma que tenho de conseguir perdurar-te através da raiva e da frustração, um pouco mais. E eu não me importo que ele seja impertinente e inconveniente, agora que não tem mais razão para não o ser.&lt;br /&gt;Tenta brilhar sempre por cima de mim, mostrar o quanto foram felizes e que a culpa de tu não estares connosco é unicamente minha e da mania que tenho em transcender as regras impostas por alguém que eu não conheço e por isso mesmo, não devo respeito.&lt;br /&gt;Conta-me ele da lua-de-mel, em que foram para essa terra de europeus perdidos, enquanto me oferece um pouco da cachaça que compraram por lá. Eu aceito e peço outra. Estou com sede e sem paciência para apreciar seja o que for.&lt;br /&gt;No fundo, adoro este tormento. Faz-me destruir todas as certezas que algum dia julguei ter em relação a algo ser inalterável, que haja algo que não possa fazer, a menos que não o queira.&lt;br /&gt;Tudo depende de nós e tu dependes de mim. E ele sabe.&lt;br /&gt;É exactamente por isso, que não toca em nenhum aspecto sexual profundo, por muito que lhe apeteça. Eu sou uma espectadora assídua de tudo aquilo que ele diz e dos gestos que ele faz. Mostra-me a fotografia da filha, linda, com 15 anos na altura. Diz-me que te chamava de tio e que te respeitava, que te contava tudo, um pouco como toda a gente.&lt;br /&gt;Essa tua forma de agradares e saberes sempre quando dizer as palavras certas, no momento em que as pessoas pareciam estar sofregas para as ouvir, só te trazia benefícios.&lt;br /&gt;Enquanto ele me serve cachaça, sinto-me a beber-te e a respirar contigo e esquecer que sei demasiado. Imagino-vos na cama e não sei onde vos encaixar. Gostava de lhe perguntar em que posição faziam, como faziam, quando o faziam e mais do que tudo, quem o fazia.&lt;br /&gt;A partir dos media, mostram-nos sempre que uma relação entre dois homens é composta por um que acaba por ser sempre mais do que outro e nada disso parecia fazer sentido, enquanto o olhava, enquanto o olho, ainda.&lt;br /&gt;Pergnta-me se tenho sono, se me quero deitar e parece-se um pouco com a delicadeza com que tratavas todos os desconhecidos, mesmo aqueles de quem á partida não gostavas. Aceno com um não e ele continua. Viajo com ele.&lt;br /&gt;Vou de Salvador até Porto Galinhas, mergulho no fundo do mar, mesmo com o medo que tinhas do inesperado do oceano que não dominavas e sinto-me tão mal que acabo por vomitar.&lt;br /&gt;Garanto-lhe que estou bem e saio com a mesma velocidade com que tu o farias, se pudesses andar, sequer.&lt;br /&gt;Apetece-me voltar e matá-lo também, mas tenho medo que assim, te encontre mais facilmente do que eu e por isso mesmo deixo-o estar. Sinto-me consumida por este tempo ameno que corre e apetece-me ouvir-te a sussurrar que eu tenho aquilo que é preciso para te libertar.&lt;br /&gt;Não digo mais que não estou perdida, que gosto mais do escuro, porque é o único sítio onde não consigo perceber o quão sozinha estou e que não tenho formas de te mostrar tudo o que continuas a significar para mim.&lt;br /&gt;Se o tempo fosse correcto, nunca me tinha deixado tanta fome de te querer, cá por dentro. O tempo contigo foi rápido,conciso, mas rápido e por isso mesmo, ninguém acredita que se algum dia acordares, queiras ficar comigo.&lt;br /&gt;Acham que a verdade daquilo que queremos e que realmente sentimos como importante, vem quando temos a consciência que podemos morrer mais facilmente de um simples atropelamento enquanto tentámos passar para o outro lado da estrada, do que de doenças tão complexas e mortais como a sida ou cancro no cérebro.&lt;br /&gt;Acabo por adormecer no táxi, a ver se por algum motivo o condutor me deixa ficar com ele e eu não tenho de constatar o vazio que é a casa onde habito. Onde tudo cheira a apatia, carregada de uma certa esperança mórbida em te encontrar.&lt;br /&gt;Não sei se morra, ou se espere por ti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Best Friend . Adele Chasing Pavements&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-3627288189131571134?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/3627288189131571134/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=3627288189131571134' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3627288189131571134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3627288189131571134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/04/extino-vii.html' title='Extinção VII'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6161679193734553895</id><published>2008-04-05T10:08:00.002+02:00</published><updated>2008-04-07T09:08:56.638+02:00</updated><title type='text'>Extinção VI</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pensar já não sobrevive em mim. Tornei-me apatia profundamente insuportavel, conformada com a minha paciência em ansiar por um amanhã diferente.&lt;br /&gt;Preferia que me mantivessem à base de mentiras, daquelas suaves e escorreitas, que nos descem e nos deixam bem dipostos, todos os dias.&lt;br /&gt;Sinto-me drogada pela mesma sensação de desespero fundo, cavo no meu próprio desejo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Quando é que assumi que conseguia voar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui demasiado longe e não me consigo desprender das cicatrizes que se foram formando à minha volta. Falo com a luz do tecto, porque é a única que não me foge, que sobrevive e nunca me deixa sozinha. Viajo sozinha, a fim de me perder na minha própria existência, bem por dentro de mim, a ver se a minha alma mergulha nessa carga sensorial que é esquecermo nos finalmente de quem somos. Para sempre.&lt;br /&gt;É susposto ser assim.&lt;br /&gt;Lembro-me no dia em que finalmente tomei coragem em mim, para conseguir surpreender a pequenez que se havia instaurado e perseguir a sombra que tanto me subtraía. Queria provar que eles estavam enganados, que nem tudo está fora do sítio e que isto não é suposto acontecer assim, apesar do medo expresso nas lágrimas e no vinho com que me procuro, seriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria tanto que me respondesses, que me acalmasses e que me chamasses todos os epítetos que só eu te deixava chamar. Amar torna-nos irracionais, seres completos por agonia e uma espera constante por uma penetração cheia de razão.&lt;br /&gt;Fazias-me gatinhar na minha própria inocência, mergulhar naqueles lençois e esquecer que um dia me ensinaram que a mulher não pode ter o papel dominante nesse acto a que chamam sexual e que eu apelido humananente de instinto. Instinto de pertença e de sobrevivência. A busca por um segundo ínfimo de transladação dos corpor paraoutro lugar fugaz e descomprometido. Ser humano, compreende-se aí, tem um medo constante de solidão e sentido de pertença enorme. Maslow enganou-se e essa é de facto a primeira necessidade humana, a da pertença.&lt;br /&gt;E eu esperava sempre por ti, a ver se nos vinhamos os dois e acabavamos soltos juntos, como sempre quisemos estar. Era o culminar do conhecimento adquirido, da energia concebida, do amor partilhado. Era mais do que sexo e bem menos que obcessão.&lt;br /&gt;Era tudo aquilo que me sempre me ensinaram que existia, mas que não se chegava a conhecer, porque o conhecimento faz de nós pouco mais do que carne tocada e ninguém há-de querer isso.&lt;br /&gt;Perco-me nas memórias sexuais e infantis da tua sabedoria, que acabaste por partilhar comigo. Dizias que era refilona e respondona, mas sabias que o único lugar do mundo onde gostavas que isso acontecesse, era na cama. Na cama, no sofá, no elevador, na casa-de-banho de um deles, onde finalmente nos esperasse cinco minutos de pura contemplação um por o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passou tanto tempo e eu nem sei mais onde estou. Os cigarros acabaram-se, a tua maldita coca-cola também e eu que tenho de me manter acordada de alguma forma sóbria para ir salvar umas quantas vidas que não me pertencem, execpto a tua que me parece inalcançável.&lt;br /&gt;Estás perdoada.&lt;br /&gt;Afinal, estou sozinha ou estou apenas viva?Depois de um ano a esperar a reacção pefeita da tua parte, nem que fosse apenas um gesto, encontrei-&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Claro que nada aconteceu por pura coincidencia. Cantou-me um trecho do Veloso e eu acabei por compreender então que nunca estive errada e tudo naquele dia me pareceu irremediavelmente perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Muito mais é o que nos une do que aquilo que nos separa”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao início, sentiu-se culpado, mas eu sei que ele te visita, mesmo agora, que não lhe respondes, Disse-me que evita confrontar-me com a sua presença, na esperança que eu o perdooe. Se estivesse tão absorvida pela maconha como estou agora, era capaz de o provar só para encontrar um resquício de ti. A ver se te encontro nessas entranhas, onde já permaneceste e acabaste por desaparecer.&lt;br /&gt;Por muito que eu não queira, ele teve parte de ti e eu descobri há muito tempo que isso não pode fazer parte das minhas preocupações. Nele encontrei a ternura que também sinto, apesar de lhe sentir abandonada.&lt;br /&gt;Diz-me entre um café que acabei por o levar a tomar pelo chiado, que era aquele o lugar onde costumavas e gostavas de parar, apenas para apreciar todas as pessoas que desfilavam, seguras demasiado de si, apenas porque achavam que se sentiam bem na sua própria pele e não tinham de lidar com os problemas de mais ninguém.&lt;br /&gt;Noto que adquiriu o memso hábito, nao sei se contigo ou posteriormente, de não colocar açúcar no café. Essas manias aristocráticas eram todas tuas. Capirinhas mas só de manga,arroz de cabidela, mas só caseiro, sapatilhas da nike mas só compradas na Friday Project e uma pessoa vivia a contemplar a forma como escolhias os teus amores e ódios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vês, não estás &lt;em&gt;sozinha.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nunca estou, muito menos quando fumo maconha e me dá aquele desejo de ter dentro de mim, como só me dava contigo. Estou obecada pelo sexo que me davas e pela forma como eu reagia a ele.&lt;br /&gt;Acabei por o convidar para jantar, noutro dia qualquer. Não sei se uma quinta ou se uma sexta, porque os dias parecem-me todos solarentos um pouco demais para atentar na felicidade deles.&lt;br /&gt;E se eu não tivesse mais tempo para permanecer aqui, será que voltavas, me abraçavas e me levavas contigo, para onde quer que fosse e me deixavas perdoar-te de algo que nunca aconteceu, como eles sempre me quiseram fazer acreditar?&lt;br /&gt;Queria que me beijasses, que me tocasses, que me fizesses sentir como se nunca mais me fosses encontrar, sem eu ter essa consciência, apenas para poder deixar-te descansar em paz e nunca mais ter de te chamar, enquanto vejo a janela a flutuar, não sei se do vento, não sei daquilo que me venderam no Bairro.&lt;br /&gt;Antes de ir, disse-me que tiveram um projecto, desenhado por ti, para ficarem juntos lá pos lados de Sesimbra. Soltei a gargalhada mais sonora e senti a perder-me entre a frustração e a agonia de te ter perdido num momento em que nunca te tive. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Egoísta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me maior do que o meu corpo e por isso quis desaparecer e nunca mais aceitar que não fui a primeira. Cobardemente, contento-me em pelo menos ter sido a última. Apateceu-me gritar-lhe ao ouvido que ele era meu e que sempre tinha sido, só que só o reconheceu mais tarde, quando me finalmente me conheceu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como mulher, faço do destino a minha figura de estilo máxima, porque todas acreditamos nele, quando ele nos traz algo de bom. Apeteceu-me ainda, levá-lo a fumar comigo qualquer coisa e ouvi-lo a falar da decoração que tinham escolhido em conjunto, da disposição metódica escolhida por ele e que nunca teve rumo, nem bom termo. Apeteceu-me gritar que no fim, ficaste comigo.&lt;br /&gt;Morri contigo.&lt;br /&gt;Ainda não, ainda não esqueci tudo o que ele tinha para me revelar, nada que eu já não previsse em toda a sua magnificiência. Embora ache que estou a perder a sequência dos acontecimentos, mas é o que me acontece quando fumo de mais. Vai-se a linearidade temporal, fica a memória equívoca dos acontecimentos.&lt;br /&gt;Foram largos momentos em que não o ouvi e me concentrei nos seus atributos físicos, pouco evidentes.Parecia muito mais velho do que nas fotografias que me mostraras e muito mais destruído também. Disse-me que a culpa era da bebida russa, e eu acreditei. Um homem é sempre sincero quando já perdeu tudo.&lt;br /&gt;Tive vontade de me fazer perder entre a gravidade e evitar o chão, mas esqueci-me que estava acordada, por muito que me custasse admitir.&lt;br /&gt;Quando acordei de facto, ele já tinha dito aquilo que eu queria ouvir, e eu tinha estado absorta nos meus sonhos por metade, que acabei por me habituar a ter.&lt;br /&gt;Envergonhada , ainda com o cabelo apanhado e os joelhos trémulos, pedi-lhe para se encontrar conmigo novamente. Já te tinha dito isto, certo? Tenho de voltar a ouvir e provar a mim própria e ao resto do mundo, que nunca estive tão certa, como tenho permanecido, desde que quase te perdeste em múltiplos bocados de ti próprio.&lt;br /&gt;Tenho de ser eu a morrer contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Best friend Alicia Keys – like you ll never see me again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6161679193734553895?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6161679193734553895/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6161679193734553895' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6161679193734553895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6161679193734553895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/04/extino-vi.html' title='Extinção VI'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-4476461375894880287</id><published>2008-04-04T08:06:00.002+02:00</published><updated>2008-04-04T08:16:43.625+02:00</updated><title type='text'>Extinção V</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pensar que sou sem ti, flutuar numa grande imensidão, sem rumo.&lt;br /&gt;A sexualidade é uma grande mentira, vazia e sem racionalidade alguma. Odeio esses mitos previsíveis, normas sociológicas impostas por um Deus que sempre me aceitou da forma que sempre quis.&lt;br /&gt;Sempre.&lt;br /&gt;Quando saio do banho, reparo que ainda tenho os mesmos resquícios de ti, espelhados em toda a minha pele, a pedirem mais um toque, mais uma vibração muscular, mais uma fonte de respiração.&lt;br /&gt;Há objectos que nunca saíram do seu lugar. É engraçado como só os homens têm essa vantagem de conseguirem ler textos intensos e complexos enquanto se cagam para o mundo. Nós, apenas conseguimos prestar atenção nos folhetos que nos chegam dos hipermecados e nem por isso, atentamos nas promoções mais vantajosas.&lt;br /&gt;Tenho um certo receio em abrir o livro e não te encontrar. Tudo se resume a esse pronúncio, na minha existência diára, mesmo que seja apenas um livro do Drummond. Começo a achar que me tornei escrava do meu próprio drama, no qual já não és tu a personagem principal, mas antes a tua memória.&lt;br /&gt;Acabo por abrir, curiosa que sempre fui. Gostava que tivesse a chover lá fora, a ver se o momento se tornava mais inesquecível, o telemovel haveria de tocar e eu não haveria de ligar e o David acabaria por começar a tocar uma música qualquer que faz pensar na solidão que é não se ter, quem nunca se julgou existir. Mas nada é perfeito e supostamente, este momento também não é.