A educação é um fardo que carregamos, sempre que viramos as costas e tentamos perspectivar o nosso passado. Ela atinge-nos com uma violência cruel, bate-nos sem avisar, trespassa-nos para morrer-mos dentro dela. Ela é limitativa. Ela pode ser vantajosa e dar-nos a conhecer um cem número de mundos novos, onde nos tratarão por epítetos ternos e renovadores, mas também pode ser uma condicionante para a vida póstuma. Pode criar barreiras e memórias das quais muito difícilmente se conseguem apagar. Ela e todos factores que dependem dela são parte do que nós somos hoje, e a ela lhe devemos muito.
A verdade, é que a educação é um bem negligenciado na nossa sociedade.
Onde outrora existia uma sociedade vítima das suas próprias repressões morais e éticas, encontrámos uma educação moderna, onde assenta o princípio light. Ou seja, onde outrora havia repressão, hoje existe omissão. Omissão de quê? Omissão de valores, respeito e comportamentos morais. Decide-se por uma educação onde o tudo póde traumatizar a criança, onde nada deve aborrecê-la, onde nada deve ser impedido. Elas têm o mundo a seus pés. Um mundo de ilusões e espanto cor de rosa, ou então azul como o céu na Primavera que nunca mais acaba. Crescem num mundo irritado, rodeadas por adultos irritados repletos de certezas, porque disso e só disso vive esse mundo. Ser adulto consiste basicamente em não pôr nada em causa, em salvar a realidade conhecida e não mais sonhar, nunca mais.
O problema da educação reside desde logo num ensino precário. Onde antes existia um ensino com base na separação de sexos, onde os melhores alunos ficavam numa parte distanciada dos outros e onde a régua fazia parte da dia-a-dia de cada um de nós, é estranho ver como hoje tudo está diferente. Os professores, como que gafanhotos, procuram ao máximo encontrar uma escola onde possam permanecer o máximo de tempo possível, tentando ensinar, quando na maior parte das vezes nunca souberam aprender. Nunca aprenderam a ler, a sentir o gosto de folhear um livro, de o percorrer e senti-lo. Talvez desconcertar um poema de António Aleixo ou uma crónica de António Lobo Antunes, mas não. Talvez um resumo de Eça, talvez um resumo de Agustina, se ao menos isso.
Um professor tem esse fardo de passar o conhecimento, mais do que isso, passá-lo de uma forma apaixonada para que os alunos se apaixonem por ela. Mostrar que Sophia é magnífica, que Lídia Jorge é das escritoras mais importantes da actualidade e que Eugénio de Andrade é mais do que aqueles poemas publicados no Metro do Porto. Mas o problema do professor começa quando não tem vocação e por isso não aceita candidatar-se para essas paragens caóticas e suburbanas. Só poderemos ser melhor, se nos dedicar-mos a isso de raíz, enfrentando o problema, cortando os salários milionários dos gestores públicos e dos acessores, fazendo com que o mundo pare de andar ao contrário. Esta falta de equilíbrio condiciona todo o nosso modelo de sociedade como é vista hoje.
O ensino e a educação devem ser aliadas e não uma forma de ilibarem a outra. A culpa não é dos pais que não educam os filhos, nem dos professores que não tomam as devidas precauções. É uma culpa conjunta. Estes dois factores não podem ser vistos como repressões morais ou portadores de uma liberdade libidinosa. Está na hora de se encontrar um equilíbrio certeiro entre estes dois modos. É urgente de facto. No caso da escola, o caminho está cada vez mais a ser regido por uma estrada que conduz à ignorância. Os manuais e mais uma vez a omissão de certos cantos do Lusíadas é prova mais que bastante para encerrar o meu argumento.
Eu não tive a educação que idealizo para os meus filhos. A liberdade e a disciplina devem andar de mãos dadas. Ser pai é mais do que um papel, é uma missão, é um lema de vida, é uma paixão. Assim deveria ser encarado o ensino, como uma paixão, mais do que uma vocação. Deveriam ser feitas provas anuais aos professores para determinar o grau de capacidades, deviam ser fixados os professores numa escola, para acabar a dança anual que se revelou catastrófica este ano, para que a confiança que os alunos adquirem ao longo de um ano, não tenha de ser conquistada todos os anos, por pessoas novas.
A educação nos dias que correm aposta no prazer momentâneo, onde tudo foi feito para algum fim, onde as crianças são educadas por um televisor que espreitam horas infindáveis diariamente. Um pai não póde ver na escola uma forma de cumprirem com o seu papel, nem a escola de se desculpabilizar da sua má função. São passados de ano alunos que não reúnem as condições mínimas. Nesta vida light, onde tudo é oferecido, os alunos ficam cada vez mais com a impressão que tudo é fácil, tudo é alguma coisa. E daí mergulhámos no espírito consumista da nossa juventude que desagua num aumento da criminalidade nos jovens, condicionado por uma forte desmotivação de professores mal remunerados e pais que correm para pagar a conta da luz, sem nunca perceberem que o puto lá em casa já usa preservativos e tem certezas como gente grande. Vamo-nos deixar de certezas e de radicalismos. O equilíbrio é a única fuga para uma sociedade puramente civilizada. O light já era.
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Tuesday, November 02, 2004
Wednesday, October 13, 2004
Explode Ricardinho...
Páro, penso. Estou num vazio. Sou suspeito, toda a gente fala, toda a gente comenta, toda a gente observa. É de noite, é de dia, é sempre de noite e toda a gente sabe. E eu fujo por toda a gente saber.
Ninguém me quer, ninguém me ama e todos me desejam e todos sabiam. Olho-me ao espelho, parto o espelho. Não quero mais saber de mim. Fujo, porque toda a gente sabia, porque eu já sabia. Quero um comprimido para dormir e sonhar, só sonhar. E todos os dias é uma luta e eu desço, caio, caio, caio e nunca mais pára e de repente sou adolescente, acordo e sou adulto. Não tenho papel, não tenho permissão e todos sabiam.
Sinto-me pesado, forte, gordo. Conto as estrelas, de repente, muito de repente, esqueço. Esqueço e não tenho memória e não sou velho. E não me importo e sorrio, sorrio muito.
Volto a pôr a música, escrevo ao ritmo da música, morro ao sentido da música. À minha volta ninguém me anunciou a chegada, mas eles sabiam e não explodiram. Retiveram-se, conteram-se. Falsos, falsos, falsos. Correm ao sabor do sexo, correm ao sabor da noite, é sempre a noite.
Eu não quero contar nada, quero perder a memória, ficar com o sonho, para sempre sonhar e nunca mais me repetir, nunca. Alguém me acorda, alguém me abana. Não consigo acompanhar a música, há sempre alguém que é melhor do que eu, havia sempre alguém que sabia e agora desço ao fundo porque eu também sabia e não anunciei.
Volto a contar as estrelas, fujo para longe, para longe de todos aqueles que sabiam e não me anunciaram. Agora estou mais pesado, gordo. Coitadinho, coitadinho do Ricardinho. Agora pesa-lhe o peso da verdade postrada nos seus olhos. Acabaram-se os falsos amigos, as falsas modéstias, os falsos amores. Todos sabiam o meu oristo, mas ninguém mo disse e agora estou pesado, gordo. Coitadinho, coitadinho do Ricardinho.
A irmã bem me avisou, a irmã bem que gosta de mim, mas a irmã não a conheceu e agora doi-me a cabeça, pesa-me a cabeça. Algo de estranho, de anormal se passa. O Ricardinho não passa nas portas, o Ricardinho é coitadinho, coitadinho do Ricardinho. A culpa não é deles, porque eu sempre soube e tomei outro comprimido para continuar a dormir, porque dormir dá-me vontade de sonhar, sonhar que nunca aconteceu, sonhar que as estrelas estão perto, que as toco. Sonhar contigo e com o meu amor, sonhar com a ilusão perfeita num dia de Inverno.
A música pára. É pequena a música, mas o fardo não. E doi-me a cabeça, e a cabeça pesa-me. Quem fez isto ao Ricardinho? De quem é a culpa de ele não entrar nas portas e sentir-se porco e usado?
Passou por aqui. É ela sim. Passou sem anunciar, partiu sem anunciar e veio para ficar e partir sempre, sem anunciar. Não tinha perfume, não tinha cheiro, não tinha olhar. Era o tudo, era o nada. É Ela a causadora do peso do Ricardinho. O Ricardinho quis ser coitadinho, quis negar a evidência para sempre nos seus olhos e absorver todo aquele vazio que o fazia admirar. As estrelas perderam-se, as estrelas perdem-se sempre, mas as cicatrizes perduram. Ela levou as cicatrizes até muito longe, numa terra de feiticeiros e bruxas, onde ninguém se ama, mas todos se envolvem. Ela levou-o, pobre do Ricardinho, pobre de mim, na noite, sempre a noite. Agora o Ricardinho explode, o ricardinho não aguenta o peso perante os seus ombros, a vergonha de todos saberem e ninguém lhe anunciar.
E a culpa não é de ninguém quando o crime é anunciado. Quem anunciou? Quem acabou com a esperança do vazio ser o preenchimento de um olhar, da mentira ser razão, da tesão ser paixão?
Fujo. Corre Ricardinho que toda a gente acabará por saber. Eles todos sabiam e não se interessaram, para quê chorar, agora? Chora Ricardinho, chora. Levanta a cabeça, acorda. Já foi anunciado.
Ninguém me quer, ninguém me ama e todos me desejam e todos sabiam. Olho-me ao espelho, parto o espelho. Não quero mais saber de mim. Fujo, porque toda a gente sabia, porque eu já sabia. Quero um comprimido para dormir e sonhar, só sonhar. E todos os dias é uma luta e eu desço, caio, caio, caio e nunca mais pára e de repente sou adolescente, acordo e sou adulto. Não tenho papel, não tenho permissão e todos sabiam.
Sinto-me pesado, forte, gordo. Conto as estrelas, de repente, muito de repente, esqueço. Esqueço e não tenho memória e não sou velho. E não me importo e sorrio, sorrio muito.
Volto a pôr a música, escrevo ao ritmo da música, morro ao sentido da música. À minha volta ninguém me anunciou a chegada, mas eles sabiam e não explodiram. Retiveram-se, conteram-se. Falsos, falsos, falsos. Correm ao sabor do sexo, correm ao sabor da noite, é sempre a noite.
Eu não quero contar nada, quero perder a memória, ficar com o sonho, para sempre sonhar e nunca mais me repetir, nunca. Alguém me acorda, alguém me abana. Não consigo acompanhar a música, há sempre alguém que é melhor do que eu, havia sempre alguém que sabia e agora desço ao fundo porque eu também sabia e não anunciei.
Volto a contar as estrelas, fujo para longe, para longe de todos aqueles que sabiam e não me anunciaram. Agora estou mais pesado, gordo. Coitadinho, coitadinho do Ricardinho. Agora pesa-lhe o peso da verdade postrada nos seus olhos. Acabaram-se os falsos amigos, as falsas modéstias, os falsos amores. Todos sabiam o meu oristo, mas ninguém mo disse e agora estou pesado, gordo. Coitadinho, coitadinho do Ricardinho.
A irmã bem me avisou, a irmã bem que gosta de mim, mas a irmã não a conheceu e agora doi-me a cabeça, pesa-me a cabeça. Algo de estranho, de anormal se passa. O Ricardinho não passa nas portas, o Ricardinho é coitadinho, coitadinho do Ricardinho. A culpa não é deles, porque eu sempre soube e tomei outro comprimido para continuar a dormir, porque dormir dá-me vontade de sonhar, sonhar que nunca aconteceu, sonhar que as estrelas estão perto, que as toco. Sonhar contigo e com o meu amor, sonhar com a ilusão perfeita num dia de Inverno.
A música pára. É pequena a música, mas o fardo não. E doi-me a cabeça, e a cabeça pesa-me. Quem fez isto ao Ricardinho? De quem é a culpa de ele não entrar nas portas e sentir-se porco e usado?
Passou por aqui. É ela sim. Passou sem anunciar, partiu sem anunciar e veio para ficar e partir sempre, sem anunciar. Não tinha perfume, não tinha cheiro, não tinha olhar. Era o tudo, era o nada. É Ela a causadora do peso do Ricardinho. O Ricardinho quis ser coitadinho, quis negar a evidência para sempre nos seus olhos e absorver todo aquele vazio que o fazia admirar. As estrelas perderam-se, as estrelas perdem-se sempre, mas as cicatrizes perduram. Ela levou as cicatrizes até muito longe, numa terra de feiticeiros e bruxas, onde ninguém se ama, mas todos se envolvem. Ela levou-o, pobre do Ricardinho, pobre de mim, na noite, sempre a noite. Agora o Ricardinho explode, o ricardinho não aguenta o peso perante os seus ombros, a vergonha de todos saberem e ninguém lhe anunciar.
E a culpa não é de ninguém quando o crime é anunciado. Quem anunciou? Quem acabou com a esperança do vazio ser o preenchimento de um olhar, da mentira ser razão, da tesão ser paixão?
Fujo. Corre Ricardinho que toda a gente acabará por saber. Eles todos sabiam e não se interessaram, para quê chorar, agora? Chora Ricardinho, chora. Levanta a cabeça, acorda. Já foi anunciado.
Sunday, October 10, 2004
23/24
O destino é sempre uma coisa sorrateira. Prega-nos pequenas rasteiras, faz-nos chegar mais longe, torna-nos mais crentes, mais maduros, adultos. Entre tristezas, alegrias e confissões, o destino muitas vezes encarrega-se de trazer para a nossa vida aquelas pessoas que sempre tiveram um lugar reservado para elas, mas que nunca o souberam encontrar. E depois é o que se sabe, tornam-se insubstituíveis e nem chegamos a perceber a razão de tamanha devoção. O tempo e o espaço deixam de importar. O que importa realmente é o sentimento único que liga as pessoas e dá alento a estes dias que cada vez mais se apresentam como cinzentos.
Eu acredito que existe alguma coisa de especial em cada um de nós, que somos destinados a pertencer e a preencher a vida de alguém, que é esse o nosso principal sentido, enquanto seres imperfeitos que somos. De vez em quando, existem certas pessoas que nós sabemos que provavelmente até são boas de mais para aquilo que fazemos por elas, que aturam as nossas birras logo de manhã, apenas porque gostam de nos ver sorrir, que nos levam aos sitios onde nunca haviamos estado só para esquecermos que o nosso coração nem sempre é respeitado, que nos mostram que o perdão é um sentimento nobre e que a solidão só nos entrega ainda mais à hostilidade que é o mundo lá fora.
Uma dessas pessoas completa anos hoje. Não sei se 23, se 24 que eu em datas nunca fui muito bom. O que interessa mesmo é manifestar o meu carinho por essa pessoa, que por estar a mais de 300 km não pôde tar comigo tantas vezes como eu queria. Esta é só uma forma de te agradecer por nunca te esqueceres de mim, por seres muitas vezes um chato que me massacra e me faz dar grandes e largas gargalhadas. Tens tudo para ser feliz Gonçalo, incluindo um amigo que te adora e cuja palavra amizade não chega para definir o sentimento que tem por ti. Queria dar-te mais do que um simples texto, num blog povoado por personagens mortas e relações inconsequentes, queria partilhar este dia contigo, mas acho que de uma certa forma já o estou a fazer. Contigo o poema de Sophia nunca fez sentido " tive amigos que morriam /outros que partiam" porque tás sempre cá dentro, onde pertencem as pessoas que têm o poder de nos fazer felizes, como tu fazes e sei que continuarás a fazer.
O destino pôs-te no meu caminho, por entre uma música da Nelly e uma ida a Braga ou uma visita à praia do Guincho e eu só tenho de lhe agradecer e pedir que traga pessoas como tu, verdadeiras, alegres, chatas e genuínas, que estejam lá sempre, quando eu precisar, porque tu tiveste e é isso que distingue os amigos de sempre e os amigos do momento.
Hás-de me ter sempre aqui, como eu te tenho a ti. Muitos parabéns e que este não seja "mais um dia".
"We are counting the stars
We gonna go far
it´s only you and me in the open air
it´s truth or dare, we don´t care
we are couting the stars
as we explode, we are couting the stars"
Explode, Furtado, N.
