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Wednesday, March 10, 2004

De que cor é o medo? Não sei, mas eu sinto-o. Aqui, neste quarto povoado por fotografias, por pessoas que já não me acompanham, que foram deixadas para trás pelo tempo e pelos seus atormentos. Um adolescente vive rodeado por paredes revestidas por uma cor que lembra o medo. Não é preto, não é cinzento, nem o branco, é o nada. O nada que se espalha pelas nossas veias e por todos os poros da nossa pele. E de repente deixamos de sentir tudo o que nos rodeia, porque a cor do medo é baça. O sol já não nos sorri, o mar parece não nos compreender e os pais dão-se conta que nunca vamos ser aquilo que eles uma vez e todas as vezes sonharam que fôssemos. A única coisa que nos faz avançar, é a luz ao fundo do túnel. A idade adulta. E por isso combatemos o medo para chegarmos a esse nível e o medo, por fim, desapareça. Foi isso que nos ensinaram. Os adultos não têm medo. Não temem nada, nem devem explicações da sua vida imperfeita a ninguém. E por isso vivemos na ilusão desse mundo que nunca será encontrado.
O mundo devia ser capaz de nos segurar e nós de pedir ajuda. Vagueamos por aí, à espera do tal sorriso que nos trará a luz tão desejada que a nossa vida tão precisa, mas estamos tão revestidos pelo medo que ela passa por nós e nem nos damos conta. E quando olhamos para trás, a razão da nossa existência passou por nós, sorriu-nos, convidou-nos para um café e nós nem demos por isso. embrenhados nos nossos pensamentos altruístas e egoístas, fruto de quem nasceu para pensar nos seus problemas como se vivesse sozinho no mundo, perdido no meio desta galáxia, que dizem ser imensa. Alguns procuram a fuga na erva, mais ao menos fácil de arranjar que os leva a lugares onde eles nunca poderão estar, outros no grito da infância roubada e outros ainda nas novas tecnologias, que nos permitem sermos quem quisermos onde quisermos. É um mudo tão vasto, cheio de pequenos perigos, cheio de insconsciência e falta de razão, de depressão e intuição, de paixão, sexo e por fim de medo. De medo de desiludir o mundo, que nos destinou um papel para o qual nem sempre estamos preparados para desempenhar, de medo de sermos aquilo que sentimos que somos, de medo do ´próprio medo. O discman acaba por se tornar o nosso melhor amigo, sempre disponível para tudo e para todos. Quando é que isto acaba? Dizem que é agora que se vive a vida, que se mata os fantasmas do passado e se constroi a nossa identidade, o nosso ser, aquilo que nos vai delimitar no futuro. Mas que fazer quando já nascemos limitados? Há sempre uma boa razão para não nos sentirmos bons o suficiente.