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A realidade acaba por ser muito mais crua e menos controlada do que as fantasias que tento criar antes de adormecer, com o peso do mundo em cima de mim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A cada dia que vivo, Mais me convenço de que o desperdício da vida&lt;/em&gt; ...&lt;br /&gt;e penso em voltar a fechar e a esquecer que há algo mais doce do que a tua língua na minha orelha, a esbracejar, a gritar por mais um ano de pura fantasia.&lt;br /&gt;Apetece-me que chova por dentro a ver se tudo se escoa e desaparece, porque o meu entendimento enquanto ser humano deixou de conceber esta espera que se torna longa e prelongada.&lt;br /&gt;Por isso mesmo, acabei por tirar todas as fotos dela que existiam por casa, apesar de que sempre estiveram bem escondidas. Agora, nem num acto de profunda inconsciência, vou encontrá-la. Se me visses agora dirias que cada dia me pareço mais com ela. As rugas da impotência, a vida que sempre se sonhou e se deixou de ter, o momento que por pouco não se eternizou.&lt;br /&gt;E estás.&lt;br /&gt;Parece que te ouço a dizer em voz alta, na tua pose de político revolucionário que me tinha consquistado, que devemos reconhecer as virtudes que temos, pois elas escapam da nossa própria contigência e foram nos dadas por alguém que não sabia o que fazer com elas, muito menos com os defeitos.&lt;br /&gt;Ela que se foda, que já tinha idade suficiente para compreender o empreendimento de noções vagas que acabou por criar em mim. Ela sabia perfeitamente que acabaria como ela um dia e foi por isso que sorriu quando lhe virei as costas e lhe prometi que nunca mais me via. Se se tivesse rido, teria sido por vontade de me fazer perdoar a vida de merda que vivera, a qual a tentei sempre salvar.&lt;br /&gt;Preciso de ti.&lt;br /&gt;Com ela não falo, muito menos agora que está morta. Sou decidida o suficiente para me manter firme na convicção, mesmo quando sinto a maconha a incorporar-se dentro de mim, mantenho –me firme e apenas sorrio para ela, também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Como se a minha vida fosse recomeçar agora que fecho o livro e o coloco no lugar das coisas sem vida.&lt;br /&gt;Como se a minha dor fosse gerar vida em ti, como se a gravidade fosse fazer o tempo recuar e eu impedir –te de calçares a culpa como bandeira da tua indignação para o meu esgar.&lt;br /&gt;Desceste as escadas como quem desce a sentença anunciada, como quem me deixa sem saber se te ajuda a voltar ou se te mata, finalmente.&lt;br /&gt;Eles dizem que não voltas, que nunca deverias ter ficado em mim, mas que acabarás inusitadamente por desaparecer e eu por te esquecer. Resumem-se com o factor tempo, como se o tempo controlasse a imensidão que nos abarca. Se o Drummond está correcto, então eu escolho o sofrimento, por ter sido julgada num minuto para o qual não estava preparada.&lt;br /&gt;E nunca estamos preparados para um retrocesso, por mais pequeno que ele seja. Nunca estamos preparados para fraquejarmos e termos o medo de ficarmos sozinhos e darmos finalmente razão a todas as vozes que durante meses anunciaram um final promíscuo e certeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De tudo, ficaram 3 coisas.&lt;br /&gt;A certeza que estamos sempre começando &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Apesar de eu só ter a plenitude certa de saber onde acabo. Enquanto saio de casa, despeço-me como se nunca mais lá voltasse, como se a crueldade me fosse tomar de cada vez que saio do meu próprio reduto.&lt;br /&gt;A partir daquele momento, decidi deslocar-me nessa grande evolução humana, feita pelas mãos dos imigrantes que são os que mais usurfruem dele. Tocam-me, sou empurrada e dou graças por não sentir mais a violência física, como outrora. Como ela sentira.&lt;br /&gt;Não te esqueças dela.&lt;br /&gt;Não, mantenho-a por entre a sua falsa inocência e a vontade que tenho de te agarrar e respirar o teu suor até amanhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A certeza de que é preciso continuar&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;O mundo nunca é aquilo que sonhamos e a sexualidade de cada um, há.de ter sempre a ver com isso. Conceituamos as pessoas, como quem conceitua fernando pessoa e os seus heterónimos, como quem precisa de encontrar a bibliografia certa, no espaço físico correcto.É por isso que sempre fiquei um pouco por entre os desejos de me manter intacta a essas firmezas. Em relação a isso tive sorte. Quando ele morreu e ela passou a idolatrá-lo, deixou de se importar com o resto e viveu apenas para a fome de solidão que passou a ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estás igual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Talvez, mas eu permaneço sozinha, sem arrastar ninguém comigo, apenas as paredes a ver se me seguram e não desapareço pelo chão.&lt;br /&gt;Saio e não está a chover. Preciso de me mudar para o Porto, a ver se as ruas condizem mais com o meu aspecto de melancolia e noctivação. Hoje era o dia em que voltarias para mim, apenas porque eu quero.&lt;br /&gt;E se tudo acontecesse como eu quero, Lisboa choveria e os sorrisos haveriam de ser apagados, porque ninguém tem vontade de sorrir quando o resto do mundo está adormecido, ainda.&lt;br /&gt;Apetece-me chorar e não consigo, apetece-me chamar-te e tu não me ouves, apetece-me perguntar-te mas tu não respondes.&lt;br /&gt;Existes, ainda?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.&lt;br /&gt;(Fernando Pessoa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Apetece-me jurar que nunca o tinha visto, e fazer te acreditar que te perdoo. Apetece-me encarar a porra da realidade e saber que a ser verdade, ficaria diminuida a verdadeira essencia diminuta, que na verdade represento. Apetece-me jurar que eles nunca tiveram razão e que a tesão que eu via, era por mim que sentias.&lt;br /&gt;Afinal, quem sou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend . David Gray This Year´s love&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-4476461375894880287?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/4476461375894880287/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=4476461375894880287' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4476461375894880287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4476461375894880287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/04/extino-v.html' title='Extinção V'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-1617746411578116511</id><published>2008-04-04T06:24:00.001+02:00</published><updated>2008-04-04T06:25:43.861+02:00</updated><title type='text'>Extinção IV</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Como se nunca o tivesses visto.&lt;br /&gt;Afinal, quem és?&lt;br /&gt;Acabo por compreender que me tornei uma das inúmeras personagens dessa perceptora que ambos acabamos por amar ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Deixei de te procurar um tempo, dizem que faz bem.&lt;br /&gt;Não sou ninguém.&lt;br /&gt;E mesmo assim, continuo a ver o teu sorriso de cada vez que estou absorta num dos meus pensamentos quotidianos, sempre que olho pelo vidro e não vejo a realidade que espera ansiosamente por mim, sempre que não me sinto.&lt;br /&gt;Tento reencontrar no álcool e por vezes na droga, a ilusão de que dizes ainda que me amas, que me consomes com o teu sexo vezes sem conta, que ficas comigo para sempre.&lt;br /&gt;E é aí que acordo, por entre a minha voz trémula de raiva e desespero, a qual ouço ainda os ecos no fundo do corredor EU PERDOO te, eu PERDOOTe PERDOO te perd...&lt;br /&gt;Apetece-me consumir o mundo e esquecer de que é que sou feita. Entrei em fase de negação consciente e convicta que já não retornas a mim, como sempre o fizeste.&lt;br /&gt;Por muito que queira, não fui eu que te expulsei desta vez e por isso mesmo não posso fazer com que voltes.&lt;br /&gt;EU PERDOO TE.&lt;br /&gt;Já desisti de dormir e já esqueci de o tentar disfarçar. A verdade é que nada faz sentido. Se eu não te posso salvar, não vale a pena concentrar o meu olhar sobre o teu batimento cardiaco, de cada vez que passo por ti.&lt;br /&gt;A Clarice Lispector é uma parva, para além de louca e eu deveria era mesmo desistir de mim.&lt;br /&gt;Acorda.&lt;br /&gt;Se me dessem a oportunidade de te fazer escutar uma palavra que fosse, seria essa, certamente. Acorda, antes que acabes com a minha vida, como quase fizeste com a tua.&lt;br /&gt;Tudo veloz, tudo rápido, tudo sem termo. Era sempre assim, nessa inconstãncia da vida proclama por ti, que me ensinaste a viver. De vez em quando, tento beber uma coca cola com a mesma veracidade com que tu fazias. Parecia que bebias o mundo, com a sofreguidão com que lambias a última gota, mas mais do que isso, era a vida que transparecias cada vez que engolias o líquido que ainda havia de te correr por dentro.&lt;br /&gt;No fundo tinhas razão, para que preocupares-te com a merda da coca cola, quando acabarias por ser corroído por outro coisa qualquer, como um simples poste que te atravessou a espinha e te deixou com apenas algumas funções das quais não sei bem quais funcionam, ainda?&lt;br /&gt;Não foi a velocidade, não foi a estrada, não foi o carro que te matou, foi a culpa que sentiste, o medo de me perder, tal e qual eu sinto agora. Fugiste, como fugias sempre, para evitar o desespero da desilusão que pressentias no olhar alheio. Eras avesso a esse maltrato visual e por isso, nunca te submetias.&lt;br /&gt;Ainda consigo ter a ténue imagem do carro a seguir o seu rumo, de te pedir para parares, de fumar um cigarro escondido na esperança que viesses, afinal, ter comigo.&lt;br /&gt;Onde estás?&lt;br /&gt;Bata branca, cabelo apanhado, olhar alienado. Se me vês nessa cama, já deves rogar para que ponha uma indumentária diferente, mas estou acomodada no meu próprio horror visual, dessa maneira nada me espanta mais.&lt;br /&gt;Disseram-me que abriste os olhos, que pestanejaste, mas eu não acredito. Se isso tivesse acontecido, eu estaria aqui, ao teu lado e tu farias isso por mim. Sem dúvida alguma, que mentem, como sempre mentiram a respeito de tudo. Eles.&lt;br /&gt;Às vezes dou por mim, sentada no Castelo de S. Jorge e dou por mim a falar contigo. A grande novidade é que desta vez não estou alcoolizada nem pedrada. Falamos do sexo dos outros, mas principalmente do nosso, como sempre. Como foi bom redescobrir um prazer escondido e encontrar aí um fundamento para amar, sem receios.&lt;br /&gt;Falamos dos medos que nos uniram, da infância mentirosa que cada um de nós teve, dos namorados que já passaram por cada um de nós, da forma como nos vemos e os outros nos sentem. Falamos de tudo e eu continuo sozinha. Sabe bem, no entanto, porque controlo todas as tuas respostas, muito ao contrário dos sonhos onde tu me atacas, onde dizes tudo aquilo que te apetece, sem dar grande respeito áquilo que eu sinto.&lt;br /&gt;Dizem que tenho mais pacientes para ver. Se isto fosse uma instituição particular, haviam de ver se não me tornava a tua médica particular, mas há um sem número de pessoas a quem devo responder, como sempre. Já não tenho tanta paciência para os problemas alheios, agora que tenho os meus. O meu único ponto de interesse, é socorrer os inconscientes que se despistaram ou causaram um grande incidente automobilístico.&lt;br /&gt;Aí sou eu, novamente, com a esperança inócua de querer salvar-te, de te rever embebido em sangue, no grande silêncio que é a quase morte.&lt;br /&gt;Quase morte, quase vida. A diferença há-de ser abismal, mas deixei de a conseguir compreender.&lt;br /&gt;Deixei de conseguir respirar para além do meu próprio ar e várias vezes já me tentei impedir de o fazer.&lt;br /&gt;Onde te encontro?&lt;br /&gt;Se não estás comigo, se não consigo ir ter contigo, como faço para te alcançar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend Damien Rice . Can´t take my eyes off you.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-1617746411578116511?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/1617746411578116511/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=1617746411578116511' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/1617746411578116511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/1617746411578116511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/04/extino-iv.html' title='Extinção IV'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-2797295566945548941</id><published>2008-03-29T09:33:00.001+01:00</published><updated>2008-04-02T05:13:17.696+02:00</updated><title type='text'>Júlio - o espreguiçador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ele precisava de se espreguiçar embora raramente pedisse permissão, para o que quer que fosse, afinal.&lt;br /&gt;Muito embora eu gostasse de contar ou sequer começar esta estória com outros atributos, é este mesmo que representa a personagem na sua plenitude, arriscar-me-ia a dizer.&lt;br /&gt;Imaginem o que é alguém ter a vontade inusitada de se espreguiçar em qualquer lugar que fosse, independemente da ocasião e da força da tradição.&lt;br /&gt;Ele era assim, mal criado, dirá o leitor, mas terá de concordar que há coisas bem piores no mundo, hábitos moralmente muito mais devastadores do que um simples espreguiçar, mas ainda assim considerado politicamente incorrecto.&lt;br /&gt;De facto, nada disso lhe interessava. Deliciava-se com este acto tão natural e simples e via nele toda a sua fonte de prazer diária. Pensava que ainda bem que se tinha encontrado a si próprio nessa simples condição, ao invés de fazer como o resto do mundo que o faz buscando drogas,alcool e muito sexo à mistura.&lt;br /&gt;Os seus passos eram entediantes e havia muito pouco nele de respeitável. Tinha muito pouco apego à aparência e também pouca noção de estética ou sequer de estilo.&lt;br /&gt;Ele era assim, sem ter mais nada de interessante para contar ao mundo, a não ser que se corrompia a si próprio nesse profundo acto que para ele era bem mais do que desinibido. Era sexual, era lascivo, era impróprio e fazia dele o seu próprio patrão, naquele momento.Sentir o corpo a contorcer-se, a engolir-se a si próprio, sentia que a sensação de morrer devia ser muito idêntica, já que muitas vezes parecia que saía de si próprio e viajava durante um pouco mais de tempo.&lt;br /&gt;Ele não tem nome porque não interessa a ninguém, ainda. Ninguém se vai interessar por alguém que encontra prazer em pouco mais do que um franzir de músculos e sangue no cérebro.Ninguém vai querer ouvir, ou sequer saber que existe alguém tão medianamente insuportável que toda a sua felcidade, ainda que momentanea, resida nessa parca funcionalidade (entao não?!)&lt;br /&gt;Tão pouca diferença lhe havia de fazer. O seu objectivo era aguentar o momento em que sentia o seu corpo a flutuar o maior número de segundos seguidos e claro, a sua maior frustração, também.&lt;br /&gt;Não entendia nem compreendia porque é que o prazer não podia ser segurado ou mantido. Perdia-se nesta incompreensão por tempos longos e compridos e sabia que nunca haveria de encontrar solução para este problema.&lt;br /&gt;Sabia apenas que estava viciado e que vivia para este vício, que não se importava em mantê-lo, apesar de já lhe ter trazido grandes dissabores.&lt;br /&gt;Pensava ele, quando pensava, que as pessoas julgavam quem queriam e quando queriam, porque muitas haviam-se afastado desde que ele tinha adquirido este hábito.&lt;br /&gt;Às pessoas fazia confusão esta intolerância aos bons costumes e regras de sociabilidade que nos ensinam desde muito novos. Na cultura europeia, estas maneiras são tidas como algo pertencente ao terceiro mundo, mas ele não compreendia muito bem porquê, já que não interferia em nada com a pessoa que estava ao seu lado.