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Monday, April 12, 2004

Tempos houve em que tinha fé. Em que a viagem da minha consciência até lugares divinos e mais ao menos inalcancáveis, era curta e rápida. COm o passar do tempo, com o passar dos anos, com o passar das experiências e vivências, a minha fé foi-se desgastando. Aprendi que a religião que seguia e acreditava, apoiava-se em bases pouco sólidas, que era descriminatória, contraditória, egoísta e lenta.
Durante anos a fio perseguiu centenas de gente, inventou guerras e mortes e conquistou meio mundo, com palavras inocentes e fingidas. Como é possível ainda haver gente que tem fé é coisa de admirar, principalmente fé numa igreja que não apoia os contraceptivos, que ficou agarrada às mais variadas memórias e descrimina aqueles que não conseguem ser iguais a todos, apenas porque são diferentes.
Ontem eu perdi toda e qualquer ponta de fé que poderia ainda concentrar em mim. A minha utopia, a minha ilusão desabou. Ontem percebi finalmente que o mundo nunca irá rodar para o mesmo lado, que a guerra fará invariavelmente parte da nossa constante história, independentemente dos avanços da nossa civilização e sociedade. A verdade é que não conseguimos conviver e vi ontem a prova fixa e real da minha afirmação. As duas pessoas que mais estimo neste mundo, sangue do meu sangue, vivem divididas por entre ódios e desamores, antigos e recentes, procurando na infelicidade da outra a resposta para a sua vida e quando procuram demasiado, encontram-se, chocam e explodem.
São sangue do meu sangue, lágrima da minha lágrima, mundo do meu mundo. São pessoas que me amam, mas não encontraram ou perderam a maneira de exprimirem o amor que sentem uma pela outra. Que fé posso eu depositar no governo americano e iraquiano pela paz no mundo, se duas pessoas que gostam, sentem e partilham toda uma corrente de vivências não o conseguem? E que fazer quando se está no meio? Apetece fugir, correr e nunca mais aparecer, porque é dura a realidade de que o mundo nunca vai ser o local mágico e seguro que sempre sonhamos, mas doi mais quando concluímos que dentro do nosso seio familiar, onde tudo deveria ser mais fácil, essa paz também não existe.
Não sei bem quando começou isto tudo, mas há já muito que me encontro entre a desunião das pessoas que me estão próximas, ouvindo parte a parte, fazendo tudo o que mé possível para voltar ajuntar peças de um puzzle que se desencaixaram, mas que se fazer quando perdoar se torna difícil? Aprendi que Jesus perdoou, então porque não nos deu coragem para isso?Aprendi que Jesus amou, então porque não nos deu coração suficientemente grande para tal?Aprendi que o mais pequeno Homem era capaz de mudar o curso da história, então porque é que ninguém nos dá ouvidos?
Um amigo próximo dizia-me que não acredita em Deus porque nunca o sentiu. A verdade é que eu nunca senti fervura da neve na minha cara e sei que ela existe, algures. Não acredito, nem deixo de acreditar, apenas me desviei completamente desse tema, hoje e agora. Tal como mencionava Descartes,"só existem duas coisas que não devem ser postas em causa", uma delas seria Deus.
Eu deixei de o pôr em causa, para o pôr de parte, não porque de todas as vezes que lhe pedi ajuda ele não me ajudou, não porque nunca se mostrou, apenas porque me queimou os olhos com uma verdade tão dura e tão pouco evidente, que nunca mais serei capaz de olhar o mundo com os ohos de uma criança, que já não sou, mas tantas vezes sonho em voltar a ser.

Thursday, April 08, 2004

O texto apresentado em baixo tem por título "Um novo Acordar" e foi escrito a pensar em mais um desafio a mim proposto. Mais virão, espero eu!