Eu acredito que existe alguma coisa de especial em cada um de nós, que somos destinados a pertencer e a preencher a vida de alguém, que é esse o nosso principal sentido, enquanto seres imperfeitos que somos. De vez em quando, existem certas pessoas que nós sabemos que provavelmente até são boas de mais para aquilo que fazemos por elas, que aturam as nossas birras logo de manhã, apenas porque gostam de nos ver sorrir, que nos levam aos sitios onde nunca haviamos estado só para esquecermos que o nosso coração nem sempre é respeitado, que nos mostram que o perdão é um sentimento nobre e que a solidão só nos entrega ainda mais à hostilidade que é o mundo lá fora.
Uma dessas pessoas completa anos hoje. Não sei se 23, se 24 que eu em datas nunca fui muito bom. O que interessa mesmo é manifestar o meu carinho por essa pessoa, que por estar a mais de 300 km não pôde tar comigo tantas vezes como eu queria. Esta é só uma forma de te agradecer por nunca te esqueceres de mim, por seres muitas vezes um chato que me massacra e me faz dar grandes e largas gargalhadas. Tens tudo para ser feliz Gonçalo, incluindo um amigo que te adora e cuja palavra amizade não chega para definir o sentimento que tem por ti. Queria dar-te mais do que um simples texto, num blog povoado por personagens mortas e relações inconsequentes, queria partilhar este dia contigo, mas acho que de uma certa forma já o estou a fazer. Contigo o poema de Sophia nunca fez sentido " tive amigos que morriam /outros que partiam" porque tás sempre cá dentro, onde pertencem as pessoas que têm o poder de nos fazer felizes, como tu fazes e sei que continuarás a fazer.
O destino pôs-te no meu caminho, por entre uma música da Nelly e uma ida a Braga ou uma visita à praia do Guincho e eu só tenho de lhe agradecer e pedir que traga pessoas como tu, verdadeiras, alegres, chatas e genuínas, que estejam lá sempre, quando eu precisar, porque tu tiveste e é isso que distingue os amigos de sempre e os amigos do momento.
Hás-de me ter sempre aqui, como eu te tenho a ti. Muitos parabéns e que este não seja "mais um dia".
"We are counting the stars
We gonna go far
it´s only you and me in the open air
it´s truth or dare, we don´t care
we are couting the stars
as we explode, we are couting the stars"
Explode, Furtado, N.
Saturday, October 02, 2004
A sobrevivência da tristeza
Já não sei escrever.
Durante este tempo que me submeti a uma hibernação forçada, apaguei da minha memória todos os processos de aprendizagem, para me fazer suficientemente insensível para não perceber aquilo que se passava à minha volta. Agora, considero aprendido todo o processo de sedução em que as pessoas normalmente se entregam, vítimas delas próprias e de uma sociedade em constante mutação que não dá tempo ao comum do indivíduo a fazer aquilo a que todos nos propomos, mas poucos conseguimos - a auto-superação.
Com o olhar, e há-de ser sempre com o olhar, aprendi a detectar as pessoas tristes, cuja sobrevivência buscam na crueldade, porque esqueceram-se da alegria que pode e deve ser a vida e por isso não conseguem ser felizes na imensa solidão que os abraça. Quando me prometeste fazer feliz, depois de tantas vezes me teres negado isso mesmo, e todas aquelas coisas que as pessoas precisam de dizer e ouvir para que não se sintam tão sozinhas e perdidas, acreditei para não deixar de acreditar em vão tudo aquilo que outrora havia eu sonhado para nós dois, quando apenas acordar ao teu lado era bom, apenas por isso. Talvez eu tivesse enganado, talvez nada fosse como eu suspeitava e todas as conjecturas estavam de facto erradas e não havia nada para além de ti, que me fizesse voltar atrás em todas as minhas convicções dignas de um promissor candidato a deixar a vida fantástica que é a adolescência, para concentrar-me no declínio que é para a maior parte de nós a vida adulta, que nos encerra em tudo menos em nós próprios, fazendo-nos esquecer que existe mais vida para além do nosso quarteirão e que no fundo, estamos todos a lutar por algo igual, algo único, algo universal.
Contigo vi-me sempre a ficar sozinho, numa relação onde eras apenas um espectro que de vez em quando se propunha a acompanhar-me e a ditar as fronteiras dos meus passos, como se eu nunca tivesse sido livre, como se eu alguma vez o pudesse deixar de o ser. Achavas sempre que me acabarias por dar a volta, mas esqueceste-te sempre que não me compreendias e que como não sabias onde era o meu princípio nunca poderias determinar um fim. Não houve um terminar violento e abrupto, mas ambos sabemos que não existe nada que nos ligue intrinsecamente e que por isso estamos confinados a separarmo-nos.
Quiseste-me fazer o teu amante, mas esqueceste-te que é nas palavras que confio mais, que apenas queria algo em que pudesse confiar, para me libertar, para confiar...Gostava que tivessemos sido amigos antes de amantes ou simplesmente namorados. Gostava que não achasses tanto de ti, como se a minha presença te diminuísse. Gostava que não te prendesses tanto aos corpos, ao sexo e à tesão, mas confesso que foram das únicas coisas que consegui arrancar de ti, independentemente de isso ser bom ou não.
Acho que no fundo, gostava que tudo tivesse acabado numa longa conversa, para que não ficassemos com mágoas infantis e infundadas acerca da nossa relação, mas para isso era preciso que gostasses, soubesses conversar e isso certamente não é apanágio das pessoas tristes. Que consigas ultrapassar, transformar, superar a ti, apenas a ti, para que a crueldade cesse e a alegria resista.
Durante este tempo que me submeti a uma hibernação forçada, apaguei da minha memória todos os processos de aprendizagem, para me fazer suficientemente insensível para não perceber aquilo que se passava à minha volta. Agora, considero aprendido todo o processo de sedução em que as pessoas normalmente se entregam, vítimas delas próprias e de uma sociedade em constante mutação que não dá tempo ao comum do indivíduo a fazer aquilo a que todos nos propomos, mas poucos conseguimos - a auto-superação.
Com o olhar, e há-de ser sempre com o olhar, aprendi a detectar as pessoas tristes, cuja sobrevivência buscam na crueldade, porque esqueceram-se da alegria que pode e deve ser a vida e por isso não conseguem ser felizes na imensa solidão que os abraça. Quando me prometeste fazer feliz, depois de tantas vezes me teres negado isso mesmo, e todas aquelas coisas que as pessoas precisam de dizer e ouvir para que não se sintam tão sozinhas e perdidas, acreditei para não deixar de acreditar em vão tudo aquilo que outrora havia eu sonhado para nós dois, quando apenas acordar ao teu lado era bom, apenas por isso. Talvez eu tivesse enganado, talvez nada fosse como eu suspeitava e todas as conjecturas estavam de facto erradas e não havia nada para além de ti, que me fizesse voltar atrás em todas as minhas convicções dignas de um promissor candidato a deixar a vida fantástica que é a adolescência, para concentrar-me no declínio que é para a maior parte de nós a vida adulta, que nos encerra em tudo menos em nós próprios, fazendo-nos esquecer que existe mais vida para além do nosso quarteirão e que no fundo, estamos todos a lutar por algo igual, algo único, algo universal.
Contigo vi-me sempre a ficar sozinho, numa relação onde eras apenas um espectro que de vez em quando se propunha a acompanhar-me e a ditar as fronteiras dos meus passos, como se eu nunca tivesse sido livre, como se eu alguma vez o pudesse deixar de o ser. Achavas sempre que me acabarias por dar a volta, mas esqueceste-te sempre que não me compreendias e que como não sabias onde era o meu princípio nunca poderias determinar um fim. Não houve um terminar violento e abrupto, mas ambos sabemos que não existe nada que nos ligue intrinsecamente e que por isso estamos confinados a separarmo-nos.
Quiseste-me fazer o teu amante, mas esqueceste-te que é nas palavras que confio mais, que apenas queria algo em que pudesse confiar, para me libertar, para confiar...Gostava que tivessemos sido amigos antes de amantes ou simplesmente namorados. Gostava que não achasses tanto de ti, como se a minha presença te diminuísse. Gostava que não te prendesses tanto aos corpos, ao sexo e à tesão, mas confesso que foram das únicas coisas que consegui arrancar de ti, independentemente de isso ser bom ou não.
Acho que no fundo, gostava que tudo tivesse acabado numa longa conversa, para que não ficassemos com mágoas infantis e infundadas acerca da nossa relação, mas para isso era preciso que gostasses, soubesses conversar e isso certamente não é apanágio das pessoas tristes. Que consigas ultrapassar, transformar, superar a ti, apenas a ti, para que a crueldade cesse e a alegria resista.
Thursday, September 16, 2004
Tecnologia abençoada, que hoje me deixa escrever, sem me privar da libertação pura da minha consciência, dos meus tormentos, da minha culpa e do meu desejo. Hoje, agora e nunca parar de escrever, porque esta sede não cessa, esta vida não abranda, esta chama não se apaga. Leio e releio os meus textos mais antigos, exemplos da vida que me percorre, que se mostra arrepiante, como lama em que mergulho e se impregna, cá por dentro, bem por dentro da minha pele, que te não te chamou mais, mas que sempre acabou por te aceitar, lentamente como se não te quisesse mais, como se não te quisesse nunca.
Perfuraste-me e o nunca pareceu ter sentido no meio de tanta coisa inexplicável. Há que ter esperança, há que saber parar, há que ter orgulho, há que ter coração suficiente para perdoar, há que gostar. A tua normalidade arrasa-me, para nunca mais me levantar, nunca mais dormir e para sempre sonhar, a teu lado, entre a praia, entre a areia, mergulhar no mar, mergulhar em ti, só em ti.
Nada que foi partido, se volta a colar facilmente e completamente. Em mim haverá sempre o receio que tudo se passe como num filme onde só existe "repeat", com receio que tudo que venha a fazer por ti, seja mais, sempre mais do que aquilo que é justo ser feito e que mesmo eu não seja tão forte para lutar por alguma coisa na qual não deposito inteira confiança. Já passou uma semana e tudo corre como nunca deveria ter sido evitado, como se o passado não fizesse parte de nós e o presente fosse amanhã e nunca agora.
A lágrima, minha, tua naquela domingo, domingo de ir com a familia ao Norte Shopping, domingo de ir passear na Foz, domingo de voltar a pertencer-te, domingo de olhares desencontrados, de vontades, de orgulhos perdidos, de choro esquecido, teu, à minha frente, fazendo-me voltar atrás, com receio, sempre com receio.
" Eis-me
Tendo-me despido de todos os meus mantos
Tendo-me separado de advinhos mágicos e deuses
Para ficar sozinha ante o silêncio
Ante o silêncio e o esplendor da tua face"
( Sophia de Mello Breyner Andresen/ Eis-me)
Mas eu não fiquei sozinho, quando longe de ti fiquei. Fiz-me à estrada, criei laços, amei o desconhecido, conheci o imprevisível e fiz-me louco por atravessar este rectângulo que todos dizemos ser atrasado, em menos tempo do que aquilo que era suposto. Fiz-me à estrada, fiz-me à vida para te esquecer, nunca para te recordar porque eu só hei-de " morrer quando for preciso e nunca por chegar ao fim" ( Veiga, M.).Rodeado por amigos novos, recentes, presentes e desconhecidos em terras inóspitas que não parecem nossas, onde os cardápios não são em Português ou Latim, onde tudo é diferente e referente a uma cultura que não é a nossa. E fui, pois fui, fui feliz, sem ti, apesar dos teus constantes apelos, da tua voz ao telemóvel " pensa em nós". Mas não pensei. Fugi para a futilidade e para a modernidade. Encontrei-me no Frágil e descobri que não o sou, pelo menos tanto como julgava ser. As férias fizeram sentido, a minha vida fez sentido. Gonçalo,Bruno, Natércia, Rita, Marcelo, Lipe, Zeka, Edu, Sílvia, Ângela, PT...não tem ordem, mas tem sentido, cá do fundo. È só um obrigado, daqueles grandes, daqueles meus.
Mas para quê rever o passado repetidas vezes? Talvez tenha sido tudo melhor desta fiel maneira, como espero que tu também o sejas, daqui para diante para que deixes de ser " o Ausente dos ausentes", como tantas vezes ainda o és. A verdade, como eu lhe gosto de chamar, é que mal regressei a casa, senti a tua presença, como se tivesse andado adormecido, embriagado por uma Vodka poderosíssima, independetemente do sabor.Sabe-se lá o futuro, sabe-se lá o amanhã, sei lá o que sou e o que vou ser. Apenas sei que como Sophia, " quando morrer voltarei para buscar/os instantes que não vivi junto ao mar."
Perfuraste-me e o nunca pareceu ter sentido no meio de tanta coisa inexplicável. Há que ter esperança, há que saber parar, há que ter orgulho, há que ter coração suficiente para perdoar, há que gostar. A tua normalidade arrasa-me, para nunca mais me levantar, nunca mais dormir e para sempre sonhar, a teu lado, entre a praia, entre a areia, mergulhar no mar, mergulhar em ti, só em ti.
Nada que foi partido, se volta a colar facilmente e completamente. Em mim haverá sempre o receio que tudo se passe como num filme onde só existe "repeat", com receio que tudo que venha a fazer por ti, seja mais, sempre mais do que aquilo que é justo ser feito e que mesmo eu não seja tão forte para lutar por alguma coisa na qual não deposito inteira confiança. Já passou uma semana e tudo corre como nunca deveria ter sido evitado, como se o passado não fizesse parte de nós e o presente fosse amanhã e nunca agora.
A lágrima, minha, tua naquela domingo, domingo de ir com a familia ao Norte Shopping, domingo de ir passear na Foz, domingo de voltar a pertencer-te, domingo de olhares desencontrados, de vontades, de orgulhos perdidos, de choro esquecido, teu, à minha frente, fazendo-me voltar atrás, com receio, sempre com receio.
" Eis-me
Tendo-me despido de todos os meus mantos
Tendo-me separado de advinhos mágicos e deuses
Para ficar sozinha ante o silêncio
Ante o silêncio e o esplendor da tua face"
( Sophia de Mello Breyner Andresen/ Eis-me)
Mas eu não fiquei sozinho, quando longe de ti fiquei. Fiz-me à estrada, criei laços, amei o desconhecido, conheci o imprevisível e fiz-me louco por atravessar este rectângulo que todos dizemos ser atrasado, em menos tempo do que aquilo que era suposto. Fiz-me à estrada, fiz-me à vida para te esquecer, nunca para te recordar porque eu só hei-de " morrer quando for preciso e nunca por chegar ao fim" ( Veiga, M.).Rodeado por amigos novos, recentes, presentes e desconhecidos em terras inóspitas que não parecem nossas, onde os cardápios não são em Português ou Latim, onde tudo é diferente e referente a uma cultura que não é a nossa. E fui, pois fui, fui feliz, sem ti, apesar dos teus constantes apelos, da tua voz ao telemóvel " pensa em nós". Mas não pensei. Fugi para a futilidade e para a modernidade. Encontrei-me no Frágil e descobri que não o sou, pelo menos tanto como julgava ser. As férias fizeram sentido, a minha vida fez sentido. Gonçalo,Bruno, Natércia, Rita, Marcelo, Lipe, Zeka, Edu, Sílvia, Ângela, PT...não tem ordem, mas tem sentido, cá do fundo. È só um obrigado, daqueles grandes, daqueles meus.
Mas para quê rever o passado repetidas vezes? Talvez tenha sido tudo melhor desta fiel maneira, como espero que tu também o sejas, daqui para diante para que deixes de ser " o Ausente dos ausentes", como tantas vezes ainda o és. A verdade, como eu lhe gosto de chamar, é que mal regressei a casa, senti a tua presença, como se tivesse andado adormecido, embriagado por uma Vodka poderosíssima, independetemente do sabor.Sabe-se lá o futuro, sabe-se lá o amanhã, sei lá o que sou e o que vou ser. Apenas sei que como Sophia, " quando morrer voltarei para buscar/os instantes que não vivi junto ao mar."