&lt;br /&gt;No seu raciocínio, um homem que bebe torna-se insuportável porque a bebida provoca comportamentos incontroláveis e inesperados em quem bebe, o que invariavelmente não é algo positivo. Compreendia também que alguém que consome qualquer tipo de droga possa ser visto como um perigo, já que tinha ouvido muitas histórias de mães a quem tinham roubado cordões e pulseiras de ouro pelas mãos dos próprios filhos e mesmo o tabaco provocava doenças, mesmo em quem não fumava, embora isto fosse um bocado difícil de acrdeitar, para ele.&lt;br /&gt;Na minha opinião de narrador solitário, mas presente, as pessoas tinham apenas um certo desconforto em nunca terem conseguido compreender que através de algo tão simples e quotidiano, se poderia retirar dividendos tão bons e rentáveis.&lt;br /&gt;E de dividendos entendia ele. Ele, o nosso espreguiçador-sexual-profissional ( e digo nosso, porque o partilho connvosco) era ajudante de merceeiro. Quem não sabe o que é merceeiro pode-se considerar um tanto ou quanto ignorante, porque faz parte da cultura popular rural, na qual o nosso país está ainda mergulhado, embora ninguém tenha dado aparentemente conta disso.&lt;br /&gt;Já agora, valerá a pena continuar a dar a minha opinião em relação ao incómodo das outras pessoas. Residerá também no facto de ele ter um certo controlo no seu espaço e tempo, impondo as suas próprias regras e noções na vida que levava.&lt;br /&gt;E nem sempre fora assim.&lt;br /&gt;Em pequeno,apontou pela primeira vez para um chapéu que vira pousado na cabeça de uma mulher, na sua opinião estranha, em plena missa de domingo.&lt;br /&gt;Era vermelho e reluzente, lembrava-lhe um pouco as carnes do talho do seu tio, que ele via cortar com grande proeza pessoal. Naquele momento, esqueceu as orações que fazia apenas por fazer, para se concentrar no grande e enorme chapeu que rodava toda a cabeça da mulher. Como não tinha grande sentido de estilo, nem se apercebeu do facto da dita cuja vestir um conjunto verde alface e usar chapéu vermelho.&lt;br /&gt;Vermelho Sangue.&lt;br /&gt;Carnes, o talho, o tio a desfiar e ele a olhar encantado.&lt;br /&gt;O chapéu que dava toda a volta à cabeça da mulher, loira que viria a saber depois por culpa de uma leitura que a dita mulher fora fazer, usava uma sombra azul marinho, como se do mar, tivesse acabdo de sair daquele momento.&lt;br /&gt;E novamente o chapéu, como se de um chouriço se tratasse, dando a volta à cabeça, e ele a olhar enternecido.&lt;br /&gt;Como qualquer criança com sete anos de idade, ele teria de fazer daquele momento, o momento mais especial do dia, quem sabe da semana. Mas para isso, era necessário que alguém visse o que ele via, da maneira que ele via. Era necessário partilhar.&lt;br /&gt;Hesitou. Afinal, só adultos o rodeavam e provavelmente não entenderiam o que ele via. Os adultos não entendem muitas das coisas das crianças e embora ingorante, era observador o suficiente para já se ter apercebido disso mesmo.&lt;br /&gt;Concentrou-se o bastante para guardar aquele momento na sua memória o mais impiamente possível, a fim de o poder partilhar com os amiguinho com quem partilhava os cromos das batatas fritas.&lt;br /&gt;Mas não conseguiu.&lt;br /&gt;Enquanto alguma voz solene tentava agitar os demais crentes, ele continuava impressionado com o chapéu, de abas largas e poderosas, as maiores que já tinha visto.&lt;br /&gt;-Mãe.&lt;br /&gt;Nenhuma reacção. Os adultos têm destas coisas. De vez em quando, fingem que não ouvem, apenas para terem a ilusão de que permanecerão intactos para sempre e não serão importunados.&lt;br /&gt;-Mãe.&lt;br /&gt;Segunda vez. Já não dá para ignorar.&lt;br /&gt;Até porque era uma vergonha. Uma mãe, mesmo que costureira, não vai deixar um filho falar no meio de uma missa de domingo, onde se encontram as pessoas mais importantes da região e onde se fazem as maiores fofocas que depois são comentadas durante a semana na boutique do centro.&lt;br /&gt;-Não sabes que não podes falar?&lt;br /&gt;É de facto uma resposta inteligente, que qualquer adulto poderia ter dado, não pensem que é pelo facto de ela ser costureira. Então, quer que o filho se cale e responde-lhe como uma pergunta?&lt;br /&gt;Ele que apesar de ter tido uma educação, até então – e até sempre – baseada na televisão e na professora que aparecia de vez em quando na escola ( toda a gente tem os seus problemas, não é?), respondeu-lhe. Afinal, não era de bom tom deixar alguém sem resposta, e a sua educação, ainda que pobre a nível cultural era assente em grandes valores tradicionais. Pelo menos era o que julgava.&lt;br /&gt;-Sei, mas...&lt;br /&gt;-Diz rápido.&lt;br /&gt;Rápido. Rapidamente a mãe costurava uma camisa, rapidamente fazia de umas calças uma saia, tudo era rápido naquela secção da casa. A mãe andava rapidamente de um lado para o outro, tentando dar vazão a todos os pedidos que lhe faziam, uns mais estranhos outros mais banais, mas sempre rapidamente. Era a palavra que sempre ouvia as clientes da mãe dizer, “por favor, que seja rápido” ou “ o mais rápido possível”. Com a mãe tudo passava rapidamente, menos a missa ao domingo.&lt;br /&gt;-Aquele chapéu, é tão...&lt;br /&gt;Não quis saber as características ou o porquê do chapéu ter chamado a atenção do filho, o que interessava era ir directo ao facto e só depois o compreender, tudo isto num processo rápido, muito rápido.&lt;br /&gt;-Aquele, mãe.&lt;br /&gt;E foi aí que tudo desabou.&lt;br /&gt;Ponto.&lt;br /&gt;Ou continuamos?Enfim, o encanto de uns é a tristeza de outros, já a minha avô contava.&lt;br /&gt;Continuaremos que eu não sou homem de deixar a meio uma “estória”, mesmo uma tão insignificante como esta. Mas toda estória é uma estória não é? E não há quem diga que se aprende um pouco com toda a gente? Então, a ver vamos o que se extrai daqui.&lt;br /&gt;-Aquele, mãe.&lt;br /&gt;E foi aí que tudo desabou.&lt;br /&gt;Em cãmara lenta, pode-se ver a cara da mãe horrorizada, como qualquer mãe de classe média-baixa que vive no pecado da culpa diária e sem prenúncios de vir a salvar-se dela.&lt;br /&gt;Enquanto o filho ( e agora vamos seguir lentamente também) ergue o bra ç o, l e n ta mente, a cara da m ãe co me ça a esbo çar um a e xpr ess ão de horr or. Afinal o filho não tinha sido tão bem educado para seguir de classe social, ou sequer para se manter, como julgava. E ainda por cima na casa do senhor! Se pararmos o filme por um segundo, vemos a cara da mãe, com os seus óculos comprados há 30 anos pelo pai na altura do seu casamento, de boca aberta soltando um grito mudo de desespero, enquanto ele aponta para o chapeu cordesangue-chouriço-olharenternecido.&lt;br /&gt;Foi neste momento que ele teve a noção que não mandava no seu tempo e muito menos no seu espaço. Afinal, ele não obrigara ninguém a levantar-se para que pudesse ver, apenas erguera o braço, tornara erecto ( sem segundas intenções por favor) o dedo indicativo e apontara para o objecto da sua concentração.&lt;br /&gt;A mãe nunca se sentira tão humilhada na sua vida. Sabia perfeitamente que alguém haveria de ter visto, e que havia de ser comentado e que ainda haveria de perder alguns dos seus restauros nos vestuários que recebia. E logo da mulher do presidente da junta, que queria tudo mais rápido do que as outras todas.&lt;br /&gt;A partir desse momento, Júlio, assim se chama um personagem da minha simplória narração, achou que era desumano fazer com que a sua mãe passasse por aquela vergonha social, só porque ele se tinha lembrado de se associar um chouriço a um chapeu. E sangue.&lt;br /&gt;Então, logo que pôde, saiu da aldeia onde a sua mãe morava, para nunca mais a ter de fazer passar por uma humilhação deste tamanho.&lt;br /&gt;Júlio era ignorante, mas não era burro, insisto. Tinha noção da sua própria insconciência e assim como assim, apesar de não se importar muito com a mesma, preferia que a sua pobre, a todos os níveis, mãe não sofresse com isso. Afinal, ela tinha-o criado sozinha.&lt;br /&gt;Se perguntam pelo pai, morreu na guerra do ultramar. E mesmo isso não fez com que odiasse o regime da altura. Dizia que Salazar é que sabia, porque ele zelava pelos ideais fundamentais e que “toda a gente é que devia ser como ele”. Odiava os pretos, isso sim já que tinham sido eles que o tinham morto, segundo a carta oficial recebida em casa, que a fez chorar dias seguidos e usar um véu preto até ao dia em que finalmente não abriu os olhos.&lt;br /&gt;É, normalmente as pessoas choram de dor e de tristeza, mas Júlio sabia já que o choro da sua mãe não podia ser disso.&lt;br /&gt;-É disso sim, é que o teu pai é uma grande perda...&lt;br /&gt;Júlio não entendia, mas aceitava. Com 5 anos não lhe restavam muitas mais hipóteses e também não fez grande caso do assunto. Lembrava-se pouco do pai, que antes de ir pa guerra era camionista e cheirava muito a bagaço. E chegava a altas horas da noite. E cheirava a bagaço. E batia na mãe. E cheirava a bagaço. E batia nele.&lt;br /&gt;Dona Evangélica, que de evangêlica tinha muito pouco, já que se considerava uma plena cristã e adoradora de todas as formas que existem em contemplar o nosso senhor e muito mais do que isso, tudo aquilo que o rodeia, como os arranjos florais ou as músicas que avidamente decorava, chorava principalmente de agonia, porque agora era apenas um salário que entrava em casa e ao invês de ter algumas noites de solidão, restava-lhe o resto da vida. Bater era o menos, sempre pensou ela. Porque ele até era um bom marido e punha comida na mesa. E trazia doce de avos com vinha de aveiro ou um quarto de leitão pelo Natal, quando parava mealhada, que o leitão é caro e é para ricos.&lt;br /&gt;A verdade é que Dona Evangélica poderia ter tido uma força muito maior no desenrolar da estória, mas Júlinho, como ela carinhosamente o apelidava muito de vez em quando, deixou-a quando fez quinze anos.&lt;br /&gt;Decidiu sair de Açougues – e agora vamos começar a conteztualizar o espaço porque senão vocês desanimam – para ir até Celorico de Basto, no seu entender, uma grande cidade, que Júlio não era burro, mas como já sabem, era ignorante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-2797295566945548941?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/2797295566945548941/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=2797295566945548941' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2797295566945548941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/2797295566945548941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/03/jlio-o-espreguiador.html' title='Júlio - o espreguiçador'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6103309923057329349</id><published>2008-03-04T21:37:00.000+01:00</published><updated>2008-03-04T21:38:10.744+01:00</updated><title type='text'>Desejo &amp; Reparação</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje voltei a compreender a falta que me fazes.&lt;br /&gt;Bem por entre esta terra de ninguém que suspira por num novo amanhã, todos os dias.&lt;br /&gt;Não é fácil nem digno e muito menos respeitável aos olhos de quem por mim passa, ter a consciência de que afinal ainda não te foste.&lt;br /&gt;Voltei a jurar que a tua memória haveria de ser esquecida, jamais enaltecida, por ter deixado tão pouco dentro de mim para quem ainda restasse algo que haveria por chegar.&lt;br /&gt;Esta reparação que raramente se torna perceptível e alcançável por entre o nojo que sinto de cada vez que me lembro a tesão que só tu sabias criar.&lt;br /&gt;Dizem que o sexo é a combinação da semântica criada pelo cérebro e pela sintaxe sentida pelo corpo, a ver se a metáfora de algo perfeito é finalmente criada.&lt;br /&gt;Talvez por isso, nunca tenha percebido completamente a gramática criada por entre a nossa linguagem, que tantas vezes deitou por terra alguma possibilidade de um acompanhamento ser mantido.&lt;br /&gt;Queria tanto que esse silêncio fosse remetido ao vazio e que regressasse a gargalhada que só tu me fazias soltar.&lt;br /&gt;Ainda não é tarde. Afinal, nunca é tarde. Quero tanto cumprir a ansiedade, que me esqueço que o desejo raramente tem esse sentido.&lt;br /&gt;Estou velho demais para sentir necessidade de concluir qualquer pensamento que possa ter em relação à imagem criada sobre ti, sem paciência para tentar acabar com o seu registo e me deixar adormecer finalmente, sobre a narração que acabou por seguir sem ti.&lt;br /&gt;E eu que acabei por prometer tanto, cobrador convicto daquilo que afinal nunca aconteceu, que nunca poderia ter tido lugar, muito menos tendo a passavidade atroz como sombra.&lt;br /&gt;Queria as luzes e a batida, queria regressar a essa neve sem fim e restaurar o dano que acabou por me deixar abatido e por muito que eu esconda, a reparação nunca há-de ser completa.&lt;br /&gt;Posso inventar cinco teorias definitivas sobre a conclusão do fechar de um olhar que não aponta mais na tua direcção, só para no final saber perfeitamente que a luz vaga que me ilumina, de cada vez que me sinto sozinho, és tu.&lt;br /&gt;No fundo, é mais isso que me deixa angustiado e um pouco entorpecido. Saber que tens a consciência que o que restou de mim é pouco, comparado ao que levaste contigo, que soubeste aproveitar convenientemente a minha presença nessa tua vida repleta de utensílios sub-aproveitados, madeiras mal acabadas, sofás meticulosamente arranjados que não deixam ninguém se sentar.&lt;br /&gt;Um dia, hás-de voltar e tentar regressar novamente, confiante na lição que acabaste por me mostrar. Imperiosamente, não consegui encontrar ninguém tão perfida como tu e por isso mesmo, a graça acabou por se perder. Sabes que era isso que me movia e sabes que por muito que o esforço seja latente em mim, ainda não consegui encontrar substituição para a peça que me falta, que apesar de não me impedir de continuar a mover-me, atrasa-me a marcha e deixa-me um pouco mais do que trôpego, num lugar onde não se pode vacilar e onde todos nos querem.&lt;br /&gt;Acabo por odiar a minha sinceridade e a minha dislexia comportamental, incoerência oportuna, mas que já deixou marcas em quem por mim passou, depois de ti. Queria guardar-te noutro lugar, mas não sei o nome de mais nada. Engraçado como o nome que damos a tudo, importa tão pouco. É apenas uma consequência da vida atribulada que levamos e que nos faz ter a necessidade de escalonizar-mos e organizarmos tudo aquilo que nos rodeia.&lt;br /&gt;Se tivesse uma estante, colocava-te no lugar mais baixo, longe do alcance do olhar consumista que me consome a alma. Dessa forma, seria facilmente iludido por uma promoção qualquer, por outra gama de produto, que certamente custaria bem menos a esquecer, quando fosse altura de deitar ao lixo e comprar outro.&lt;br /&gt;E sim, gostava de escrever sobre um assunto novo, recente, algo que me tirasse furiosamente do sério e me desse uma nova inspiração a fim de quebrar este ciclo vicioso em que me incluo.&lt;br /&gt;Sei bem que assim é mais fácil, porque te conheço bem e porque sinto a tua falta, o que acaba por se revelar de cada vez que tento encontrar um novo ponto de partida.&lt;br /&gt;E julgar e saber que todas são inquestionavelmente melhores do que tu, em todos os pontos da minha vida, que na comparação, perdes para todas, não me chega, de facto, para continuar essa ilusão que morreu contigo.&lt;br /&gt;É tesão, é desejo. É falta de reparação.&lt;br /&gt;É saber que permaneces em mim, mais do que eu sempre quis.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6103309923057329349?