L. G. S.
Piii, 07:00 Horas e o despertador a ordenar que Evaristo se levantasse da cama. Tem vinte anos, mãos calejadas pelo trabalho que a vida lhe foi proporcionando e rugas de alguém com pelo menos mais dez anos, fruto de dois filhos que achavam que a melhor maneira de combater a dor de ouvidos era gritarem o mais alto possível.
Evaristo abre os olhos e volta-os a fechar. "Merda de vida, pra quê acordar?", pensa para si próprio. Longe iam os tempos em que a sua vida se fundia e confundia entre a realidade e o sonho, em que a vida não era mais do que um jogo de berlindes ou uma noite bem passada na folia bairrista do Santo António.
Casara-se novo, para fugir a um trabalho de escravo, mas depressa se apercebeu que era apenas mudança de patrão.
Voltou a abrir os olhos e viu a mulher com quem se casara. Fora tão depressa que ainda não tivera tempo para a conhecer. Vigiou-a durante alguns segundos a dormir o seu quinto sono devido à licença de pós-parto. Levantou-se, vestiu a farda do restaurante onde fazia quase tudo, passou pelo quarto das duas coisas que mais amava neste mundo e que procurava cuidar como nunca o tinham criado; empregou toda a sua ternura num beijo paterno e dirigiu-se para o emprego.
"Despacha-te que tens muito trabalho", lembrava-lhe o supervisor, quelhe fazia vir à memória o seu patrão de infância que muito lhe exigia e pouco lhe pagava.
Os dias de Evaristo eram muito semelhantes. Cumpria com aquilo que lhe era exigido, para no dia seguinte acordar para a mesma realidade. Deixara de sonhar, deixara de colher flores ou de escrever cartas imaginárias à sua mãe. Deixara de ser resignado, deixara de ser inocente, deixara de ser tudo para conseguir ser aquilo que sonha que devia ser, um bom chefe de família.
Mas tudo isto desapareceu para bem longe quando ela entrou. O dia era feio e cinzento, daqueles em que não apetece sair de casa, mas tudo lhe pareceu mais luminoso quando ela entrou, tudo lhe sorriu, tudo fez sentido e deixou de ouvir o resto dos clientes ou o patrão que muitas vezes parecia não ter coração para se centrar naquela mulher.
De repente parecia a mesma criança ingénua que ficava fascinada com tudo o que a cidade lhe oferecia. Ficou fascinado com o que ela fazia e pela energia que roubava a tudo o que era ser humano à sua volta. Sentiu-se fascinado pela forma como pediu um simples "cachorro especial à moda da casa", mas principalmente pela mala igual (sera mesmo?) à que a sua mãe sempre usara e por uns olhos azuis, profundos como o mar e sentiu-se ali memso a afundar e esperou nunca mais acordar. Foi amor instântaneo, daqueles próprios de novela mexicana, sentindo-se ainda mais encorajado pelo facto de ela vir sozinha.
Não compreendia bem o porquê daquele sentimento, mas que tinha a ver com a forma como olhava tudo à sua volta, tinha. Lembrava-lhe a mãe, dotada de um olhar vazio que nunca se perdia e o facto de ter uma carteira "Jean- Paul Gautier" falsificada, igual à da sua mãe, ainda intensificava mais esta proximidade.
A vida de Evaristo começou a fzer sentido. Já não era o despertador que o acordava, mas sim a rotina, na esperança de a voltar a ver. Continuou a amar os filhos, mas passou a ouvir a mulher apenas quando esta ressonava como se de um camião se tratasse. Ao seu lado Evaristo sonhava em tocar aquela mulher, em tê-la para si e só para si. Quando acordava sentia os seus dedos a tocar a luz da manhã como se da primeira vez se tratasse. "Eu estou vivo", afirmava. E de facto estava.
O seu objecto de fascínio voltava várias vezes ao restaurante e todas as vezes Evaristo respirava um novo ar e parecia ter, realmente, vinte anos.
Voltou a sonhar, a viver por entre as pequenas alegrias da vida e das flores que desenhava no seu coração, para mais tarde, em sonhos, as entregar.
Voltou a desenhar na sua imaginação cartas à mãe e voltou a sentir a sua presença e todas as vezes que via os olhos do seu objecto de fascínio, apaixonava-se novamente e sussurrava à mãe o quanto sentia, ainda, a sua falta.
Viveu o resto de alguns anos novamente entre o sonho e a realidade, onde não há limites, fronteiras e netre a saudade que sentia da mãe e o desejo carnal e profundo que sentia por aquela mulher que o fez acordar.
Nunca a conheceu, nunca soube se ela gostava das piadas do Raul Solnado, de passear no Chiado ou deixar milho às pombas que habitavam a cidade, mas também nunca passou a saudade que sentia da mãe para o mundo real. Decidiu, enfim, viver entre a memória da mãe e na ilusão que aquela mulher concentrava em si o reflexo de tudo aquilo que nunca havia tido, aquela mulher, afinal, era razão do seu acordar.



Sunday, April 04, 2004

Acordo e não te vejo. Onde tás afinal?, ser surpreendente que lê nas entrelinhas da minha alma e redescobre o verdadeiro "eu" , muito de vez em quando.
Penso em ir ter contigo, sentir-te o xeiro e tentar olhar-te nos olhos a fim de descobrir o que me podes trazer de novo, como se já não tivesses trazido.
Não sei o que se passa, ou talvez saiba e não queira saber, como se o conhecimento me fosse trazer algo de revolucionário, magnético do qual eu não me conseguiria libertar e ficaria completamente dependente dele.
Pensar que passo por tudo novamente, que me volto a mergulhar por entre as paredes da ilusão a fim de com isso ganhar alguma paixão.

Sei onde estás, conheço-te a voz e a escrita, como se a vida pudesse ser descrita ou facilmente lida. Mas eu conservo-te dentro de mim, assim imortal e irreal, nos confins da minha alucinação, para que tu voes por entre a minha imaginação. Dá-me inspiração, dá-me sol, dá-me conforto, dá-me paz. Dá-me aquilo que eu preciso e aquilo que tu me puderes dar, porque o mundo nem sempre gira para o lado que nós queremos e eu nem sempre vou estar disponível para amar, como agora.