Tuesday, March 09, 2004

Somos tão corruptíveis. Vivemos de palavras vazias, no vazio de milhares pessoas que partilham o seu dia a dia com tantas outras. Vivemos para nós, sem nos darmos conta que ao nosso lado alguém precisa de ajuda e que atrás de nós alguém nos quer dá-la. Vivemos de palavras vazias, sem nos darmos conta do que se passa à nossa volta, revestidos por roupas da marca e por um comportamento puro e incorruptível. Afogamos as nossas magoas no alcóol barato, na esperança de que os outros tenham pena da nossa insegnificância e passem a permitir que partilhemos com eles os dias longos, numa cidade que não quer saber de ninguém. E crescemos assim, numa sociedade que nos chama de rasca, apenas porque temos coragem de ser piores do que eles alguma vez pensaram em ser. Ensinam-nos a ser grandes médicos, advogados, jornalistas, mas quem nos ensina a saber amar? A dar, sem pedir nada em troca, a ajudar o desconhecido quando ele chora numa das muitas ruas porque não consegue sobreviver. Enquanto isso ensinan-nos que devemos calçar a sapatilha da moda, vestir a camisola do momento e pintar o coração da cor que toda a gente gosta. No fim, ficamos sem identidade, sem carisma, mas ganhamos alguma coisa. Um canto qualquer, num grupo qq, mas que é nosso, mas no fim sabemos que são só palavras soltas. A verdade não existe e as palavras começam-se a confudir a si mesmas, porque é assim que um adolescente vive : na sua própria confusão desde que descobriram que havia uma fase entre a infância e e a fase para a qual todos corremos, a idade adulta. E cada dia, é cada vez mais vazio, cada minuto é mais longo, cada momento é duro. A insegurança chega a doer. São só palavras soltas, mas são muitas as vezes em que as mesmas palavras soltas nos deitam abaixo.
Somos tão corruptíveis. Vivemos de palavras vazias, no vazio de milhares pessoas que partilham o seu dia a dia com tantas outras. Vivemos para nós, sem nos darmos conta que ao nosso lado alguém precisa de ajuda e que atrás de nós alguém nos quer dá-la. Vivemos de palavras vaizas, sem nos darmos conta do que se passa à nossa volta, revestidos por roupas da marca e por um comportamento puro e incorruptível. Afogamos as nossas magoas no alcóol barato, na esperança de que os outros tenham pena da nossa insegnificância e passem a permitir que partilhemos com eles os dias longos, numa cidade que não quer saber de ninguém. E crescemos assim, numa sociedade que nos chama de rasca, apenas porque temos coragem de ser piores do que eles alguma vez pensaram em ser. Ensinam-nos a ser grandes médicos, advogados, jornalistas, mas quem nos ensina a saber amar? A dar, sem pedir nada em troca, a ajudar o desconhecido quando ele chora numa das muitas ruas porque não consegue sobreviver. Enquanto isso ensinan-nos que devemos calçar a sapatilha da moda, vestir a camisola do momento e pintar o coração da cor que toda a gente gosta. No fim, ficamos sem identidade, sem carisma, mas ganhamos alguma coisa. Um canto qualquer, num grupo qq, mas que é nosso, mas no fim sabemos que são só palavras soltas. A verdade não existe e as palavras começam-se a confudir a si mesmas, porque é assim que um adolescente vive : na sua própria confusão desde que descobriram que havia uma fase entre a infância e e a fase para a qual todos corremos, a idade adulta. E cada dia, é cada vez mais vazio, cada momento é mais longo, cada momento é duro. A insegurança chega a doer. São só palavras soltas, mas são muitas as vezes em que nos deitam abaixo...l

Friday, March 05, 2004

Preciso de paz. Percorro este caminho, um bocado sem rumo à espera que o destino me traga aquilo de que eu tanto preciso. Só o tempo o dirá. Quando se acaba magoado por alguém, leva tempo a que o nosso corpo e a nossa mente se unam novamente para juntos se tornarem mais do que um ser mutilado. E cada dia é uma busca. Pelo caminho, tropeça-se, cometem-se erros, mais ao menos graves em nome de uma adolescência que se quer livre. Afinal de que serve tudo isto? Entre uma pringle e um copo de coca-cola os pensamentos acabam por fluír e o coração cansado de uma luta angustiante pela procura da razão de bater acaba por repousar.
Só queria alcançar aquela paz de alma que nos permite ficar imunes a todas aquelas coisas que normalmente nos afectariam. Para isso mergulho-me nas canções mais aa menos depressivas e nos filmes que retratam aquelas histórias, seja de amor ou de terror, que eu não consigo viver.Às vezes dá vontade de largar tudo. È tanta a pressão e tanto o medo de falhar...Horas a tentar moderar a dicção, a melhorar a imagem, a tentar ser aquilo que nem sempre é suposto ser. E o sol que não vem e o rumo que está perdido. Não consigo fugir deste estado. Quando nos sentimos mutilados por dentro e por fora, o que é suposto fazer? Erguer a cabeça e continuar em frente, ou cair no esquecimento da nossa prórpia solidão? Onde está aquela luz que nos deveria guiar, a fim de nos levar a um lugar mais seguro, onde o amor nao seria mais um lugar estranho? È tarde e por isso talvez o pensamento não coincida com a fluidez da escrita, mas também não há grande sono, porque sonhar nem sempre é agradável.
Preciso de paz, para voar por entre os os pilares do meu próprio medo. Talvez me esteja a tornar uma pessoa cinzenta, mas não há grande motivação para percorrer um caminho desgastado por relações ocas e atormentadas. Não existe fim, quando não houve princípio.

Rádio Macau - "Já não sei viver, sem ter de viver".- Acordar

Luis_silva@tvtel.pt

Wednesday, March 03, 2004

Dicas:

Para aqueles dias não, em que a rádio só passa músicas alegres e divertidas e não podemos ouvir um réstio de felicidade como «i´m like a bird» ou «walkin on sunshine» aqui ficam algumas músicas que vos podem fazer companhia durantes esses momentos, porque a vida nem sempre nos sorri e por vezes só queremos mergulhar no vazio da nossa solidão.