Tuesday, September 07, 2004
Frio
Frio, muito frio, cá dentro, bem lá no fundo, não me deixando respirar, não me deixando trabalhar, não me deixando andar. E no meio deste frio intenso e mortal, moram estrelas, repetidas e insgnificantes, num quadro que nunca ninguém consegui explicar o seu significado. Durantes estes dias a vida, a minha vida, felizmente não parou de mostrar energias suficientes para superar qualquer guerra, fosse ela interna ou externa. O mundo não parou de rodar, os meus pais continuaram a discutir todas as semanas, o meu amigo hipócrita tentou passar-me mais uma rasteira suja e impensável e a minha irmã, uma delas, não deixou de dar mais atenção ao Tobias, um labrador puro e majestoso, do que a mim. A vida continuou e eu deixei-me levar por ela, fácil que sou, fácil que me tornei. Agora, quando olho para trás, pergunto-me se não é realmente melhor este final abrupto do que uma dança lenta encaminhada para a morte de ambos. As pessoas que seguem avidamente a estória, tornada por ela própria uma telenovela com elenco e argumento péssimos, da minha vida devem estar ansiosos por saber o que terminou, como terminou, todo aquele fogo de artifício tardio e certeiro, que me iluminou e se espalhou por tudo que corre cá por dentro dentro. Não! Eu não faço, nem pretendo entender as leis pelas quais as pessoas se articulam e regem neste pequeno mundo imperfeito, criado à nossa pequena imagem. Por momento, sou interrompido pela tua imagem nebulosa e intrínsecamente fugaz, que se espalha, mas não permanece. " Quero ser feliz contigo" e toda a minha ginástica mental para te evitar nos sonhos mais densos, à noite, foi puxada para segundo plano e todo eu voltou a confiar em ti. Só em ti.
Agora faz mais frio. Sinto-o por todo o meu corpo, sinto-o dentro do meu sangue, por entre os meus olhos que sangram perante tanta incredulidade e se fecham para que nda possa ser visto. As citações de Fernando Pessoa, Sophia ou Inês Pedrosa não abarcam a imensidão do vazio que se me atrevessa, nos sentimentos mais negros que nascem, nas palavras mais secas que se transformam.
" Prometo que nunca mais vai acontecer".
E cada fez faz mais frio à medida que a verdade avança, cada vez me sinto mais pequeno e sem forças para voltar a confiar em alguém. Porque aconteceu. Porque aconteceu, afinal?
A Nelly continua a não dar respostas, mas eu também já não as quero, nem delas preciso. Uma pessoa merece sempre uma segunda opurtunidade e eu dei-ta e voltei a confiar sem reticências e a adormecer sobre a tua imagem sem pudor ou medo. Dois dias foi o bastante para que eu voltasse a descobrir aquilo que tinha escondido por ti e dois dias foram precisos para que me voltasses a mandar para a fossa, com mais uma daquelas desculpas que não lembra a ninguém, nem aos deuses, nem mesmo a Fernando Pessoa. Pessoa, esse génio que pegou nas entrelinhas de todo o nosso ser e o moldou, jogou e fez dele o seu parceiro para tudo e mais alguma coisa, que ainda não descobri, mas que hei-de descobrir. Mas nem mesmo esse génio é capaz de explicar tanta amargura depositada sobre mim, neste momento. Levei tanto tempo a confiar em alguém, tantas vezes mergulhado na escuridão do meu quarto, rodeado por uma mobília não escolhida por mim, numa casa em que não me sinto nem ninguém me sente.
Porque haverias de prometer ao invês de cumprir? Degladeias-te com a vida que escolhes-te e criaste, mas sabes que no fundo não passas, ainda e sempre, de uma criança pequena e cobarde, a quem uma vez fecharam no frigorífico e agora não é capaz de jogar mais às escondidas, inventando e culpando os que o rodeiam pelo seu prórpio fracasso.
Desta vez, não há palavras bonitas e encorajadoras para que o sentimento de culpa que te atrevessará, te passe ao lado, sem te afectar, sem te conseguir tocar. Desta vez não haverá segunda opurtunidade, porque todos temos o direito a errar, faz parte da nossa condição humana, mas todos temos o direito de preservar os sentimentos dos outros e aquilo que resta deles, intactos. Trata-se de respeito por uma pessoa que dizes gostar inquestionávelmente, mas por razões criadas sobre ti e por ti, num sonho com personagens mudas, para que não te alertem da tua inquestionável cobardia, não tiveste a sensibilidade mínima, assente em cada um de nós, para me respeitar.
Agora, sei que estou pronto para te terminar, porque não fazes parte do meu mundo, porque não conseguiste fazer e como tal, tentaste-o eliminar, sem compreender que era a ti que acabavas por acertar. Acho que no fundo, querias que tivesse sido eu a ficar farto de todo o drama em que me envolvi, sempre puxado por ti, e pusesse fim a uma história sem narrador ou realizador. Acho que querias que te dissesse que não prestas, quando tu sabes que não, que ilustrasse sobre ti todos os sentimentos maus e sujos que todos somos capazes de sentir por alguém que nos fere repetidamente. O máximo que conseguirás arrancar de mim será um adeus. Adeus de raiva, adeus de paixão, adeus de tudo o que imaginares, mas não adeus de ódio, porque esse guarda-se para quem se ama, para quem merece receber o nosso amor.
E quando passares por mim, temente da minha acção perante as pessoas que te rodeiam, vou ser o que não imaginas, o que não sou, mas o que sempre soube ser, mesmo quando não o queria. E quando esse dia chegar, vais ter vergonha do que te tornas-te e aí sim. Só aí vais querer desaparecer, porque vais constatar que és, porque és, tudo aquilo que temes ser, quando te olhas ao espelho.
O frio, continuo-o a sentir, aqui bem perto de mim, mas à medida que te torno mais humano, o ar vai-se tornando menos denso, mais claro, mais quente. Eu vou seguir a minha estrada, que mais uma vez se mostra aberta, porque não tenho medo, porque sei que não dependo de ti para ser feliz, porque sei que há alguém lá fora que ainda me há-de levar a todos os sitios novos e feitos para eu descobrir. Tenho confiança no meu sonho. Tenho confiança em mim. Mais confiança do que alguma vez tive em ti e nesse amor que de facto era mais imperfeito do que eu sopunha.
Agora faz mais frio. Sinto-o por todo o meu corpo, sinto-o dentro do meu sangue, por entre os meus olhos que sangram perante tanta incredulidade e se fecham para que nda possa ser visto. As citações de Fernando Pessoa, Sophia ou Inês Pedrosa não abarcam a imensidão do vazio que se me atrevessa, nos sentimentos mais negros que nascem, nas palavras mais secas que se transformam.
" Prometo que nunca mais vai acontecer".
E cada fez faz mais frio à medida que a verdade avança, cada vez me sinto mais pequeno e sem forças para voltar a confiar em alguém. Porque aconteceu. Porque aconteceu, afinal?
A Nelly continua a não dar respostas, mas eu também já não as quero, nem delas preciso. Uma pessoa merece sempre uma segunda opurtunidade e eu dei-ta e voltei a confiar sem reticências e a adormecer sobre a tua imagem sem pudor ou medo. Dois dias foi o bastante para que eu voltasse a descobrir aquilo que tinha escondido por ti e dois dias foram precisos para que me voltasses a mandar para a fossa, com mais uma daquelas desculpas que não lembra a ninguém, nem aos deuses, nem mesmo a Fernando Pessoa. Pessoa, esse génio que pegou nas entrelinhas de todo o nosso ser e o moldou, jogou e fez dele o seu parceiro para tudo e mais alguma coisa, que ainda não descobri, mas que hei-de descobrir. Mas nem mesmo esse génio é capaz de explicar tanta amargura depositada sobre mim, neste momento. Levei tanto tempo a confiar em alguém, tantas vezes mergulhado na escuridão do meu quarto, rodeado por uma mobília não escolhida por mim, numa casa em que não me sinto nem ninguém me sente.
Porque haverias de prometer ao invês de cumprir? Degladeias-te com a vida que escolhes-te e criaste, mas sabes que no fundo não passas, ainda e sempre, de uma criança pequena e cobarde, a quem uma vez fecharam no frigorífico e agora não é capaz de jogar mais às escondidas, inventando e culpando os que o rodeiam pelo seu prórpio fracasso.
Desta vez, não há palavras bonitas e encorajadoras para que o sentimento de culpa que te atrevessará, te passe ao lado, sem te afectar, sem te conseguir tocar. Desta vez não haverá segunda opurtunidade, porque todos temos o direito a errar, faz parte da nossa condição humana, mas todos temos o direito de preservar os sentimentos dos outros e aquilo que resta deles, intactos. Trata-se de respeito por uma pessoa que dizes gostar inquestionávelmente, mas por razões criadas sobre ti e por ti, num sonho com personagens mudas, para que não te alertem da tua inquestionável cobardia, não tiveste a sensibilidade mínima, assente em cada um de nós, para me respeitar.
Agora, sei que estou pronto para te terminar, porque não fazes parte do meu mundo, porque não conseguiste fazer e como tal, tentaste-o eliminar, sem compreender que era a ti que acabavas por acertar. Acho que no fundo, querias que tivesse sido eu a ficar farto de todo o drama em que me envolvi, sempre puxado por ti, e pusesse fim a uma história sem narrador ou realizador. Acho que querias que te dissesse que não prestas, quando tu sabes que não, que ilustrasse sobre ti todos os sentimentos maus e sujos que todos somos capazes de sentir por alguém que nos fere repetidamente. O máximo que conseguirás arrancar de mim será um adeus. Adeus de raiva, adeus de paixão, adeus de tudo o que imaginares, mas não adeus de ódio, porque esse guarda-se para quem se ama, para quem merece receber o nosso amor.
E quando passares por mim, temente da minha acção perante as pessoas que te rodeiam, vou ser o que não imaginas, o que não sou, mas o que sempre soube ser, mesmo quando não o queria. E quando esse dia chegar, vais ter vergonha do que te tornas-te e aí sim. Só aí vais querer desaparecer, porque vais constatar que és, porque és, tudo aquilo que temes ser, quando te olhas ao espelho.
O frio, continuo-o a sentir, aqui bem perto de mim, mas à medida que te torno mais humano, o ar vai-se tornando menos denso, mais claro, mais quente. Eu vou seguir a minha estrada, que mais uma vez se mostra aberta, porque não tenho medo, porque sei que não dependo de ti para ser feliz, porque sei que há alguém lá fora que ainda me há-de levar a todos os sitios novos e feitos para eu descobrir. Tenho confiança no meu sonho. Tenho confiança em mim. Mais confiança do que alguma vez tive em ti e nesse amor que de facto era mais imperfeito do que eu sopunha.
Thursday, August 19, 2004
Apago a luz, apago a alma, perco-me entre a Mafalda Veiga, Silence4 ou simplesmente Nelly Furtado. São poucas as coisas que nos dão paz de espírito. Hoje foi o dia, depois daquele dia. O dia em que é preciso acordar do sonho sem cor em que estavamos encobertos, presos por uma teia sem fim, um coração sem rosto, uns olhos sem movimento. Acho que foi mais fácil do que eu julguei, desabituar-me da tua presença a que eu tanto me agarrei e onde tantas vezes me escondi.
Dizem que o tempo que partilhei o mesmo olhar contigo é diminuto o suficiente para apenas criar perspectivas de uma felicidade imatura e pouco duradoura. Eu não respondo, porque tantas e tantas vezes o coração rejeita o código pelo qual nos rejemos, tantas vezes complicado demais para nós mesmos o seguirmos. AInda não compreendi o teu afastamento, mas já me capacitei dele e sinto-o cravado em mim, como se nada tivesse acontecido e eu continuasse ainda Virgem por não ter gostado de alguém. Talvez seja essa a razão pela qual todo o sofrimento que ao início julguei que iria mergulhar, desaparecesse apôs algumas horas numa camioneta que nos leva para parte incerta, mas que nos leva para bem longe, para que não possamos sentir onde a visão não alcança e os ouvidos não ouvem.A razão, sempre a razão. Não existiu razão para o começo, para quê procurá-la no fim? A razão para a minha convicção é que finalmente fui feliz, independentemente do tempo, por ter alguém ao meu lado e foi sempre isso que eu procurei. Se não pode ser por mais tempo, já não me cabe a mim decidir, assim como não me cabe decidir a pessoa pela qual me vou apaixonar. É engraçado que me culpem por isso, ou que me tentem culpar. Não há explicação para aquilo qude não tem imediata solucção, então para quê esgravatá-la? Para quê inventar culpas ou ressentimentos infantis? A vida não é perfeita e nós também não e de vez em quando somos complicados, mas está-nos no sangue, desde o início, desde o começo.
Opto por Nelly. Mas só aquelas músicas profundamente melancólicas e calmas a condizer com a chuva que cai lá fora, numa paisagem deserta e confiante. Era capaz de estar aqui a divagar a noite toda. De facto, já é bastante tarde e eu preciso de descansar a alma e o corpo. E de repente no meio deste silêncio e desta música que me arranca e me fere, recebo uma mensagem. Não espero que seja tua, mas é, de facto. "Tenho xaudades..." Que devo fazer? Por momentos apetece-me esquecer a minha magistral técnica para te esquecer e dizer que sim, que apesar de estar a caminhar para apagar alguns vestígios teus dentro de mim, mas também me apetece ser infantil, imaturo, e dizer qualquer coisa como " bem feita, só tens o que mereces, assim como todo o sofrimento em que tas embrulhado". Sim, porque eu sei que sofres, não percebo porquê, mas também desisti de procurar saber. Talvez desista muito facilmente. Ainda só passaram dois dias, mas não faz parte de mim lutar inquestionávelmente pelas pessoas. Ou se quer a pessoa ao nosso lado ou não se quer, independentemente do motivo ou situação. E quando não se quer, só temos de aceitar e seguir em frente com a nossa singela vidinha. Sabemos perfeitamente que não é o fim do mundo, que ainda haveremos de ser ainda mais felizes com outro alguém, só temos de ter alguma esperança ou então cultivá-la. Talvez ter coragem para a ter, cultivar.
Ainda não te respondi. Ainda não sei o que responder, ainda não sei se quero responder. Acredito que cada situação é encontrada por nós, enquanto ser humano que evolui a cada momento, 0para que possamos tirar algum partido e crescer com cada experiência.
Outra mensagem. Esta é mais forte. Talvez porque digas que gostas de mim, mas que tens medo...medo...já escrevi um texto qualquer em que retratava o meu próprio medo, já escreveram um texto a pensar no meu próprio medo. Acho que o medo me rodeia, cresce e se multiplica, afecta os que me rodeiam, não fosse o medo uma constante da vida, que só acaba quando ela própria terminar também. Tento escrever o mais possível. Tenho de resistir à vontade inquestionável de te responder e dizer que também tenho medo de te magoar, de não te amar o suficiente, mas que tenho ainda mais medo de não acordar outro dia qualquer, num sitio qualquer, ao teu lado, sempre com medo de sermos descobertos, sempre com medo de gostarmos demais um do outro.
Já escrevi a mensagem. 160 caractéres não chegam para descrever tudo aquilo que o coração quer dizer e as mãos não acompanham (onde é que eu já li isto?).
Há uma coisa que me custa muito a aceitar. A pessoa que esteve comigo antes e que agora me culpa por eu ter sido feliz e me ter apaixonado por outra pessoa, disse uma vez, enrolado num discurso qualquer, que se eu não fosse o que desejava para si, ao menos que fosse para a pessoa que viesse a seguir. A esta hora deve-se estar a torturar por ter tido execrável ideia, mas...a verdade é que fui o melhor que sabia que conseguia ser. Peguei em todas aquelas coisas de que as pessoas tanto me acusam de ser e que dizem serem negativas e fui o que nunca esperei conseguir. Acho que ajudou o facto de eu realmente gostar de ti, do teu toque, do teu olhar, enfim, do teu ser, mesmo quando acordavas com ar de quem tinha acabado de entrar na Guerra das Estrelas e não as tinha conseguido apanhar.
Sò queria ser feliz e consegui-o, daí o meu aspecto optimista, nem sequer se trata de ser forte, mas sim verdadeiro e pouco melodramático, talvez porque saiba que gostas de mim e nunca te tenha abandonado daquele lugar, aqui, bem dentro de mim, onde sorrio, de cada vez que de ti me lembro.
Um dia qualquer, perceberás os meus textos, talvez até venhas a perceber porque me ria tanto, sem qualquer motivo, sem qualquer razão, sem qualquer complexo.Um dia. Não hoje. Talvez amanhã.