Monday, March 29, 2004

Não te tenho, nem nunca te tive. Vivo neste medo de alguma vez te poder tocar e não gostar, de provar da essência da tua existência e ficar viciado, como se fica a tudo que não se tem portecção e se desconhece. Vives nas minhas noites, em que digo pouco daquilo que gostava de dizer, em que procuro me expôr o mínimo possível para que a ilusão permaneça, enfim, entre a nossa relação.
És o meu escape da vida fútil, és o meu peoma melancólico, és o meu sentimento dinâmico que se reconstroi e multiplica a cada palavra tua. Ès a mensagem que espero receber, és a pessoa que me faz esquecer, aqui e agora que sou metade daquilo que posso ser e mostro apenas aquilo que os outros não querem ver.
Para quê procurar-te, para que amar-te se não existes, não permaneces em mim, não respiras, não amas, não me magoas.
Em vez disso, conto-te os dilemas em que me envolvo e as pessoas que me persseguem. Falo-te de mim com abertura, mas com protecção exaustiva, afinal não te conheço o cheiro, não te conheço a voz, nem os dedos que imagino serem belos.
Perco-me entre as muralhas do que é arriscado dizer e aquilo que já disse a algumas pessoas que depois, e assim é o amor, se tornaram descrentes e provaram não serem capazes de lidar com os sentimentos que circundam a vida, nem de lutarem por aquilo que queriam, se é que alguma vez quiseram alguma coisa. Fracas de espírito, fracas de alma, fracas de sentimentos e honestidade que vivem para sugar a energia que as envolve como se o mundo tivesse sido criado para não lhes resistir. Fraco de mim, que também eu secumbi e me deixei levar por uma corrente de sentimentos, acções e objectos que nem eu sei muito bem onde os fui procurar.
Anseio por aquele momento em que serei livre, em que seremos todos livres, de tudo e porque não, de todos. Que se lixem os erros ortográficos, que se lixe est emeu sentimento por ti, que suspeito ser de difícil compreensão. Que se lixem todos aqueles que vivem por verem a vida dos outros, inúteis que nunca hão-de contemplar as cores da vida ou beber a alegria que é respirar.
Por isso procura-me. Vem ao meu encontro, de noite de dia, a qualquer hora, em qualquer lugar, eu vou estar lá, para sempre, até quando me for possível e o meu corpo não resistir à saudade de não te ter. Não tenho expectativas, não tenho lembranças, não tenho fotografias, mas tenho palavras, caras e baratas como se o diccionário tivesse sido dividido, como se o mundo fosse partilhado.
Dá-me a tua mão, respira o ar do dia, faz-me acreditar que eu sou alguém que tem a opurtunidade de se elevar por entre o sonho e eu levo-te comigo, por debaixo do meu sentimento oculto pelo desconhecido, fixo e irreal. Por debaixo do meu olhar.

Friday, March 26, 2004

è de momentos destes que precisamos. È de momentos destes que preciso. Em que esqueço tudo e esqueço todos, deixo de me importar com quem está À minha volta e me liberto, por entre o som do mar e as canções mais ao menos pimbas que cantamos, sem dar importÂncia legítima aos atropelos das letras que já de si não são de grande qualidade.
Não pensei em nada, nem nas mensagens que me tentaram abalar de alguém que já não faz parte do meu presente, nem dos teus olhares penetrantes que me tentaram e quase o conseguiram. Mas hoje eu encontrei a felicidade, num momento partilhado com mais quatro pessoas, com pouco peso na minha vida e com uma vontade de mandar o mundo que nos rodeia bem para longe. Estou confiante que ainda hei-de conseguir ver o mundo com os olhos de uma criança mergulhada na sua inocência e que por isso mesmo acha que tudo o que vê, é belo, porque tudo que vê é novo. De repente volto a acreditar de novo que posso ser feliz, que vou ser feliz e que independentemente de tudo eu consigo ser feliz, pelo menos durante um minuto, segundo, por dia. Se isso compensa tudo? Não sei, mas sei que são momentos como estes puramente libertadores que me dão vontade de enfrentar o mundo pela minha felicidade, pela minha tranquilidade, pela minha paz, de parar de ouvir músicas tão reais que se tornam deprimentes ou adorar a melancolia do nevoeiro. Não, eu quero sol, eu quero paixão, eu quero sexo, eu quero poemas, eu quero música, eu quero luar, eu quero amar. Eu quero viver :D ( e não,não bebi).