Duran Duran _ Ordinary World
U2 _ One
Phill Colins _ I wish it would rain know
Sarah Mclachlan _ Angel
Avril Lavigne _ Tomorrow
Cafe del mar _ Beautiful
Aimee Man _ Wise up
Ez Special _ Thinkin about you
Rádio Macau _ Acordar
Skunk Anansie _ Secretely
Gary Jules _ Mad world
Natalie Imbruglia _ That day
Clã _ Problema de expressão
No Doubt _ Don´t speak
Linkin Park _ Numb
Chris Isaak _ Wicked game
Evanescence _ My immortal
Madonna _ Substitute 4 love/Drowned world
Alicia Keys _ Butterfly
Celine Dion _ All by myself
Coldplay _ Yellow
Radiohead _ Creep
Rui Veloso _ Jura
Patrick Swayze _ She´s like the wind
Lene Marlin _ You weren´t there
Silence 4 _ To give
R.E.M. _ Everybody hurt´s
Light

You cannot imagine the light
that you brought to my life.
After so many years
searching someone in those wild night´s
I found my reason to breathe
beyond my childish fears.
It´s a strength that grow´s inside my heart
wich makes my knees weak
and makes me act life a freak.
I don´t know everything about you
but i know the effect that you caused in my world
makin´me believe that i would not suffer anymore
cause that was before

With you i found my tear lookin´pretty
My body lookin´perfect
My soul lookin´complete
WIth you i found myself living a dream
Those where you just wanna scream
Cause you feel so free
that you don´t believe that can be real

I follow so many faces
enter to so many places
but only know i discover the real me
drowning in something that even words could not tell.
Sometimes i feel that i don´t deserve so mutch grace
but after so many lies, revenge and pain
i see your name written in my heart.
I never knew it would be likes this from the start
but i ´m happy, cause finnally i´m not playing a silly game.

I just wanna catch this moment
and make it perfect as long i can take it,
Cause i feel that i can shine again
To everyone, withouth no blame,
As long i feel stronger enough to breathe so much light
i will never end this feeling, the one that brought me to life.

Thursday, February 26, 2004

Acordar

Vejo-te ao longe, perdida sem mim
Estendo-te a mão e sorris com um sim
A vida é tão feitas de nadas
de tudos e de falsas fadas
no fim, é tudo um sofrimento sem fim.
Mas então descobri-te e nunca mais te esqueci
Queria poder tocar-te e talvez amar-te
dizer que é em ti que penso
e que vivo por este sentimento denso
Mas não te conheço
e mesmo sem te falar, não te esqueço.
vivo mergulhado nas rimas ricas ou pobres
a ver se me descobres
encoberto por uma máscara que já usei
mas que como tudo, cansei

Estou aqui para dizer que te quero conhecer
Ao teu lado estarei para te entender
Não importa os erros do passado
Porque ele acabará por ser lavado
Entrega-me os teus lábios
E eu mostro-te como é que eles podem ser sábios
Não interessa se o amor é um lugar estranho
Porque agora eu só quero amar esse teu corpo castanho

E era por ti que eu parava
E ficava toda a noite e nem hesitava
Agora que te conheci, quero fazer tudo por ti
Nunca parar de estar ao teu lado
Amar-te sem pecado
parece ser este o meu fado
os outros que se lixem
não foram feitos para me ouvir
mas é a ti que eu quero sentir
mergulhar no teu cabelo
e Acordar ao vê-lo.
QUero que saibas que não te vou largar
para um qualquer te roubar
Sente a minha batida, agarra-te à minha vida
Pois é por ti que ela é vivida

Isto é para ti, para saberes que ainda não te esqueci
Que não desisti de te conhecer, apesar de não te entender
Não importa os erros do passado
pois ele acabará por ser lavado
entrega-me essa tua vida
e eu faço de ti a minha diva,
Não importa se o amor é um lugar estranho
pois eu só quero amar esse teu corpo castanho.

E queria que soubesses que o meu coração pára para te ver
E os meus olhos nunca deixam de te ler.
Fixo o meu pensamento em ti
Acordo e axo k te sorri
Esqueço tudo e juro que ainda te hei-de ter
Porque não acaba este querer
E é tão grande esta minha vontade de dar
De te ver, pois és tu a razão do meu Acordar.