Dizem que o tempo que partilhei o mesmo olhar contigo é diminuto o suficiente para apenas criar perspectivas de uma felicidade imatura e pouco duradoura. Eu não respondo, porque tantas e tantas vezes o coração rejeita o código pelo qual nos rejemos, tantas vezes complicado demais para nós mesmos o seguirmos. AInda não compreendi o teu afastamento, mas já me capacitei dele e sinto-o cravado em mim, como se nada tivesse acontecido e eu continuasse ainda Virgem por não ter gostado de alguém. Talvez seja essa a razão pela qual todo o sofrimento que ao início julguei que iria mergulhar, desaparecesse apôs algumas horas numa camioneta que nos leva para parte incerta, mas que nos leva para bem longe, para que não possamos sentir onde a visão não alcança e os ouvidos não ouvem.A razão, sempre a razão. Não existiu razão para o começo, para quê procurá-la no fim? A razão para a minha convicção é que finalmente fui feliz, independentemente do tempo, por ter alguém ao meu lado e foi sempre isso que eu procurei. Se não pode ser por mais tempo, já não me cabe a mim decidir, assim como não me cabe decidir a pessoa pela qual me vou apaixonar. É engraçado que me culpem por isso, ou que me tentem culpar. Não há explicação para aquilo qude não tem imediata solucção, então para quê esgravatá-la? Para quê inventar culpas ou ressentimentos infantis? A vida não é perfeita e nós também não e de vez em quando somos complicados, mas está-nos no sangue, desde o início, desde o começo.
Opto por Nelly. Mas só aquelas músicas profundamente melancólicas e calmas a condizer com a chuva que cai lá fora, numa paisagem deserta e confiante. Era capaz de estar aqui a divagar a noite toda. De facto, já é bastante tarde e eu preciso de descansar a alma e o corpo. E de repente no meio deste silêncio e desta música que me arranca e me fere, recebo uma mensagem. Não espero que seja tua, mas é, de facto. "Tenho xaudades..." Que devo fazer? Por momentos apetece-me esquecer a minha magistral técnica para te esquecer e dizer que sim, que apesar de estar a caminhar para apagar alguns vestígios teus dentro de mim, mas também me apetece ser infantil, imaturo, e dizer qualquer coisa como " bem feita, só tens o que mereces, assim como todo o sofrimento em que tas embrulhado". Sim, porque eu sei que sofres, não percebo porquê, mas também desisti de procurar saber. Talvez desista muito facilmente. Ainda só passaram dois dias, mas não faz parte de mim lutar inquestionávelmente pelas pessoas. Ou se quer a pessoa ao nosso lado ou não se quer, independentemente do motivo ou situação. E quando não se quer, só temos de aceitar e seguir em frente com a nossa singela vidinha. Sabemos perfeitamente que não é o fim do mundo, que ainda haveremos de ser ainda mais felizes com outro alguém, só temos de ter alguma esperança ou então cultivá-la. Talvez ter coragem para a ter, cultivar.
Ainda não te respondi. Ainda não sei o que responder, ainda não sei se quero responder. Acredito que cada situação é encontrada por nós, enquanto ser humano que evolui a cada momento, 0para que possamos tirar algum partido e crescer com cada experiência.
Outra mensagem. Esta é mais forte. Talvez porque digas que gostas de mim, mas que tens medo...medo...já escrevi um texto qualquer em que retratava o meu próprio medo, já escreveram um texto a pensar no meu próprio medo. Acho que o medo me rodeia, cresce e se multiplica, afecta os que me rodeiam, não fosse o medo uma constante da vida, que só acaba quando ela própria terminar também. Tento escrever o mais possível. Tenho de resistir à vontade inquestionável de te responder e dizer que também tenho medo de te magoar, de não te amar o suficiente, mas que tenho ainda mais medo de não acordar outro dia qualquer, num sitio qualquer, ao teu lado, sempre com medo de sermos descobertos, sempre com medo de gostarmos demais um do outro.
Já escrevi a mensagem. 160 caractéres não chegam para descrever tudo aquilo que o coração quer dizer e as mãos não acompanham (onde é que eu já li isto?).
Há uma coisa que me custa muito a aceitar. A pessoa que esteve comigo antes e que agora me culpa por eu ter sido feliz e me ter apaixonado por outra pessoa, disse uma vez, enrolado num discurso qualquer, que se eu não fosse o que desejava para si, ao menos que fosse para a pessoa que viesse a seguir. A esta hora deve-se estar a torturar por ter tido execrável ideia, mas...a verdade é que fui o melhor que sabia que conseguia ser. Peguei em todas aquelas coisas de que as pessoas tanto me acusam de ser e que dizem serem negativas e fui o que nunca esperei conseguir. Acho que ajudou o facto de eu realmente gostar de ti, do teu toque, do teu olhar, enfim, do teu ser, mesmo quando acordavas com ar de quem tinha acabado de entrar na Guerra das Estrelas e não as tinha conseguido apanhar.
Sò queria ser feliz e consegui-o, daí o meu aspecto optimista, nem sequer se trata de ser forte, mas sim verdadeiro e pouco melodramático, talvez porque saiba que gostas de mim e nunca te tenha abandonado daquele lugar, aqui, bem dentro de mim, onde sorrio, de cada vez que de ti me lembro.
Um dia qualquer, perceberás os meus textos, talvez até venhas a perceber porque me ria tanto, sem qualquer motivo, sem qualquer razão, sem qualquer complexo.Um dia. Não hoje. Talvez amanhã.
Wednesday, August 18, 2004
The Day After
Por onde começar, quando estamos vazios por dentro? Quando já nada faz sentido, como a Mafalda diz " e se sente perdido", mergulhado na minha prórpia solidão de uma cidade que me acolhe quando lá em cima me magoam tão fortemente e tão profundamente que nem os meus olhos são capazes de reagir ao nascer do sol, uma e outra vez.
Aqui há tempos escrevi um texto, "Amor Imperfeito" que por motivos que são alheios à minha pessoa ,que como já devem saber, não percebe nada destas novas tecnologias, não o consegui publicar ainda, neste espaço cheio de textos incoerentes, muitas vezes melodramáticos, muitas vezes profundos, pedaços de palavras que como a minha Mariana apontava, fragmentados. E sim, concordo plenamente contigo, Mariana. Fragementos, porque a minha vida apenas é composta por eles, cheios de tudo e de nada, como se a vida dependesse de um momento eterno, de um prazer intenso, de um sorriso contido. Hoje, não sei bem se faz alguma lógica publicá-lo, expô-lo e expor-me também a mim. Hoje não sei nada, "The more i grow the less i know". Sei apenas que não é a primeira vez que me olho ao espelho e vejo a mesma imagem reflectida e não pretendo cometer o mesmo erro e fazer desta experiência uma memória perdida, porque ela sempre é encontrada. Dizem que estas coisas não escolhem lugar,situação, corpo, ou música. Eu digo que adorei tudo enquanto foi vivido. Que segui os conselhos das pessoas que fui empatando ao longo da minha vida e entreguei-me com tudo o que tinha e tudo o que fui descobrindo, dentro de mim, através de ti.
Tenho tanta coisa para deitar cá para fora, tanta raiva contida, tanta paixão ressentida, tanto arrependimento hipócrita...Queria-te dizer que tenho saudades dos teus abraços, que o pouco tempo que o calendário contou, não corresponde àquilo que o meu vazio outrora desenhou, desenhar, pela primeira vez desenhar, desenhei um futuro em que eu acreditava, ao teu lado, contigo. As tuas palavras ainda continuam por aqui, dentro de mim a serem revistas para encontrar a razão para que de repente só existisse vazio onde outrora exista...As palavras não hão-de ser suficientes, nunca o são e eu poderia passar horas a comentar o afecto que criei por ti, como me fizeste esquecer o mundo que me rodeava e como eu gostei de o ter esquecido e de ser aquecido pelo teu ciúme matreiro. Este não há-de ser o último texto a falar de ti, porque eu sei que tu não voltas, porque permaneces em mim, aqui dentro, bem lá no fundo. Desta vez não estou a romantizar demasiado as coisas, a torná-las mais perfeitas, mais à imagem do meu sonho, que agora se encontra desfeito. Sei bem que isto não é o fim de nada, mas custa acreditar que entreguei a alma e o corpo, para que no fim só restasse eu, a contar as estrelas, preso numa estrada sem rumo, num caminho sem indicações, num vazio tão profundo que nem eu sei onde possa acabar.
Pois é Mariana, a vida é madrasta, já dizia a outra, prega-nos rasteiras, faz-nos felizes, faz-nos maus, cobardes, inconstantes, graciosos, belos, imperfeitos. Curiosamente um está sempre mergulhado no texto do outro, como se parte da mesma estória fizessem, como se parte do mesmo destino se tornassem. Só me lembro da fotografia que tiras-te e que guardei, à espera de te motrar tudo aquilo que tinha para te dar, à espera que me levasses contigo, como se dependesse de um olhar teu. Foi tão repentino, tão impessoal, tão frio que me levou para um lugar inóspito, que eu já conheci mas que esperei que tivesse desaparecido. Agora torturo-me a pensar em todas as razões para o insucesso, independentemente de ser assim que se escreve. Preciso de arranjar forças, seja em ti Mariana, seja num qualquer dos meus amigos que eu sei que só preciso de pegar no telemóvel que eles hão-de lá estar, assim como eu tive para eles.
Escrevi tanto e mesmo assim não disse nada, porque a alma ainda está magoada e as mãos não são rápidas o suficiente, para descreverem tudo aquilo que vai no coração, sem querer ser dramático de mais.
Antes da tua chegada eu achei que provavelmente não conseguiria gostar realmente de alguém, por todas aquelas razões que quem não sabe desconfia, mas assim que vi o teu olhar, deixei de me sentir, para passar a te perseguir, por entre os meus sonhos em que adormecia em paz, agarrado ao teu peito, onde afogava os meus pequenos tumores de adolescente e partilhava a estória da minha vida, patética, fútil, imperfeita, suja, imensa, rápida, incoerente, fragmentada.
Isto não há-de ser o fim do nada e eu ainda hei-de dar a volta e passar a gostar de alguém, não sei por quem, não sei onde, nem porquê. mas tenho fê e confiança nisso, assim como tive em ti.
Por onde começar, quando estamos vazios por dentro? Quando já nada faz sentido, como a Mafalda diz " e se sente perdido", mergulhado na minha prórpia solidão de uma cidade que me acolhe quando lá em cima me magoam tão fortemente e tão profundamente que nem os meus olhos são capazes de reagir ao nascer do sol, uma e outra vez.
Aqui há tempos escrevi um texto, "Amor Imperfeito" que por motivos que são alheios à minha pessoa ,que como já devem saber, não percebe nada destas novas tecnologias, não o consegui publicar ainda, neste espaço cheio de textos incoerentes, muitas vezes melodramáticos, muitas vezes profundos, pedaços de palavras que como a minha Mariana apontava, fragmentados. E sim, concordo plenamente contigo, Mariana. Fragementos, porque a minha vida apenas é composta por eles, cheios de tudo e de nada, como se a vida dependesse de um momento eterno, de um prazer intenso, de um sorriso contido. Hoje, não sei bem se faz alguma lógica publicá-lo, expô-lo e expor-me também a mim. Hoje não sei nada, "The more i grow the less i know". Sei apenas que não é a primeira vez que me olho ao espelho e vejo a mesma imagem reflectida e não pretendo cometer o mesmo erro e fazer desta experiência uma memória perdida, porque ela sempre é encontrada. Dizem que estas coisas não escolhem lugar,situação, corpo, ou música. Eu digo que adorei tudo enquanto foi vivido. Que segui os conselhos das pessoas que fui empatando ao longo da minha vida e entreguei-me com tudo o que tinha e tudo o que fui descobrindo, dentro de mim, através de ti.
Tenho tanta coisa para deitar cá para fora, tanta raiva contida, tanta paixão ressentida, tanto arrependimento hipócrita...Queria-te dizer que tenho saudades dos teus abraços, que o pouco tempo que o calendário contou, não corresponde àquilo que o meu vazio outrora desenhou, desenhar, pela primeira vez desenhar, desenhei um futuro em que eu acreditava, ao teu lado, contigo. As tuas palavras ainda continuam por aqui, dentro de mim a serem revistas para encontrar a razão para que de repente só existisse vazio onde outrora exista...As palavras não hão-de ser suficientes, nunca o são e eu poderia passar horas a comentar o afecto que criei por ti, como me fizeste esquecer o mundo que me rodeava e como eu gostei de o ter esquecido e de ser aquecido pelo teu ciúme matreiro. Este não há-de ser o último texto a falar de ti, porque eu sei que tu não voltas, porque permaneces em mim, aqui dentro, bem lá no fundo. Desta vez não estou a romantizar demasiado as coisas, a torná-las mais perfeitas, mais à imagem do meu sonho, que agora se encontra desfeito. Sei bem que isto não é o fim de nada, mas custa acreditar que entreguei a alma e o corpo, para que no fim só restasse eu, a contar as estrelas, preso numa estrada sem rumo, num caminho sem indicações, num vazio tão profundo que nem eu sei onde possa acabar.
Pois é Mariana, a vida é madrasta, já dizia a outra, prega-nos rasteiras, faz-nos felizes, faz-nos maus, cobardes, inconstantes, graciosos, belos, imperfeitos. Curiosamente um está sempre mergulhado no texto do outro, como se parte da mesma estória fizessem, como se parte do mesmo destino se tornassem. Só me lembro da fotografia que tiras-te e que guardei, à espera de te motrar tudo aquilo que tinha para te dar, à espera que me levasses contigo, como se dependesse de um olhar teu. Foi tão repentino, tão impessoal, tão frio que me levou para um lugar inóspito, que eu já conheci mas que esperei que tivesse desaparecido. Agora torturo-me a pensar em todas as razões para o insucesso, independentemente de ser assim que se escreve. Preciso de arranjar forças, seja em ti Mariana, seja num qualquer dos meus amigos que eu sei que só preciso de pegar no telemóvel que eles hão-de lá estar, assim como eu tive para eles.
Escrevi tanto e mesmo assim não disse nada, porque a alma ainda está magoada e as mãos não são rápidas o suficiente, para descreverem tudo aquilo que vai no coração, sem querer ser dramático de mais.
Antes da tua chegada eu achei que provavelmente não conseguiria gostar realmente de alguém, por todas aquelas razões que quem não sabe desconfia, mas assim que vi o teu olhar, deixei de me sentir, para passar a te perseguir, por entre os meus sonhos em que adormecia em paz, agarrado ao teu peito, onde afogava os meus pequenos tumores de adolescente e partilhava a estória da minha vida, patética, fútil, imperfeita, suja, imensa, rápida, incoerente, fragmentada.
Isto não há-de ser o fim do nada e eu ainda hei-de dar a volta e passar a gostar de alguém, não sei por quem, não sei onde, nem porquê. mas tenho fê e confiança nisso, assim como tive em ti.
Friday, July 30, 2004
Estranha Forma de Ser
Tanta coisa que queria passar para o papel virtual, raiz dos meus sonhos, caminho da minha desilusão, fonte da minha esperança. Tantos sentimentos encobertos, memórias esquecidas, acontecimentos sublimes. Como começar e por onde acabar? Hoje não quero músicas melancólicas que me hão-de transportar para os confins do meu quarto escuro, nem filmes pseudo-urbanos que parecem retratar os nossos problemas, mas nunca apresentam solucções.
" A felicidade é um caminho, nunca um fim". Chorei tanto a ouvir estas palavras, a ver-te a ser feliz, a ver-me a partilhar da tua felicidade, a ver-te simplesmente, por detrás da música da Adriana Calcanhoto, musa inspiradora para quem sofre de insónias, mão embaladora que nunca descansa. E foi a tua mão que me embalou durante todos estes anos. Não sei porque é que não te dediquei um post no meu singelo e tantas vezes ridículo blog e mesmo agora tens de o dividir com outra pessoa que também preenche os meus pensamentos antes de me deitar na cama, a minha cama. Gostava de te dizer que são tantas as vezes em que temo que não sejas feliz, que são tantas as vezes em que sei que não confias ou não queres confiar os teus problemas em mim, porque continuas a achar que sou pequenino e não posso nem preciso de suportar com os teus problemas, como se os das pessoas que me envolvem não fossem já de si suficientes. Estavas inconformávelmente bonita, com o teu sorriso esmagador e objecto de farsa para tantas depressões momêntaneas. Que sejas feliz, comigo ao meu lado, por debaixo da minha lágrima que nunca há-de deixar de te acompanhar, por mais longa que seja a estrada, caminho ou direcção, seja na Maia ou na Índia, o meu Amor por ti jamais terminará.