Wednesday, March 24, 2004

É uma honra aparecer mencionado na crónica de um amigo e objecto de inspiração. Talvez chamar sublimes aos meus textos seja de mais, mas é sempre bom ser reconhecido.
Abraço

Endereço:

www.avozdefelgueiras.com
Artigo de opinião, Mário Simões - O Medo é meu amigo
Já não te evito. Deixo-me levar por esta relação equivocada, previamente comprada por outro alguém.Deixo de sentir o mundo que me rodeia, para apenas me concentrar na teu ser. As tuas qualidades dão à minha busca obssessiva uma realidade transparente.Procuro vestígios da tua força, mas tu nunca permaneces. És apenas uma sombra que tenta manter a minha capacidade de sonhar intacta.
Já desisti de te ter. Sempre que te tento alcançar, escapas-me por entre os dedos, como se este sentimento fosse algo de extinto, como se eu nao passasse também de uma sombra vagueando pelos dias, como se os momentos podessem ser cobrados.
Amanhã, vou calar o coração e a razão, vai por fim prevalecer. Por mim, por ti e por mais alguém. Vou te mandar para trás das costas e guardar o teu sorriso, que mudou o meu mundo. Na minha memória ficarão apenas os bons momentos, fruto de uma relação sem compromissos e de um sentimento sem limites ou privações. Vou encontrar outro Tu, que me dê aquilo que tu nunca me conseguirás dar_ Paz.

"if it makes you happy, it can´t be that bad
If it makes you happy, so why the hell are you so ...sad"
Sherly Crow, If it makes you happy

Sunday, March 21, 2004

Apago tudo e volto a escrever. Já há algum tempo que é assim. Mando f* o criador do vírus que infectou o meu objecto de culto e amigo nas horas vagas, onde me mergulho na solidão do meu quarto e por onde passeio por mundos que de outra maneira não teria acesso. Grito com o computador, grito comigo e grito com quem me ouvir. Enquanto metade do mundo se encolhe perante a eminência de uma guerra, eu debato-me entre conceitos que introduzi em mim mesmo. Ninguém os conhece, ninguém os pratica e enfurece-me esta minha mania de achar que sou mais do que os outros. Porquê preocupar-me com alguém que nem sequer conheço?
Mas eu preocupo-me e tento mandar-te embora. O meu corpo diz que não consegue sobreviver sem o teu xeiro, mas a minha consciência não pára e tento mandar-te embora. Prometo a mim próprio que vai ser amanhã, mas amanhã, sabes bem, é sempre longe demais...Enumero as razões para não te ter, dizer-te que não posso, que não podes, que não podemos. Enquanto isso, subo e desço as escadas do meu desespero, interno e muitas vezes externo. Penso e só penso nisto. Penso e só penso em ti.
Afinal um adolescente não vive só para o momento.
A vida devia ser fácil, deviamos poder brincar com ela e modá-la à imagem que sempre pretendemos, conseguir apagar a memória perdida e ter tempo para fugir do sofrimento que tanto nos persegue. è uma luta de valores e é minha, aqui neste momento que é só meu e do qual eu não consigo sair, fugir.Quem me dera que as coisas fossem mais fáceis. Quem me dera, simplesmente, ter-te.

Saturday, March 20, 2004

Um adolescente deve seguir a sua intuição e nunca a razão. Não vamos ter muitos mais momentos como estes, há que viver para o momento e deixar para trás o pensamento, enquanto temos a desculpa de sermos jovens inconsequentes que vivem num mundo que os rejeita. Rodeado pelas paredes da minha consciência debato-me com aquilo que devo fazer e aquilo que posso fazer. Entrego-me a alguém que não respira por mim, mas que vive em mim, hoje e amanhã. Porque o futuro de quem tem 17 anos é amanhã e o depois de amanhã é apenas um conceito que nos implementaram, numa idade em que ainda não tinhamos criado as defesas necessárias para nos defendermos de ideias pré-fabricadas. Respiro a música que me acompanha, deixo-me levar pelos pensamentos mais descompostos que existem. Procuro no diccionário a designação para ínfiel. As palavras não saem, porque não me sinto cansado o suficiente para ter a coragem de transpôr para as letras, aquilo que sinto neste momento. SInto-me a ser ínfiel. Ínfiel aos meus pirncípios, ínfiel à minha consciência, ínfiel ao meu coração, ínfiel áqueles que sempre negaram que eu fosse. O meu corpo já não me pertence mais, vive de alguém que nunca fará parte de mim, que jamais verá o por-do-sol ao meu lado ou me dirá algo tão simples como "Amo-te".
No fundo vivemos, inconcientes para o amor, disfarçamo-nos em relações vagas e sujas para provarmos a nós próprios que somos fortes o suficiente para vivermos sem ele, mas sabemos que quando chegámos a casa, entregamo-nos ao aconchego do sofá a fim de encontrar restos de ternura desperdiçada.
Mas o ser humano não foi construído para sobreviver a relações passageiras e vazias. Há sempre uma parte que quer mais, mesmo quando sabe que nunca o vai ter.
Eu quero mais. Quero voltar a ter a minha consciÊncia limpa de todo o mal que possa vir a causar a alguém que talvez não o mereça, quero ter alguém que viva para mim e em mim, quero voltar a conseguir construir textos com o mínimo de fundamento e deixar para trás o passado que nunca foi meu amigo. Eu quero voltar a amar, porque "Só o amor me faz correr, só o amor me faz ficar, só o amor me faz perder, só o amor me faz querer mais".
Até lá e até encontrar aconchego mais profundo do que os teus braços, ou perfume mais limpo do que o teu corpo, vou continuar a passear a teu lado, sorrindo sem imaginar que vou estar triste, olhando-te sem imaginar que não te verei mais.Até quando?