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6103309923057329349/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6103309923057329349' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6103309923057329349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6103309923057329349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/03/desejo-reparao.html' title='Desejo &amp; Reparação'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-5774289364325651091</id><published>2008-02-28T09:38:00.000+01:00</published><updated>2008-02-28T09:39:58.362+01:00</updated><title type='text'>Despojos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Escrever sobre quem, se nos perdemos diariamente nessa consquista inócua de querermos parecer quem nunca desejamos voltar a ser.&lt;br /&gt;Se te prendesse, se te acalmasses por entre a fúria de não seres a inspiração que comanda as linhas que acabarão por ser escritas, por entre a ira de voltares a fingir que a inocência já te pertenceu um dia e que voltaremos a ser tão infantis como sempre seremos.&lt;br /&gt;É essa a veracidade da carne quando é consumida sem razão humana ou força pouco mais do que irracional. A noção dos despojos que ficaram é de pura motivação para que tudo retorne, mesmo quando eu sei que há quem nunca volte.&lt;br /&gt;Nunca.&lt;br /&gt;Queria despejar a graça que é  perder-me sem ser contigo, sem consumir essa passividade com que  subtrais a ti e a toda a vida que por ti passa. Afinal, as lágrimas que não se mostraram mas  que me consumiram durante meses foram sempre as mesmas que espalhei por entre o chão que partilhei contigo e connosco, na esperança que sobrasse algum resquício de tudo aquilo que se adorou durante tanto tempo.&lt;br /&gt;A construção de algo,é maçador e penoso, requer noções mais do que vagas de empreendedorismo emocional e por certo, algumas ideias do que é o sabor a solidão mesmo qunado não se está só.&lt;br /&gt;É por entre o dó que já tive de mim e da morte que acabou por ressusitar a vontade de agarrar e manejar o pó que por aqui se foi acumulando.&lt;br /&gt;Não rastejamos, mas de pouco valerá a pena anotar essa falsa peripécia. Não fomos ninguém,  a não ser aquilo que eu queria que sempre sonhei em ser, só para entender no fim, que tudo não passa disso mesmo.&lt;br /&gt;Seria um egoísmo louco desejar que alguma vez sentisses a força da frustração a mostrar-se imponente aos teus olhos, mas é algo que apenas as pessoas que dormem de olhos abertos enfrentam.&lt;br /&gt;Por isso mesmo, será sempre difícil explicar porque é que nada foi suficiente, porque é que acabaria por me render à evidencia que estava a léguas de compreender os danos que hei-de esconder, felizmente.&lt;br /&gt;Felizmente.&lt;br /&gt;Como se não bastasse a leveza do ser que passei a carregar quando finalmente partiste? é uma mentira totalmente bem construída, mas sem espaço para responta longa e parca em conceitos fielmente delineados por um círculo vicioso que é o meu percurso, de cada vez que analiso e me vocaciono para a reflexão intrínseca.&lt;br /&gt;E não, nunca gostaria de voltar a ter 13 anos e a pensar que o problema era de ser domingo, porque aos domingos nada acontece, a vida estagna e o futebol e a chuva ordenam que se fique em casa, à espera de algo que simplesmente não acontece, porque segunda há-de ser o mesmo seguimento penoso a ver se tudo deixa de cair em cima dos nossos ombros, apenas porque não nos conseguimos suportar, mesmo quando nos esquecemos de quem somos. Principalmente nessas alturas.&lt;br /&gt;Esses desvaneios não me pertencem mais, e este que ultimamente me assiste, também não. É apenas um capricho meu, a fim de manter alguma dramatização nestes dias de verão pouco longos que se escoam e nunca nos assistem.&lt;br /&gt;Queria perguntar-te se voltas para onde esse céu nunca mais acaba, se realmente compreendeste a tristeza do que é amar sem sentir, mas principalmente se verdadeiramente compreendeste a alegria que é amar tendo consciência do que realmente isso significa.&lt;br /&gt;Daqui a muito tempo, hei-de o saber, porque o tempo não me pertence e eu construí uma ligação pouco fiável com o passar dos momentos, sem saber controlar o início e o seu fim, mas também quase não me importando com esses factos.&lt;br /&gt;Factos.&lt;br /&gt;Que de facto, ainda não consegui entender o porquê de mais ninguém me satisfazer da forma como sempre queria que isso acontecesse. Diariamente. No chão ou ao ouvido, sem ter de pedir perdão ou com nojo do estrago cometido.&lt;br /&gt;Que de facto, passou tanto tempo e olhei para trás e ainda lá estavas, como sempre. Não me perco a imaginar se ficarias, porque não me interessa nem me conduz a uma paz de espírito saudável, apenas saber.&lt;br /&gt;Saber se vives, se te ris, se a felicidade é de facto tão grande em ti, como aquela que subitamente me apareceu, sem grande motivo, como se soubesse que o que tenho é tudo o que terei e aquilo que é bom é aquilo que me pertence e que tem uma jsutificação em ficar comigo. Sem contrato ou impaciência profissional.&lt;br /&gt;Na minha ideia, as construções passaram a ser feitas a um ritmo acelarado, não sei se por minha causa, ou se da tecnologia que me circunda que faz com que morramos um pouco mais depressa, sem que disso nos apercebamos.&lt;br /&gt;Talvez eu não pertença aqui e talvez eu nunca volte a escrever sobre aquilo que realmente me dá algum sentido. A conformação é algo mais do que presente em relação a este assunto, sem paternalismos abusados, claro.&lt;br /&gt;O difícil é encontar alguém que saiba quem somos, sem termos de debitar toda uma vivência cheia de estórias feitas para encontar uma larga plateia, onde há imenso material para vários dias a fio sem descanso, mas pouca paciência para nos entregarmos nessa busca por algo mais do que transitório.&lt;br /&gt;Difícil é alguém saber amar quem somos, sem ser preciso explicar porquê, quando e onde. Difícil é não nos cansarmos e mesmo assim, continuarmos a acreditar em quem somos e naquilo para o qual vivemos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-5774289364325651091?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/5774289364325651091/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=5774289364325651091' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/5774289364325651091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/5774289364325651091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/02/despojos.html' title='Despojos'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-8128971979736571773</id><published>2008-02-28T09:37:00.000+01:00</published><updated>2008-02-28T09:38:29.841+01:00</updated><title type='text'>Heroi</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Poderia estar horas sem saber o que te contar e o que te dizer. A verdade é que a expiação da alma faz-me mal e eu sempre o soube. Noctívago que sempre hei-de ser, esperei sempre que voltasses, sem nunca compreender a essencia do que deixaste em mim.&lt;br /&gt;Fiz de mim heroi, a fim de permanecer eterno na tua memória, a fim de me carregares sempre por essas aventuras que só tu vivias. Há pessoas que se contentam em testemunhar as vitórias dos outros, perdidas entre a vaidade que não lhes pertence, felizes por poderem comtemplar a vida que não lhes pertence. Creio e parece-me que contigo sempre foi um pouco mais do que isso, mas nunca chegou a estar muito distante dessa ideia que tenho agora como clara em mim.&lt;br /&gt;Amar-te nunca foi preciso. Amavas sempre o nojo humano que te circundava, a fragilidade alheia, a inocência conspurcada e tantas vezes esturpada. Afinal, dizias tu, é disso que a massa humana é feita, de sonhos entrelaçados na esperança de um dia podermos esquecer aquilo que sempre nos fez bem, aquilo que é bom de guardar, aquilo que sabe bem.&lt;br /&gt;A mim, só me sabia bem quando te tinha por perto. Quando era contigo que o ar entrava nos meus pulmões e me fazia respirar um pouco mais, sempre. Hà quem lhe chame obssessão, mas era por ti que não morria, numa dessas feiras de horrores onde só tu tu brilhavas, onde todos te queriam e ninguém reparava que era comigo que invariavelmente acabarias por fechar a casa.&lt;br /&gt;Amar-te nunca foi preciso.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-8128971979736571773?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/8128971979736571773/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=8128971979736571773' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/8128971979736571773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/8128971979736571773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2008/02/heroi.html' title='Heroi'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-4102848842043389345</id><published>2007-12-11T02:41:00.000+01:00</published><updated>2007-12-11T02:42:34.014+01:00</updated><title type='text'>Extinção III</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Não é a vida que se não viveu que se desgosta.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Estou inerte e  contudo ainda com tanto por te dar. Sentada, deitada, imaculada, cheia de prazer por ti.&lt;br /&gt;As paredes amarelas não me trazem a paz que tanto prometeram e no entanto, são elas que anunciam a tua ausência, que sei de cor.&lt;br /&gt;Tentei tantas e tantas vezes acordar, a ver se o amor se esvaía e por fim tudo deixava de ser um lugar honrosamente estranho.&lt;br /&gt;Planeio fugas à tua consciência, saber se ainda penas em mim, mesmo quando não o dizes, mesmo quando não me olhas, mesmo quando não sentes.&lt;br /&gt;Dizem que hás-de caminhar para a morte contínua, que nunca poderás andar, mesmo quando eu só te imagino a correr na minha direcção, que a tua fuga foi de ti próprio e de algo que eu nunca poderia compreender e que mesmo assim, eu sei que sempre aceitaria.&lt;br /&gt;Sou rigorosa o suficiente para não me veres cair e benevolente demais para me veres chorar. Não há sofrimento que ultrapasse a vontade que é querer-te perdoar , sem saber que ângulo escolher ou a felicidade de nunca te dizer adeus enquanto os teus olhos não se afastarem dos meus.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;O que interessa da vida é a bagagem nos nossos SONHOS&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Por isso, não acordo e deixo-me sorrateiramente imaginar que me abraças enquanto te agarro e volto a sentir a tesão que só sente quando percebemos que o amor é um acto falhado, em tantos de nós.&lt;br /&gt;Adormeço. Sonho. Vivo.&lt;br /&gt;Não te esqueço porque não quero. Não te esqueço porque não tenho graça para suficiente para engrandecer a minha forma, enquanto força que fui.&lt;br /&gt;Tua. Já não minha&lt;br /&gt;A inspiração que me deste, foi-se enquanto te vi chegar ao mesmo local onde eu já perdi as mãos entres os cadáveres inanimados que me chegam ou o sangue que não controlo. Percebi por via da maldita circunstância, que Deus não me tinha dado um dom para o ajudar a salvar aqueles que não receavam a minha ajuda, mas sim a confrontar a sua própria magnificência e a provar que também Ele, embora muito raramente, não é o ser perfeito que tanto fez questão que idealizássemos.&lt;br /&gt;Por isso, não me levanto mais, enquanto pouso a tequilla que tanto me obrigaste a saber apreciar. Dizias que tudo é uma questão de contexto e motivação. Que o ser humano é capaz da maior conquista, assim como da maior fraqueza evidente e que por isso mesmo, os acontecimentos teriam de ter o local perfeito para terem ocorrência.&lt;br /&gt;Ocorrência  talvez não tenha sido a melhor forma de narrar todos os acontecimentos. Dizias que gostavas de velocidade e sapiência, que quem conseguisse dominar estes dois factores aparentemente antagónicos, controlava a matriz do conhecimento humano e que por isso mesmo, conseguiria ser mais e melhor.&lt;br /&gt;Talvez por isso, te tenha visto sempre a correr, tentando compor os momentos com toque infundado de inteligência óbvia. Mesmo o sexo tinha lugar a partir do corpo e da memória, as palavras ditas no momento certo, já que raramente as usavas, os corpos que balançavam a toda rapidamente e tu a conduzires a toda a velocidade. Sempre.&lt;br /&gt;Inicialmente não compreendia deliberadamente a tua essência. Chamava-lhe autismo, já que parecia que vias um mundo completamente diferente daquele que todos me davam a conhecer e que eu fui também absorvendo.&lt;br /&gt;Falavas-me em estrelas que nunca se soltavam, sonhos que tinha de ser lidos alto e consequentemente, lugares que eu sabia que já tinha visto, mas que tinha a certeza qu e não existiam. Mergulhavas na bebida, para teres a veracidade que se concede a um homem embriagado e encantavas a plateia normalmente constituída por mim, com essa noção pouco clara do que era o mundo, de facto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sobressaltada que abro os olhos e constato que não estás ao meu lado. Apenas a tequilla e a imagem do que foi restando da minha personalidade materialista e convicta de que só os objectos perduram na nossa existência.&lt;br /&gt;Talvez porque nunca tivesse querido amar tanto ninguém, como o faço agora que sei que nunca mais terei a oportunidade de encantar a porra da morte e ganhar-lhe alguns minutos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que interessa não é a paz de ter chegado.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que é grande e belo é isto de chegar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;E ter logo e sempre a coragem de partir.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Os teus poetas tinham razão e eloquência suficiente, mas eles não corriam nem fugiam. Eram lentos e pouco sensíveis à velocidade e por isso, perduram. Quando me mostraste a poesia que escrevias com as tuas mãos que me haveriam de guiar entre essa intenção que é deixar-se abraçar por inteiro, percebi que não havia nada que pudesse  fazer que me afastasse da esperança em acordar de manhã e não te querer ver mais.&lt;br /&gt;Não foi a velocidade que te matou e se foi a ilusão de que não te perdoaria, então morres em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend – Marcos Leal – Do Outro lado de mim&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-4102848842043389345?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/4102848842043389345/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=4102848842043389345' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4102848842043389345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4102848842043389345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/12/extino-iii.html' title='Extinção III'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6520270208772422657</id><published>2007-12-07T02:57:00.000+01:00</published><updated>2007-12-07T03:42:27.253+01:00</updated><title type='text'>Dirty Harry</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Desisti de compreender, Para passar a aceitar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Não pudemos exigir demasiado das pessoas que não estão preparadas o suficiente Para conseguirem aceitar e avaliar de forma fidígna, tudo aquilo que temos Para entregar. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Podem inventar equações múltiplas,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;teorias sobre a lei da relação que se faz com base em distância e liberdade, que não há nada que esconda a limitação do próprio consciente. Quando dizemos que gostamos de alguém, a maior parte de nós, não compreende a multiplicidade de reacções que provocamos no destinatário, nem de resto, isso nos importa. Até porque ninguém quer saber dos sonhos que o parceiro do lado tenta alcançar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Somos sempre egoístas o suficiente, Para pensarmos naquilo que temos e naquilo que podemos vir a ter, ao invés daquilo que podemos dar. Durante tempos, julguei não ter quantidade ou qualidade suficiente Para entregar a uma relação baseada em afecto físico e emocional e por isso mesmo não permiti a mim mesmo uma segunda oportunidade.