Luís Gomes
Luis_silva@tvtel.pt
No Doubt

Don´t Speak

You and me
we used to be together
everyday together, always

I really feel i´m losing my best friend
i can´t believe this could be the end

It looks as though you´re letting go
and if i´t´s real , i don´t want to know

Don´t Speak i know just what you´re saying
so please stop explaining
don´t tell me cause it hurts
Don´t speak i know what you´re thinkin
And i don´t need you´re reasons
don´t tell me cause it hurts

Our memories
They can be inviting
But some are altogether
Mighty frightening

As we die, both, you and i
with my head in my hands
I sit and cry

It´s all ending
i gotta stop pretending who we are
You and me...i can see us dying, are we?

Saturday, February 21, 2004

Passados alguns dias, olho para trás e contemplo a insensatez das minhas acções. Aquela insensatez digna de um adolescente meio perdido que acha que encontrou o caminho que tanto buscava, rodeado por uma sociedade esquizofrénica.
Lembro-me de tudo. Das palavras apaixonadas, do mediatismo inopurtuno, das mãos dadas e dos momentos mais ao menos intímos. Lembro-me inclusive de me teres dito que amavas o meu ser e tudo que nele residia e de repente, puff, não me dizeres nada durante cinco dias. Acabas-te por dizer, e como menina do século 21 que és, acabas-te por me dizer algo através das novas tecnologias. Bem, se ser mandado para trás , quando nada indica, já é mau, se não saber nada de ti durante alguns penosos dias, já é muito mau,então levar um corte via sms...é suficiente mau para te ganhar um sentimento adverso muito grande.Porquê? Porque significa que tavas a cagar para mim,mostra que não tens qualquer respeito pela pessoa que sou, já para não falar que não sentias metade do que dizias e que me fizeste mergulhar num sonho do qual me custou muito a acordar. Acabo por achar que fui usado. Mostras-te a meio mundo que eras suficientemente boa para andar comigo e depois do facto consumado mandas-me passear. Magoas-te duas pessoas que gostavam de ti e nem te importaste com isso.Nunca mais te vi, mas também não tenho grande vontade de te ver. Se já te achava suficientemente mimada, agora acho-te suficientemente imatura porque nem tiveste a coragem de vir falar comigo,admitir à minha frente o que tinhas feito e como tinhas errado.Se calhar não achas que erras-te...Mas estás sozinha e no fim, estarás ainda mais sozinha.Se as pessoas que te conhecem já não gostavam de ti, agora é que não acho que haja volta a dar.E tu mereces.Podes não admitir, mas tu mereces.Só espero que não te arrependas, porque se te arrependeres... bem, acredita que eu não vou estar aqui.Uma é vez é suficiente para aprender o que tinha para aprender.
Confesso que vou ter saudades. Não de ti, mas da tua família. Da tua mãe, pessoa fantástica, da tua irmã sempre excelente comigo ao contrário da imagem que me transmitias e mesmo do imberbe do teu irmão, adolescente também perdido, fruto de uma família desintegrada.
O que me mete mais ...nojo, sim é esta a palavra certa, foi termos passeado em frente a toda a escola de mão dada como se fossemos o par ideal e andássemos há meia dúzia de anos. Até hoje ainda não percebi porque fizemos isso, ou talvez saiba e não queira saber. A verdade nem sempre é saudável.
Este será o último dos meus textos dedicados à tua pessoa. Após ler o que já escrevi, sinto-me tão parvo como quando tinha 7 anos e escrevia cartas de amor à minha namorada de infância.É a última, como se tu merecesses a primeira...