Um adolescente deve seguir a sua intuição e nunca a razão. Não vamos ter muitos mais momentos como estes, há que viver para o momento e deixar para trás o pensamento, enquanto temos a desculpa de sermos jovens inconsequentes que vivem num mundo que os rejeita. Rodeado por as paredes da minha consciência debato-me com aquilo que devo fazer e aquilo que posso fazer. Entrego-me a alguém que não respira por mim, mas que vive em mim, hoje e amanhã. Porque o futuro de quem tem 17 anos é amanhã e o depois de amanhã é apenas um conceito que nos implementaram, numa idade em que ainda não tinhamos criado as defesas necessárias para nos defendermos de ideias pré-fabricadas. Respiro a música que me acompanha, deixo-me levar pelos pensamentos mais descompostos que existem. Procuro no diccionário a designação para ínfiel. As palavras não saem, porque não me sinto cansado o suficiente para ter a coragem de transpôr para as letras, aquilo que sinto neste momento. SInto-me a ser ínfiel. Ínfiel aos meus pirncípios, ínfiel à minha conciência, ínfiel ao meu coração, ínfiel áqueles que sempre negaram que eu fosse. O meu corpo já não me pertence mais, vive de alguém que nunca fará parte de mim, que jamais verá o por-do-sol ao meu lado ou me dirá algo tão simples como "Amo-te".
No fundo vivemos, inconcientes para o amor, disfarçamo-nos em relações vagas e sujas para provarmos a nós próprios que somos fortes o suficiente para vivermos sem ele, mas sabemos que quando chegámos a casa, entregamo-nos ao aconchego do sofá a fim de encontrar restos de ternura desperdiçada.
Mas o ser humano não foi construído para sobreviver a relações passageiras e vazias. Há sempre uma parte que quer mais, mesmo quando sabe que nunca o vai ter.
Eu quero mais. Quero voltar a ter a minha consciÊncia limpa de todo o mal que possa vir a causar a alguém que talvez não o mereça, quero ter alguém que viva para mim e em mim, quero voltar a conseguir construir textos com o mínimo de fundamento e deixar para trás o passado que nunca foi meu amigo. Eu quero voltar a amar, porque "Só o amor me faz correr, só o amor me faz ficar, só o amor me faz perder, só o amor me faz querer mais".


Wednesday, March 17, 2004

O desafio era simples: pegar numa personagem masculina e montar um enredo à minha escolha, com o máximo de cinco parágrafos. Eis o resultado:

Juventude: Século XXI


Ele só queria viver. Correr o mundo, sem olhar para trás, mas bastava-lhe abrir os olhos para reparar que a realidade estava muito longe do sonho idealizado.
Partilhava o quarto com o irmão, vidrado nos muitos pokémon´s, sempre a pedir atenção dos dos pais e a fazer perguntas inúteis. Com dezasseis anos a vida não tem rumo e o ser humano deixa-se levar com muita facilidade por uma corrente fraca e o insucesso escolar advinhava o futuro do pai, a trabalhar num desses muitos shoppings espalhados por uma cidade impaciente em conviver e se misturar.
Tudo piorou depois do cancro diagnosticado à mãe, infelizmente detectado tarde mais para se prever uma cura rápida e segura. Sentia-se sózinho, partilhando a solidão com os passeios polidos por chicletes e putos desorientados a tentarem entreter-se com um qualquer electrodoméstico partido e vazio.
Foi assim que a experimentou. Ao início era só para esquecer o corte que a Sara lhe havia dado, depois era para esquecer tudo e todos: os professores que lhe exigiam mais do que podiam, os pais que nada faziam ou os amigos que pura e simplesmente não existiam.
Quando abria os olhos, via o mundo que sempre sonhara e quando nao via, fumava ainda mais, na esperança de o conseguir perspectivar. Para conseguir alimentar o sonho, começou a fazer pequenos furtos, mas como os sonhos se tornavam cada vez maiores, começou a fazer grandes furtos. Os pais estranhavam a ausência do filho, mas a sua atenção estava centrada no consumidor de pokemon´s e por isso tornaram-se seres passivos ao problema que se advinhava.
Os pais ainda lhe recordam o sorriso alegre e a segurança que procurava neles. A mãe conseguiu sobreviver ao cancro, o pai a um emprego demasiado chato para ser levado a sério e o irmão a videojogos mais violentos do que qualquer guerra. Contudo foi o bilhete deixado junto a um corpo mutilado por uma overdose que deixou mais sequelas, "Só queria Viver".