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Errar custa-me, ainda que aprenda com isso, o suficiente Para voltar a seguir a mesma lógica, ainda que por um período muito mais curto. Queria voltar a ser adolescente novamente e a conseguir perspectivar esse sonho que tanto abraço como sendo meu. Há pessoas que passam e não deixam marca, apenas porque não arrancam uma impressão segura daquilo que somos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Por isso mesmo é preciso escrever, gritar, explodir. Contar as estrelas, conjecturar novas constelações e deixarmo-nos perder no espaço. Eles que saibam que o valor que temos é um dado adquirido e que por isso mesmo, não é o facto de nos sentirmos usados que vai alterar esse facto, apenas nos envaidece e nos torna mais corajosos e dignos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Aceito que nem toda a gente mereça aquilo que tenha Para dar, que sei agora ser suficiente Para fazer alguém vomitar de tanta felicidade. É algo que não posso deixar de me sentir entusiasmado e ansioso, já que quando chegar o momento certo, eu vou ter realmente muito Para oferecer.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Tudo se resume à intensidade que depositamos no momento em que nos entregamos, no qual a coerência não entra e muito menos a frieza desumana. Queremos todos o prazer agarrado à tesão fácil e indiscriminada, noites sem fim a acordar sem perceber muito bem onde, valores que são suprimidos e encolhidos, auto-estima baixa em demasia, orçamentos vazios em compaixão ou ternura.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Passei a aceitar então isto mesmo e que por isso mesmo, gosto cada vez mais de mim. Talvez porque faço da sinceridade a palavra fundamental no decorrer das minha vida, porque me acompanha desde a minha fundação e que é nisso que reside uma das minhas maiores características.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Acima de tudo, estou feliz por estar convicto daquilo que sou, daquilo que quero e espero daqueles que me acompanham e que aquilo que tenho Para dar é mais do que aquilo que a maior parte tem porque merecer.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;É nesta deambulação de palavras e registos, que admito que por isso mesmo, não me posso sentir culpado por algum dia me ter entregue a quem nunca valeu a pena. Quando se gosta, mostra-se, entrega-se, preserva-se. É um acto inerente à condição humana e não há como lhe dar a volta. Podemo-nos enganar, inventar mentiras estreitas e perfeitas sobre o fim de algo que nunca começa na verdade, que no fim, os sonhos hão-de ser os mesmos, em todos os lugares.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Fica tanto por dizer, tanto por explicar e ainda assim, tanto que aceitei, mesmo sem ter sido preciso escutar. A perspicácia acompanhada com um grande orgulho na pessoa que me olha, cada vez que me vejo reflectido no espelho mostram a pessoa segura que sou, excepto quando sei que percorro um caminho sozinho e às escuras, quando era tudo menos aquilo que se pretendia.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;A maior parte, ainda não ultrapassou o complexo “Dirrty Harry” e por isso mesmo, só dá valor àquilo que tem, quando já estamos sozinhos e sem rasto de coisa nenhuma. Não sabemos o que é gostar e por isso mesmo, agarrámo-nos à primeira pessoa que com um toque de retórica e bom gosto nos parece ser o desbravador de um novo tipo de sensações. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Não há&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dúvida persistente, apenas certeza de ter finalizado aquilo que noutra circunstância teria durado tempos indeterminados e tempo não é algo que se possa desperdiçar com quem não tem condições intra-pessoais Para o gastar, seja com quem for.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O que me confunde mais é a cobardia, misturada em vontade de arquitectar um sentimento indesejado no destinatário. Isso não compreendo nem aceito, seja de que remetente for enviado. O que me irrita mais é a tristeza disfarçada de comiseração e vontade de foder tudo e todos, sem aviso prévio. Há aqueles que ficam tristes, consumidos pela sua própria tristeza, quando tiveram tudo Para se verem livres dela.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Foi esta a minha maior luta e talvez seja altura de desviar o padrão e constituir um novo rumo à empresa que tanto se anuncia. Como sou inteligente, estive sempre consciente do que tinha Para enfrentar, assim como estou consciente agora que abandono, sem qualquer tipo de dúvidas na minha consciência. Até porque dúvida é algo que não existe, quando gostamos de alguém. Tudo é certo e conciso e eu não me licenciei em Orientação de Sentimentos, apesar de ser algo aliciante, mas que cada vez mais me faz perder a paciência e correr Para outro curso, com outra turma, a ver se desta vez os trabalhos de grupo são mais eficazes e as dúvidas não existem&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Caetano Veloso é que tinha razão e eu também só vou “gostar de quem gosta de mim”, conscientemente. Tenho a facilidade inerte de abandonar quem é portador de enfermidades contagiosas ou simplesmente quem não sabem receber a força que tenho e que transporto comigo. Muito Para além disto, não há nada que se possa repetir, apenas porque eu não quero.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Descobri que gosto demasiado de mim Para me deixar tomar por algo que não me preenche ou me satisfaz na totalidade. Tenho consciência que é não é fácil encontrar alguém que queira partilhar comigo o meu sonho, mas que é por isso mesmo que não há pessoas especiais em todas as páginas dos livros que encontramos, numa biblioteca qualquer.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;A felicidade maior, é conhecermo-nos o suficiente Para compreendermos as nossas limitações e a nossa motivação máxima. Não há benefício maior do que esse e provavelmente algo que me satisfaça tanto, enquanto constituinte de um colectivo de massas, com um pensamento cada vez mais uniformizado.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Por isso mesmo, isto é algo escrito Para mim e por mim.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;A segurança voltou, apenas porque tudo está como devia ser.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Há coisas que nunca serão nossas e por isso memso, não há motivo para nos sentirmos tristes, quando nunca fizemos algo para não o estarmos, de facto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Best Friend - Kate Nash - Foundations&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6520270208772422657?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6520270208772422657/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6520270208772422657' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6520270208772422657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6520270208772422657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/12/dirty-harry.html' title='Dirty Harry'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-3497763163706431761</id><published>2007-12-04T02:05:00.001+01:00</published><updated>2007-12-04T02:50:11.854+01:00</updated><title type='text'>Extinção II</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nunca me deram essa escolha. Achei sempre que o meu destino era fazer aquilo que não me diziam, romper com os limites e deixar-me ser navegada por ti, sempre que o vento me mentia na direcção que me fazias tomar.&lt;br /&gt;Não me prometeste nada, nunca e mesmo assim eu sempre esperei ouvir-te.&lt;br /&gt;Nem que fosse uma palavra.&lt;br /&gt;Nem que fosse um gesto.&lt;br /&gt;Nem que fosses tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para ti, sem saber muito bem o que te diria, se finalmente acordasses e me perguntasses o que tenho feito com o silêncio em que a minha vida se transformou, desde que tudo se tornou frio e perdi a vontade de me deixar aquecer por entre as palavras daqueles que angustiam este sentimento que bate cá dentro e espera sem aviso, que regresses.&lt;br /&gt;Sem querer, vejo ainda as estrelas, que tantas vezes me puxaste e fizeste crer que fazia parte dessa vasta constelação. Não há nada que uma mulher goste do que sentir que pertence a um lugar onde todos as acariciam e as desejam e tu sabias.&lt;br /&gt;Por isso, e por muito mais, voltaria a cometer o mesmo erro passivo e inerte de tentar salvar a tua memória e perdurá-la por algo mais do que as fotografias que guardo desse teu sorriso que nunca me deixou adormecer, quanto mais esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O amor é fodido", diria o Miguel Esteves Cardoso. Eu digo que fodido é ver-te morrer ao meu lado e querer apagar esta falta de coerência que é chorar quando nunca o fiz, mesmo quando ela morreu.&lt;br /&gt;Lembras-te? Deixaste-me sozinha, em vão, à espera que finalmente me sentisse culpada por nunca a ter perdoado e por fim o momento chegasse e eu me entregasse aos remorsos socialmente impostos. Nunca aconteceu.&lt;br /&gt;És inquebrável.&lt;br /&gt;Sou.&lt;br /&gt;Era.&lt;br /&gt;Nada disso interessa mais, muito menos a imagem de alguém que em nada merecia a minha atenção, quanto mais o meu amor. O amor é algo que não se pode conceder por força de laços sanguínios, nem por força do comidismo e muito menos pela força da solidão. Há que o merecer, há que o querer, há que ser irracional o suficiente para o aceitar.&lt;br /&gt;E mesmo partindo não sei chegar mais desse lugar sem nome onde me encontro de cada vez que entro em casa e tu não estás. O pó acomodou-se, terias vergonha se cá entrasses agora e tu que dizias que a disposição dos móveis e a forma como eles estavam adornados eram a imagem da nossa própria imensidão.&lt;br /&gt;Se assim é, a minha está coberta de lugares comuns, onde só tu predominas e onde as vozes que pedem a todo o custo que volte a conquistar o meu lugar no coração daqueles que tanto me querem, se calem para sempre.&lt;br /&gt;Se calem, para sempre.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;Era essa a tua melhor característica e então porque é que não a aguento agora? Eles que digam o que quiserem, que hei-de sentir o mesmo por ti.&lt;br /&gt;Há dias acordei e tinha o perfume de alguém na minha roupa. Não são verdadeiramente confiáveis, eles. Indagaram-me, questionaram-me e concluiram que te tinha de esquecer e acordei com o perfume de outra pessoa, enquanto me vestia, atrasada, como sempre.&lt;br /&gt;Uma médica não tem horários a não ser querer salvar aqueles que ama de uma morte rápida ou lenta. É tudo o mesmo. Morte e cheiros que não me pertencem e que eu desconheço.&lt;br /&gt;Pediram-me para me encontrar no mesmo sítio em que os vejo e que não me esquecesse que há um mundo que olha para mim e me avalia e que por isso mesmo, deveria ao menos olhar-me duas vezes ao espelho antes de sair.&lt;br /&gt;Foi o que fiz.&lt;br /&gt;A figura que me olhava parecia substancialmente mais velha do que me lembrava. Será que gostarias de mim, desta forma? Esqueci-me da sensualidade que me motivavas a transparecer, da tesão que era quando franzias o sobrolho, mesmo da mão por entre as minhas pernas. Queria ser eu outra vez, mas contigo. Sempre contigo.&lt;br /&gt;Cheguei e não os vi. Alguém me interpela e diz que estou bonita. Os homens têm a banalidade na ponta da língua, sempre que sentem a fragilidade feminina. Saí, sem pensar. Não era preciso. Não eras tu, nem lhes perdoo por terem tentado criar uma imitação fraca, sem qualquer resquício da tua vida. Tu que sempre me encontraste, por entre a minha corrida desenfreada de não saber amar, mas de o tentar conseguir.&lt;br /&gt;Quando chego a essa instituição que não consigo deixar de considerar como minha, eles olham-me e percebem que neguei a liberdade de não perder aquilo que não se quer ter.&lt;br /&gt;Liberdade.&lt;br /&gt;Tu tens o que eu preciso para me deixar ir.&lt;br /&gt;Nunca te disse o quanto precisava de ti e talvez por isso, tenhas ficado sempre ao meu lado. Vocês adoram a mulher forte e desinteressada, aquela que fica connvosco mas que não precisa, porque consegue gozar a partir de outras formas e feitios.&lt;br /&gt;Por isso nunca o disse. Tornei-me campeã dessa imagem que fiz como sendo eu e nunca te disse que o tempo deixou de ser um condicionador para mim, para passar a ser um prelongamento daquilo que eu tornei eterno.&lt;br /&gt;Tu gostas de mim.&lt;br /&gt;Disse-te sempre que não, para repetir que te amava, mesmo no fim.&lt;br /&gt;Sou má.&lt;br /&gt;Não és.&lt;br /&gt;Fui.&lt;br /&gt;Gostava de te agarrar e fazer-te ficar, a fim de acordares e me poderes tocar novamente. Nada funciona como era suposto. Não voltei a calçar aqueles sapatos que tanto odiavas, apenas para seres o único a puderes conhecer o pior que há em mim. E voltava a fazê-lo, apenas porque a verdade que reside em todos nós, é aquilo que escondemos.&lt;br /&gt;Não quero razão, não quero uma segunda oportunidade.&lt;br /&gt;Quero apenas que regresses, sem expectativa ou incitação.&lt;br /&gt;Acredito em ti.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-3497763163706431761?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/3497763163706431761/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=3497763163706431761' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3497763163706431761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3497763163706431761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/12/extino-ii.html' title='Extinção II'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-4335515073729045050</id><published>2007-11-30T02:35:00.001+01:00</published><updated>2007-11-30T02:44:37.474+01:00</updated><title type='text'>Ressaca</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois da ressaca, percebo que nunca deveria ter escondido tudo aquilo que haveria por ser revelado, segundo a minha vontade em ser o mais sério no que toca à conduta por mim exercida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Percebo agora o esquema de culpa e falta de prazer em que estava mergulhado e do qual não havia maneira de querer escapar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Escapar, de uma forma doce, nunca me pareceu a melhor solução, a não ser que tivesses envolvida. Queria tanto manter a minha integridade, manter a minha postura forte e independente, fruto da porra da sociedade individualista em que vivemos, que quase me esqueci de acordar e parar de seguir a batida riscada e viciada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Escondi-me sem que soubesse, fugi sem nunca o avisar, abracei quem não devia e acabei por correr atrás do grande vazio que é a solidão de não estar sozinho, quando é só disso que precisamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A fraqueza de um homem é posta assim à prova e ninguém gosta de a revelar. É assim que depois da ressaca, perspectivo a realidade que quase me consumiu e me deixou um pouco mais do que sozinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não deixei nada de mim, apenas me esqueci um pouco dos outros, sem querer entregas ao domicílio ou gorjeta quando se iam embora. Esqueci-me o que me torna realmente realizado, sem o querer deixar de ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois da ressaca, tudo me parece um pouco mais calmo, nojento e pouco racionalizável. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois da ressaca, quero esquecer tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois da ressaca, sou eu, novamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Best Friend . André Indiana - All alone with you&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-4335515073729045050?