Isto deveria ser outro texto, mas não é, não consigo, tenho de continuar a escrever, a deitar cá para fora tudo e todos. De vez em quando temos amigos que passam por situações arrepiantes, pelas quais nunca queremos passar, muito menos que alguém de quem gostamos passe. E é aí que descobrimos o quão pequenos somos, porque não conseguimos evitar ou resolver qualquer acontecimento. Tudo está para além de nós, tudo nos supera. Tenho uma amiga que não está na sua melhor fase, que é alguém que prezo e admiro muito, que estimo, que adoro. Com ela passei todas aquelas coisas que tentamos evitar, todas aquelas coisas que nos deitam abaixo, todas aquelas coisas más e encantadoras que só nos tornam mais fortes. Esta é a minha maneira de te prestar apoio, de dizer que gosto muito de ti e de apesar de haver pouca coisa que possa fazer por ti, o meu ombro nunca te faltará, apesar de, e isto é um aparte para cortar o drama, o teu primo ter o mesmo feitio desconfiado que tu tens e insistes ter :P.
Bem, e agora em jeito de despedida, chegas tu. Já te disse tanto hoje e já ouvi tanto, também...A única coisa que gostaria de te ter feito e lutei sempre para que isso não acontecesse, era que te magoasse, porque sei que tantas e tantas vezes eu não me consigo entregar, que tenho medo de cair como tantas vezes caí, que tenho medo de muita coisa e incompreensívelmente esse medo é o que me fará sempre avançar em busca de algo melhor e sublime. Talvz tenha chegado o momento em que tenho de parar, em que tenho de me concentrar, porque eu gosto de ti, e isso é facto mais do que consumado, mas até onde é que eu sou capaz de ir por ti? Por mim e pelo meu coração agarrava em ti, cagava para o que toda a gente pudesse pensar, e partia, para bem longe, por entre os lençois e o carinho apertado. Mas a razão, devido a tudo e a todos, assume um papel marcante, importante. Eu não me quero prender, deixar de voar e sentir-me livre como sempre gostei de ser, mas também não te quero perder para um eu que se dá mais aos outros do que a si próprio. É que tu realmente tens muitas coisas boas. Eu posso tentar, eu vou tentar, não mudar, mas sim aperfeiçoar esta estranha forma de gostar. Gostava de construir o meu caminho contigo, é isso o que sinto, pouco a pouco, com força, com coragem, tentando apagar aquilo que existe de errado comigo, para que tudo o que eu tenha de bom possa vir ao de cima e sorrir, enfim. A verdade também é só uma, eu sou como sou, umas vezes gosto mais de ser assim do que de outras, haverá sempre quem me amará por ser assim, haverá sempre que me odiará pelo mesmo facto. Não posso mudar as pessoas, nem tão pouco mudar esta estranha forma de ser que me faz chorar nos momentos mais incompreendidos e magoar que gosto, por sinal, muito e até não merecia. Eu gosto de ti da maneira que és, da maneira que falas, da maneira que ages, da maneira que me tratas e tou certo que com o tempo acabarás por me aceitar, implicando isso algo mais forte e próximo, ou não. Haja coragem, haja mimo, haja confiança, haja paixão, haja bom senso.
Sexta, nao esta, mas a anterior, lol julho 2004
Tanta coisa que queria passar para o papel virtual, raiz dos meus sonhos, caminho da minha desilusão, fonte da minha esperança. Tantos sentimentos encobertos, memórias esquecidas, acontecimentos sublimes. Como começar e por onde acabar? Hoje não quero músicas melancólicas que me hão-de transportar para os confins do meu quarto escuro, nem filmes pseudo-urbanos que parecem retratar os nossos problemas, mas nunca apresentam solucções.
" A felicidade é um caminho, nunca um fim". Chorei tanto a ouvir estas palavras, a ver-te a ser feliz, a ver-me a partilhar da tua felicidade, a ver-te simplesmente, por detrás da música da Adriana Calcanhoto, musa inspiradora para quem sofre de insónias, mão embaladora que nunca descansa. E foi a tua mão que me embalou durante todos estes anos. Não sei porque é que não te dediquei um post no meu singelo e tantas vezes ridículo blog e mesmo agora tens de o dividir com outra pessoa que também preenche os meus pensamentos antes de me deitar na cama, a minha cama. Gostava de te dizer que são tantas as vezes em que temo que não sejas feliz, que são tantas as vezes em que sei que não confias ou não queres confiar os teus problemas em mim, porque continuas a achar que sou pequenino e não posso nem preciso de suportar com os teus problemas, como se os das pessoas que me envolvem não fossem já de si suficientes. Estavas inconformávelmente bonita, com o teu sorriso esmagador e objecto de farsa para tantas depressões momêntaneas. Que sejas feliz, comigo ao meu lado, por debaixo da minha lágrima que nunca há-de deixar de te acompanhar, por mais longa que seja a estrada, caminho ou direcção, seja na Maia ou na Índia, o meu Amor por ti jamais terminará.
Isto deveria ser outro texto, mas não é, não consigo, tenho de continuar a escrever, a deitar cá para fora tudo e todos. De vez em quando temos amigos que passam por situações arrepiantes, pelas quais nunca queremos passar, muito menos que alguém de quem gostamos passe. E é aí que descobrimos o quão pequenos somos, porque não conseguimos evitar ou resolver qualquer acontecimento. Tudo está para além de nós, tudo nos supera. Tenho uma amiga que não está na sua melhor fase, que é alguém que prezo e admiro muito, que estimo, que adoro. Com ela passei todas aquelas coisas que tentamos evitar, todas aquelas coisas que nos deitam abaixo, todas aquelas coisas más e encantadoras que só nos tornam mais fortes. Esta é a minha maneira de te prestar apoio, de dizer que gosto muito de ti e de apesar de haver pouca coisa que possa fazer por ti, o meu ombro nunca te faltará, apesar de, e isto é um aparte para cortar o drama, o teu primo ter o mesmo feitio desconfiado que tu tens e insistes ter :P.
Bem, e agora em jeito de despedida, chegas tu. Já te disse tanto hoje e já ouvi tanto, também...A única coisa que gostaria de te ter feito e lutei sempre para que isso não acontecesse, era que te magoasse, porque sei que tantas e tantas vezes eu não me consigo entregar, que tenho medo de cair como tantas vezes caí, que tenho medo de muita coisa e incompreensívelmente esse medo é o que me fará sempre avançar em busca de algo melhor e sublime. Talvz tenha chegado o momento em que tenho de parar, em que tenho de me concentrar, porque eu gosto de ti, e isso é facto mais do que consumado, mas até onde é que eu sou capaz de ir por ti? Por mim e pelo meu coração agarrava em ti, cagava para o que toda a gente pudesse pensar, e partia, para bem longe, por entre os lençois e o carinho apertado. Mas a razão, devido a tudo e a todos, assume um papel marcante, importante. Eu não me quero prender, deixar de voar e sentir-me livre como sempre gostei de ser, mas também não te quero perder para um eu que se dá mais aos outros do que a si próprio. É que tu realmente tens muitas coisas boas. Eu posso tentar, eu vou tentar, não mudar, mas sim aperfeiçoar esta estranha forma de gostar. Gostava de construir o meu caminho contigo, é isso o que sinto, pouco a pouco, com força, com coragem, tentando apagar aquilo que existe de errado comigo, para que tudo o que eu tenha de bom possa vir ao de cima e sorrir, enfim. A verdade também é só uma, eu sou como sou, umas vezes gosto mais de ser assim do que de outras, haverá sempre quem me amará por ser assim, haverá sempre que me odiará pelo mesmo facto. Não posso mudar as pessoas, nem tão pouco mudar esta estranha forma de ser que me faz chorar nos momentos mais incompreendidos e magoar que gosto, por sinal, muito e até não merecia. Eu gosto de ti da maneira que és, da maneira que falas, da maneira que ages, da maneira que me tratas e tou certo que com o tempo acabarás por me aceitar, implicando isso algo mais forte e próximo, ou não. Haja coragem, haja mimo, haja confiança, haja paixão, haja bom senso.
Sexta, nao esta, mas a anterior, lol julho 2004
Sunday, July 18, 2004
Ar
Não te quero dizer nada acerca de ti, acerca de mim, acerca de nós. Só me queria entregar por completo a ti, aqui, neste momento, por mais de um segundo. O teclado não é meu, já nada me pertence, nem o corpo vasculhado, nem a alma conpurscada. Olho para o lado e há sempre alguém que segue os meus passos que me tenta controlar, tornar mais pequeno, mais controlado, mais impremeável. Há sempre alguém que me pressiona, pressiona, pressiona até eu desistir e a força cair.
Que não sou de ñinguém, que nunca hei-de ser, mas que não me tentem prender, porque eu quero ser sempre estrela que não pára, praia nunca conquistada, ser inocente e seguro, com um copo de Vodka e um sorriso como cartão de visita.
E o telefone que não pára, que me tira o sono, que me mata. "onde estás?", nunca um "como tás?", nunca um interesse comigo, mas um interesse em mim. E preco-me entre escritos e pensamentos inúteis, mensagens poéticas e sentimentos arrancados sabe-se lá de onde.
Vou para onde me levam, discuto, argumento, perco. E de repente encontro espaço, lugar, ar, para encontrar alguém que eu sinto que sempre conheci. E se não vivemos todos para sentir alguma coisa, seja ela amor ou raiva, razão perdida algures entre o nosso mártir S. Sebastião, então não temos propósito e somos apenas mais um ser arquitectado para o nada, para o fundo, par o medo. E medo corroi-nos, torna-nos fracos, arrasa-nos e deixa-nos perdidos no escuro do noss quarto, à noite quando os nosss fantasmas não nos deixam dormir e tudo parece fluir.
Tudo se parece como uma bomba que nunca chega a explodir, um barulho que não cessa, um texto sem alma.
Parece-nos tudo tão bom do outro lado, sempre melhor, sempre maior. Nunca nos contentmos com o que temos, com o que sentimos, com o que queremos, que quando nos damos conta já nada queremos, já nada sentimos, já nada temos. Eu queria ter-te a ti, que moras em parte indefinida da minha razão, que me tornas seguro, que me afugentas õs receios e me deixas absorvido nas saudades de quem nunca conheci na totalidade. Será falta, será carência, será algo de mais forte.
As pessoas hão-de sempre por entraves, dizer que está errado, que eu sempre hei-de merecer melhor, que eu sempre terei melhor, que nunca o mereci, que sou falso e não respeito ninguém, que afinal sou uma farsa de mim próprio, no fundo, apenas por que não as escolhi. Desta vez não quero aprovações, considerações ou conceitos. Quero ar, espaço, confiança. Quero poder mandar na minha vida, sem que ninguém me impeça, escolher a cor da minha t-shirt sem que ninguém me julgue, amar os castelos perdidos do verão passado, vender um sorriso atrás da barraquinha do artesanato.
Hei-de sempre desiludir muita gente, enganar, amar e quem continuar a gostar, há-de ficar. Quem me respeitar, quem me deixar respirar, algures entre Èvora e a estação de S. Bento.
Não é um recado dirigido somente a ti, que lÊs e não percebes a volta dos meus textos nem o porquê de não te amar, nem a ti que me enches de perguntas como se a vida já não fosse ela a própria incógnita, como se tudo tivesse resposta, como se eu tivesse todas as respostas. È dirigido, mais uma vez, a todos que gostam de mim, pelo que eu sou, pelo que eu mostro e por aquilo que eles conhecem e mostram conhecer. O resto são esquissos, riscos de pessoas que não interessam, que me tentam, mas a quem nunca há-de ser dada uma hipótese, simplesmente...porque nem eu o sei explicar, nem preciso, ninguém precisa. Nem tu, nem eu, como viemos parar, como iremos acabar ou sequer começar que é sempre o mais complicado. Apenas sei que gostava de ser muito feliz contigo e que o medo, esse continua cá sempre, mas sempre decrescendo, porque eu sei e tenho plena consciência que tudo o que fiz, pode não ter sido bem feito, mas foi tudo sentido e isto há-de ser para ti e tu saberás quem és, que não me sinto culpado por nada que te tenha feito, porque agora eu tenho a certeza que nunca te quis e se alguém me disse que era preciso deixar os fantasmas do passado para trás, tu já para lá foste, há algum tempo.
Tuesday, July 13, 2004
Afinal porque é que se chora? Porque é que choro? Apago a luz e tudo estremece à minha volta. "Enfim" disse ela. É engraçado como uma palavra nos pode magoar, sem ser directamente dirigida a nós. Será que soubesse, não a proferia?Perco-me em pensamentos que não pertencem à minha competência, evoco memórias antigas e tento fugir das novas, a todo o custo, ao máximo custo. Já não sei porque choro, já não sei porque de vez em quando me transformo melodramático o suficiente para meter nojo ao mais puritano e inocente dos seres.
"Enfim". E ali fiquei eu, estático, exasperado perante tal comentário que me feriu a alma e me arrasou como se tratasse de algum fenómeno fisicamente mais violento. Há coisas que nunca se esquecem, que nunca devem ser esquecidas, que nunca hão-de ser esquecidas. De facto, o problema é que as pessoas vivem permanentemente a exaltar os defeitos que veêm nos outros, procurando assim ocultar os seus próprios defeitos sem perceberem que isso também faz parte delas, que as torna mais humanas e que faz parte disso, toda a complexidade existente na vida.
A mim, faz-me confusão como é que as pessoas escrevem, nomeiam e constroiem planos, trajectos, esquissos de futuros de vidas que não lhes pertencem na totalidade. Ensinam-nos que o amor é a coisa mais bonita à face da terra e do resto da galáxia, mas é tudo tão castrante à nossa volta, que quando o sentimos e o vivemos, há sempre alguém ou algo que nos impede de o realizarmos e de o tornarmos mais real. Afinal quem pode repreender o coração, marcar-lhe um processo? Quem decide quem devemos amar, de que maneira, em que grau, com que força? È preciso ter muita coragem para amar, seja quem for. È preciso ter coragem para viver, viver o amor, senti-lo sem que isso pareça um pecado, sem que isso faça de nós inumanos, seres carnais e mal-formados, talvez patéticos e infantis. A minha obessessão com o amor não vem de agora, mas nasceu comigo e viaja comigo, independentemente do meu destino ou direcção.
Houve tempos em que tentei evitar o amor, fiz-lhe frente e pensei ter vencido a grande batalha que sempre se advinhou, mas nunca chegou. Cortei com o passado, esquecendo como dizia o outro, que "podemos cortar com o passado, mas o passado não corta connosco". Penso que já escrevi isto, por aí, algures. Depois de o provar, de o saborear e de o perder novamente, tentei sempre encontrá-lo noutro corpo. senti-me corajoso o suficiente para cometer tal patétice inconsciente. Agora que corro sem rumo, vejo-me a enfrentar sozinho os fantasmas que eu teimo em encantar, de dia e de noite, umas vezes ao telefone, outras ao almoço.
Deviamos todos ter o direito de ser felizes, da maneira como queremos e como somos de facto felizes, desde que a nossa liberdade não infrigísse com a liberdade dos outros. Deviamos poder amar sem obstáculos, comodismos, ou preconceitos, tudo e todos, para que o bem podesse passar a ser visto como uma moda e o mundo, sei lá, se transformasse naquele pequeno mundo que todos temos vergonha em admitir que gostariamos de viver, perfeito. Que seja utópico, mas levou tempo até a aceitar esta verdade como facto.
No fundo ela apenas disse "enfim", mas enfim porquê afinal? Desde quando foi-nos dado o direito de julgar os outros apenas porque não gostamos todos de comprar a roupa no mesmo sitio, ou dizer ténis em vez de sapatilhas, ou fumar uns charros em vez de SG Ventil? Como é que nós, seres completamente imperfeitos e arrogantes nos achamos com posse suficiente das nossas capacidades, para nos atrevermos a olhar sequer para o modo de vida do colega que partilha a mesma mesa connosco na aula de Grandes Temas da História da Cultura Portuguesa? Tantas perguntas, para tão poucas respostas. mas eu só queria uma solucção. E vivo assim, com terror de este amor que possa vir a sentir, por alguém que não mereça, por alguém que não contribua para o meu enrequecimento enquanto pessoa, para alguém que não me aceite e seja por fim, aceite.
O link do meu blog faz parte de uma música. Chama-se Shed my skin e tem um refrão, qq coisa como " I don´t mind what people say, no i won´t look back for another day, gonna shed my skin and walk away, walk away, walk away...". Ainda ando à procura desse dia, em que terei tomates o suficiente para cometer tal proeza, na sua totalidade. Será que esse dia chega?
12 de julho 2004
"Enfim". E ali fiquei eu, estático, exasperado perante tal comentário que me feriu a alma e me arrasou como se tratasse de algum fenómeno fisicamente mais violento. Há coisas que nunca se esquecem, que nunca devem ser esquecidas, que nunca hão-de ser esquecidas. De facto, o problema é que as pessoas vivem permanentemente a exaltar os defeitos que veêm nos outros, procurando assim ocultar os seus próprios defeitos sem perceberem que isso também faz parte delas, que as torna mais humanas e que faz parte disso, toda a complexidade existente na vida.