Sunday, March 14, 2004

Acreditar


Vivemos na expectativa de encontrar alguém para atravessar mais um amanhã cinzento. Procuramos em todos os rostos, gestos e odores, traços do nosso sonho incompreendido. Aquela luz que nos guiará por o caminho que se adivinha cada vez mais arrependido. Quando finalmente sentimos que o nosso coração bate por alguém, que o nosso riso existe por alguém, que vivemos porque alguém vive, dá-se uma entrega total da nossa parte. Mandámos o mundo para trás das costas e agarramo-nos às mensagens com palavras de amor. Por momentos conseguimos ser felizes, passamos a pertencer áquela elite que já sentiu o sol, quando só havia chuva, que viu as estrelas, quando só havia lua. E vivemos. E desejámos nunca mais morrer, porque aquele momento vale a pensa ser vivido. Quando tudo acaba, desaparecemos nos confins do nosso próprio sentimento. Inventamos uma fúria enturpecedora e calámos o nosso coração com todos os defeitos que ele nunca havia visto, quanto mais sentido.
O que sobra, é um ser que não quer viver, que não acredita mais na entrega absoluta por algo tão passageiro e dissolúvel. Fugimos de tudo e de todos, agarramonos ao nosso próprio medo e passamos a viver com os olhos no passado. Já nada interessa, já nada faz sentido, já nada vale a pena ser respirado.
Criam-se tantas expectativas por algo tão passageiro numa sociedade como a nossa. Somos bombardeados com casais sorridentes a partilhar uma vida de sonho, sem problemas, sem solidão, que achamonos no direito de ter algo parecido. Quando percebemos que a vida não é um anúncio de 5 minutos, daqueles em que os protagonistas vivem numa casa de 7 assoalhadas e o seu único problema é terem uma criança que pinta as paredes de uma cor contagiante e feliz. É aí, que deixamos de acreditar. Em tudo e em todos.
Alguém me pediu para não deixar de acreditar. Para continuar a acreditar que "o sol sempre amou a lua", nas ridículas cartas de amor de Fernando Pessoa, ou mesmo nos bolinhos da sorte chineses. "Acredita que tu acreditas em ti". Eu acredito em mim, mas quem é capaz de acreditar nos outros?







Wednesday, March 10, 2004

De que cor é o medo? Não sei, mas eu sinto-o. Aqui, neste quarto povoado por fotografias, por pessoas que já não me acompanham, que foram deixadas para trás pelo tempo e pelos seus atormentos. Um adolescente vive rodeado por paredes revestidas por uma cor que lembra o medo. Não é preto, não é cinzento, nem o branco, é o nada. O nada que se espalha pelas nossas veias e por todos os poros da nossa pele. E de repente deixamos de sentir tudo o que nos rodeia, porque a cor do medo é baça. O sol já não nos sorri, o mar parece não nos compreender e os pais dão-se conta que nunca vamos ser aquilo que eles uma vez e todas as vezes sonharam que fôssemos. A única coisa que nos faz avançar, é a luz ao fundo do túnel. A idade adulta. E por isso combatemos o medo para chegarmos a esse nível e o medo, por fim, desapareça. Foi isso que nos ensinaram. Os adultos não têm medo. Não temem nada, nem devem explicações da sua vida imperfeita a ninguém. E por isso vivemos na ilusão desse mundo que nunca será encontrado.
O mundo devia ser capaz de nos segurar e nós de pedir ajuda. Vagueamos por aí, à espera do tal sorriso que nos trará a luz tão desejada que a nossa vida tão precisa, mas estamos tão revestidos pelo medo que ela passa por nós e nem nos damos conta. E quando olhamos para trás, a razão da nossa existência passou por nós, sorriu-nos, convidou-nos para um café e nós nem demos por isso. embrenhados nos nossos pensamentos altruístas e egoístas, fruto de quem nasceu para pensar nos seus problemas como se vivesse sozinho no mundo, perdido no meio desta galáxia, que dizem ser imensa. Alguns procuram a fuga na erva, mais ao menos fácil de arranjar que os leva a lugares onde eles nunca poderão estar, outros no grito da infância roubada e outros ainda nas novas tecnologias, que nos permitem sermos quem quisermos onde quisermos. É um mudo tão vasto, cheio de pequenos perigos, cheio de insconsciência e falta de razão, de depressão e intuição, de paixão, sexo e por fim de medo. De medo de desiludir o mundo, que nos destinou um papel para o qual nem sempre estamos preparados para desempenhar, de medo de sermos aquilo que sentimos que somos, de medo do ´próprio medo. O discman acaba por se tornar o nosso melhor amigo, sempre disponível para tudo e para todos. Quando é que isto acaba? Dizem que é agora que se vive a vida, que se mata os fantasmas do passado e se constroi a nossa identidade, o nosso ser, aquilo que nos vai delimitar no futuro. Mas que fazer quando já nascemos limitados? Há sempre uma boa razão para não nos sentirmos bons o suficiente.