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/4335515073729045050/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=4335515073729045050' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4335515073729045050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/4335515073729045050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/11/ressaca.html' title='Ressaca'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-253401116926450867</id><published>2007-11-29T12:34:00.000+01:00</published><updated>2007-11-29T12:36:32.409+01:00</updated><title type='text'>Impressão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ninguém se interessa pelos sonhos dos outros. Vivémos na era egoísta do prazer único e singular, nunca partilhado, antes roubado. Somos a força motriz da incapacidade de partilhar, apenas porque nos ensinaram que não vale a pena.&lt;br /&gt;Tento arranjar uma desculpa para acreditar que o sonho é composto por partículas reais, que a leveza que sinto se compadece com a imagem que vejo cada vez que abro os olhos.&lt;br /&gt;Não me interesso pelo prazer sem ligação, a tesão sem paixão, a falta de lugar para cada um que passa por nós. É por isso que continuo a querer aquilo que sempre achei que existia, materializado nesses olhos que nunca foram tão sinceros, como agora.&lt;br /&gt;Talvez seja utópico pensar que nada disso existe, até porque não há prova maior, em toda a realidade que me rodeia, que nada disso existe. Por isso mesmo, torno-me o exemplo ao espelho, a fim de poder acreditar em mim, quando já nada de novo resta.&lt;br /&gt;Ninguém se interessa verdadeiramente pelos sonhos dos outros. São apenas resquícios que nos atrapalham a consciência e pedem mais do que  podemos dar.&lt;br /&gt;A expectativa nunca pode ser alta e embora me apetecesse, nunca foi isso que registei.&lt;br /&gt;Perdi-me na cor, na saudade e na alegria que é estar contigo.&lt;br /&gt;Impassivelmente, deixei de procurar a perfeição, para me dar conta que é na característica que surge a  impressão positiva e ninguém  se interessa pelos sonhos dos outros.&lt;br /&gt;Agarramo-nos aquilo que temos, aquilo que conquistamos, àquilo que perdemos e entregamos. Sei perfeitamente que nunca tive idade suficiente para que me levassem a sério e que talvez nunca venha a ter. Gosto de brincar com a vida e com aquilo que ela nos oferece e agarrar aquilo que avalio como rentável e consumível, praticável.&lt;br /&gt;O valor que me dão por tudo aquilo que eu sinto talvez nunca seja o suficente e talvez seja pelo melhor.&lt;br /&gt;No fundo, e apesar de racionalmente não o querer admitir, talvez me sinta melhor desta forma, que para mim me parece nova e moderna de mais. Ninguém disse q lidar com a liberdade havia de ser fácil.&lt;br /&gt;Ninguém dá valor aos sonhos dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend -Natalie Imbruglia - Intuition&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-253401116926450867?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/253401116926450867/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=253401116926450867' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/253401116926450867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/253401116926450867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/11/impresso.html' title='Impressão'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-5306278944487862710</id><published>2007-11-22T03:28:00.000+01:00</published><updated>2007-11-22T03:34:11.969+01:00</updated><title type='text'>Coragem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Compreendo agora, o que outrora me pareceu sempre distante de mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; A força da imaginação e da leveza ilusória que sempre me abraçou e me surpreendeu, há-de tomar o seu curso, novamente.&lt;br /&gt;É aqui que reside a grande impressão que noto agora, saber de cor o seu ciclo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sem saber como, encontrei um novo sabor na vida, sem que esta me pareça rotineira ou imensamente aborrecida, pondo-me acima de tudo, novamente.&lt;br /&gt;Gosto de controlar, sem nunca ser controlado, por mim ou por qualquer outra mão que tente imobilizar a coragem que há em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;A vida tem esse carácter de repetição passiva e inerte que nos afoga e alivia a consciência, de modo a que possamos tentar tudo novamente, sem sequer nos darmos conta.&lt;br /&gt;Por isso, voltamos a esquecer tudo o que aprendemos, apenas para ouvirmos novamente a música que tanto queríamos que fosse nossa. Esta expressão compassiva e eterna é a memória que todos queremos esquecer, rapidamente. Detestamos tanto errar, que voltamos sempre ao início, numa manhã qualquer, com um corpo qualquer, envoltos nuns lençóis quaisquer, a fim da idade da inocência voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber muito bem como, desconcertei a chave e analisei a estrutura de um novo esboço e concluí que de facto, são poucas as vezes em que a vida nos oferece uma forma tão boa de viver aquilo que sempre se julgou ter.&lt;br /&gt; Novamente, vejo-me rodeado de risos e considerações, tentativas de racionalizar o desejo incontrolável, de querer sentir a carne a esbracejar por um pouco mais, de voltar a narrar um novo olhar que por mim passa.&lt;br /&gt;Para conseguir identificar o ciclo, tive que querer identificar o desvio de padrão, aquele ponto em que tudo parece incontrolável, e fazê-lo transparente. Residia tudo na coragem de querer, ter e ser, comprimidos em pensar, agir e sentir. São conceitos simples e pouco esclarecedores, mas que combinados esclarecem qualquer noção dúbia ou pouco polida.&lt;br /&gt;É certo que deixei novamente de me deixar adormecer, apenas porque tenho um medo infantil de não te encontrar enquanto fecho os olhos e rever novamente esse vulto que eu tenho coragem para acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E afinal, era tudo tão fácil. Apenas tinha de admitir o erro a dois, a memória que não tem de ser esquecida ou renegada e aceitar que tudo há-de acabar por uma razão, deixando-nos sempre algo de muito melhor do que aquilo que nos foi retirado.&lt;br /&gt;Preocupo-me com o tempo que gasto, sem nunca pensar que a aprendizagem faz-se a partir desse mesmo processo, erradamente.&lt;br /&gt;Por isso, conquistei a paz que tanto queria, sozinho, sem recurso a duendes ou produtos cientificamente testados. Consegui compreender a novidade que existe em tudo isto e a força que é preciso subverter para conseguir gostar de alguém, novamente.&lt;br /&gt;É tudo um erro, quando achámos que a indicação que a vida nos dá, é que não há nada que nos realize verdadeiramente, quando tudo é possível de ser conquistado. É de facto uma pena, que o discernimento me tenha custado a ser sentido, mas concluo agora que há um “tempo” para tudo e a minha viagem perdida entre as minhas entranhas e a tesão pouco sentida por outro alguém, foi algo que era suposto, afim de me ser atribuída uma dimensão mais humana e real.&lt;br /&gt;No fundo, gosto de mim e gosto de quem sou e nunca essa celebração me pareceu tão conclusiva ou com tanto sentido de oportunidade, oportunidade essa que me voltou a ser concedida para que o passado seja relembrado apenas para me recordar a &lt;strong&gt;coragem&lt;/strong&gt; que é preciso ter, para gostar de alguém, constantemente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend – Leona Lewis – Bleeding Love&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-5306278944487862710?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/5306278944487862710/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=5306278944487862710' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/5306278944487862710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/5306278944487862710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/11/coragem.html' title='Coragem'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6974984483352452703</id><published>2007-11-16T02:28:00.000+01:00</published><updated>2007-11-16T02:29:30.323+01:00</updated><title type='text'>Extinção I</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nunca me importei com aquilo que eles diziam. O timbre das vozes, ora agudas ora graves, nunca me fez desafiar a consciência e impor um novo paradigma. Por isso mesmo, esperei sempre que o final fosse anunciado por si só, que o frio viesse congelar esta vontade de viver rejuvenescida de cada vez que te via sorrir. Era um novo ímpeto de cada vez que me tentava fechar entre o sofá e a nova cor que os móveis traziam, sinal do tempo que passa por eles e que eu tento a todo o custo que se esqueça de mim.&lt;br /&gt;Por isso, nunca me importei com o que eles diziam. As palavras pareceram-me sempre complexas de mais, para serem cumpridas no seu objectivo pleno. Palavras provocadas pelo prazer da carne que todos queremos, pela força do último queixume antes de partires, pelo nojo que era ver a minha imagem reflectida no espelho de cada vez que te via e desaparecia, fugazmente.&lt;br /&gt;A morte sempre me pareceu algo transitório e pouco real. Ficavam-me sempre as fotografias, os vídeos repletos de felicidade e compaixão, a memória perdida entre o real e a nossa imaginação.&lt;br /&gt;Por isso nunca acreditei no que eles diziam.&lt;br /&gt;Sempre me pareci a força da superação, a autenticação da coragem e da verosimilhança, o poder de acreditar, sentir e por isso mesmo agir.&lt;br /&gt;Com o tempo, compreendi que talvez nada fosse como estava previsto. Passei então a odiar-me por me perder nas várias maneiras de agir, ao invés de actuar realmente. Vivi sempre sob a máxima que a realidade não espera por nós e por isso mesmo parar, acabaria por se tornar uma missão perigosa e inútil, sem fundamento e pouco compreensível, caso estancasse num momento e não me permitisse continuar.&lt;br /&gt;Passei então a dedicar-me exclusivamente a ti. A profissão que os meus pais tanto queriam que exercesse, haveria de fazer algum sentido em toda aquela absorção de dor e paredes que me mostravam os limites da força humana. Queria algo divino, perceberia depois. Por enquanto, acreditava na coragem de te ter comigo e não acreditar no que eles diziam.&lt;br /&gt;Eu haveria de te salvar e tu, passivamente, salvar-me-ias a mim também.&lt;br /&gt; Perder-te nunca haveria de ser fácil, mas perder-te entre os corredores daquele ar que eu respirava, seria a minha eterna caminhada para algo que eu preferia manter no anonimato.&lt;br /&gt;Ainda me haveria de rir deles, pensei. Eles que profetizam um futuro sem grandes horizontes, a não ser a minha dor, eles que nunca nos viveram e por isso mesmo, nunca hão de saber parar como nós.&lt;br /&gt;Quando me deitava ao teu lado, sem que tu desses por isso, imaginava-te novamente perdido nas praias daquele que haveria de ser o nosso refúgio. Onde o tempo se mexe com alguma dificuldade e tudo parece mais lento. Esse sul do país esquecido e abandonado que ainda se há-de tornar a nossa maior riqueza.&lt;br /&gt;Imaginava-te sem pressas, perdido entre as dunas, com uma super bock a descer, lentamente até que te lembravas e nos voltavas a colocar na rota certa. E estaríamos sempre, se a ciência fosse exacta e mais evoluída, se a industria farmacêutica não fosse tão altruísta ou houvesse um deus suficientemente grande para não se esquecer que estás a desaparecer.&lt;br /&gt;Se houvesse um deus suficientemente grande para me deixar adormecer contigo, se houvesse um deus suficientemente grande para me levar contigo, se eu fosse suficientemente grande para me deixar morrer contigo.&lt;br /&gt;E eu, que nunca me importei com o que eles diziam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto escrito por Sofia Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Friend – Incubus Miss you.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6974984483352452703?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6974984483352452703/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6974984483352452703' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6974984483352452703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6974984483352452703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/11/extino-i.html' title='Extinção I'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-1595876211469368773</id><published>2007-10-01T13:52:00.000+02:00</published><updated>2007-10-01T13:53:13.082+02:00</updated><title type='text'>Padrão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há tanta matéria que nunca conseguiremos alcançar, nem compreender a sua composição e por isso mesmo voltar a fabricá-la.&lt;br /&gt;Se um minuto da nossa vida chega para colmatar todos aqueles que nunca farão parte dessa selecção inválida e descrente de segundos que aparentemente são escassos e não nos seguram por muito mais tempo. Se a verdade que não aparece por entre essa vaga noção de que aquilo que temos é aquilo que sempre precisamos.&lt;br /&gt;E por fim, eis que na realidade subjacente de me extrapolar da própria matéria que me envolve, consegui perspectivar a verdadeira ideia de quem sou e porque o sou. É nos genes que transitaram e na fundação da minha própria educação que tudo reside e que talvez por isso mesmo eu recolha desta forma convicta tudo aquilo que advém da mesma.&lt;br /&gt;Ali mesmo, num acto de profunda falta de intensidade e entrega tudo se fez mais claro e preciso. Tive essa ideia que tanto faltava para completar a pauta e silenciar este burburinho que se mantinha aprisionado cá por dentro, esta alegria de estar triste, esta vontade de ser sempre o mais forte e o mais seguro em tudo aquilo que faço e que procuro.&lt;br /&gt;Retirei o mapa de inserções, imprimi as notas de débito, passei as notas de crédito, facturei tudo aquilo que havia para facturar e no fim, compreendi o desvio do padrão e a moda que se havia criado nas estatísticas. Compreendi que alguém haveria de estar errado, alguém haveria de se sentir miseravelmente sozinho, na maior das apatias, na maior das solidões, por nunca ter tido a capacidade de ler o que o computador registava.&lt;br /&gt;Pessoas fracas, sem conhecimento ou dinamismo, capazes de as levar mais longe, para que eu compreendesse sempre tudo antes, mantendo assim o controle do volume de vendas, que claro está, nunca haveria de ser o esperado. E tudo terminava da mesma maneira.&lt;br /&gt;Acabaria por me tornar pouco prestável, pouco comunicativo, um pouco mais fugidio, a ver se finalmente me aparecia uma carta de demissão por cima da secretária. Trabalharam sempre a recibos verdes, porque está na moda manter as devidas seguranças para ambas as partes, havendo assim uma independência patente, para que nada pudesse ser cobrado.&lt;br /&gt;Se pudesse, tudo seria de forma igual, até porque agora sei porque é que volto sempre ao início. É difícil não o fazer, quando já se sabe o fim e tudo é economicamente mais seguro…&lt;br /&gt;No final de contas as pessoas são sempre iguais, porque o lugar que ocupam é sempre o mesmo. É preciso criar novos postos e funções de maneira a que o risco tenha lugar, deixar-me embrulhar por essa fantasia de tocar na chuva novamente, sem que isso signifique perder a coloração da realidade. É preciso sentir novamente o incontrolável a crescer, a vontade inerte de chorar, mesmo quando não se pode e regressar ao plano das emoções.&lt;br /&gt;Eu tenho a oportunidade de fazer diferente daqueles que partilharam o mesmo caminho, ao ver-lhes a saudade a não ser sentida e a contarem as secretárias por onde passaram. Eu tenho a oportunidade de quebrar as paredes que me separam dessa falta de concessão, sem culpas ou preconceitos.