Sunday, February 15, 2004

Joguei mal. A falta de concentração não ajudou. Ganhamos, mas joguei mal.
Frases como "sinto-me tão bem ao teu lado" ou "Amo-te tanto" ecoam na minha cabeça a cada momento, sem nunca me deixarem pensar em voltar a viver. O que me aborrerce mais foi termos namora e do eu ter enchido o meu coração de esperanças que pelos vistos eram falsas. Agora, sinto-me sem chão, sem tecto, sem barreiras.
Sempre te disse que te dava o tempo que quisesses, que eu estaria ali quando o tempo surgisse, mas não!! Mandas-te o teu beto ao ar, sem que nada o fizesse esperar e fizeste-me juras de amor, como se o amor fosse eterno.Pois, é que pelos vistos não é. Após três dias, disseste-me que precisavas de um tempo. Passaram cinco dias e eu não sei nada de ti. Sei apenas que na tua opinião sou o rapaz mais lindo que existe, mas não sei mais nada. Em cinco dias apenas me dizes um piropo superficial e barato, como se apenas o meu ser fosse feito de algo exclusivamente exterior.Disseste também que me ias telefonar- não telefonas-te, já para não falar no prometido encontro sexta-feira ao qual faltaste sem me dar uma explicação. Que estejas a passar por uma grande hesitação, compreendo, agora o que não compreendo é que estejas a passar por ela agora, porque sempre me havias dito que em ti só havia certezas, nunca dúvidas. E agora? Em que ficamos? Vou fugir. Não acho certo que tenhas magoado duas pessoas em tao pouco tempo. È que a massa cinzenta que temos cá dentro, curiosamente foi feita para pensar e para tentar evitar erros destes. Se nunca tivesses andado comigo, hoje era muito mais feliz pois viveria na ilusão do que poderia ter sido o nosso amor. A palavra que me ocorre é DeSiLuSão. Muita, mUita, mas mesmo muita.Acho que nunca esperei isto de ti. Mas eu não vou ficar à tua espera. tenho uma vida para viver e agora que a descobri não vou ficar agarrado a uma memória inesquecível,sim, mas perdida.

Sunday, February 08, 2004

Nunca sei por onde começar. Sei apenas que tenho de fazer alguma coisa que compense o facto de tu não estares a meu lado.
Ficamos horas a conversar. Perdemo-nos nas horas da madrugada e deixamo-nos ir por conversas que nos faziam rir de momentos que passamos juntos e por situações que agora são completamente caricatas. Afinal, precipitei-me...e custou-me a tua presença...não sei como vai ser daqui para a frente, mas sei, agora, que eu amei alguém e continuo a amar. Que o meu coração dispara quando estou com alguém. Aquele sentimento que eu sempre procurei, afinal vivia em mim. Em mim e no beijo molhado que demos. Não me lembro de outro igual. Vejo-te a olhar para mim, a pensares no que vais fazer, quemvais deixar para trás, quem vais magoar. Não te aborreças com isso. Deixa as coisas tomarem forma de modo k a solução se aviste de perto. Eu estou aqui, por enquanto, mas estou aqui.
E estou aqui, porque ao teu lado sou feliz, porque ao teu lado sempre fui eu, porque ao teu lado esqueço-me do mundo e só me apetece ir ver a Lua e as estrelas contigo.

Até manhã, beijo
Problema de Expressão

Só para dizer que te amo
nem sempre encontro o melhor termo
nem sempre escolho o melhor modo...
Devia ser como no cinema
A língua Inglesa fica sempre bem
e nunca atraiçoa ninguém...

O teu mundo está tão perto do meu
e o que digo está tão longe como o mar está do céu....

Só para dizer que te amo
nem sei porquê este embaraço
que mais parece que só te estimo
E mesmo no momento em que digo que não quero
e õ que sinto por ti
sãõ coisas confusas
e até parece que estou a mentir
as palavras custam a sair
não digo o que estou a sentir
Digo o contrário do que estou a sentir

O teu mundo está tão perto do meu
e o que digo está tão longe como o mar está do céu
e é tão difícil dizer amor
é bem melhor dizê-lo a cantar

Por isso esta noite
fiz esta canção para resolver o meu problema de expressão
para ficar mais perto
bem mais de perto
ficar mais perto
bem mais de perto...