Tuesday, March 09, 2004

Somos tão corruptíveis. Vivemos de palavras vazias, no vazio de milhares pessoas que partilham o seu dia a dia com tantas outras. Vivemos para nós, sem nos darmos conta que ao nosso lado alguém precisa de ajuda e que atrás de nós alguém nos quer dá-la. Vivemos de palavras vazias, sem nos darmos conta do que se passa à nossa volta, revestidos por roupas da marca e por um comportamento puro e incorruptível. Afogamos as nossas magoas no alcóol barato, na esperança de que os outros tenham pena da nossa insegnificância e passem a permitir que partilhemos com eles os dias longos, numa cidade que não quer saber de ninguém. E crescemos assim, numa sociedade que nos chama de rasca, apenas porque temos coragem de ser piores do que eles alguma vez pensaram em ser. Ensinam-nos a ser grandes médicos, advogados, jornalistas, mas quem nos ensina a saber amar? A dar, sem pedir nada em troca, a ajudar o desconhecido quando ele chora numa das muitas ruas porque não consegue sobreviver. Enquanto isso ensinan-nos que devemos calçar a sapatilha da moda, vestir a camisola do momento e pintar o coração da cor que toda a gente gosta. No fim, ficamos sem identidade, sem carisma, mas ganhamos alguma coisa. Um canto qualquer, num grupo qq, mas que é nosso, mas no fim sabemos que são só palavras soltas. A verdade não existe e as palavras começam-se a confudir a si mesmas, porque é assim que um adolescente vive : na sua própria confusão desde que descobriram que havia uma fase entre a infância e e a fase para a qual todos corremos, a idade adulta. E cada dia, é cada vez mais vazio, cada minuto é mais longo, cada momento é duro. A insegurança chega a doer. São só palavras soltas, mas são muitas as vezes em que as mesmas palavras soltas nos deitam abaixo.
Somos tão corruptíveis. Vivemos de palavras vazias, no vazio de milhares pessoas que partilham o seu dia a dia com tantas outras. Vivemos para nós, sem nos darmos conta que ao nosso lado alguém precisa de ajuda e que atrás de nós alguém nos quer dá-la. Vivemos de palavras vaizas, sem nos darmos conta do que se passa à nossa volta, revestidos por roupas da marca e por um comportamento puro e incorruptível. Afogamos as nossas magoas no alcóol barato, na esperança de que os outros tenham pena da nossa insegnificância e passem a permitir que partilhemos com eles os dias longos, numa cidade que não quer saber de ninguém. E crescemos assim, numa sociedade que nos chama de rasca, apenas porque temos coragem de ser piores do que eles alguma vez pensaram em ser. Ensinam-nos a ser grandes médicos, advogados, jornalistas, mas quem nos ensina a saber amar? A dar, sem pedir nada em troca, a ajudar o desconhecido quando ele chora numa das muitas ruas porque não consegue sobreviver. Enquanto isso ensinan-nos que devemos calçar a sapatilha da moda, vestir a camisola do momento e pintar o coração da cor que toda a gente gosta. No fim, ficamos sem identidade, sem carisma, mas ganhamos alguma coisa. Um canto qualquer, num grupo qq, mas que é nosso, mas no fim sabemos que são só palavras soltas. A verdade não existe e as palavras começam-se a confudir a si mesmas, porque é assim que um adolescente vive : na sua própria confusão desde que descobriram que havia uma fase entre a infância e e a fase para a qual todos corremos, a idade adulta. E cada dia, é cada vez mais vazio, cada momento é mais longo, cada momento é duro. A insegurança chega a doer. São só palavras soltas, mas são muitas as vezes em que nos deitam abaixo...l

Friday, March 05, 2004

Preciso de paz. Percorro este caminho, um bocado sem rumo à espera que o destino me traga aquilo de que eu tanto preciso. Só o tempo o dirá. Quando se acaba magoado por alguém, leva tempo a que o nosso corpo e a nossa mente se unam novamente para juntos se tornarem mais do que um ser mutilado. E cada dia é uma busca. Pelo caminho, tropeça-se, cometem-se erros, mais ao menos graves em nome de uma adolescência que se quer livre. Afinal de que serve tudo isto? Entre uma pringle e um copo de coca-cola os pensamentos acabam por fluír e o coração cansado de uma luta angustiante pela procura da razão de bater acaba por repousar.
Só queria alcançar aquela paz de alma que nos permite ficar imunes a todas aquelas coisas que normalmente nos afectariam. Para isso mergulho-me nas canções mais aa menos depressivas e nos filmes que retratam aquelas histórias, seja de amor ou de terror, que eu não consigo viver.Às vezes dá vontade de largar tudo. È tanta a pressão e tanto o medo de falhar...Horas a tentar moderar a dicção, a melhorar a imagem, a tentar ser aquilo que nem sempre é suposto ser. E o sol que não vem e o rumo que está perdido. Não consigo fugir deste estado. Quando nos sentimos mutilados por dentro e por fora, o que é suposto fazer? Erguer a cabeça e continuar em frente, ou cair no esquecimento da nossa prórpia solidão? Onde está aquela luz que nos deveria guiar, a fim de nos levar a um lugar mais seguro, onde o amor nao seria mais um lugar estranho? È tarde e por isso talvez o pensamento não coincida com a fluidez da escrita, mas também não há grande sono, porque sonhar nem sempre é agradável.
Preciso de paz, para voar por entre os os pilares do meu próprio medo. Talvez me esteja a tornar uma pessoa cinzenta, mas não há grande motivação para percorrer um caminho desgastado por relações ocas e atormentadas. Não existe fim, quando não houve princípio.