&lt;br /&gt;Saber que a culpa também me pertenceu, não chega. Há que tomar consciência da falta de rendimentos e tentar uma nova segmentação de mercado, a ver se a estratégia muda e o padrão de erros também. É preciso acreditar que não estarei perdido, apenas porque não quero e alguém poderá de facto tomar conta de mim, ao invés de tentar sempre que o inverso aconteça.&lt;br /&gt;Ter a consciência não basta, há que agir e quando a inspiração voltar, encontra-me a trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Melhor amigo : Ryan Adams - Wonderwall&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-1595876211469368773?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/1595876211469368773/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=1595876211469368773' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/1595876211469368773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/1595876211469368773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/10/padro.html' title='Padrão'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-3083106805258293214</id><published>2007-09-19T14:12:00.000+02:00</published><updated>2007-09-19T14:13:04.590+02:00</updated><title type='text'>Graça</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;O difícil há-de ser sempre conseguir prolongar a perfeição irreversível do momento espontâneo e nunca planeado.&lt;br /&gt;O impossível há-de ser o de não recordar com uma alegria exasperante todos aqueles momentos que nos pareceram de uma partilha única e que nos pedem uma reflexão quase exaustiva à estranha forma como de vez em quando, conduzimos a nossa vida.&lt;br /&gt;Não concebo a leveza pela qual a vida segue e toma as suas formas, umas vezes mais compreensíveis do que outras. No fim, tudo há-de ter algum significado que vá de encontro às nossas expectativas e àquilo que lentamente nos tornamos.&lt;br /&gt;Sermos capazes de gritar que fazemos aquilo que acreditamos como correcto e politicamente bem orientado, nem sempre nos chega. É preciso libertar essa angustia que nos limita e nos cobra, diariamente, os juros por não termos tido a coragem para discernir qual seria a melhor opção para aquilo que todos temos como finalidade.&lt;br /&gt;Não será preciso descrever a seriedade do assunto, a magnitude do riso esboçado cada vez que agarro as memórias e penso que já tive tudo e que persegui uma nova direcção para a qual, percebo agora, talvez não ter créditos suficientes para dar uma continuidade sustentável.&lt;br /&gt;Se vivo a correr, se vivo para correr e sei que o fim será certo e preciso, é irracional continuar um trajecto esgotado por si próprio. Devia notar, por mim próprio, que tudo terá uma altura certa para ter lugar, que não há pressa sem haver base sustentável que se conclua em futuro e que muito menos, há materialização que nos afaste da solidão.&lt;br /&gt;Damos tudo por um sonho para acabar com outro e eu que já não tenho idade para inicia-los nem tão pouco para os ver morrer e muito menos com quem os partilhar.&lt;br /&gt;É o início da era racional, onde a vida adulta parece dominar estridentemente, onde há prazos e impressões digitais que nos identificam mais, do que as nossas vitórias.&lt;br /&gt;Por isso mesmo, perdi a capacidade de chorar por mim e pela frustração em que estou enfiado e talvez por isso dê tanta relevância àqueles minutos em que vos segurei na mão e tive a certeza que ainda não estava morto, e quede facto, ainda poderá ser o sonho que comanda a minha vida e que é nessa falsa esperança que reside toda a minha graça.&lt;br /&gt;Foi nesse momento, como em tantos outros, que longe de casa, me senti mais próximo de quem realmente sou e de quem realmente quero ser. O prolongamento da inocência poderá nunca ter acabado e talvez por isso, eu possa continuar a ser quem nunca deixei de querer ser.&lt;br /&gt;De facto, a coragem para deixar de sorrir e ser educado, como sempre me ensinaram, não a tenho. Sou católico e por isso mesmo vivo por entre o prazer da culpa das minhas acções e por isso mesmo, hei-de sempre tentar fugir ao prazer, por saber antever a única consequência que isso poderá ter.&lt;br /&gt;Não fui à espera de me encontrar, porque essa verdade tenho-a em mim de uma forma muito clara. Não fui à espera de me perder no tempo de uma forma tão pura, nem sequer de conseguir viver de uma forma tão livre. Mas o que trouxe, foi a noção clara de que as mãos que me agarraram e me fizeram chorar, são de facto importantes demais para serem deixadas para trás e que talvez tenha sido por isso que ainda não parti.&lt;br /&gt;A justificação há-de ter sempre um nome. Neste caso, serão sempre vários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Listen to : John Mayer – waiting on the world to change&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-3083106805258293214?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/3083106805258293214/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=3083106805258293214' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3083106805258293214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3083106805258293214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/09/graa.html' title='Graça'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-3727968214244842552</id><published>2007-09-09T03:47:00.000+02:00</published><updated>2007-09-09T03:48:58.498+02:00</updated><title type='text'>Herança</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foi aqui que tudo começou e é onde pareço voltar, década após década, na esperança ínfima e sóbria de conseguir encontrar-te por mais alguns momentos do que aqueles em que te encontro, mergulhada na minha inspiração, revolta nas minhas memórias.&lt;br /&gt;Se conseguisse fazer com que me amasses um pouco mais talvez acreditaria na perfeição e me deixasse levar por essa fé vaga, que é acreditar que realmente me encontro, quando estou contigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui confuso e por isso mesmo, sei o que esperar de ti e da tua jovialidade surpreendente e inconstante. Prefiro perder-te entre a multidão e continuar a ouvir esse teu riso pouco sério, de quem já aprendeu mais do que aquilo que a vida lhe tinha para ensinar e afinal, nunca teve aquilo que sempre precisou.&lt;br /&gt;É neste lugar, perto do mar e da tua voz, onde sempre me acalmei e senti que era o teu apoio, a segurança de um repouso concreto certo, sem dúvidas, ou medos infantis. E apesar de não estares aqui, apesar de não te ouvir mais, apesar de continuar a procurar-te sem perceber onde te possa encontrar, o silêncio que se apodera do local que já foi nosso, parece-me reconfortante. Como se fosses aparecer sem avisar e disso resultasse a motivação para um amanhã mais reconfortante.&lt;br /&gt;Até lá, entretenho-me a contar os dias que passaram e que serão holograficamente iguais aos de ontem, onde nem o espelho me encontrava, na esperança de que tudo fosse uma ilusão e a minha pele tivesse ficado esquecida, enquanto os anos passam.&lt;br /&gt;Precisava era de deixar sair esta agonia, por entre uma guitarrada e algum álcool, a ver se as lágrimas acabam por sair e algo me consegue alcançar, de novo. De certeza que tudo seria mais fácil e esta necessidade de sentir a tristeza a trespassar-me a energia que reside em mim, não existiria mais.&lt;br /&gt;E não consigo explicar, de facto, porque é que no fim de contas, quando tudo foi resolvido e as peças encontradas, porque é que ainda te espero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;É difícil explicar esta esperança, tantas vezes negada. Se esconder dentro de mim, como de resto tem acontecido, por certo que alguém que acabará por descobrir. Se pretender recolher todas as informações, pesquisar e conceber um plano de modo a descobrir a cura para tamanha devoção, então serei um tolo. Para sempre.&lt;br /&gt;Não, não é de fácil explicação, mas quando se tem dezassete e se sente a vida que a escorrer-nos e a pedir um pouco mais de pulsação, não há mais nada que possamos fazer. Mesmo quando não conseguimos dormir, por entre a ansiedade que o despertador nos deixe invariavelmente adormecidos para sempre, e que por isso, percamos tudo aquilo que nos quer manter acordados.&lt;br /&gt;Talvez tenha aprendido a viver com aquilo que sou e a admitir que não há mais nada do que isto, para além de sentir a tua falta e de o reconhecer pacificamente, sem pressa ou nervosismo.&lt;br /&gt;Há de facto “coisas” que não conseguiremos arrancar de dentro de nós, outras que nunca serão nossas e ainda outras, que por algum motivo, não conseguimos manter cá por dentro, embora gostássemos.&lt;br /&gt;Novamente, o amor, aquele que te entreguei, é um acto perdido, talvez nunca merecido, inconstante e impreciso. Amar-te, já o disse antes, nunca foi fácil, mas compreendo agora, que a tua revolta fora sempre nunca me teres lido suficientemente bem, para acreditares nisso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Que venha o coro estridente das massas que apelidam as formas do melhor que existe, que espalham cremes a ver se escondem a putrefacção da carne e a impureza da alma, que eu serei sempre o único que te espera, mesmo quando a porta parece fechada. E embora muitas vezes me sinta fraco, nunca serei o suficiente para me esquecer que foste tu que deste a batida certa, para este arranjo tantas vezes desconcertado.&lt;br /&gt;Não há erro que suporte esta vontade. Tenho-te comigo, como se de uma herança se tratasse, sem precisar de desejar muito, para que isso aconteça. E embora consciente de que tudo é passageiro, não me importo, apenas porque te tenho comigo. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chicago – Sufjan Stevens&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-3727968214244842552?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/3727968214244842552/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=3727968214244842552' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3727968214244842552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3727968214244842552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/09/herana.html' title='Herança'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-3124888076705175443</id><published>2007-08-14T02:24:00.000+02:00</published><updated>2007-08-14T02:25:17.007+02:00</updated><title type='text'>Destino Maior</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não sei o que gosto mais em ti, se do amor que me evocas, se do teu cheiro, quando já não permaneces em mim. Agarro-me a tudo o que me rodeia, apenas para te suster, prender por entre essa voz morna que me embala e me arranca.&lt;br /&gt;Ainda não escondi o copo que deixas-te, um pouco tombado, quando passaste. Esse vinho que trouxeste e que haveria de ser a razão da nossa glória, bêbados demais para perceber a ascensão desse destino maior que é amar.&lt;br /&gt;Fixar-te por entre a minha pulsação, quente e inerte, quando é por mim que permaneces, intacta e segura que não há mais do que a realidade que te envio. E que fazer se foste tu que invadiste a minha força, com essa perspicácia de quem reconhece que o silêncio é a melhor forma de me escutar.&lt;br /&gt; Se haveria alguém que me trouxesse de volta, entre o negro e o batuque, a alegoria de uma nova estrada prestes a ser percorrida.&lt;br /&gt;Perdi-me a tentar descobrir aquilo que me enlouquece e  que faça perdurar este estado de inactividade, esta saudade eterna de cada vez que não estás em mim, essa vontade de encontrar uma parede em que te possa ter comigo. Morna, como a tua pele, a tua voz, a tua certeza que a música nunca acabaria, enquanto o vinho perdurasse nesse copo.&lt;br /&gt;É ainda a mesa que me fixo, a fim de tentar fazer com que regresses, apenas que por ínfimos momentos. Queria fazer-te minha agora, como se tivesse sido sempre esse o nosso fado.&lt;br /&gt;Olho para o relógio e o tempo que não passa. Fico perdido nessa tortura que é ter de aguentar essa ausência que me angustia e regista tudo aquilo que não é saudável esperar. Recordo então as fotografias, lentamente, a fazer reviver um pouco mais aqueles momentos, onde a África era nossa e tudo era um pouco mais natural. Consigo ainda ouvir-te a correr, entusiasmada por esse riso sério que fora sempre a tua eterna magia. Concentrando-me ainda ouço ao fundo o rio e os miúdos a gritar, por estarmos unidos sem vergonha ou pudor. A natureza fora sempre a nossa melhor aliada e de facto, a única.&lt;br /&gt;Danças ainda, como naquela altura. O pescoço torneado a dar voltas sobre o teu corpo, mapa das revoltas contra a incapacidade de permanecer infinitamente nele. Queria voltar e ser livre, novamente contigo, ouvir Cesária e gritar que é por ti que sinto saudades, mesmo quando ainda não partiste. Esse desejo infantil que acendeste e que afinal, nunca se tinha apagado.&lt;br /&gt;A minha alma só está morna, quando estás longe.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-3124888076705175443?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/3124888076705175443/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=3124888076705175443' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3124888076705175443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/3124888076705175443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/08/destino-maior.html' title='Destino Maior'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-7585155160379954719</id><published>2007-08-06T01:37:00.000+02:00</published><updated>2007-08-06T01:38:09.293+02:00</updated><title type='text'>Falso Alarme</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Saí sem pensar, sem compreender se eras tu que me seguias ou se era eu que te trazia. Comigo, sem recordar a força que me davas e que eu nunca quis, a não ser a tua.&lt;br /&gt;E foi aí que deixei de pensar, mas em que tudo realmente fez sentido. Sem correcções apontadas por terceiros ou falta de inspiração vagamente iluminada.&lt;br /&gt;Fiquei absorto pela imaginação surreal em que ninguém me perdia e onde a confusão tinha por fim, desvanecido.&lt;br /&gt;Como se eu soubesse voltar atrás e impulsionar tudo aquilo que sempre quisera ter. Em mim, dentro de mim, para mais ninguém saber, apenas para tu sentires.&lt;br /&gt;Vi-me a desaparecer lentamente, à medida que me afastava. Os dedos que outrora arrancavam, desapareceram para nunca mais voltarem a indicar-me o caminho que tantas vezes se me avizinha como perdido. Não tenho intenções de corresponder a insegurança de alguém que só me encontrou entre os resquícios da minha letra, por entre o meu nome e tudo aquilo que faço meu, um pouco à minha imagem.&lt;br /&gt;Enquanto saio, tento esquecer o barulho que me impede de ouvir os teus chamamentos, entorpecido que estou pela minha própria aceleração. Ruídos que me desconcentram e não permitem que te ouça. Ou então nunca me pediste para voltar.&lt;br /&gt;É aí que corro, cada vez mais depressa, a ver se a frustração que tanto me quer abraçar, se perde e não me encontra. Esse falso alarme que tantas vezes se parece com a tua voz, que julguei nunca mais querer ouvir, torna-se confortável cada vez que reconheço que afinal sempre gostara. De a ouvir e de a reter, como se achasse que nunca mais te encontraria. Como um prenúncio de um fim anunciado que esperei sempre encontrar nesse desengano infantil, de quem já teve aquilo que sempre quis segurar.&lt;br /&gt;Exausto, sem respiração controlada e sem nada ao meu alcance, onde me possa apoiar, paro a ver se a respiração volta e eu nunca mais me volto a sentir sozinho, mesmo quando sei que mesmo que olhe para trás, tu não estarás lá para me ver partir.&lt;br /&gt;Isto não é sobre o teu orgulho ou a tua incapacidade de fazeres perdurar aquilo que se quis construir, lentamente. Lentamente, como se a incapacidade de gerir uma vivência, fosse transparente.