Clã

Wednesday, February 04, 2004

Sempre achei que o namoro acabava com grandes paixões, que prendia as pessoas, impunha regras criadas por uma sociedade débil e sem poder de auto-conhecimento e que era um erro, qunado praticado entre grandes amigos. Grandes amigos como nós. Sempre te disse que achava que gostava demais de ti, que às vezes, muitas vezes me senti a mais. O que nunca te disse, é que tive várias vezes ciúmes dos namorados que arranjavas ocasionalmente e que me roubavam o que eu tinha e não queria perder. Tu.
Agora que não te tenho, vejo o mundo totalmente diferente. Pintado de umas cores que julgava eu terem desaparecido. A nova estrela feminina do basket mexe comigo e vejo-me a apreciar novamente raparigas. Enquanto te tive, nada disto acontecia, porque eu tinha-te ali ao meu lado. para sempre, julgava eu.
Agora que não te tenho, os sentimentos que eu havia reprimido por ti, voltam À tona. De repente lembro-me de me ter apetecido beijar-te numa noite qq em que ficamos até altas horas a conversar. Lembro-me de partilhar contigo a tua intimidade, de te despires e eu conter-me para não olhar para as tuas curvas oscilantes. Fazes-me tremer e apesar de tu axares que não, pões-me confuso, até porque eu nunca julguei, ou imaginei, que tu sentisses alguma coisa tão forte como eu por ti. Não percebi. Achei que a nossa amizade era tão grande, que fazia com que os outros não percebessem e tentassem fazer com que ela acabasse inventando boatos de um suposto namoro.Ou então perferi não acreditar...
Muita gente me disse, que tu eras apaixonada por mim. Nunca acreditei. Nunca quis acreditar. Perferi ficar na cobardia de não tentar ser ainda mais feliz, se é que é possível, do que fui a teu lado. È amor, é paixão, é o que tu quiseres, mas é algo de muito forte, tão forte que me faz chorar sempre que penso em ti, que recordo o passado e imagino o que poderiamos ter sido. Se calhar foi melhor assim, porque hoje, apenas recordamos os bons momentos, se calhar não...
È pena é só ter assumido os meus sentimentos agora, mas agora também há pouco a fazer e não podemos esquecer o teu beto. É que sem ele, se calhar não tinhamos sido sinceros como fomos hoje.
Disseste-me coisas que me tocaram tanto hoje...«és tudo para mim, és o meu ideal, o meu beto não é metade de ti» e tantas outras coisas e eu sem saber o que fazer. Se te beijar ali naquele momento e dar razão ao teu beto, que eu era um fingido e as minhas dúvidas eram só uma maneira de te ,deixar tudo como estava e tentar voltar ao que já fomos. namorados. Sim porque nós fomos namorados. Nós tinhamos brigas de namorados, nós tinhamos amor de namorados, nós tinhamos tudo, excepto a parte física e custa-me quando tu dizes que era comigo que sonhavas todas as noites...porque devo-te ter feito sofrer tanto. Agora tudo faz sentido para mim e andamos os dois completamente iquivocados acerca um do outro. écoisa para descrever, tantos sentimentos perdidos na minha alma, tanta dor, tanta dúvida e tanto amor. E foi sempre a ti que eu recorri e foi sempre a ti que eu amei.
A minha irmã, acha que nunca ficamos com o nosso grande amor, mas eu já fiquei contigo, já te tive...
Queria pedir-te desculpa, por tudo e por nada...pelo que fiz e pelo que não fiz e pelo que devia ter feito. Ainda há muita coisa que para dizer, mas o meu corpo já não tem forças para escrever os sentimentso que nele correm.

Já não sei mais nada e pensar que já soube quem fui...
Sempre achei que o namoro acabava com grandes paixões, que prendia as pessoas, impunha regras criadas por uma sociedade débil e sem poder de auto-conhecimento e que era um erro, qunado praticado entre grandes amigos. Grandes amigos como nós. Sempre te disse que achava que gostava demais de ti, que às vezes, muitas vezes me senti a mais. O que nunca te disse, é que tive várias vezes ciúmes dos namorados que arranjavas ocasionalmente e que me roubavam o que eu tinha e não queria perder. Tu.
Agora que não te tenho, vejo o mundo totalmente diferente. Pintado de umas cores que julgava eu terem desaparecido. A nova estrela feminina do basket mexe comigo e vejo-me a apreciar novamente raparigas. Enquanto te tive, nada disto acontecia, porque eu tinha-te ali ao meu lado. para sempre, julgava eu.
Agora que não te tenho, os sentimentos que eu havia reprimido por ti, voltam á tona. De repente lembro-me de me ter apetecido beijar-te numa noite qq em que ficamos até altas horas a conversar. Lembro-me de partilhar contigo a tua intimidade de te despires e u conter-me para não olhar para as tuas curvas oscilantes. Fazes-me tremer e apesar de tu axares que não, pões-me confuso, até porque eu nunca julguei, ou imaginei, que tu sentisses alguma coisa tão forte como eu por ti. Não percebi. Achei que a nossa amizade era tão grande, que fazia com que os outros não percebessem e tentassem fazer com que ela acabasse inventando boatos de um suposto namoro.
Muita gente me disse, que tu eras apaixonada por mim. Nunca acreditei. Nunca quis acreditar. Perferi ficar na cobardia de não tentar ser ainda mais feliz, se é que é possível, do que fui a teu lado. È amor, é o paixão, é o que tu quiseres, mas é algo de muito forte, tão forte que me faz chorar sempre que penso em ti, que recordo o passado e imagino o que poderiamos ter sido. Se calhar foi melhor assim, porque hoje, apenas recordamos os bons momentos, se calhar não...
È pena é só me ter assumido os meus sentimentos agora, mas agora também há pouco a fazer e não podemos esquecer o teu beto. È que sem ele, se calhar não tinhamos sido sinceros como fomos hoje.
Disseste-me coisas que me tocaram tanto hoje...«és tudo para mim, és o meu ideal, o meu beto não é metade de ti» e tantas outras coisas e eu sem saber o que fazer. Se te beijar ali naquele momento e dar razão ao teu beto, que eu era um fingido e as minhas dúvidas eram só uma maneira de te alcançar ou deixar tudo como es´tava e tentar voltar ao que já fomos. namorados. Sim porque nós fomos namorados. Nós tinhamos brigas de namorados, nós tinhamos amor de namorados, nós tinhamos tudo, excepto a parte física e custa-me quando tu dizes que era em comigo que sonhavas todas as noites...porque devo-te ter feito sofrer tanto. Agora tudo faz sentido para mim e andamos os dois completamente iquivocados acerca um do outro. è tanta coisa para descrever, tantos sentimentos perdidos na minha alma, tanta dor, tanta dúvida e tanto amor. E foi sempre a ti que eu recorri e foi sempre a ti que eu amei.
A minha irmã, acha que nunca ficamos com o nosso grande amor, mas eu já fiquei contigo, já te tive...
Queria pedir-te desculpa, por tudo e por nada...pelo que fiz e pelo que não fiz. Ainda há muita coisa que para dizer, mas o meu corpo já não tem forças para escrever os sentimentso que nele correm.