A mim, faz-me confusão como é que as pessoas escrevem, nomeiam e constroiem planos, trajectos, esquissos de futuros de vidas que não lhes pertencem na totalidade. Ensinam-nos que o amor é a coisa mais bonita à face da terra e do resto da galáxia, mas é tudo tão castrante à nossa volta, que quando o sentimos e o vivemos, há sempre alguém ou algo que nos impede de o realizarmos e de o tornarmos mais real. Afinal quem pode repreender o coração, marcar-lhe um processo? Quem decide quem devemos amar, de que maneira, em que grau, com que força? È preciso ter muita coragem para amar, seja quem for. È preciso ter coragem para viver, viver o amor, senti-lo sem que isso pareça um pecado, sem que isso faça de nós inumanos, seres carnais e mal-formados, talvez patéticos e infantis. A minha obessessão com o amor não vem de agora, mas nasceu comigo e viaja comigo, independentemente do meu destino ou direcção.
Houve tempos em que tentei evitar o amor, fiz-lhe frente e pensei ter vencido a grande batalha que sempre se advinhou, mas nunca chegou. Cortei com o passado, esquecendo como dizia o outro, que "podemos cortar com o passado, mas o passado não corta connosco". Penso que já escrevi isto, por aí, algures. Depois de o provar, de o saborear e de o perder novamente, tentei sempre encontrá-lo noutro corpo. senti-me corajoso o suficiente para cometer tal patétice inconsciente. Agora que corro sem rumo, vejo-me a enfrentar sozinho os fantasmas que eu teimo em encantar, de dia e de noite, umas vezes ao telefone, outras ao almoço.
Deviamos todos ter o direito de ser felizes, da maneira como queremos e como somos de facto felizes, desde que a nossa liberdade não infrigísse com a liberdade dos outros. Deviamos poder amar sem obstáculos, comodismos, ou preconceitos, tudo e todos, para que o bem podesse passar a ser visto como uma moda e o mundo, sei lá, se transformasse naquele pequeno mundo que todos temos vergonha em admitir que gostariamos de viver, perfeito. Que seja utópico, mas levou tempo até a aceitar esta verdade como facto.
No fundo ela apenas disse "enfim", mas enfim porquê afinal? Desde quando foi-nos dado o direito de julgar os outros apenas porque não gostamos todos de comprar a roupa no mesmo sitio, ou dizer ténis em vez de sapatilhas, ou fumar uns charros em vez de SG Ventil? Como é que nós, seres completamente imperfeitos e arrogantes nos achamos com posse suficiente das nossas capacidades, para nos atrevermos a olhar sequer para o modo de vida do colega que partilha a mesma mesa connosco na aula de Grandes Temas da História da Cultura Portuguesa? Tantas perguntas, para tão poucas respostas. mas eu só queria uma solucção. E vivo assim, com terror de este amor que possa vir a sentir, por alguém que não mereça, por alguém que não contribua para o meu enrequecimento enquanto pessoa, para alguém que não me aceite e seja por fim, aceite.
O link do meu blog faz parte de uma música. Chama-se Shed my skin e tem um refrão, qq coisa como " I don´t mind what people say, no i won´t look back for another day, gonna shed my skin and walk away, walk away, walk away...". Ainda ando à procura desse dia, em que terei tomates o suficiente para cometer tal proeza, na sua totalidade. Será que esse dia chega?
12 de julho 2004
Inspiração, onde andas afinal? Perdi o objectivo dos meus textos há já algum tempo, vivo rodeado de corpos que me tentam, me provacam, me desejam.E o amor, sempre o amor, esse sentimento que todos queremos voltar a sentir, apesar de todos acreditarmos que só amamos verdadeiramente uma vez, nesta vida. Há pessoas que nos inspiram, que nos amam, que nos odeiam e que irradiam uma luz imensa capaz de nos fazer escrever, criar, sonhar durante horas seguidas, repletas de histórias de princesas e dragões. Dizem que os meus textos estão repletos de "deles" e "delas", personagens criadas que influênciam a forma como lidamos com o meio que nos rodeia, por mais insconsciente que sejamos perante tal facto. Eu respondo que a vida também é feita "deles" e "delas", que o amor é escasso e impuro, que a vida é breve e paradoxal, que o desejo é humano e violento.
E assim vou, por entre algum desses caminhos que se me apresentam, criando personagens que falem da minha estória, da nossa História, porque falar de nós prórprios é sempre tão difícil e o limite entre tudo e todos parece tão baço..."Tive amigos que morriam, amigos que partiam, outros quebravam o seu rosto contra o tempo. Odiei o que era fácil, procurei-te na luz, no mar, no vento" e continuo a procurar-te dentro dos meus sonhos, para que a inspiração não cesse e o ar, não termine, por fim. Gostava de te encontrar, no escuro, a sorrir para mim, só para mim, para que o resto do mundo ficasse mudo com tanta coragem, para que o resto do mundo ficasse surdo perante tanta paixão, porque é disso que se trata, no fundo. Às vezes acho que encontrei a cura para cessar a tua busca, que basta uma bebida e tudo termina e nada persiste, um abraço e tudo está esquecido, um olhar e já nada deverá acontecer. Pergunto-me se procuro no sítio errado, se espero demasiado das pessoas, se alguma vez poderei dar o que eu quero receber a alguém, se algum dia o sonho vai terminar e a esperança desvanecer. E há-de ser sempre o sorriso a luz ao fundo do túnel, caminho perdido tantas vezes esquecido. Quero que seja junto ao mar, com o sol a iluminar-nos como se aprovasse e tudo seja tal e qual tantas e todas as vezes sonhei. Quero que o corpo seja húmido, fácil de escavar a fim de encontrar rapidamente a alma e nunca mais de lá sair, ser para sempre prisioneiro e nunca pedir para voltar à realidade. E por isso peço para não acordar mais, para viver sempre a tua busca e a tua perda, tantas vezes perante o meu olhar.
Já te confundi tantas vezes, por algum gesto, por alguma palavra, mas chego sempre à conclusão que tu serás sempre mais e melhor do que eu sonhei e continuo a sonhar. Que precise de acordar e parar de amar esta alucinação patética é problema para o qual não encontro solucção, nem quero. Prefiro ir assim, sorrindo para tudo e para todos, tentando ajudar quem posso e quem devo e preparando-me para a tua chegada, que sinto, será eterna. E não, não me importo de esperar por ti, por cima deste mundo que tanto nos menospreza e conjectura hipóteses para a nossa existência fraca, suja, real.
A noite há-de sempre me acompanhar ao longo da minha jornada, onde me tornei sombra do meu próprio desejo, onde me procuro em cada monumento, em cada calçada, em cada música, em cada dança, em cada escada, em cada olhar. Acho que no fundo, lá no fundo, só precisava de um abraço, teu, para que o mundo voltasse a girar e tudo caísse em graça, como todos achamos que merecemos. O país já saiu da crise, se é que alguma vez lá esteve, o Euro 2004 foi um sucesso, o amor há-de retornar ao seu posto, de onde nunca deveria ter saído. Haja fê.
11, Julho de 2004
E assim vou, por entre algum desses caminhos que se me apresentam, criando personagens que falem da minha estória, da nossa História, porque falar de nós prórprios é sempre tão difícil e o limite entre tudo e todos parece tão baço..."Tive amigos que morriam, amigos que partiam, outros quebravam o seu rosto contra o tempo. Odiei o que era fácil, procurei-te na luz, no mar, no vento" e continuo a procurar-te dentro dos meus sonhos, para que a inspiração não cesse e o ar, não termine, por fim. Gostava de te encontrar, no escuro, a sorrir para mim, só para mim, para que o resto do mundo ficasse mudo com tanta coragem, para que o resto do mundo ficasse surdo perante tanta paixão, porque é disso que se trata, no fundo. Às vezes acho que encontrei a cura para cessar a tua busca, que basta uma bebida e tudo termina e nada persiste, um abraço e tudo está esquecido, um olhar e já nada deverá acontecer. Pergunto-me se procuro no sítio errado, se espero demasiado das pessoas, se alguma vez poderei dar o que eu quero receber a alguém, se algum dia o sonho vai terminar e a esperança desvanecer. E há-de ser sempre o sorriso a luz ao fundo do túnel, caminho perdido tantas vezes esquecido. Quero que seja junto ao mar, com o sol a iluminar-nos como se aprovasse e tudo seja tal e qual tantas e todas as vezes sonhei. Quero que o corpo seja húmido, fácil de escavar a fim de encontrar rapidamente a alma e nunca mais de lá sair, ser para sempre prisioneiro e nunca pedir para voltar à realidade. E por isso peço para não acordar mais, para viver sempre a tua busca e a tua perda, tantas vezes perante o meu olhar.
Já te confundi tantas vezes, por algum gesto, por alguma palavra, mas chego sempre à conclusão que tu serás sempre mais e melhor do que eu sonhei e continuo a sonhar. Que precise de acordar e parar de amar esta alucinação patética é problema para o qual não encontro solucção, nem quero. Prefiro ir assim, sorrindo para tudo e para todos, tentando ajudar quem posso e quem devo e preparando-me para a tua chegada, que sinto, será eterna. E não, não me importo de esperar por ti, por cima deste mundo que tanto nos menospreza e conjectura hipóteses para a nossa existência fraca, suja, real.
A noite há-de sempre me acompanhar ao longo da minha jornada, onde me tornei sombra do meu próprio desejo, onde me procuro em cada monumento, em cada calçada, em cada música, em cada dança, em cada escada, em cada olhar. Acho que no fundo, lá no fundo, só precisava de um abraço, teu, para que o mundo voltasse a girar e tudo caísse em graça, como todos achamos que merecemos. O país já saiu da crise, se é que alguma vez lá esteve, o Euro 2004 foi um sucesso, o amor há-de retornar ao seu posto, de onde nunca deveria ter saído. Haja fê.
11, Julho de 2004
Thursday, July 08, 2004
E foi assim que toda a magia épica chegou ao fim. Tivémos tão perto do sonho, tão perto do céu...Durante dias, semanas, vivemos em constante festa, mostramos a beleza do nosso país, colamo-nos ao televisor a ver a bola passar e elevamos a nossa auto-estima a níveis nunca programados, quanto mais sonhados!
Fui contra o Euro 2004 e a sua realização no nosso pequenino Portugal, mas soube bem não nos ouvir a regalar os nossos defeitos e a nossa miudez e a auto-proclamar-nos os melhores, quando muitas vezes o somos, de facto.
A verdade é que explodimos dentro de nós próprios, passamos a não ligar ao que o vizinho do lado faz, ao que o ministro pensa e para onde vai, libertamo-nos de preconceitos, reaprendemos a ser simpáticos e hospitaleiros e passamos a exaltar a bandeira nacional, esse símbolo carregado de história, por vezes não muito bonita, mas a nossa história! E foi tão bonito ver as janelas, as varandas, as caras, a alma pintada com as cores, tal vez da bandeira, talvez do coração. Foi bonito ver as pessoas sem ter medo de dizer que gostavam, de Portugal sem serem atacadas, ou sentirem-se rebaixadas.
Há que agradecer ao Ronaldo, ao Ruizinhu, ao Figo e a todos os outros, pelos pulos que nos fizeram dar no sofá, pelas bebedeiras que apanhamos, pelos sustos, pela alegria respirada, pelo amor compartilhado.
O Euro deixou-nos muito debilitados financeiro e provavelmente não compensou económicamente e apesar de nao termos ganho, serviu para tantas outras coisas que talvez sejam o sinal de mundança na mentalidade do nosso país. Temos de acreditar em nós, termos força para acreditarmos em nós, que somos tão bons como os ingleses espanhois ou alemães, que temos coragem para o ser. Que o nosso primeiro ministro vai lá para fora gerir o orçamento comunitário porque é de facto bom naquilo que faz, naquilo que gere e da maneira que gere. Vamos todos ajudar Portugal a crescer e não tirar as bandeiras da nossa janela, fazer força para crescermos, ter coragem para fazer força. E sermos, n fim, como uma força que ninguém pode parar e fazer tudo com uma fome que ninguém pode matar, nunca nos saciando, tentando ser sempre mais e melhor.
Vamos fazer isso tudo e muito mais...juntos.
:D
Fui contra o Euro 2004 e a sua realização no nosso pequenino Portugal, mas soube bem não nos ouvir a regalar os nossos defeitos e a nossa miudez e a auto-proclamar-nos os melhores, quando muitas vezes o somos, de facto.
A verdade é que explodimos dentro de nós próprios, passamos a não ligar ao que o vizinho do lado faz, ao que o ministro pensa e para onde vai, libertamo-nos de preconceitos, reaprendemos a ser simpáticos e hospitaleiros e passamos a exaltar a bandeira nacional, esse símbolo carregado de história, por vezes não muito bonita, mas a nossa história! E foi tão bonito ver as janelas, as varandas, as caras, a alma pintada com as cores, tal vez da bandeira, talvez do coração. Foi bonito ver as pessoas sem ter medo de dizer que gostavam, de Portugal sem serem atacadas, ou sentirem-se rebaixadas.
Há que agradecer ao Ronaldo, ao Ruizinhu, ao Figo e a todos os outros, pelos pulos que nos fizeram dar no sofá, pelas bebedeiras que apanhamos, pelos sustos, pela alegria respirada, pelo amor compartilhado.
O Euro deixou-nos muito debilitados financeiro e provavelmente não compensou económicamente e apesar de nao termos ganho, serviu para tantas outras coisas que talvez sejam o sinal de mundança na mentalidade do nosso país. Temos de acreditar em nós, termos força para acreditarmos em nós, que somos tão bons como os ingleses espanhois ou alemães, que temos coragem para o ser. Que o nosso primeiro ministro vai lá para fora gerir o orçamento comunitário porque é de facto bom naquilo que faz, naquilo que gere e da maneira que gere. Vamos todos ajudar Portugal a crescer e não tirar as bandeiras da nossa janela, fazer força para crescermos, ter coragem para fazer força. E sermos, n fim, como uma força que ninguém pode parar e fazer tudo com uma fome que ninguém pode matar, nunca nos saciando, tentando ser sempre mais e melhor.
Vamos fazer isso tudo e muito mais...juntos.
:D
Saturday, July 03, 2004
"Apetecia-me um Gelado", apetecia-me tanto um gelado, fugir contigo e nunca mais ter de te enfrentar naqueles sonhos que tantas vezes não são saudáveis, apenas porque tu apareces. Mas hoje só me apetece um gelado, frio, cremoso, repleto de calorias e de todas aquelas pequenas coisas que nos fazem mal, apenas porque sabem bem.
Hoje não me quero preocupar com o exame que ainda há-de vir, se os meus pais vão descobrir, se já sabem, se saberão o mundo que criei no meio da minha ilusão e desejo, se alguém é injusto ou arrogante comigo, ou se sempre conseguirei fazer alguma coisa pelo Mundo, como tantas vezes sonho.
Só isso. Só me apetecia sentar no sofá,e amar-me, a mim e ao gelado, ser egoísta e não partilhar com ninguém, ouvir uma música da ou da Nelly e deixar-me adormecer por todas aquelas pessoas que confiam e gostam de mim. E cada vez me surpreendo mais, tantas vezes pela negativa, outras pela positiva. São menos, mas são tão mais importantes. De repente alguma coisa boa acontece, somos premiados, glorificados e reconhecidos e de repente todo aquele esforço merece algum sentido, rumo ou destino.
Hoje foi um dia daqueles, surpreendesnte, em que acordamos com a maior dor de cabeça da nossa vida, porque o licor de xinês e o Baileys da noite anterior não foi devidamente absorvido e continua a dar sinal de vida, no sangue. E de repente tudo muda, tudo se inverte, a apatia dá lugar a alegria, esse nobre sentimento que nem todos conseguem sentir, que nem todos querem sentir. E acontece. A dor de cabeça já não existe, sentimo-nos bem, iguais, próprios, seguros e confiantes das nossas potencialidades, sentimo-nos parte de um grupo, de um todo. E sabe tão bem! A surpresa, a emoção, as palmas, os abraços, os sorrisos, as palavras, os gestos...
È tão bom sentirmo-nos bem com o q somos, com o que conseguimos ser, sabe tão gostarmos de viver, sabe tao bem a vida ter algum significado e rendimento, talvez compensação. Sabe tão bem sorrir, só sorrir.