&lt;br /&gt;Apoiado na parede, a ver se não caio novamente nessa armadilha que é esperar que venhas ao meu encontro, deixo-me pensar que ganhei essa infinita batalha de pensar que posso prender a saudade que ainda hei-de sentir e se calhar, nunca mais precisar dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;K T Tunstall - False Alarm&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-7585155160379954719?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/7585155160379954719/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=7585155160379954719' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7585155160379954719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/7585155160379954719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/08/falso-alarme.html' title='Falso Alarme'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6585312099545844334</id><published>2007-07-10T18:06:00.000+02:00</published><updated>2007-07-10T18:07:38.055+02:00</updated><title type='text'>Liberdade</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estou a tentar voltar a constituir o que me rodeia. Perdi o vício de me perder nas palavras a fim de cortar essa ligação com a natureza infantil da qual sou feito.&lt;br /&gt;Nunca percebi o que é ser adulto, na verdadeira acepção do conceito imposto, desde cedo. Sou posto contra à parede através de situações que não domino, a ver se o medo me consome, ou se por outro lado, consigo adormecer, sem que tudo me atormente quando isso finalmente acontece.&lt;br /&gt;A vitória é uma ilusão sempre inconsciente. A beleza do acto de viver deveria consistir em acordar diariamente com um prazer infantil, uma inocência renovada, uma sede em potência e evolução.&lt;br /&gt;Continuamente, compreendo o erro de tentar que tudo gire ao contrário. Tento esquecer que o silêncio é resultado da minha própria falha. Não há solução para o problema constantemente debatido. Encontro agora a insensatez nas minhas próprias palavras, encoberta em certeza dúbia e nada confirmada.&lt;br /&gt;Afinal, amar nunca acaba. A coerência mantém-se desde o início. Passaram-se dez anos e continuo inerte, a percorrer este pedaço de coisa nenhuma, à espera que tudo passe. Invariavelmente, encontro-me por entre os sorrisos alheios, à espera que a grande descoberta se certifique. Ninguém tem o valor seguro de quanto custa um regresso à idade em que tudo é novo e apaixonante. È o fluxo que escorre e se encontra, nessa parada insegura que é sentir-se próximo de alguém.&lt;br /&gt;Dependemos disso, como quem depende do telemóvel privado, a fim de se esquecer que a solidão chega, mesmo quando estamos mais rodeados.&lt;br /&gt;Nasci velho o suficiente para não conseguir encontrar mais a surpresa. Não sinto nada do que era suposto e já nada me eleva. Apenas queria permanecer um pouco mais perto dessa beleza sensorial que tantas vezes disse estar farto. Estou perdido no desespero que é ter perdido a capacidade de comunicar a parte que acabei por perder. E mesmo quando quero não consigo e mesmo quando tento não alcanço.&lt;br /&gt;Queria apenas permanecer um pouco mais perto dessa capacidade que tantas vezes parecia eterna, em que acordava e me encontrava, em que adormecia e era a verdade que estava ao mesmo lado. Tenho a pena de não ter saudades de tudo. Muito mais ainda, de não ter esse desejo de te continuar a procurar e ver-me no final dessa alegria toda que me juntava as partículas.&lt;br /&gt;Incito tanto os que me rodeiam a terem aquilo que os satisfaz e os torna capazes de serem mais e melhor, que não guardo nada mais para mim.&lt;br /&gt;Não tenho mais pretensões de querer saber mais do que aquilo que acabei por perder, nem paciência para concluir subjectividades. Compreendo a natureza humana e por isso procurei apenas o que não existia. Pensar que era tudo errado, como pensei tantas vezes, era saber o fim antes de ser anunciado. A morte da inocência haveria de chegar, e tudo ficou um pouco mais pequeno.&lt;br /&gt;Voltei à banda sonora feliz e espalhafatosa, a condizer com o Verão, a ver se me esqueço da lógica e da razão. Por algum factor, passei a observar as pessoas em estatísticas e números, como elas são.&lt;br /&gt;Ainda voltei a tentar abrir o piano, a ver se escolhia a nota certa e evitar o som que ecoa cá por dentro, entre a profundidade que não sinto de cada vez que afirmo que estou bem.&lt;br /&gt;Não há locais certos, nem tempo errado que desculpe tudo aquilo que se perdeu, tudo aquilo que tinha e se perdeu.&lt;br /&gt;Quando me fui embora, não compreendia a pena que sentiria por nunca ter tido tudo aquilo que julgava ter tido e que por isso haveria de querer voltar atrás a fim de o confirmar. Sim, está tudo bem. É o compensar da fuga verbal utilizada, quando já nada faz mais sentido, mesmo durante a noite, que é quando se procura educação informal sobre aquilo que não se consegue compreender. Tenho pena de ter nascido com mestrado nessa matéria e de não precisar desse amor rápido e conciso, material e superficial, que não esmaga nem corrói. Gosto de sofrer por entre a melancolia e a vontade de voltar a ter mais. De me sentir instigado por essa força maior, dizer apenas que não preciso de aliviar a minha consciência.&lt;br /&gt;É essa a liberdade humana. Compreender o que se perdeu, a fim de se voltar a ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Travis - Closer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6585312099545844334?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6585312099545844334/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6585312099545844334' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6585312099545844334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6585312099545844334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/07/liberdade.html' title='Liberdade'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-5249037114290744224</id><published>2007-05-22T14:37:00.000+02:00</published><updated>2007-05-22T14:38:57.267+02:00</updated><title type='text'>Ossos</title><content type='html'>Talvez tivesses razão e eu nunca me devesse ter cruzado contigo. A proeminência da nossa “estória”, como tantas outras resulta num mal conseguido arranjo musical. Não combinámos e por isso nem sequer chocámos. Perdemo-nos nos risos próprios e contínuos de quem não tem intimidade para discordar, pensado que era na ligeireza de uma relação sustentada nos postulados da idade moderna, que haveríamos de sobreviver, onde tantos pereceram.&lt;br /&gt;Não estava preparado, ainda, para suportar que algo viesse acabar com a plenitude moribunda em que os meus dias haviam mergulhado. A serenidade era tanto, que a solidão parecia sempre mais confortável do que um sorriso afável. Deixei-me acomodar nessa inocência que é não precisar de ninguém, que quando chegaste, compreendi que realmente não era de ti precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, é que não estavas vestida da melhor forma. &lt;br /&gt;A maquilhagem parecia completamente irregular e a dança completamente instável. Com a tua soberba “vodka-martini” deleitei-me a ouvir te gritar “Don´t you wanna feel my bonnes?”. Eras o antídoto perfeito para a minha criação, a fuga para a intemporalidade dos amantes, o amor que nunca quis e que invariavelmente nunca possui.&lt;br /&gt;Claro que queria sentir os teus ossos nos meus, a tua pele a forçar-se sobre mim, por entre os lençóis que acabavam por ser o reflexo da nossa sobrevivência diária.&lt;br /&gt;Quando adormecias neles, julgava-me o homem concretizado que sempre quis ser, mas quando acordava e te perspectivava entre um raio de sol e uma fome insana, compreendia que só te queria o corpo, nunca a alma.&lt;br /&gt;Perdi-me tanto em obstáculos impostos pelos outros, que acabei por me refugiar também eu neles. Pensei sempre que nunca te conheceria, que as tecnologias haveriam de nos enganar, que tu nunca te deixarias seduzir. &lt;br /&gt;Foi um processo tão transparente e conciso que perdeu todo o encanto que sempre vira nele. Os teus gestos tornaram-se em exactidão obrigatória, a tua voz em rotina negligente. Por isso, nunca interiorizavas o que havia dito.&lt;br /&gt;Falavas-me sempre da tese que haverias de completar sobre o comportamento humano, já que de facto sabias melhor do que ninguém como é que este se equacionava, que não viste em mim os desgastes próprios de quem assumiu o fim da dissertação e não está disposto a completar outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que tudo estivesse terminado, sonhei, ainda, algumas vezes. Eras tu a sentir os meus ossos a arrastarem-se nos teus, os dois em carne viva repleta de puro prazer, como só tu me conseguias dar. Eras tu e o teu copo, inicialmente sinónimo de irreverência, para depois se tornar símbolo de alienação.&lt;br /&gt;Talvez tivesses razão. Nunca me deveria ter cruzado contigo e colocado a tua imagem na minha recriação melancólica do mundo que criei. Vi-me forçado a combater a linha escorreita, em que se funda a perfeição e o desengano, acabando por retornar sempre às tuas mãos. Mesmo agora, não diria que não, para somente depois de me relembrar desse toque, o dizer em voz alta: Não!&lt;br /&gt;Os corredores da imaginação assumem-se cada vez mais entre a culpa e o prazer, o egoísmo e a vontade de te ter, mesmo quando sei que não consigo.&lt;br /&gt;“Alguma vez conseguirás?”. Foi aí que reflecti e compreendi que nunca te deveria ter oferecido aquilo que não posso dar. Se alguma vez tivesses compreendido a verdadeira essência da pessoa que estava a tua frente, saberias bem que o orgulho que me domina é por certo superior à vontade infantil em te ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandei-te embora várias vezes, na esperança que por iniciativa própria, não voltasses, que te fartasses do cheiro a lápis e a telas nunca acabadas e fugisses da melancolia que tantas vezes me abarcava.&lt;br /&gt;Nunca tive no olhar o amor que tanto quiseste que te oferecesse. Ias buscar sempre onde achavas que era mais fácil retirar algum descanso. Sentia-te muitas vezes a raiva que te arrancava e te deixava solta, sem que por isso desses conta. Mas nunca me acusaste de ser incapacitado emocionalmente. Mesmo que o soubesses, nunca o dirias.&lt;br /&gt;O resto não te importava. Preferias discutir horas a fio o problema dos estudantes oriundos dos países PALOP, do que correr para esses armazéns que embebedam os adolescentes e os fazem sentir vazios no dia seguinte.&lt;br /&gt;Quando te disse finalmente que não te queria mais, não me chamaste covarde. Tinhas aprendido que a melhor maneira de me manter intacto era pareceres o mais equilibrada e adulta possível, como se fosse isso que significasse ser adulto.&lt;br /&gt;Limitaste-te a dizer que já sabias e saíste. Em cima da mesa estava um texto do qual já só me lembro do final “não encontraste até agora alguém que me substitua. Nunca vais encontrar”.&lt;br /&gt;Volvidos meses, acredito em ti.&lt;br /&gt; Talvez tivesses razão. Por isso, fecho sempre os olhos de cada vez que por mim passas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eyes Open – Snow Patrol&lt;br /&gt;The Killers - Bones&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-5249037114290744224?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/5249037114290744224/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=5249037114290744224' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/5249037114290744224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/5249037114290744224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/05/ossos.html' title='Ossos'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-6026964169875496094</id><published>2007-04-16T02:05:00.000+02:00</published><updated>2007-04-16T02:06:56.963+02:00</updated><title type='text'>Libertação</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entre a entrega especial, cheguei à conclusão que nunca me querias seguir. Pedi-te que cometesses a insanidade de ler a minha consciência, como se quando te tocasse, não transmitisse essa força de vontade, mas nunca alcanças te a inocência que abarco.&lt;br /&gt;Esses óculos quebrados que nunca usarias, a fim de me conseguir sentir, mesmo quando não querias. Afinal, fora muito o que pedi, como sempre Nunca quis seguir-te, mas sempre desejei que me deixasses. A frustração envolvida no acto de estar contigo, simplesmente, faz de mim pouco mais do que adolescente com o cromo favorito na mão, o único que realmente faltava.&lt;br /&gt;Bloquear nunca foi opção válida. Várias vezes me vi concentrado nesse obstáculo à concentração que é o telemóvel. E isso foi quando te voltaste e sorriste. Sentei-me, sem perceber porquê e vi-te a deixares-me lentamente.&lt;br /&gt;Preferia que permanecesses um pouco mais perto. Mas nunca te revelei a mensagem nas entrelinhas. Afinal a perspicácia nunca fora uma característica que te pertencesse.&lt;br /&gt;Preferia nunca te ter deixado, que permanecesses mais perto, de modo a que esse teu cabelo ainda fosse meu, todas as noites. Não me convenço da insanidade do momento em que jurei não te querer encontrar mais, nessa confusão irreal de alguém que vagueia todas as noites em busca de algo que simplesmente não existe. Tão simples como a tua existência, mais ao menos vaga, mais ao menos trépida. Que caísses no meu colo, mais vezes, a fim de eu poder saborear a vida que me dás.&lt;br /&gt;Foi mesmo assim que deixei o piano e me entreguei à libertação que é envergar uma guitarra, sem limites ou obstáculos, a tê-la nos meus braços como ninguém, sem hesitações, sem receios de qualquer nível. Sem esperança em vão, sem complicação sem razão.&lt;br /&gt;Sentei-me, na esperança que voltasses e abafasses este silêncio que parece nunca acabar, cada vez que não permaneces em mim. Repito-me à exaustão, a tentar perceber se algum dia te esqueces do que realmente sinto. Força da verdade, essa pele impenetrável que tanto quis que fosse a minha. Releguei-me do que faço, para fazer o que posso por ti, como se poder fosse mais do que fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;The Killers "Read My Mind".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6399011-6026964169875496094?l=shedmyskin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shedmyskin.blogspot.com/feeds/6026964169875496094/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6399011&amp;postID=6026964169875496094' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6026964169875496094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6399011/posts/default/6026964169875496094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shedmyskin.blogspot.com/2007/04/libertao.html' title='Libertação'/><author><name>Luís Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02419507675768822117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_xp4NtdVBJuw/TG5_ji9ZoTI/AAAAAAAAAB4/r58RGYWoYxM/S220/DSC01490.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6399011.post-620347861778087166</id><published>2007-03-31T07:04:00.000+02:00</published><updated>2007-03-31T07:05:44.279+02:00</updated><title type='text'>Demonstração</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A repetição é a tecla da lentidão que seguro segundo após a imagem da inocência acabar. Finjo tanto que a batida não me convence, que sou eu que coordeno a destreza dos falsos movimentos nunca ensaiados que sou que acabo convencido na ilusão própria de uma criança.&lt;br /&gt;Esperei sempre pelo impossível, aquele que não existe, mas que eu insisto em acreditar a fim de dar continuidade à realidade por mim criada. Com o desaparecimento da minha inspiração, acabei por exigir de todos aqueles que me circundam, mais do que realmente me podem dar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Todos temos por isso as nos