Já não sei mais nada e pensar que já soube quem fui...
«No caminho desta paixão, encontrei a cura para a cegueira no meio da escuridão.»

Acordo e tu não estás. Já ninguém está. Lá fora chove, cá dentro tento mover-me por entre os limites do meu medo. Medo desta paixão avassaladora que não possuo, que não é minha nem nunca foi.
Já percorri tantos caminhos e nenhum deles me levou até ti. Afundei-me no desespero de não te ter, de não te possuir e acabei por morrer dentro deste corpo que dizem bonito.
Continuo alegre, guiado por uma tristeza infinita que nunca abandona os meus olhos. È uma alegria triste, de quem sabe o que quer, mas por não puder ter, vive na completa felicidade de apenas o poder ver.
Não te sinto, mas tu continuas em mim, dentro e fora. Toco-me, procurando vestígios da tua presença impossível. Tu és impossível. Impossível de ter, de tocar, de prender. De prender dentro de mim e só te libertar para mim. Para que me inspires uma felicidade que dominará todo o meu ser e me guiará por entre um caminho mais azul.
Gostava que soubesse que vivo por ti e que só por ti me deixo guiar. Até esse dia, continuarei cego, neste mundo de seres vivos que não procuram a paixão que há em ti, porque continuam a viver na escuridão da sua própria insignificância.

Monday, February 02, 2004

Leio a tua carta uma, duas, três vezes. As lágrimas começam a fazer parte da mobília. Já perdi a conta, às lágrimas e às vezes que li as cartas.
«Sê feliz por mim e por ti». Como se não te tenho ao meu lado? A parte que mais me toca é aquela em que partilhas do meu sentimento de saudade pelos velhos tempos, pois também eu guardo os momentos em que só a teu lado fui feliz, só a teu lado soltei gargalhadas sem que ninguém me mandasse calar, só a teu lado consegui ser realmente EU. Um Eu feliz, apesar de todas as zangas em que nos envolvemos, fruto de alguém que gosta demas e que não sabe gerir os sentimentos.Também ninguém nos ensinou...
«Também tu te afastaste». Pois foi. Criei a minha própria defesa a fim de conseguir viver com a tua ausência, física, mas muito mais emocional, espiritual, carnal.
Qdo pensava ter encontrado alguém que me completava, tal como o teu beto te completa, nunca te deixei para trás.Dá-me um toque se não concordas. Não falas comigo acerca de não podermos falar, aproveitas as saídas do teu beto para me dizeres alguma coisa, mas com muito cuidado porque ele anda sempre por perto. O pior é que ele é fixe e eu também o curto. E de um modo geral fico muito feliz por finlmente etres encontrado alguém que faz de ti e por ti tudo aquilo que mereces. Não concordo é que me tenhas deixado para trás...
Enquanto isso tento ser feliz com as novas pessoas que me acompanham nesta nova vida. Ocasionalmente sou, mas acho que me sentia mais se tu ainda pertencesses ao meu mundo, aquele que foi o nosso mundo.
Como tu dizias «estás sempre no meu pensamento», é que eu também sinto o mesmo. daí não parar de ouvir o cd que eu próprio te dei nos teus memoráveis, ou não, anos. O cd dos Ezspecial, « girl i just can´t stop thinkin about u, do you feel the same?». Pelos vistos sim.