Um gelado agora calharia bem, com muito chocolate, porque sou naturalmente guloso...porque estou feliz, muito! DEviamos ser todos felizes, deviamos fazer todos, os outros felizes, deviamos aprender a aprender a ser felizes. Deixar as tristezas, complicações e angústias de lado e ser de novo e sempre criança, grande ou pequena, não é importante. Ver as estrelas, apreciar a natureza, ouvir o mar confidente, dar um abraço aquele nosso amigo que sofre por dentro porque a namorada por quem fez tudo, o largou por outro, na pior altura, no pior momento. Vamos correr, e beber daquele sol que sorri apenas para nós e lembrar que as aulas só começam de novo em Setembro, perder-nos na noite e fazer discursos encorajadores e positivos.Vamo-nos largar de preconceitos e imaginar que somos perfeitos e dar a mão a toda a gente, vamo-nos respeitar, vamos fazer o que toda a gent quiser, sorrindo, amando, pisando todas as adversidades da vida, Vamos construi textos imaginativos plenos de resistÊnica À depressão e ouvir a Natalie a cantar "Butterflies, cut the stomach outand hand it over, butterflies, my heart will be the bridge that you walk over".
Afinal, Não queremos todos o mesmo?
Hoje não me quero preocupar com o exame que ainda há-de vir, se os meus pais vão descobrir, se já sabem, se saberão o mundo que criei no meio da minha ilusão e desejo, se alguém é injusto ou arrogante comigo, ou se sempre conseguirei fazer alguma coisa pelo Mundo, como tantas vezes sonho.
Só isso. Só me apetecia sentar no sofá,e amar-me, a mim e ao gelado, ser egoísta e não partilhar com ninguém, ouvir uma música da ou da Nelly e deixar-me adormecer por todas aquelas pessoas que confiam e gostam de mim. E cada vez me surpreendo mais, tantas vezes pela negativa, outras pela positiva. São menos, mas são tão mais importantes. De repente alguma coisa boa acontece, somos premiados, glorificados e reconhecidos e de repente todo aquele esforço merece algum sentido, rumo ou destino.
Hoje foi um dia daqueles, surpreendesnte, em que acordamos com a maior dor de cabeça da nossa vida, porque o licor de xinês e o Baileys da noite anterior não foi devidamente absorvido e continua a dar sinal de vida, no sangue. E de repente tudo muda, tudo se inverte, a apatia dá lugar a alegria, esse nobre sentimento que nem todos conseguem sentir, que nem todos querem sentir. E acontece. A dor de cabeça já não existe, sentimo-nos bem, iguais, próprios, seguros e confiantes das nossas potencialidades, sentimo-nos parte de um grupo, de um todo. E sabe tão bem! A surpresa, a emoção, as palmas, os abraços, os sorrisos, as palavras, os gestos...
È tão bom sentirmo-nos bem com o q somos, com o que conseguimos ser, sabe tão gostarmos de viver, sabe tao bem a vida ter algum significado e rendimento, talvez compensação. Sabe tão bem sorrir, só sorrir.
Um gelado agora calharia bem, com muito chocolate, porque sou naturalmente guloso...porque estou feliz, muito! DEviamos ser todos felizes, deviamos fazer todos, os outros felizes, deviamos aprender a aprender a ser felizes. Deixar as tristezas, complicações e angústias de lado e ser de novo e sempre criança, grande ou pequena, não é importante. Ver as estrelas, apreciar a natureza, ouvir o mar confidente, dar um abraço aquele nosso amigo que sofre por dentro porque a namorada por quem fez tudo, o largou por outro, na pior altura, no pior momento. Vamos correr, e beber daquele sol que sorri apenas para nós e lembrar que as aulas só começam de novo em Setembro, perder-nos na noite e fazer discursos encorajadores e positivos.Vamo-nos largar de preconceitos e imaginar que somos perfeitos e dar a mão a toda a gente, vamo-nos respeitar, vamos fazer o que toda a gent quiser, sorrindo, amando, pisando todas as adversidades da vida, Vamos construi textos imaginativos plenos de resistÊnica À depressão e ouvir a Natalie a cantar "Butterflies, cut the stomach outand hand it over, butterflies, my heart will be the bridge that you walk over".
Afinal, Não queremos todos o mesmo?
Tuesday, June 29, 2004
Que luz, que infíma música a embalar-me no desassossego dos meus sonhos que nunca se tornarão realidade. Apago o rádio, apago a luz, apago-me a mim. Tudo o resto é ´pó, tudo o resto sâo fronteiras entre mim e os outros que ainda não percebi se devem ser quebradas. O maor continua a guiar-me, através do sol, do azul, das tuas músicas sem sentido, da luz que me alcança e se apodera de mim, como se não eu fosse nada nem ninguém, alma solitária que nunca deixei de conseguir ser. Em breve completo mais uma etapa, em breve caio, levanto-me, subo e desço, mais um sentimento, uma vida, um sorriso, quem sabe o teu, perdido algures entre o egoísmo com que não te dás e as noites fugazes em que encontras cura para a tua incapacidade de sentires e seres sentida.
Escrevo para ti e escrevo para ti, como se nunca te tivesse conhecido, como se a tua Estrela nunca me tivesse guiado, embrerenhado neste sentimento que me continuam a dizer que é bonito e vale a pena ser vivido. Lá fora, espera-me um mundo que enfrento, com cautela, medo e observação, com um sorriso na alma que me denuncia, com um peso nas costas. Vivo porque tenho de viver, sobrevivo, porque arranjo forças, por aí, em alguém que giosta de mim e não se importa se as casas que desenho são grandes, pequenas, que não se importa se gosto de molhar a bolacha no leite ou rir ou cantar ou ser teu logo pela manhã.
A História é simples, a História é banal, a minha estória +e verdadeira, porque não me liberto dela. poruqe nunca te tive, entre mim, nos meus braços, entre o meu peito, sem os risos dos incautos, sem a inveja dos que se olham ao espelho e não veêm metade do que sonham. E que serei eu no meio deste círculo que não gira, que não permanece, que apenas se absorve na esperança de vibrar, de contentamento, de amor.
Queria ser sempre teu e tu minha, pegar na minha mota e fazer contigo o que ninguém ,nem tu, fizeram comigo, mergulhar no teu sangue, afogar-me nos teus olhos, mentir-te bem alto. Queria ser luz, tua. Fogo, teu. Amor, só amor. Conhecê-lo, cheirá-lo, vê-lo, falar-lhe todas as manhãs, amar-te.
Que luz, que infíma luz , que me arrasa, me acende e me apaga, para no fim me deixar só, vagabundo. Queria ser vagabundo contigo, dar-te a mão e nunca te perder, viver e adormecer, assim, pequeno e frágil, por entre os meus arco-íris de infância. Queria ser teu, queria tanto ser teu...Lembro-me de todas as vezes em que te perdi e fugi, de ti,assim, loira, ruiva, morena entre uma saia da moda e um cigarro de uma marca qualquer.
Ao pé de ti, nada era romântico, bonito ou supérfulo. A vida era rasteira, fria, fácil e desprovida, de tudo e de todos. Não era mentira, era tudo ali ao prazer da carne, do sexo, da cama e da penetração, fugaz, limpa, como se os nossos corpos não se pudessem destruir e eu fosse ali, naquele momento, cinco vezes mais do que quando te amaei, numa praia qualquer, a minha Praia, ao som de uma qualquewr música irritante. E eu ia ao som dela, de ti, "ès o rapaz que nasceu entre a minha estrela", cantavas-me, e era eu que te percorria, com as mãos, com prazer, com o coração, com os olhos. Vazios, por nunca mais te terem visto, felizes por não se cegarem com a imagem da tua memória, amantes de tudo o que tenha o teu toque, fugaz e impávido.
Escrevo para que tu ninca voltes, sem eu tar acordado, levar-te para a cama e nunca mais acordar, sem ti, sem mim. Para que a fala assuma o seu papel com coragem, neste mundo de "competências e técnicas", onde tudo parece fácil demais, e Às vezes até é.
Miguel Praia
Escrevo para ti e escrevo para ti, como se nunca te tivesse conhecido, como se a tua Estrela nunca me tivesse guiado, embrerenhado neste sentimento que me continuam a dizer que é bonito e vale a pena ser vivido. Lá fora, espera-me um mundo que enfrento, com cautela, medo e observação, com um sorriso na alma que me denuncia, com um peso nas costas. Vivo porque tenho de viver, sobrevivo, porque arranjo forças, por aí, em alguém que giosta de mim e não se importa se as casas que desenho são grandes, pequenas, que não se importa se gosto de molhar a bolacha no leite ou rir ou cantar ou ser teu logo pela manhã.
A História é simples, a História é banal, a minha estória +e verdadeira, porque não me liberto dela. poruqe nunca te tive, entre mim, nos meus braços, entre o meu peito, sem os risos dos incautos, sem a inveja dos que se olham ao espelho e não veêm metade do que sonham. E que serei eu no meio deste círculo que não gira, que não permanece, que apenas se absorve na esperança de vibrar, de contentamento, de amor.
Queria ser sempre teu e tu minha, pegar na minha mota e fazer contigo o que ninguém ,nem tu, fizeram comigo, mergulhar no teu sangue, afogar-me nos teus olhos, mentir-te bem alto. Queria ser luz, tua. Fogo, teu. Amor, só amor. Conhecê-lo, cheirá-lo, vê-lo, falar-lhe todas as manhãs, amar-te.
Que luz, que infíma luz , que me arrasa, me acende e me apaga, para no fim me deixar só, vagabundo. Queria ser vagabundo contigo, dar-te a mão e nunca te perder, viver e adormecer, assim, pequeno e frágil, por entre os meus arco-íris de infância. Queria ser teu, queria tanto ser teu...Lembro-me de todas as vezes em que te perdi e fugi, de ti,assim, loira, ruiva, morena entre uma saia da moda e um cigarro de uma marca qualquer.
Ao pé de ti, nada era romântico, bonito ou supérfulo. A vida era rasteira, fria, fácil e desprovida, de tudo e de todos. Não era mentira, era tudo ali ao prazer da carne, do sexo, da cama e da penetração, fugaz, limpa, como se os nossos corpos não se pudessem destruir e eu fosse ali, naquele momento, cinco vezes mais do que quando te amaei, numa praia qualquer, a minha Praia, ao som de uma qualquewr música irritante. E eu ia ao som dela, de ti, "ès o rapaz que nasceu entre a minha estrela", cantavas-me, e era eu que te percorria, com as mãos, com prazer, com o coração, com os olhos. Vazios, por nunca mais te terem visto, felizes por não se cegarem com a imagem da tua memória, amantes de tudo o que tenha o teu toque, fugaz e impávido.
Escrevo para que tu ninca voltes, sem eu tar acordado, levar-te para a cama e nunca mais acordar, sem ti, sem mim. Para que a fala assuma o seu papel com coragem, neste mundo de "competências e técnicas", onde tudo parece fácil demais, e Às vezes até é.
Miguel Praia
Friday, June 18, 2004
Imagem quase perfeita
Aqui no meio desta sala cercada por livros, alguns antigos outro recentes a que chamam biblioteca, mergulhada na imensidão de pessoas que ainda não desistiram de procurar o conhecimento em algo mais palpável do que meras palavras soltas, perdidas. Lembro-me de quando te olhei pela primeira vez e foste logo ali, um desses livros que hoje vasculham e que parecem de difícil compreensão, mas que não passam de escrita pop, demasidadamente leve para ser levada a sério, idenependentemente de ser esse o seu propósito ou não.
Gostava de ter vivido mais entre a areia da tua praia, mas o meu coração sempre esteve preenchido por outro alguém que não tu. A tua sensibilidade sempre foi demais para mim, fria como sempre gostei de ser, rodeada pela minha casca, inquebrável e cheia de banalidades e falsos sorrisos.
Como é que se explica o fim de algo que não teve começo, princípio ou situação? Amar-te sempre foi demais para mim, sempre exigiu demais de mim, porque sou invejosa e edonista demais para me conseguir submeter a uma beleza superior a mim, a um ser que por ser tão delicado me metia pena, que por ser tão popular me metia inveja. E eu não queria amar-te e continuo a não querer amar-te e se és tu que me dás a inspiração para cantar aquelas músicas que toda a gente acha profundas demais para serem escritas, eu quero ser o nada, como fui sem ti.
Não há justificações plenas de romantismos como sempre quiseste, como sempre desesjaste ou então fui eu que te interpretei erradamente e agora poderiamos ser felizes, tu a veres os meus concertos, eu a espiar os teus desenhos de casas, casinhas e palácios para gente claustrofóbica que acha que quanto maior for a sua singela habitação, maior será a sua vontade de prevalecer sobre as viscitudes da vida.
Naquela noite em que fui tua, em que mergulhei no teu mar e tu foste a minha estrela que me guiou por entre a noite fria, redescobri-me e senti-me nova e pura outra vez, apenas por me teres tocado, apenas por ter tocado da tua areia sem ela ter escoado por entre os meus dedos, apenas porque não havia ninguém para julgar quem era mais belo ou para contar todas as traquinices que eu fazia quando era pequena e tinha ar de maria rapaz. Por entre o meu peito ainda te sinto, e quando ele me toca é a ti que eu sorrio, porque as mãos dele não são inocentes e ele transborda prazer carnal e é disso que eu preciso para não me tornar suficientemente fraca e ser vergada pelos problemas da vida. É dos abraços vazios dele que eu preciso para não voltar a achar que a vida há-de ser sempre como nós queremos, é do olhar distante dele, é o sorriso improvavél dele que me faz ser dura o suficinte para conseguir partilhar os bastidores com alguém que a determinada altura me humilha, apenas porque a minha canção parva, teve mais sucesso do que a dela.
Nunca mais esqueci o teu sorriso rasgado, o teu olhar penetrante, a maneira como ao pé de ti ficava pequena e diminuta prante a minha própria fama, como me achava suja, fraca, impotente, porque tu conseguires ser tudo aquilo que eu achava que não se podia ser. Nunca mais me esqueci do teu corpo ondulante, das tuas dunas, da tua respiração, da praia, a tua Praia.
O amor nunca foi uma razão para mim,solta, foragida de mim própria a tentar encontrar uma pergunta, quando não havia solução. Quando este sentimento deixar de correr, vou deixar de escrever, também, e passarei a cantar as músicas de quem nunca sentiu o que tu sentiste por mim e que eu desejei também sentir e não consegui."És o rapaz que nasceu entre a minha estrela" cantei-te uma vez e continuei assim, mergulhada no meu sentimento porque tu foste sempre a coisa mais real que eu conheci, num local tão fundo, tão escuro, tão estupidamente real. Mas deixei-te ir embora e tudo o resto já não tem mais lugar. Nem o amor, nem a paixão, nem o sexo. Guardei o melhor de ti, numa imagem quase perfeita e sonho assim contigo, como se isso preenchesse o teu lugar e nos meus sonhos tu levas-me e eu sou feliz e ninguém mais me julga nem me acusa de ser uma alma que não sabe cantar, apenas interpretar. Quis tanto deixar-me ir contigo e ver tudo aquilo, que eu sei que era muito, que tinhas para me oferecer, para me dar, para me tornar. Ainda tenho esperança que te vá encontrar outra vez, perdido na tua própria praia e eu consiga ultrapassar-me a mim mesma e o medo de experimentar algo que nunca tive, apenas provei, ceda e eu seja novamente tua, como nunca cheguei a ser.
Maria Estrela
Aqui no meio desta sala cercada por livros, alguns antigos outro recentes a que chamam biblioteca, mergulhada na imensidão de pessoas que ainda não desistiram de procurar o conhecimento em algo mais palpável do que meras palavras soltas, perdidas. Lembro-me de quando te olhei pela primeira vez e foste logo ali, um desses livros que hoje vasculham e que parecem de difícil compreensão, mas que não passam de escrita pop, demasidadamente leve para ser levada a sério, idenependentemente de ser esse o seu propósito ou não.
Gostava de ter vivido mais entre a areia da tua praia, mas o meu coração sempre esteve preenchido por outro alguém que não tu. A tua sensibilidade sempre foi demais para mim, fria como sempre gostei de ser, rodeada pela minha casca, inquebrável e cheia de banalidades e falsos sorrisos.