Rádio Macau - "Já não sei viver, sem ter de viver".- Acordar

Luis_silva@tvtel.pt

Wednesday, March 03, 2004

Dicas:

Para aqueles dias não, em que a rádio só passa músicas alegres e divertidas e não podemos ouvir um réstio de felicidade como «i´m like a bird» ou «walkin on sunshine» aqui ficam algumas músicas que vos podem fazer companhia durantes esses momentos, porque a vida nem sempre nos sorri e por vezes só queremos mergulhar no vazio da nossa solidão.

Duran Duran _ Ordinary World
U2 _ One
Phill Colins _ I wish it would rain know
Sarah Mclachlan _ Angel
Avril Lavigne _ Tomorrow
Cafe del mar _ Beautiful
Aimee Man _ Wise up
Ez Special _ Thinkin about you
Rádio Macau _ Acordar
Skunk Anansie _ Secretely
Gary Jules _ Mad world
Natalie Imbruglia _ That day
Clã _ Problema de expressão
No Doubt _ Don´t speak
Linkin Park _ Numb
Chris Isaak _ Wicked game
Evanescence _ My immortal
Madonna _ Substitute 4 love/Drowned world
Alicia Keys _ Butterfly
Celine Dion _ All by myself
Coldplay _ Yellow
Radiohead _ Creep
Rui Veloso _ Jura
Patrick Swayze _ She´s like the wind
Lene Marlin _ You weren´t there
Silence 4 _ To give
R.E.M. _ Everybody hurt´s
Light

You cannot imagine the light
that you brought to my life.
After so many years
searching someone in those wild night´s
I found my reason to breathe
beyond my childish fears.
It´s a strength that grow´s inside my heart
wich makes my knees weak
and makes me act life a freak.
I don´t know everything about you
but i know the effect that you caused in my world
makin´me believe that i would not suffer anymore
cause that was before

With you i found my tear lookin´pretty
My body lookin´perfect
My soul lookin´complete
WIth you i found myself living a dream
Those where you just wanna scream
Cause you feel so free
that you don´t believe that can be real

I follow so many faces
enter to so many places
but only know i discover the real me
drowning in something that even words could not tell.
Sometimes i feel that i don´t deserve so mutch grace
but after so many lies, revenge and pain
i see your name written in my heart.
I never knew it would be likes this from the start
but i ´m happy, cause finnally i´m not playing a silly game.

I just wanna catch this moment
and make it perfect as long i can take it,
Cause i feel that i can shine again
To everyone, withouth no blame,
As long i feel stronger enough to breathe so much light
i will never end this feeling, the one that brought me to life.

Thursday, February 26, 2004

Acordar

Vejo-te ao longe, perdida sem mim
Estendo-te a mão e sorris com um sim
A vida é tão feitas de nadas
de tudos e de falsas fadas
no fim, é tudo um sofrimento sem fim.
Mas então descobri-te e nunca mais te esqueci
Queria poder tocar-te e talvez amar-te
dizer que é em ti que penso
e que vivo por este sentimento denso
Mas não te conheço
e mesmo sem te falar, não te esqueço.
vivo mergulhado nas rimas ricas ou pobres
a ver se me descobres
encoberto por uma máscara que já usei
mas que como tudo, cansei

Estou aqui para dizer que te quero conhecer
Ao teu lado estarei para te entender
Não importa os erros do passado
Porque ele acabará por ser lavado
Entrega-me os teus lábios
E eu mostro-te como é que eles podem ser sábios
Não interessa se o amor é um lugar estranho
Porque agora eu só quero amar esse teu corpo castanho

E era por ti que eu parava
E ficava toda a noite e nem hesitava
Agora que te conheci, quero fazer tudo por ti
Nunca parar de estar ao teu lado
Amar-te sem pecado
parece ser este o meu fado
os outros que se lixem
não foram feitos para me ouvir
mas é a ti que eu quero sentir
mergulhar no teu cabelo
e Acordar ao vê-lo.
QUero que saibas que não te vou largar
para um qualquer te roubar
Sente a minha batida, agarra-te à minha vida
Pois é por ti que ela é vivida

Isto é para ti, para saberes que ainda não te esqueci
Que não desisti de te conhecer, apesar de não te entender
Não importa os erros do passado
pois ele acabará por ser lavado
entrega-me essa tua vida
e eu faço de ti a minha diva,
Não importa se o amor é um lugar estranho
pois eu só quero amar esse teu corpo castanho.

E queria que soubesses que o meu coração pára para te ver
E os meus olhos nunca deixam de te ler.
Fixo o meu pensamento em ti
Acordo e axo k te sorri
Esqueço tudo e juro que ainda te hei-de ter
Porque não acaba este querer
E é tão grande esta minha vontade de dar
De te ver, pois és tu a razão do meu Acordar.


Luís Gomes
Luis_silva@tvtel.pt