Friday, January 30, 2004

Lembro-me de ti, frequentemente. Lembro-me dos risos cúmplices, dos olhares entrelaçados, dos gostos díspares como se tudo impedisse a nossa amizade. Gritamos tanto que chego mesmo a ter saudades do teu grito...de me sentir feliz, de me rir apenas por estar contigo, de estar bem apenas porque estava contigo.
Não te condeno por teres traçado o teu caminho e finalmente encontrado alguém que te preenche. Não te condeno por nada.Mas acuso-te. Acuso-te de teres deixado morrer algo que nos unia, de não teres tido a coragem para ficares comigo ao mesmo tempo que ficavas com o teu namorado e de me teres deixado um ganda buraco, nao sei se no coração, mas pelo menos na alma.
Tenho saudades das maluqueiras que faziamos, das viagens programadas no último segundo, das noite em que dancávamos até os nossos corpos exaustos pedirem por um minuto de descanso.
Principalmente tenho saudades, de te dar um beijo forte e um abraço apertado. Tenho saudades de te acordar, antes de sair pela porta para só voltar no fim-de-semana seguinte.As pessoas que ganhei com a tua saída são bonitas, mas não têm dentro de si aquela luz que me cegou, que eras tu.
«você é assim um sonho para mim», disseste-me uma vez. Acho que também tenho saudades disso. De quando andavamos de mão dada e iamos assim, felizes para todo o lado. Se calhar não fui eu que te dei o suficiente. Se calhar fui eu que falhei. Mas bastava teres pedido e eu tinha dado...

Thursday, January 29, 2004

Memória Perdida

Tenho saudades tuas, nossas. Pensar que um dia achei que nunca mais te largaria, que eventualmente ficaria contigo para o resto da minha vida. A meu lado. Para me amparar e para eu cuidar de ti.
Queria dizer que estou revoltado. Não!Isto não pode acabar assim! Uma amizade de tanto tempo ( e ao mesmo tempo de tão pouco), com tantas coisas maravilhosas partilhadas, tantas brigas felizes, tantos abraços comprometidos, tantos risos coincidentes...enfrentei tudo por ti e bastava sentir que estás mal, que enfrentaria tudo outra vez. O pior é que começo a achar que não me dás valor. As mensagens no telemóvel começam a saber a pouco, muito pouco. São apenas palavras soltas, que não acabam por ser demonstradas na prática.
E eu preciso de ti, aqui e agora. Já! Amiga, companheira, irmã...O que mais me doi é que não lutes pela minha amizade, pelo amor que nos uniu durante tanto tempo e que invejou este e o outro mundo. Sim, porque himilha-me tu não fazeres nada para que o teu namorado deixe de sentir ciúmes de mim. Porque eu lutei quando estive na tua situação! De repente vem-me à memória aquele jogo tipicamente de adolescentes que fizemos. No meu dizia que gostava de ti a 80 por cento, no teu a 70 por cento...Algo mudou em mim e eu não sei o que. Houve uma pessoa que me despertou alguma coisa que eu julgava enterrada, pertencente a uma idade em que não sabia bem o que queria. Afinal continuo sem saber...

Já não tenho coragem para falar contigo, já não tenho coragem para te dizer que tenho saudades tuas e choro por dentro e por fora a tua ausência. Procuro em todas as novas faces alguem como tu, tento substituír-te, mas inexplicavelmente, não consigo...Porque ninguem me despertava como tu, porque ninguem me compreendia como tu, porque ninguem me enfurecia como tu...fazes-me falta. Já nem sei bem o que sinto e choro por não saber. Sei apenas que não é apenas gostar, é amar, independentemente de que tipo for, porque isso também não é relevante.

Já não tenho palavras. A tristeza de não partilhar os dias contigo, confunde-se com a eterna saudade. Já nem o robbie w. me acalma, porque também ele me traz a tua memória, memória perdida. Memória perdida, mas nunca esquecida, porque tu és, de facto, inesquecível.

Beijos de alguém que sente a tua falta.