Como é que se explica o fim de algo que não teve começo, princípio ou situação? Amar-te sempre foi demais para mim, sempre exigiu demais de mim, porque sou invejosa e edonista demais para me conseguir submeter a uma beleza superior a mim, a um ser que por ser tão delicado me metia pena, que por ser tão popular me metia inveja. E eu não queria amar-te e continuo a não querer amar-te e se és tu que me dás a inspiração para cantar aquelas músicas que toda a gente acha profundas demais para serem escritas, eu quero ser o nada, como fui sem ti.
Não há justificações plenas de romantismos como sempre quiseste, como sempre desesjaste ou então fui eu que te interpretei erradamente e agora poderiamos ser felizes, tu a veres os meus concertos, eu a espiar os teus desenhos de casas, casinhas e palácios para gente claustrofóbica que acha que quanto maior for a sua singela habitação, maior será a sua vontade de prevalecer sobre as viscitudes da vida.
Naquela noite em que fui tua, em que mergulhei no teu mar e tu foste a minha estrela que me guiou por entre a noite fria, redescobri-me e senti-me nova e pura outra vez, apenas por me teres tocado, apenas por ter tocado da tua areia sem ela ter escoado por entre os meus dedos, apenas porque não havia ninguém para julgar quem era mais belo ou para contar todas as traquinices que eu fazia quando era pequena e tinha ar de maria rapaz. Por entre o meu peito ainda te sinto, e quando ele me toca é a ti que eu sorrio, porque as mãos dele não são inocentes e ele transborda prazer carnal e é disso que eu preciso para não me tornar suficientemente fraca e ser vergada pelos problemas da vida. É dos abraços vazios dele que eu preciso para não voltar a achar que a vida há-de ser sempre como nós queremos, é do olhar distante dele, é o sorriso improvavél dele que me faz ser dura o suficinte para conseguir partilhar os bastidores com alguém que a determinada altura me humilha, apenas porque a minha canção parva, teve mais sucesso do que a dela.
Nunca mais esqueci o teu sorriso rasgado, o teu olhar penetrante, a maneira como ao pé de ti ficava pequena e diminuta prante a minha própria fama, como me achava suja, fraca, impotente, porque tu conseguires ser tudo aquilo que eu achava que não se podia ser. Nunca mais me esqueci do teu corpo ondulante, das tuas dunas, da tua respiração, da praia, a tua Praia.
O amor nunca foi uma razão para mim,solta, foragida de mim própria a tentar encontrar uma pergunta, quando não havia solução. Quando este sentimento deixar de correr, vou deixar de escrever, também, e passarei a cantar as músicas de quem nunca sentiu o que tu sentiste por mim e que eu desejei também sentir e não consegui."És o rapaz que nasceu entre a minha estrela" cantei-te uma vez e continuei assim, mergulhada no meu sentimento porque tu foste sempre a coisa mais real que eu conheci, num local tão fundo, tão escuro, tão estupidamente real. Mas deixei-te ir embora e tudo o resto já não tem mais lugar. Nem o amor, nem a paixão, nem o sexo. Guardei o melhor de ti, numa imagem quase perfeita e sonho assim contigo, como se isso preenchesse o teu lugar e nos meus sonhos tu levas-me e eu sou feliz e ninguém mais me julga nem me acusa de ser uma alma que não sabe cantar, apenas interpretar. Quis tanto deixar-me ir contigo e ver tudo aquilo, que eu sei que era muito, que tinhas para me oferecer, para me dar, para me tornar. Ainda tenho esperança que te vá encontrar outra vez, perdido na tua própria praia e eu consiga ultrapassar-me a mim mesma e o medo de experimentar algo que nunca tive, apenas provei, ceda e eu seja novamente tua, como nunca cheguei a ser.
Maria Estrela
Sunday, June 13, 2004
Será que somos importantes para alguém? Será que quando choramos alguem sente a falta do nosso riso, será que quando não aparecemos ao encontro combinado, alguém desespera pelo nosso regresso, será que alguém sente o nosso desespero quando nos sentimos emberenhados por entre os vales do nossos desespero?
Não nos damos conta que uma palavra nossa, pode fazer o dia mais feliz daquela pessoa que olha para nós com olhos esbugalhados de tanta admiração, compaixão e porque não, de amor. Não nos damos conta do que vale um olá, um simples e singelo olá para fazer com que os sonhos dessa pessoa se tornem mais reais, apenas por saberem que contam connosco.
Devemos tentar tornar as outras pessoas o mais feizes possíveis,para que a nossa existência assuma algum significado e não se perca entre os tecidos da nossa era.
Às vezes esqueco-me das pessosas, apenas porque dou lugar, tempo e momento a outras, nem sei bem porquÊ, Acredito na mudança como fonte de evolução e resistência, mas nunca quis deixar ninguém para trás...a vida encarrega-se facilmente desse papel, atruibuido sem qualquer louvor ou mérito.
De vez em quando sonho e nalguns desses sonhos,Às vezes acordado às vezes a dormir, sonho com uma cidade em que as pessoas se riem por estarem vivas, por sentirem a terra por entre as mãos, quando a escavam, por saltarem por entre os obstáculos próprios da vida e por correrem mais depressa de que o medo, já factor inerente de qualquer ser humano. Nesse sonho, eu tento e consigo com que toda a gente se sinta bem consigo prórpia e depois acord, feliz e contente porque a minha missão foi cumprida. Será achar mais de mim, será muito egocêntrico assumir tal papel perante alguém, perante o mundo? De qualquer maneira, está tudo acabado, porque na vida real eu nunca cumpro o meu papel, acabando eu por ficar na fossa da minha própria insgnificância.
Só queria que eu, tu, nós fossemos felizes, sem guerras ou desamores,ódios ou falsos ciúmes...só queria ser feliz.
...só queria ser feliz e consegui-o ser, masi uma vez. Sim, esta noite também o fui, mas o alcóol ajudou, os elogios também ajudaram, mas houve um dia em que eu fui feliz apenas porque existi, porque vivi aquele momento. Por entre a música e a dança eu já era praticamente "Like A Bird", perdido a "counting the stars" apaxaixonado apenas por estar a "try" outra vez...Foi um momento sublime, em que eu não me importei com ninguém, nem comigo mesmo, nem com as crianças que morrem em Àfrica, todos os dias, a todas as horas, só porque não têm um mísero pão para comer, sim aquele que nós rejeitamos quando já está no armário há um dia...O prazer foi enorme, a alegria foi perfeita e foi bom saber que alguém se dedica tanto e que "HAja o que houver" tu vais estar sempre aqui...obrigado Nelly Furtado, és como uma Força que ninguém pode parar, obrigado por me relembrares coisas tao simples como "This lIfe is to short to live it just 4 u"*.
Não nos damos conta que uma palavra nossa, pode fazer o dia mais feliz daquela pessoa que olha para nós com olhos esbugalhados de tanta admiração, compaixão e porque não, de amor. Não nos damos conta do que vale um olá, um simples e singelo olá para fazer com que os sonhos dessa pessoa se tornem mais reais, apenas por saberem que contam connosco.
Devemos tentar tornar as outras pessoas o mais feizes possíveis,para que a nossa existência assuma algum significado e não se perca entre os tecidos da nossa era.
Às vezes esqueco-me das pessosas, apenas porque dou lugar, tempo e momento a outras, nem sei bem porquÊ, Acredito na mudança como fonte de evolução e resistência, mas nunca quis deixar ninguém para trás...a vida encarrega-se facilmente desse papel, atruibuido sem qualquer louvor ou mérito.
De vez em quando sonho e nalguns desses sonhos,Às vezes acordado às vezes a dormir, sonho com uma cidade em que as pessoas se riem por estarem vivas, por sentirem a terra por entre as mãos, quando a escavam, por saltarem por entre os obstáculos próprios da vida e por correrem mais depressa de que o medo, já factor inerente de qualquer ser humano. Nesse sonho, eu tento e consigo com que toda a gente se sinta bem consigo prórpia e depois acord, feliz e contente porque a minha missão foi cumprida. Será achar mais de mim, será muito egocêntrico assumir tal papel perante alguém, perante o mundo? De qualquer maneira, está tudo acabado, porque na vida real eu nunca cumpro o meu papel, acabando eu por ficar na fossa da minha própria insgnificância.
Só queria que eu, tu, nós fossemos felizes, sem guerras ou desamores,ódios ou falsos ciúmes...só queria ser feliz.
...só queria ser feliz e consegui-o ser, masi uma vez. Sim, esta noite também o fui, mas o alcóol ajudou, os elogios também ajudaram, mas houve um dia em que eu fui feliz apenas porque existi, porque vivi aquele momento. Por entre a música e a dança eu já era praticamente "Like A Bird", perdido a "counting the stars" apaxaixonado apenas por estar a "try" outra vez...Foi um momento sublime, em que eu não me importei com ninguém, nem comigo mesmo, nem com as crianças que morrem em Àfrica, todos os dias, a todas as horas, só porque não têm um mísero pão para comer, sim aquele que nós rejeitamos quando já está no armário há um dia...O prazer foi enorme, a alegria foi perfeita e foi bom saber que alguém se dedica tanto e que "HAja o que houver" tu vais estar sempre aqui...obrigado Nelly Furtado, és como uma Força que ninguém pode parar, obrigado por me relembrares coisas tao simples como "This lIfe is to short to live it just 4 u"*.
Monday, June 07, 2004
Pensar que me ias dar tudo aquilo que eu sempre sonhei que me desses, pensar que ainda penso que existe alguém, por aí, pronta a me dar tudo aquilo que me puder e tiver disposta a dar. Pensar que te vi, assim, pura e escondida entre o teu medo de me ver e de me sentir. Entre a tua Ânsia de me buscar, alcançar e de te ter só para mim. Já não escrevo para ti, mas por mim, para que as mãos possam responder a tudo aquilo que o teu coração tem a ilustre técnica de esconder.
Foram tantas as vezes em que sonhei que te tive e foram tantas as vezes que me fugiste. O amor não tem preço, nem idade, mas o meu tinha-te a ti, materialização do meu desejo, capaz de virar este mundo e o outro do avesso, só para conseguir viver este sentimento que eu achei que ambos vivéssemos. Agora vivo sozinho, porque alguém, como tu, não quis mais provar do sabor da minha vida, nem desejar frente ao espelho aquilo que não se pode ser, mas que todos nos queremos tornar.
E foram dias, ontem hoje e amnanhã, a fugir de ti, até que fui forçado a encontrar-te entre um copo pousado e um MaRtini Metz. Quando penso em ti, penso nas opurtunidades que poderiamos ter criado juntos, saltar por cima das adversidades, ver o nascer do sol juntos e morrer noutro planeta. Poderiamos ter sido amantes e amarmo-nos meses, numa cabana à beira do rio, sem ninguém saber, sem ninguém sentir, sem ninguém intervir.
O que fazemos com o que resta? Eu quero fazer muita coisa, por mim e por quem há-de vir, porque tu não passas, e passas bem, de um encontro estranho, fugaz e alicerçado em falsas esperanças que ambos fomos criando, para que no fim o tudo fosse nada. Só te queria ter amado...mais.
Foram tantas as vezes em que sonhei que te tive e foram tantas as vezes que me fugiste. O amor não tem preço, nem idade, mas o meu tinha-te a ti, materialização do meu desejo, capaz de virar este mundo e o outro do avesso, só para conseguir viver este sentimento que eu achei que ambos vivéssemos. Agora vivo sozinho, porque alguém, como tu, não quis mais provar do sabor da minha vida, nem desejar frente ao espelho aquilo que não se pode ser, mas que todos nos queremos tornar.
E foram dias, ontem hoje e amnanhã, a fugir de ti, até que fui forçado a encontrar-te entre um copo pousado e um MaRtini Metz. Quando penso em ti, penso nas opurtunidades que poderiamos ter criado juntos, saltar por cima das adversidades, ver o nascer do sol juntos e morrer noutro planeta. Poderiamos ter sido amantes e amarmo-nos meses, numa cabana à beira do rio, sem ninguém saber, sem ninguém sentir, sem ninguém intervir.
O que fazemos com o que resta? Eu quero fazer muita coisa, por mim e por quem há-de vir, porque tu não passas, e passas bem, de um encontro estranho, fugaz e alicerçado em falsas esperanças que ambos fomos criando, para que no fim o tudo fosse nada. Só te queria ter amado...mais.
Saturday, May 22, 2004
Não sei porque é que ainda não te esqueci, porque´e que fazes parte das minhas memórias como se ainda nada te tivesse superado, como se isso fosse impossível.Depois de ti, foi muito difícil voltar a ver a realidade com os olhos de uma criança a quem lhe tinham tirado o mundo e enfrentar tudo outra vez, mas desta vez sozinho. Entreguei-me a quem pude e a quem ainda não esqueci, mas ninguém me agarrou, porque ninguém me amou. Apenas consumiram o meu corpo, como se eu apenas fosse carnal e nunca algo de sentimental.
Hoje, desisti de encontrar alguém perfeito com quem cometesse todas aquelas loucuras com as quais sonho en~quanto estudo. Acabaram-se as tentativas frustradas de tentar encontrar alguém, porque eu sei, eu sinto, que quando chegar o momento eu vou saber reconhecê-la por detrás do manto de ignorância de quem me rodeia e no qual me tentam mergulhar.
O sol pode ter desaparecido, mas a luz que brilha em mim e me guia ainda não se apagou. continuará ligada e aberta para todos aqueles que queiram e gostem de sentir a vida, mesmo quando ela não existe. Eu vou estar cá, sempre e quem gostar de mim, sabe onde me encontrar, entre uma música da Nelly e um episódio de 7 palmos de terra. Estou em constante mutação e embora isto pareça um paradoxo, nunca mudo. Não há realidade por detrás do sonho, certo?
Hoje, desisti de encontrar alguém perfeito com quem cometesse todas aquelas loucuras com as quais sonho en~quanto estudo. Acabaram-se as tentativas frustradas de tentar encontrar alguém, porque eu sei, eu sinto, que quando chegar o momento eu vou saber reconhecê-la por detrás do manto de ignorância de quem me rodeia e no qual me tentam mergulhar.
O sol pode ter desaparecido, mas a luz que brilha em mim e me guia ainda não se apagou. continuará ligada e aberta para todos aqueles que queiram e gostem de sentir a vida, mesmo quando ela não existe. Eu vou estar cá, sempre e quem gostar de mim, sabe onde me encontrar, entre uma música da Nelly e um episódio de 7 palmos de terra. Estou em constante mutação e embora isto pareça um paradoxo, nunca mudo. Não há realidade por detrás do sonho, certo?
Tuesday, May 18, 2004
Corro, fujo, não tenho razões para estar triste. Estar triste porquê? Porque as pessoas que estão à minha volta não se entendem?Porque a nElly Furtado não tem o sucesso que merecia?Porque não amei quem devia?
Mas não consigo estar triste e por isso corro e fujo, sempre, outra vez, porque sei que te tenho a ti, a ti e a ti, sempre à minha volta, sempre à minha espera..tive a sorte de ter encontrado muita gente. Gente boa e gente má. A boa continua comigo e continuará sempre e para sempre. A má não existe mais. São apenas partículas de uma ilusão que nunca teve alicerces, nem realidade. São móveis de uma casa, cobertos pelo pó, efémeros como os poemas de Eugénio de Andrade, mas nunca esquecidos, para que o futuro se advinhe risonho, porque a lição nunca é totalmente aprendida, mas nunca é esquecida.
Não tenho nada para escrever porque só me vem a inspiração quando me sinto deprimido o suficiente para guardar tudo para um teclado e um ecrã. Simplesmente porque ele não fala, não sente e quando se comete algum erro, apaga-se facilmente. Que não se apague a minha alegria, tão facilmente, Cause this life is to short to live it just for u.
Mas não consigo estar triste e por isso corro e fujo, sempre, outra vez, porque sei que te tenho a ti, a ti e a ti, sempre à minha volta, sempre à minha espera..tive a sorte de ter encontrado muita gente. Gente boa e gente má. A boa continua comigo e continuará sempre e para sempre. A má não existe mais. São apenas partículas de uma ilusão que nunca teve alicerces, nem realidade. São móveis de uma casa, cobertos pelo pó, efémeros como os poemas de Eugénio de Andrade, mas nunca esquecidos, para que o futuro se advinhe risonho, porque a lição nunca é totalmente aprendida, mas nunca é esquecida.
Não tenho nada para escrever porque só me vem a inspiração quando me sinto deprimido o suficiente para guardar tudo para um teclado e um ecrã. Simplesmente porque ele não fala, não sente e quando se comete algum erro, apaga-se facilmente. Que não se apague a minha alegria, tão facilmente, Cause this life is to short to live it just for u.
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